Nas Alturas
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Casal: Uruha x Aoi
Tema Musical: High James Blunt
Gênero: Slash, Romance, Lemon, BDSM leve.
FELIZ ANIVERSÁRIO AMADAAAAA
21 de Fevereiro de 2011
Deus te abençoe e te de força, inspiração, saúde e muita, muita felicidade. Você sabe o quanto te amo, né? E espero que goste do lemon pervo do Uruha seme!!! Um grande beijo!
Nas Alturas
Uruha estacionou a moto, ainda com sono, tirando o capacete e esfregando o olho. Atravessou o estacionamento, vendo o carro do moreno ali, sorrindo ao pensar nele. Também notou que os outros já estavam por ali. Ele era o último a chegar, de novo. Encostou-se na parede do elevador, se olhando no espelho do fundo, ajeitando a franja, colocando as mechas de cabelo atrás da orelha, a chave da moto no bolso da frente.
Saiu do elevador, percorrendo os corredores, olhando o relógio em seu pulso, e se apressando ao ver que seu atraso já chegava a uma hora. Suspirou, sabendo que seria alvo de provocações e piadinhas, vindas do vocalista que não perdia uma oportunidade para alfinetá-lo. Assim que abriu a porta sentiu-se alvo de quatro pares de olhos...
— Perdeu a hora de novo, né? – Ouviu a voz zombeteira de Ruki assim que entrou. — Quebrou outro despertador?
— Eu nem atrasei tanto assim Ruki! Só uma hora! – Respondeu manhoso. — E eu não quebrei nenhum despertador, viu?
— Ohayo Uru! – Kai cumprimentou animado como sempre, cortando as alfinetadas corriqueiras entre os dois.
— Ohayo Kai! Rei-chan... Aoi... – Sorriu e voltou-se para o vocalista. — Chibi...? – Que lhe respondeu de modo malcriado lhe mostrando o dedo médio. — Também te adoro Ruki!
— A conversa está boa, mas estamos atrasados mais de uma hora... – Kai interrompeu novamente, vendo os músicos irem tomando seus lugares, ligando e afinando seus instrumentos.
A batida das baquetas foi o sinal para a primeira música começar. Mas mesmo com as músicas se sucedendo ele não conseguia parar de pensar e olhar disfarçadamente para o moreno a alguns passos de distância, nem de se sentir estranhamente enciumado de ver Ruki fazendo fanservices com ele. Mesmo sabendo que era besteira e que Aoi era somente seu.
Mas que ele estava lindo, estava... Suspirou ao olhá-lo mais uma vez. Uma calça jeans preta, colada nas pernas deliciosas, uma camiseta azul marinho de manga comprida, que não fazia justiça ao corpo por baixo dela e botas, longas, pretas, com várias fivelas até os joelhos... Ele inteiro era gostoso e lindo e estava ainda mais bonito aos seus olhos. Não conseguia parar de olhar, a paixão com que ele tocava, o jeito que se mexia e que rebolava...
Suspirou de novo. Aquilo o fazia sorrir, arrepiar, mais um pouco e não ia conseguir disfarçar, iria secar Aoi abertamente e mandar a discrição às favas! Mordeu o lábio e olhou para a própria guitarra tentando se concentrar na música, ao invés de tocar por hábito como estava fazendo, quase perdendo o momento do seu solo, tamanha sua distração em Aoi.
Mal Kai deu um intervalo avisando que parariam para o almoço, e Uruha saiu logo atrás de Aoi, segurando em seu braço assim que se viram no corredor e o arrastando para um dos banheiros do andar. Abriu a porta e o empurrou para dentro, fechando a porta atrás de si, vendo-o encostado na bancada da pia o olhando com surpresa...
— Uru... Você está se sentindo bem? – Olhou para o loiro que tinha uma expressão estranha enquanto se aproximava de si. — Algum problema?
— Sim... – Chegou bem perto, quase se encostando no moreno, as mãos o segurando na cintura. — Meu problema é você...
