Notas iniciais
Olá mas uma vez, agradecendo os comentários do capitulo 03 obrigada mesmo de coração não canso de dizer: Vocês são minha inspiração e me dão força para continuar.
Espero sinceramente que curtam o capitulo foi feito com carinho e betado pela Morrigan.
As fotos são de Shion e Shin.
Tem um lemon no final, mais não é do casal principal, desculpem qualquer coisa e que foi a minha primeira vez rsrsrs...
No mais boa leitura.....

\"\"\"\"

Capítulo 04

- Água... — ouviu-se o sussurro dentro da tenda.

- Tome... Beba devagar.

- Obrigado. – abriu os olhos para ver quem tinha lhe deitado com cuidado após ter-lhe dado água, viu um par de olhos azuis como o céu e um rosto de tez morena cor características do povo daquela terra, um rosto másculo, mas de expressões suave, pode sentir certa pureza no olhar do outro.

- Onde estou? E quem é você? — sua voz saiu estranha como que as palavras ferissem as suas cordas vocais, sua garganta ainda estava seca. Foi quando se lembrou do professor e Roberth, de como eles deram a vida para ele se salvar e da... Fuga, sim! Estava fugindo. – Aí... Aí... Argh... Meu braço! – a dor se manifestou de uma maneira aguda assim que se apoiou no braço para sair logo dali, afinal até onde ele sabia aquele homem alto de cabelos prateados quase brancos poderia muito bem ser um dos seus perseguidores.

- Calma garoto você ainda esta fraco e a ferida no seu braço não se curou, eu retirei a bala, suturei a ferida, mais não esta desinflamada, meu nome é Shin; sou o príncipe, curandeiro ou médico se preferir, do reino de Mubak, prazer em conhecê-lo. – Disse o rapaz se levantando com uma bacia que continha alguns panos sujos de sangue e alguns instrumentos cirúrgicos. Depositou a bacia em cima de uma mesa fitou Josh por um instante. — Qual o seu nome? De onde vem? O encontrei no meio do deserto caído ao lado de um cavalo, você estava bastante debilitado, tinha perdido muito sangue e estava desidratado, praticamente morto. Eu me pergunto em que confusão você se meteu para esta naquele estado... Mas agora você já está quase recuperado, ficou apagado por três dias.

Josh nada disse por um tempo, se aquele homem tinha tratado suas feridas então não era um inimigo, considerou contar a verdade, olhou novamente naqueles olhos que lhe passaram segurança e resolveu contar toda a história. Claro que ocultando sobre quem ele era realmente. Falou que era estudante de arqueologia e que tinha sido convidado para visitar um novo sitio que seu professor tinha descoberto sobre a cidade de um povo antigo e dos tesouros que acharam. Narrou o ataque dos beduínos sem citar nomes ou a traição de Samanta e Orácio e falou da morte de seus amigos.

- Então enquanto estavam distraídos você fugiu?

- Sim, bem na verdade enquanto meu amigo os segurava eu pude escapar. — falar sobre isso realmente doía, e percebendo a aflição no semblante de Josh o príncipe sugere que ele descanse mais um pouco.

- Quando acordar lhe trago algo para comer. Devemos partir amanhã e enquanto se recupera és meu convidado para passar um tempo em meu país.

Shin sai da tenda deixando um Josh espantando, afinal por que o príncipe o chamaria para ir com ele? – “Se bem que assim posso despistar Karf e os outros... É, acho que um mês é suficiente, e, além disso, Shin parece ser uma boa pessoa”. — -pensa enquanto se ajeita melhor sobre o leito percebendo que estava somente com a roupa de baixo. Um pouco desconfortável ele se cobre, imaginando se o príncipe Shin havia visto a marca em suas costas. – “Para de paranóia Josh, nem todos conhecem essa lenda”... - e afastando tais pensamentos para o fundo de sua mente Josh sente as pálpebras pesarem e o sono chegar.

