Nas Areias Do Deserto
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ahhh... queria falar aqui que Hannah-Ice,Minna, Mitsurugui26, Menina_Fenix, Morrigan, mulberry, LettyHyuuga, firework, sion Neblina, Mamba_Negra, LaraAmamiya, Vagabond e jak_ariana vocês todos serviram de inspiração pra mim e dedico essa fic a vocês. Graças a vocês tenho passado horas deivertidissimas, emocionates e cativantes aqui no Nyah..Bjs
E no mais Boa Leitura, a todos!
Nas areias do Deserto
Século XX, por volta do ano de 1923 para ser mais exato, no porto da cidade de Nova York na primeira manhã de férias da universidade estava um jovem ansioso pela partida do próximo navio para o continente africano. Chamava-se Joshua, porém as freiras do orfanato onde nascera carinhosamente o apelidaram de Josh.
Josh no auge dos seus 17 anos estava radiante pela oportunidade que surgira em sua vida, quando há cinco meses recebeu uma carta do seu antigo professor de arqueologia Richard Odessa, o convidando para passar as férias de verão no sítio arqueológico recentemente descoberto por ele e sua equipe de arqueólogos no deserto do Sahara. Josh dono de uma inteligência incomum, há dois anos havia ganhado uma bolsa de estudos para o curso de arqueologia da Universidade de Harvard e sendo ele um amante da história vira neste convite uma chance para aprofundar os seus conhecimentos e por que não, alimentar a sua paixão por essa ciência que ilumina a história humana da sociedade.
Josh era dono de uma beleza singular, com os cabelos loiros como os raios do sol que junto com sua pele rosada e olhos extremamente verdes água davam um contraste quase divino a sua aparência. Sempre fora um entusiasta nato, inteligente, gentil e amigo de todos, não é a toa que desde as freiras do orfanato aos professores e colegas da faculdade todos nutriam um carinho enorme pelo jovem órfão.
Ele que há dezessete anos havia sido abandonado na porta de um orfanato na periferia de Nova York, crescera cercado de carinho, disso não havia o que reclamar, mas o pequeno loiro sempre se sentiu diferente e não sabia dizer exatamente o que em si o tornava diferente, existia somente aquele vazio como se algo faltasse, e por mais estranho que pareça, quando lia os vários livros que colecionava sobre os artefatos, relíquias e historias dos povos antigos do deserto, sentia algo dentro de si ferver como se algo despertasse. E foi daí que nascera a sua paixão pela arqueologia.
Agora diante do enorme navio, com as passagens e a carta do professor Richard em uma das mãos e uma pequena maleta na outra, Josh estava pronto para dar inicio a viajem de sua vida, a qual ele esperava que trouxessem as respostas a várias de suas duvidas, sobre quem ele realmente era.
- Ei garoto vai embarcar ou não? – grita um dos marinheiros, tirando-o dos seus pensamentos.
Mais do que depressa Josh sobe a escadaria do navio passando pelo enorme convéns e indo para os corredores que dariam acesso a sua cabine. Chegando ao numero que estava em sua passagem ele vê que a porta já se encontrava destrancada e entra notando como era tudo muito simples e pequeno, porém Josh não se incomodou, pois já estava acostumado à simplicidade do orfanato.
A viajem seguia tranqüila, e Josh, deitado em sua cama, não cansava de ler e re-ler a carta do professor Richard; que dizia estar esperando-o no porto no dia da sua chegada. A mesma se deu em poucos dias, e lá estava ele pisando em terras africanas, das quais sempre havia sonhando em estar, mas agora era real, não pode deixar de sentir um friozinho na barriga e respirar fundo, sentindo o cheiro da maresia misturada com o das areias do deserto.
- Joshua meu jovem, que prazer revê-lo, vejo que estas bem, estou certo sim?
Richard era um senhor em volta de seus 50 anos de idade, baixinho e gordinho, com um bigode que sempre fez Josh o comparar com um leão marinho.
- Professor é sempre um prazer para mim também... – os dois se abraçam com carinho, pois para Richard, Josh era como um filho que nunca teve; desde a primeira vez que viu o garoto entrando em sua sala de aula sentira que ele era especial. Suas participações nas aulas e seminários sempre tão sedentas por mais conhecimento foram algo que sempre surpreenderam o professor, assim como seu jeito curioso de sempre questionar tudo o fizeram um dos seus alunos mais promissores, e este fora um dos motivos que o fizeram convidar Josh para conhecer a este novo sítio arqueológico, pois parecia saber que ele tinha que estar ali.
- Vamos garoto, o caminho é longo e logo, logo será noite. Onde estão as suas coisas? – diz olhando para a pequena maleta que o menino carregava em mãos.
- Aqui... – afirma com simplicidade e um belo sorriso, mostrando-lhe a sua bagagem.
- Vejo que não mudaste nada, espero que tenha trazido um casaco, pois apesar do calor que faz agora durante o dia, quando a noite cai o frio do Sahara é de congelar...
- Sim claro, não se preocupe tudo que preciso está aqui dentro e pendurado aqui... – diz apontando para a pequena mala e segurando o pingente que carrega em seu pescoço, única lembrança de sua família, pelo menos foi o que as freiras lhe disseram, que quando o encontraram tinha aquele pingente preso a sua roupa.
O professor olha para o pingente e não pode evitar a sensação de já ter visto aquele símbolo em algum lugar, mais deixa de lado este pensamento e trata de apressar o jovem, pois teriam um longo caminho pela frente, e seguem rapidamente para o pequeno jipe estacionado no porto.
- Toma, cubra a sua cabeça e vista isto, o sol ainda está forte e com essa sua pele delicada logo vai ficar todo queimado. – se preocupa, entregando a Joshua uma cafia bege com uma facha preta e uma túnica marrom.
O jovem tira o paletó que trajava e coloca a túnica, a cafia na cabeça e amarra a faixa, com a ajuda do professor.
- Joshua, antes de partirmos para o sítio devo dar uma passada no museu, tenho uma encomenda para pegar com o curador.
- Oh, sem problemas, será maravilhoso poder conhecer o grande Museu do Cairo senhor Richard, afinal não é qualquer museu que tem 136.000 antiguidades egípcias... – comenta empolgado.
O aluno e o professor partem cortando a cidade rumo ao centro, passando por vendedores ambulantes de tapetes, frutas, jarros e água. Josh olha tudo fascinado e quando o professor para em frente ao museu do Cairo ele mal podia acreditar que estava ali em frente a um dos prédios mais antigos do mundo, o mesmo abriu suas portas em 1858 e, é especialmente conhecido pelo tesouro do faraó Tutankhamon, que se conserva no seu interior.
- Acho que você pode dar uma volta por ai... Bem... Vou propor algo melhor, ali à direita dentro daquelas caixas – diz apontando para algumas caixas em um corredor, que pareciam ter acabado de chegar. – Estão alguns artefatos que conseguimos colher lá no sítio, pode dar uma olhada, mas cuidado, as peças são antigas e frágeis, foram encontradas em um templo que estava soterrado...
- Certo obrigado professor. – sem conseguir conter a curiosidade corre até as caixas deixando para trás um professor gargalhando, que saiu balançando a cabeça em direção ao escritório do curador, seu velho amigo.
Notas finais
Criticas são bem vindas pois me ajudarão a melhorar...bjs
Reviews???
Fale com o autor