— E-eu...? Ma-as... – Gaguejou, sentindo a boca de lábios cheios atacar seu pescoço, o beijando.
— Você tocando... – A língua indecente foi subindo pelo pescoço — Você rebolando... – chegando na sua orelha, mordendo com um pouco de força a ponta dela.
— Huuummm... Nã-ão faz isssso... Uru, aqui nã... – Parou, inteiramente arrepiado, com a língua serpenteando dentro de sua orelha, deixando seu membro duro dentro da calça já bem justa. – Aaahhhh... Uruuuhhhh...
— Você mordendo esse lábio... – Encostou-se ao moreno, pressionando sua ereção na dele, mostrando que estava no limite. — ...Me faz perder a cabeça!
Aoi enlaçou o pescoço do loiro, sentindo as pernas bambearem, a coxa grossa entrando entre as suas, a mão de dedos longos passando por seu corpo e esfregando seu membro por cima da calça...
— Sssssss... Uru... A-aqui não... Hummm... – Gemeu, sentindo-se amolecer, os lábios cheios tomando os seus com fúria...
Um barulho alto os fez sobressaltar, os olhos do moreno se abrindo e se voltando para a porta, ao mesmo tempo em que o guitarrista mais alto, ainda agarrado a si virava a cabeça. Os dois deram com um moreno paralisado na soleira da porta, os olhando com igual espanto e então...
Uma risada alta e espalhafatosa ecoou no banheiro, os dois ficando extremamente vermelhos e envergonhados enquanto o baterista do Alice Nine ainda segurando a maçaneta e se escorando no batente, gargalhava escandalosamente e então ele fechou a porta e foi embora sem dizer nada.
Os dois ficaram paralisados ainda por alguns minutos, para então se separarem minimamente, Uruha ajeitando as roupas do mais velho, a cabeça baixa, o rosto ainda bem corado. Aoi se apoiou novamente na bancada, vermelho e mordendo o lábio inferior, segurando a mão do maior interrompendo o que ele fazia. Ele levantou o olhar encontrando os chocolates, vendo o mesmo sentimento culpado que sentia refletido neles.
— Desculpa Yuu... Eu não sei o que me deu...
— O mesmo que deu em mim... Você não está sozinho no banheiro.
— E num banheiro! Na produtora! – Disse se encostando à parede, olhando o moreno ao seu lado, ainda segurando a sua mão. — E agora?
— Não fique tão preocupado. Acho que ele não vai comentar nada com ninguém... – Acariciou a mão presa na sua com o dedão. — Nao-san é um homem discreto... – Sorriu brincalhão. — Apesar de aquela risada ser um escândalo!
— É verdade... – Uruha sorriu mais aliviado com o jeito leve do namorado. — Vamos almoçar então, não temos muito tempo e os outros já devem estar comendo.
oOo
A tarde seguiu como o previsto. Kouyou preferiu manter os olhos na sua guitarra para não ceder às tentações novamente. De vez em quando sentia o olhar do moreno sobre si, e nesses momentos olhava para ele e deixava que seus olhares se encontrassem por breves instantes.
O ensaio estava no final e se sentia exausto. Passava um pouco das seis, mas estava cansado e louco por um banho, louco para por as mãos em cima do seu moreno e relaxar... Assim que Kai deu voz de encerramento Uruha tirou a guitarra do ombro e aproximou-se do moreno, sorrindo discretamente.
— Yuu... – Fala baixinho para que só ele ouça. — Tenho uma surpresa pra você Yuu-chan... – Viu os olhos negros voltarem-se para si curiosos e sorriu malicioso.
— E o que é? – Perguntou já animado, vendo o sorriso sacana do namorado.
— Ahhh surpresa! Você vê quando chegar ao meu apartamento... Mais tarde. – A voz baixa está cheia de promessas. — Teremos o fim de semana inteiro só para nós...
— Já estou ansioso...