Do lado de fora da tenda o príncipe começa a refletir sobre os últimos acontecimentos que ele havia presenciado antes de encontrar o rapaz estrangeiro desmaiado no meio do deserto. Ele e sua caravana vinham do reino de Zarpara onde havia concluído um tratado de paz e uma aliança entre as duas nações. No caminho algo lhe chama atenção, fumaça no deserto, decide averiguar e se vê no meio do que restou do acampamento que havia no centro de uma escavação, claro que eles tinham conhecimento da descoberta dos arqueólogos, existem muitas pessoas interessadas que buscavam informações que os levassem até o que restou da antiga civilização daquele povo que muitos julgavam ser uma lenda, mera ficção afinal anjos desistindo da imortalidade por amor, só podia ser loucura, mas ele sabia que não era uma ficção. Ele sabia que era real, pois convivia com um desses seres magníficos, conhecia sim, toda a verdade sobre a linhagem do seu irmão e prometeu apoiá-lo sempre e ajudá-lo no que fosse preciso, prometeu ao seu pai no leito de morte protegê-lo, apesar de ser mais novo e ter menos poder que seu irmão fazia de tudo por ele, o amava e queria a sua felicidade e por esta razão tinha colocado homens do deserto cuidando daquele local, vigiando os escavadores de longe. Quando chegaram ao local, constataram que todos os tesouros foram levados, a tumba profanada e queimada juntamente com os restos mortais daquele que um dia foi um dos anjos que decidiram romper barreiras e se entregar sem reservas não ao desejo carnal, como muitos poderiam julgar, mas sim algo maior, algo que ele pensava que era justamente o que faltava ao seu irmão, o conhecimento do amor verdadeiro, a entrega que tal sentimento propõe, a disposição para amar sem reservas.

Precisava levar aquele menino para o palácio, apresentá-lo ao seu irmão, mal pode acreditar quando ao fazer o curativo no braço do garoto viu aquela marca, única, que para quem conhecia os escritos do povo do Éden sabia do que se tratava. Claro! Só poderia ser ele a alma gêmea de Shion, o rei de Mubak.

Estava decidido, levaria Josh com ele, o protegeria, descobriria quem roubou o tesouro que pertencia ao seu reino, descobriria também por onde andava o grupo que seria responsável pela vigia do lugar e como eles permitiram que tal ato de barbárie acontecesse e teria que encontrar uma maneira de juntar Josh e seu irmão, pois acreditava que esse era o destino de ambos, se tornarem um por toda a vida, afinal não fora por acaso o seu encontro com o loiro, ele não acreditava em coincidência, entendia também que não seria uma tarefa fácil, tinha um problema: A pessoa destinada a Shion era um Hicso. Esse era o nome dado aos estrangeiros pelos povos do deserto e o fato era que Shion odiava estrangeiros, para ele, tais pessoas eram dignas do seu desprezo e os culpava pelos assassinatos, roubos e sequestros que estavam acontecendo ultimamente pelo seu reino, afinal as pessoas sempre se mostraram gananciosas e traiçoeiras para com ele, não seria uma tarefa fácil.

– Caramba! É muita coisa para uma pessoa só... Vou precisar de ajuda. — acabou falando em voz alta, assustando alguns cavalos que estavam presos ali perto. Resolveu se recolher a sua tenda, pois no outro dia teriam uma longa viagem de volta ao seu país.

No outro dia a caravana do príncipe Shin com o seu mais novo integrante partem rumo ao reino do senhor do deserto como era conhecido o rei Shion.

**********************************************************************

Era fim de tarde, o sol já pintava o céu com a cor laranja se misturando ao dourado da areia, em meio a tudo isso se erguia uma cidade grandiosa e bela, a mesma era cercada por uma grande muralha e no meio desta se encontrava um imenso portão de madeira muito bem trabalhada. Josh ao passar por ele não pode deixa de sentir certo receio, parecia-lhe que estava entrando em uma fortaleza difícil de escapar... Na verdade impossível.

À medida que adentrava a cidade o garoto não deixou de notar as construções, casas e prédios feitos de grandes pedras de calcário polidas e de um brilho distinto. Tudo era grandioso, de uma beleza rara. Os detalhes chamavam a atenção de um curioso e fascinado Josh. Ele jamais imaginaria que ainda existiam cidades naquele estilo milenar como o antigo Egito, Babilônia e Macedônia, parecia que ele era guiado através de um túnel do tempo.

- Esta gostando da nossa cidade? – Shin pergunta sorrindo ao ver a expressão de admiração no rosto de Josh.

- Sim... É maravilhosa, parece que voltei no tempo. – diz boquiaberto.