— Espero por você lá às vinte e duas horas em ponto. Não se atrase...
oOo
As portas do elevador se abriram e um Aoi muito ansioso saiu dele. Camiseta regata preta transparente, calça e jaqueta jeans claros, botas curtas nos pés. O carpete cinza do chão abafava seus passos. Avançou pelo corredor, até a porta do apartamento de Uruha. Parou por um momento diante dela. Um perfume doce e envolvente pairava na soleira.
Pegou-se pensando no que seria a tal surpresa. Uruha era um especialista em surpreendê-lo, sempre inventava coisas diferentes para os fins de semana deles. E pela malícia no olhar chocolate, ele não ia desapontá-lo. Tocou a campainha, a voz rouca e grave do seu loiro mandou que entrasse. Aoi prendeu a respiração e abriu a porta, dando o primeiro passo para o interior da sala e estacou.
— Feche a porta Yuu... E venha até o meio da sala.
Aoi fechou a porta e tirou os sapatos, olhando para o ambiente transformado da sala. Estava escura, iluminada apenas por velas, vermelhas, grossas e longas, em altos castiçais em volta da sala. Os sofás também estavam vermelhos ou era sua imaginação...?
— Gostou itoshi...? – Uruha falou baixo, os olhos grudados no moreno à sua frente.
Aoi parou no meio da sala, e virou o rosto ao ouvir a pergunta, finalmente notando onde e como Kouyou estava. Sentado numa das poltronas, as pernas abertas... Nos pés uma bota de cano longo. O membro despontava já rígido, por uma abertura do espartilho de vinil preto, fechado por cordões na frente sem alças, bem masculino, deixando o peito de fora e descendo até o quadril, e depois em bico até embaixo cobrindo os pelos, os testículos e deixando o membro à mostra.
— U-Uru...? – Aoi passou a língua nos lábios secos, não conseguia deixar de admirar aquela visão impressionante. Os cabelos loiros sobre os ombros, os olhos chocolates brilhantes o encarando, aquela roupa sexy que o deixava em chamas.
O loiro sorriu, levantando-se, caminhando até Aoi e o rodeando, parando logo atrás dele e se encostando.
— Você seria totalmente meu por essa noite Yuu?
— Co-como assim, Kou? Eu já sou seu...
— Não... Eu digo MEU... – Uruha pegou nos pulsos do moreno os colocando para trás, os segurando juntos com uma das mãos. — Meu para eu fazer o que quiser com você, sem que você possa me impedir ou reagir... – Sussurrou, afastando os cabelos negros do pescoço, roçando os lábios na pele e o arrepiando. — Você teria coragem para isso? Você confiaria em mim?
— Eu confio a minha vida a você Kouyou... Eu sou seu, pode fazer comigo o que quiser...
Ouviu o gemido do mais alto junto à sua pele, uma mordida forte em seu pescoço, seguida de um chupão forte, como se estivesse bebendo o seu sangue. As mãos finas e frias entraram por baixo de sua camiseta, roçando a pele de leve, chegando aos mamilos e os pinçando com força, arrancando um gemido alto de si.
Então Kouyou se afastou, voltando a se sentar na poltrona. Lambendo os lábios, o devorando com o olhar.
— Tire a jaqueta Yuu, e a camiseta... – Sorriu malicioso. — Melhor... Tire tudo!
Ele ficou olhando, enquanto o moreno se despia. Primeiro a jaqueta, puxando-a sobre os ombros, deixando que escorregasse pelos braços, tirando uma das mãos e depois a outra, jogando-a sobre o sofá. Então foi a vez da camiseta negra, segurou a barra dela, e levantou-a, passando pela cabeça e deixando cair no chão.
Olhava diretamente para os olhos chocolates fixos em si, vorazes, famintos gulosos. Levou as mãos ao cós da calça, abrindo o botão e o zíper do jeans, abaixando-o junto com a boxer, lentamente, até o chão, tirando um pé e o outro e a chutando para o lado. Sobraram somente as meias que foram retiradas num instante e jogadas sobre a calça.