- Hahaha... Você é engraçado, mas para vocês hicsos... Estrangeiros. – corrige ao ver a cara de interrogação do outro. – Deve ser bem diferente mesmo, o nosso povo ainda conserva a maioria dos costumes antigos, o meu irmão não mantém contato com o mundo exterior e o nosso reino é um reflexo disso, ele diz que o contato com os estrangeiros mancharia o nosso povo.

- Bem... Então não acho uma boa idéia eu ter vindo, seu irmão pode não gostar. – disse Josh sentindo uma pontada na boca do estomago. Pelo que escutou nas conversas dos homens do príncipe, deduzira que o rei era uma pessoa difícil, dura e amarga. Mas agora que ele estava ali, não abriria mão dos seus sonhos, não deixaria ninguém destruí-los e se manteria firme, conheceria a cultura daquele povo, os costumes, a língua antiga e as edificações. Sim sentia necessidade de estar ali, parecia loucura, era um fato que já tinha constatado em seu coração, mas o seu lugar era ali, e teria um mês para sanar aquele anseio que sentia em seu peito… Como? Ele não sabia.

- No tempo certo você achará o caminho. – assustou-se com a voz que penetrou seus ouvidos parecendo sondar seu coração, sorriu para o príncipe. – E quanto ao meu irmão, não se preocupe você é meu convidado e poderá ficar o quanto quiser... Vamos tenho que entregar os relatórios para o rei e você deve estar faminto.

**********************************************************************

- Majestade o príncipe Shin e sua caravana retornaram e ele solicita uma audiência. – o rei impaciente levanta o cetro em sinal de permissão, pois as pessoas não poderiam entrar em sua presença sem a sua permissão, tal ato era extremamente proibido e se desobedecido muitas vezes, a punição era a morte.

Entendendo o sinal o soldado sai do imperioso salão em direção as portas de carvalho abrindo-as e dando passagem ao príncipe Shin, o general Tárcis homem de confiança do rei e a uma figura pequena.

- Irmão, sabe que não precisa disso, pode adentrar a minha presença quando desejar, você é o único que permito. – diz o rei serio, ele era alto, forte, trajava uma túnica aberta na frente, exibindo o tórax definido de cor parda, uma facha na cintura roxa combinando com os cabelos longos e lilases, que se encontravam presos de um jeito despojado dando a impressão de estarem se soltando. Usava algumas jóias, mas não muitas, um adorno de prata na mão direita e alguns colares no pescoço, um de ouro destacava seus olhos dourados, olhos que Josh não ousou encarar por muito tempo, e quando seus olhares se cruzaram em um milésimo de segundo Josh pode sentir-se sendo desvendado no mais intimo do seu ser, seus olhos eram como chamas que ele sentia que poderiam lhe consumir... Não, na verdade Josh se sentiu como se não fosse digno de estar na presença daquele homem, a sua simples presença já constrangia o jovem estudante.

Percebendo que seu irmão já havia notado a presença de Josh no grande salão, pois Shion não parava de encarar o rapaz que estava de cabeça baixa parecendo estar bastante incomodado, Shin resolve fazer as apresentações.

- Irmão esse é Josh, estudante de arqueologia da universidade de Harvard ao meu convite ele irá passar um tempo conosco. Ele vai estudar os costumes e tradições do nosso povo e...

- Você por um acaso perdeu o juízo, enlouqueceu de vez? Tomou muito sol nessa cabeça oca? – Shion interrompeu seu irmão aos gritos ele estava possesso. – Sabe a minha opinião sobre esses... Esse hicso... Tire-o da minha frente, não suporto olhar para esse imundo! E como você irmão permite que ele entre em meu palácio, no meu reino, esse ladrão, profanador de túmulos. – o rei dizia todas essas palavras com desprezo e Josh não pode acreditar no que estava escutando. Como aquele homem poderia julgá-lo dessa maneira, dizendo coisas mentirosas a seu respeito?

- Prazer em conhecê-lo também, ó “Senhor Grande rei do deserto”, seu... Seu metido, arrogante, estúpido! Quem pensa que é para me tratar dessa maneira? Você pode mandar no deserto inteiro, mas isso não te dá o direito de me tratar assim. Você não me conhece! – Josh estava ofegante, sua respiração estava rápida demais, ele estava na frente daquele homem e ao mesmo tempo em que sentia ódio havia outro sentimento que ele não conseguia definir, pernas bambas, arrepio pelo corpo e respiração pesada, isso só podia ser medo, e daí se fosse? Ele não deixaria aquele homem repugnante o tratar como um animal e ser enxotado assim. O que diabos havia de errado com ele?

No momento em que escutou as palavras do garoto o rei de Mubak queria esganá-lo, mandar enforcá-lo por tamanho desrespeito, mas ele não conseguia tirar seus olhos da figura loira a sua frente. Era pequena, pele branca com um tom rosado, resultado da ação do sol do deserto. Seus cabelos pareciam fios de ouro, aqueles olhos verdes claros, nunca tinha visto nada igual e aquela boca pequena... – “O que estou pensando? Se recomponha Shion!” – repreendeu-se diante de tais pensamentos, a verdade é que o garoto despertava em si um turbilhão de sentimentos que ele não estava conseguindo organizar corretamente.

Shin vendo que seu irmão ia para cima do loiro entrou em sua frente e falou de um jeito que sabia que convenceria seu irmão.

- Que isso Shion? Onde estão os seus modos? Eu nunca te pedi nada, e quando o faço você não é capaz de realizar um simples desejo meu, eu que sempre faço tudo por você... – se aproximou do irmão, tocando seu rosto e fazendo beicinho sussurrou. — Sabe que te amo e jamais faria algo para te machucar, prometemos não foi? Sempre cuidar um do outro. – disse com voz manhosa e com um olhar de cachorro abandonado de cortar o coração.

-... Droga! Esta bem... Ele pode ficar, mas mantenha-o longe dos meus olhos. – Shion concordou, era sempre assim desde criança, seu irmão era um chantagista emocional, quando usava a arma secreta do olhar, mais beicinho não havia quem resistia.

- Obrigado majestade! – agradeceu curvando-se e dando um forte abraço no irmão.- E Társis, nosso general lhe passará todo o relatório da nossa viajem.

-Vamos Josh vou te mostrar os seus aposentos e pedir para providenciarem algo para comermos. – alegou puxando o garoto dali antes que seu irmão mudasse de idéia, ou que Josh abrisse a boca novamente... Que coisa... Tinham tido um péssimo começo esses dois.

****************************************************************************

Era tarde da noite e todos já estavam recolhidos aos seus aposentos. Josh estava em seu quarto, um cômodo com seis janelas grandes, uma cama de casal imensa, com lençóis de seda vermelhos e brancos, com cortinas do mesmo material e da mesma cor o mesmo possuía um cômodo anexo que Josh descobriu ser o banheiro com uma banheira muito grande. Parecia uma piscina de granito, assim como as paredes e o chão do palácio, tudo para ele parecia grande, imenso demais. – “É... Acho que vossa majestade tem trauma com tamanho... Merda! Você já está pensando nele novamente...” — a verdade é que Josh não conseguia tirar certo rei da cabeça, Shion... Aquele homem exerceu um fascínio inexplicável sobre o jovem.

Depois de tomar banho e jantar ali no quarto mesmo, assim que uma criada veio e recolheu os utensílios que ele tinha admirado e usado para comer, tudo feito de ouro, diga-se de passagem, o mesmo se deitou na cama macia e deixou que seus pensamentos criassem asas.

A verdade é que assim que saiu da presença do rei, Josh se moveu para a saída do palácio decidido a não permanecer mais nenhum um minuto naquele lugar, ele já estava no grande jardim quando foi alcançado pelo príncipe e o mesmo disse que já que ele estava sendo perseguido e que não fazia idéia de como voltar para a cidade do Cairo que estava a milhas e milhas de distância, seria melhor ele ficar por ali até a poeira baixar. Sugeriu que ele se entrosa-se com o povo, pois seria melhor para a sua pesquisa... E pensando que seria uma boa idéia resolveu concordar, com a “pulga atrás da orelha”, porque não entedia o motivo do príncipe querer tanto ajudá-lo.

- Tão diferente do irmão... Aquele... Grosso! Ahhhh de novo não! — afunda cabeça no travesseiro decidido a não pensar mais no moreno e aos poucos adormece.

*****************************************************************************

- Demorou a retornar desta vez, e vi que trouxe um presente, mas parece que meu marido não gostou muito. Digo isso pelos gritos que ouvi no salão real. – uma mulher morena de longos cabelos negros, olhos de um negro da mesma intensidade e corpo curvilíneo, se aproximou do príncipe o abraçando por trás, a mesma trajava roupas de linho vermelho bordados com fios de ouro e muitos colares, pulseiras de ouro branco e dourado, nas orelhas um par de brincos de rubi.