E de repente aquele olhar era ávido demais, longo demais, e o deixava desconcertado sem saber onde colocar as mãos, nem o que dizer. Sentiu seu rosto ficando quente e não conseguia sustentar mais o olhar que o encarava, por isso desviou os seus.
— Olhe para mim itoshi... E venha até aqui. – Kouyou disse autoritário, vendo-o se mover, o pênis ereto pulsando no meio das pernas dele, ficando bem diante de seu olhar. — Ponha as mãos para trás, cruzando os pulsos e não se mova, não dê nem um pio.
Esperou que ele obedecesse e desencostou da poltrona, chegando com o rosto junto ao corpo do moreno, sentindo o cheiro dele misturado com o perfume do sabonete.
— Lembre-se, nem um pio, entendeu?
— Si-sssiiim... – Ouviu o sussurro ofegante.
Uruha deslizou as mãos pelas coxas até os quadris, o segurando ali, esticando a língua e passando de leve pelo membro que pulsava a cada lambida. As lambidas ficavam cada vez mais fortes, e o esforço do moreno para se manter calado sem fazer nenhum ruído ficava mais difícil a cada minuto.
As mãos o loiro massagearam os quadris e avançaram para as nádegas redondas, agarrando com força, a boca ficou ainda mais atrevida, dando chupadinhas sobre a pele sensível, a língua circulou a ponta, colocando na boca, sugando com força.
— Hum... – Por mais que mordesse os lábios, sentir o interior quente e úmido da boca do loiro foi delicioso demais e Yuu não conseguiu impedir que o gemido escapasse.
Uruha parou no mesmo instante, e tomando de uma palmatória de couro negro, levantou-se, ficando com o corpo colado no outro, notando os olhos negros buscar a sua mão, procurando ver o que tinha nela.
— Mas que menino desobediente, hum? – deu a volta no corpo, raspando a pele na dele ficando logo atrás, algo macio deslizando na pele das suas nádegas. — Muito desobediente...
A primeira pancada no traseiro arrancou um ofego do moreno, que não esperava por algo assim. A pele ardeu, ficando vermelha no mesmo instante. A segunda ardeu ainda mais, já que acertou o mesmo lugar, com a mesma força.
— Ma... Mas Uruuu... – Gemeu manhoso, tão baixinho que o loiro quase não escutou.
— Quietinho! Como você não está acostumado a obedecer, Yuu... Desta vez é só um aviso... – E mais quatro palmadas vieram, tão fortes quanto as duas primeiras, deixando as duas bandas das nádegas quentes e ardidas. — Da próxima pode ficar pior...
Aoi estava sem fôlego, tentava puxar o ar com mais calma, mas não conseguia, sentia o coração aos pulos e sua respiração rasa e rápida, sentia as mãos dele acariciando a pele ardente e por incrível que pareça a sensação era deliciosa, estava ainda mais duro e mais excitado.
— Ajoelha Yuu, ajoelha pra mim... – assim que o viu ajoelhado empurrou o moreno para frente, encostando a testa dele no assento da poltrona à frente. – Assim... Abre mais as pernas... Isso... – Empurrou os joelhos, ajudando-o a obedecer à sua ordem.
O loiro olhava extasiado o corpo do amante curvado e exposto daquele jeito para si, acariciava as nádegas vermelhas, apertando e arranhando de leve, vendo a pele arrepiar. Enfiou uma das mãos por baixo do corpo entre as pernas, achando o membro rígido, úmido pela excitação. Apertou-o entre os dedos, puxando a pele, descobrindo a glande molhada, esfregando o indicador por toda ela, ouvindo os ruídos que saíam da garganta do moreno que tentava abafar os gemidos ao máximo e sorriu.
— É assim que eu gosto... – Apertou o membro entre os dedos. — Um amante obediente...