- Sabe como Shion é... Às vezes um pouco exagerado, afinal você, a primeira esposa dele o conhece muito bem, mas no final ele acabou permitindo que Josh ficasse afinal é o destino dele. – Shin puxa a morena para sentar no seu colo e cheira o seu pescoço. – Hum... Adoro seu cheiro.

Kirine era a primeira esposa de Shion, o casamento deles fora decidido por seus pais quando eles eram crianças, então quando ela completou 18 anos teve que vir do seu reino para se casar com Shion e assim formarem uma aliança entre os dois reinos, mas quando chegou a Mubak seu coração foi tomado de amor, não pelo seu futuro esposo e sim pelo irmão dele, o jovem príncipe Shin da mesma idade que ela na época, porém antes de se casar descobriu que o príncipe sentia o mesmo por ela, então decidiram fugir, foi quando Shion descobriu o plano dos dois, tiveram uma longa conversa onde Shin expôs seus sentimentos em relação à princesa para o irmão e esse como amava seu irmão e não queria desobedecer às ordens do rei teve uma idéia, propôs que ele e a princesa se casariam, mas ele não a tomaria, seria um casamento de aparências e quando fizesse dez anos de casamento, o tempo estipulado pelas leis do país em que o marido teria direito de dar a sua esposa a outro homem se não tivessem tido filhos, então ela poderia pertencer a Shin totalmente, e ali sentada no colo de seu amado ela contava os dias em que seria dele de corpo e alma, pois faltava só um ano para que o acordo com Shion tivesse fim e como prometido ele nunca a tocou e haviam se tornados grandes amigos, quase irmãos.

- Por que diz isso sobre destino? – ela pergunta curiosa.

Ele se levanta e coloca-a sentada na cama.

- Como sabemos Shion vem de uma linhagem diferente.

- Diferente? diferente?! Shin você já viu o tamanho daquelas asas e como são lindas? E quando ele quer pensar, que fica sobrevoando o palácio e a luz que ele emite quando esta em batalha, os soldados dizem que é ofuscante, acho que a palavra para isso não é diferente e sim divina, ou mística.

- Sim, que seja. O que acontece é que Josh é da mesma linhagem, bem quase... Por que ele não é um guerreiro e sim um progenitor. – nesta hora o queixo de Kirine cai com a revelação.

- Mas... Ele não era o único? Digo, eles não estão... Extintos da terra, pelo menos?

- Era o que eu imaginava meu amor, mas eu vi a marca e as duas marcas uma em cada lado da costas, sinal que ele já pode liberar as asas, creio que ele ainda não sabe como e também não sabe que descobri. O convenci a vir comigo com a desculpa de se esconder aqui. Lembra aquela escavação que Shion pediu para eu mandar Karf e seu clã vigiarem?

Kirine confirma com a cabeça – Não me diga que eram...

- Sim amor, eram indícios de onde ficava o jardim do Édem, onde o povo de Shion viveu. Um professor de Josh descobriu e o chamou da America para cá, ele estava na escavação quando foram atacados, os amigos dele foram mortos ajudando ele a escapar do ataque, que de acordo com Josh foi um bando de beduínos que deferiu... Isso te diz alguma coisa?

- Karf...

- Eu suspeito dele também. Nenhum clã do deserto se atreveria a atacar uma área protegida pelo reino de Mubak a não ser ele. Quando fui verificar o lugar das escavações estava tudo destruído e os tesouros tinham todos sido levados, estrangeiros não fariam isso da noite para o dia, seria necessário centenas de homens e outros povos não teriam essa audácia.

- Shion já sabe? Do ataque e sobre a identidade do garoto?

- Não, ele não vai acreditar quando eu disser que suspeito de Karf, afinal eles são amigos desde a infância e quanto a Josh, se é o destino deles ficaram juntos, o destino cuidará de tudo, não gostaria que meu irmão se aproximasse dele só por interesse em procriar. – Shin sentou-se ao lado de Kirine na cama.

- É, mas não custa nada darmos uma forcinha ao destino. – disse a morena deitando a cabeça sobre as pernas de Shin que tomou seu rosto e a beijou nos lábios carnudos demoradamente.

- Já disse que adoro seu cheiro?

*****************************************************************************

Acorda quando percebe um calor invadir o quarto juntamente com a luz da manhã atravessando as suas pálpebras cerradas, sentiu uma mão a fazer um cafuné gostoso em seus cabelos.

- Só mais cinco minutos irmã Mary...

- Não sou sua irmã e meu nome não é Mary, é Léa.

Abriu os olhos assustado ao ouvir aquela voz infantil soar pelo quarto, olhou para o lado e viu uma figura pequena de uma garotinha de lindos cabelos castanhos presos em uma trança, sentada na cama ao seu lado a mesma trajava vestes amarelas que ressaltavam os seus olhos castanhos.

- Quem é você? O que faz aqui? – Pergunta um sonolento Josh.

- Já disse que meu nome é Léa, tenho sete anos e sou a princesa deste palácio, prazer em conhecê-lo anjo. – respondeu a garota como se estivesse explicando algo obvio.

- Ah... Muito pra... Eh?! como disse? Do que me chamou?

- Ué você não é um anjo? Nas histórias que meu pai conta os anjos tem cabelos amarelos da cor do sol e olhos da cor do mar assim como você. – aponta para Josh como se tivesse feito uma incrível descoberta.

O garoto relaxa, depois da explicação da garota, por um momento pensou que tinha sido descoberto. Levanta-se da cama e vai até o banheiro, faz a sua higiene matinal, troca de roupa e quando volta ainda encontra menina sentada na cama.

- Ainda está aqui? Imagino que uma princesa tenha muito que fazer neste imenso palácio.

- Sim é verdade, mas meu tio Shin pediu para que eu fosse a sua guia pela cidade para que você não se perdesse e como estava livre hoje, ai aceitei o serviço. – ditou isso com um enorme sorriso e pulando da cama, pega na mão de Josh o arrastando pelos corredores do palácio.

- Ei! Calma mocinha, onde estamos indo? – pergunta Josh no momento em que eles viram em mais um corredor daquele enorme lugar.

- Tomar café da manhã. Vamos andar muito, temos que estar fortes.

Chegaram à porta de um grande salão onde tinha uma mesa comprida posta com dezenas de frutas e variedades de pães, chás e sucos. Josh hesitou quando viu quem estava sentado na cabeceira da mesa. O rei Shion tinha a cabeça baixa parecia examinar alguns papéis, estavam sentados na mesa mais três pessoas, uma era o príncipe Shin e as outras duas ele não conhecia. Notou serem duas mulheres belíssimas, estavam sentadas uma de cada lado do rei. Shion se sente mais uma vez sendo puxado pela pequena e juntos vão até a mesa.

- Bom Dia Papa! – A menina solta a mão de Josh e se joga sobre o colo do rei que no susto deixa os papéis caírem e segura a menina em seus braços.

- Bom dia minha jóia, dormiu bem? Porque toda essa agitação tão cedo? Não vai cumprimentar sua mãe e nem seus tios?

- Desculpe... — se ajeita direito no colo do pai e com a cabeça acena para os demais da mesa, vira-se para mulher a direita do rei e diz: — Bom dia mamãe.

- Não devia se comportar como uma selvagem, infelizmente você não é um menino então pare de se comportar como se fosse um. Isso não são modos de andar pelo palácio. – Ditou Ismirna a segunda mulher do rei Shion, a mesma era filha de um rico comerciante que quando soube que o rei estava a procura de uma nova esposa, rapidamente tratou de negociar a sua filha com o antigo rei, Shion concordou com o casamento, pois se via pressionado por seu pai e o conselho para ter herdeiros e como seu casamento com Kirine era uma mentira e tinha prometido ao irmão não desposá-la, aceitou resignado a mais essa vontade de seu pai, mas Shion não amava Ismirna e a mesma com a falta de amor e desprezo do marido se tornou amarga, fria e quando engravidou há sete anos atrás viu na gravidez a chance de conquistar o marido de vez, dando a ele o herdeiro que ele tanto queria pois o sucessor do trono só poderia ser um homem de acordo com as leis do país, a sua decepção fora algo inimaginável, quando ela viu que tinha dado a luz a uma menina.

Desprezara a criança, dando para amas de leite cuidarem. O rei ficara triste, mas não durou muito, pois a medida que a criança ia crescendo, mais o amor dele pela filha aumentava e hoje ele via sua filha como uma criança esperta, inteligente e altruísta que não abria mão de ajudar qualquer um que precisasse. Com certeza se ela tivesse a oportunidade seria uma ótima rainha. Ele não tentou mais ter filhos, afinal para ele era frustrante saber que como único da sua raça não encontraria a pessoa “certa” com a qual partilharia toda a sua vida e teria muitos filhos. Decidiu que os filhos do seu irmão quando ele os tivesse, seriam os herdeiros do trono, faltava agora só convencer o seu irmão.

- Desculpa mamãe é que estava mostrando o lugar para o anjo. Venha Josh se sente conosco precisamos nos alimentar bem, o dia será cheio, temos muitos lugares para ir. – disse a menina animada chamando a atenção de todos para o garoto parado no meio do salão.

Ao ver que todos o olhavam ele se aproximou da mesa, envergonhado, então se lembrou das palavras do rei que não queria ver-lo na sua frente e travou.

- Aproxime-se Josh fique a vontade. Deixe-me fazer as apresentações – vendo que o garoto tinha parado no meio do caminho Shin o chama e aponta um lugar do seu lado para que ele sente. – Essa moça aqui do meu lado e a esquerda do rei, é Kirine, a primeira esposa do meu irmão e essa a sua frente, à direita do rei é a Ismirna, segunda esposa, mãe de Léa que você já conheceu. – sorriu para o estudante que se sentindo-se mais confortável pegou uma porção de damasco seco começando a comer e observar as duas mulheres que eram de uma diferença gritante. As duas incrivelmente belas, mas Ismirna parecia estar sempre com dor de barriga, pois tinha uma expressão no rosto como se estivesse o tempo todo incomodada com tudo, olhava para Josh com nojo, como se ele fosse um inseto que tinha que ser esmagado, enquanto que Kirine lhe sorria com um belo sorriso que alcançavam até os seus olhos e davam uma expressão totalmente maravilhosa ao seu lindo rosto. As duas estavam adornadas com muitas jóias e pareciam que não tinham problemas para conviver. Josh achou aquilo curioso.

Desviou o olhar ao sentir que lhe encaravam, seu olhar se encontrou com o dourado de Shion e por um tempo ficaram se encarando. Josh sentiu como se seu estomago estivesse cheio de borboletas. Ignorou... Deveria ser a fome. Pegou um pão e passou geléia, dando uma mordida e então a voz grossa ecoou pelo recinto.

- Aonde pensas que irás com minha filha? Acha que vou deixá-la nas mãos de um estrangeiro para depois ela ser seqüestrada a troco de tesouros e sabe-se lá mais o que...

- Oras seu... — Josh se levanta.

- Calma... Calma... – Shin que não queria presenciar mais uma briga interrompe e puxa Josh pelo braço para que voltasse a se sentar. – Eu que pedi para Léa acompanhar Josh enquanto ele faz sua pesquisa de campo, mas claro que um soldado irá acompanhá-los, não porque eu desconfie de você Josh, mas é que não são todos que concordam com a maneira de Shion governar então pode não ser muito seguro andar por ai sem proteção.

- Shion qual é o problema? Pare de implicar com o rapaz, se ele fosse mesmo nos roubar ou seqüestrar a Léa... – Kirine pisca para a garota. – Você acha que ele conseguiria escapar? E iria para onde? Estamos cercados pelo deserto.

- É papa! Me deixa ir, estou cansada de ficar aqui trancada sem fazer nada.

- Se sua mãe permitir, tudo bem.

A garota olha para mãe com um jeito suplicante, Ismirna não olha a garota e só faz sinal para que ela saia logo, aproveitando a deixa ela se da um beijo no pai que retribui se despede dos demais e marca de encontrar com Josh no portão do palácio.

Josh tenta terminar o café em meio a uma avalanche de perguntas feitas por Kirine, porém ele responde a todas com educação e conta sobre o orfanato, sobre a faculdade, mas quando vai falar da escavação, é rapidamente interrompido por Shin que o chama para se apressar para o seu encontro com Léa. O jovem agradece o café e se levanta, lançando um olhar irritado para Shion que não parava de encará-lo, aquilo realmente estava incomodando Josh.

*****************************************************************************

Quando foi deixado só com os seus pensamentos na mesa do café, Shion ficara realmente incomodado. Quanto mais olhava o loiro, não conseguia desviar o olhar, a noite passada tinha sido povoada por sonhos com o pequeno anjo de todas as noites, só que o último sonho do qual acordará de repente, ele havia visto o rosto do anjo, e era o rosto de Josh. Esse sentimento que vinha em seu coração quando olhava o garoto, um misto de saudade e necessidade, como se precisasse do garoto, assim como se precisa do ar pra respirar. – “Isso é impossível, eu estou ficando louco...” – levanta-se decidido, precisava extravasar, aliviar um pouco a cabeça. Caminhando pelo longo corredor chega até uma porta dupla e pede para o guarda que era responsável pela sala abrir, quando a porta é aberta ele passa os olhos pelo lugar procurando algo que possa satisfazer a sua necessidade naquele momento e seus olhos pairam sobre um rapaz, o único estrangeiro do seu harém, um oriental, pois os demais rapazes que ali se encontravam pertenciam ao seu continente. Alguns negros, outros apenas morenos, mas ali estava ele, o único de pele clara no meio daqueles vinte jovens. Ele seria suficiente.

- Yuri venha até meus aposentos. – chama com autoridade sobressaltando os demais que até então não tinham percebido a presença do rei ali. Muitos absortos em suas atividades, ficavam ali trancados, naquela sala todo o dia e noite esperando o chamado do rei, pois era de conhecimento de todos que o rei tinha uma preferência peculiar para seu harém, pois nele não haviam mulheres, somente homens.

O jovem oriental adentra aos aposentos do rei, trajando somente uma túnica na cintura e adornos no peito desnudo, faz uma leve reverência e aguarda a ordem do soberano.

- Me distraia.

- Sim majestade! – O garoto se ajoelha em frente do rei que estava sentado na cama, com um movimento sutil começa descer a calça do rei com uma mão e retira o membro que já se encontrava desperto, colocando-o na boca e com movimentos lentos começa a felação, passando a movimentos rápidos no momento que sente Shion relaxar, ele alterna o movimento da boca com um movimento de mãos sentindo já o gosto amargo do pré gozo.

- Chega! Levante-se e fique de quatro na cama. – ordena o rei de Mubak ao jovem escravo.

Sem hesitar o garoto obedece, aquilo para ele já tinha se tornado a sua vida desde que há quatro anos tinha sido seqüestrado após seus pais terem sido mortos por Karf, um traficante de escravos e ter sido dado pelo mesmo de presente ao homem que o tinha tomado com violência em sua primeira vez e repetia o ato toda vez que queria descontar sua raiva em alguém.

Ali estava ele novamente, fechou os olhos e se preparou para o que viria a seguir. Não tardou a dor dilacerante parecendo rasgá-lo completamente, podia sentir sendo adentrado com uma força animalesca causando uma dor descomunal, pois o rei era bastante dotado e sendo maior que Yuri, toda vez que ele investia contra seu corpo sem preparação parecia que ele estava sendo partido ao meio.

As estocadas cada vez mais fortes e intensas, o jovem não sentia prazer, somente dor. Sentiu seu corpo ir com mais violência pra frente para trás, seu ombro ardeu com a mordida que ele dera e em uma última estocada ele geme um nome estrangeiro e se derrama em seu interior, sai de dentro do menor vendo que ele não tinha gozado.

- Dê um jeito nisso e suma da minha frente. — ordena ao sair do quarto e ir para o banheiro.

O garoto leva as mãos ao próprio membro ereto e começa a se masturbar até que o liquido branco jorra melando sua barriga e coxas, dolorido e marcado pela violência do ato ele se levanta devagar, enrola a túnica na cintura e caminha a passos lentos, saindo do quarto do rei, mas intrigado com uma coisa: Quem era Josh? A quem pertencia o nome chamado pelo rei na hora do gozo?

Notas finais
É isso aí, gostaram??
Olha eu só queria dizer que as coisas acontecerão no momento certo a fic não será longa mais também não quero correr com os acontecimentos quero ver se faço algo como que uma história de amor, romance mesmo. Se é que vocês me entendem e não se preocupe haverá lemon mais deixarei acontecer naturalmente.
Qualquer duvida é só mandarem uma mensagem que responderei. Bjs e até a próxima!!!!