O movimento começou devagar, indo e vindo pelo membro ereto, provocando, aumentando a velocidade devagar, sentindo o corpo se retorcer, e então sem que o outro esperasse enfiou o indicador da outra mão na entrada, inteirinho, provocando surpresa e incomodo, mas também prazer. O membro pulava em sua mão a cada estocada do seu dedo em seu interior, via-o morder o lábio inferior, os pulsos cruzados e as mãos fechadas com força, e viu-o chegando ao desespero sem poder dizer uma palavra sequer, o corpo arqueando tenso pelo prazer e então parou.
Levantou o corpo em seus braços, encostando as costas dele em seu peito, a respiração em arquejos, e cobriu a boca dele com a sua, beijando-o longamente, consumindo o que restava do seu fôlego, seu corpo relaxando em seus braços. Ergueu-se do chão, o trazendo junto consigo e o abraçou.
— Vem Yuu, junto comigo. – Apertou os braços na cintura dele, o apoiando, fazendo com que andasse junto consigo, encostado em seu corpo e o levou para o quarto.
A cama estava iluminada pela luz dos abajures, um de cada lado. Alguns travesseiros na cabeceira e almofadas espalhadas pelo chão. Virou-o para si, tomando as mãos dele e as colocando nos seus ombros, permitindo que ele o abraçasse. Beijou os lábios fartos, o queixo, o pescoço, sentindo que ele fazia o mesmo em si, gemendo com o prazer que os lábios dele provocavam, lambendo o pescoço marcado pela sua boca.
Kouyou deu um passo para frente, empurrando o moreno para trás, e outro e mais outro, encostando-o na beirada da cama e o empurrando sobre ela, vendo a imagem linda do namorado largado sobre os lençóis brancos, a pele clarinha cheia das marcas dos seus dedos e da sua boca. Subiu na cama por cima dele, o empurrando mais e o acomodando sobre os travesseiros, engatinhando sobre o colchão, ficando de quatro sobre o moreno.
Enfiou a mão sob um travesseiro, tirando algo dela, abaixando o tronco sobre ele e mordendo-lhe o lábio inferior, chupando-o, vendo os olhos negros se fecharem enquanto mordiscava o queixo, o maxilar, passando algo por baixo do pescoço, seus dedos fechando o objeto em torno dele. Sentou-se sobre ele, admirando o efeito da coleira larga na pele branca, a fivela dourada se destacando no couro escuro.
Tomou os pulsos dele em suas mãos, com cuidado. A corda branca e macia envolvendo e prendendo-os juntos, sem que nenhuma resistência fosse oferecida. Esse silêncio, essa passividade, essa entrega, tudo isso lhe dava uma certeza ainda maior do que realmente os unia naquele momento... Colocou os pulsos amarrados acima da cabeça dele, erguendo-se sobre os joelhos e chegando mais para cima, suas coxas abertas sobre o peito que subia e descia com ânsia,
— Abra os olhos Yuu... – ordenou baixo, vendo as pestanas se abrindo, as íris negras brilhando, olhando para si. Seu membro rijo quase encostado nos lábios fartos. — Quero seus lábios em mim... Bem gostoso!
Aoi desceu o olhar, vendo-o ao seu alcance, e sem pensar em nada, abriu a boca, lambendo a glande úmida, e então fechando os lábios sobre ela, envolvendo, sugando com vagar, ouvindo o gemido tímido e rouco. A língua se esfregava, a sucção puxava cada vez mais um pouco, fazendo o loiro sobre si deixar o corpo pender mais para frente, os gemidos dele o incendiando, os dedos longos segurando em sua coleira.
— Huuummm... Gostoso... Sssss... — Logo os gemidos ecoavam altos no quarto à meia luz, o quadril estocava de leve em sua boca, o vai e vem o deixando ainda mais excitado. — Você tem uma boca... Aaahhh...
O gosto dele o deliciava, as estocadas estavam ficando mais fortes, quase o engasgando... Aqueles gemidos o deixavam doido, querendo que ele parasse, erguesse suas pernas e se enfiasse dentro de si. O tomando totalmente para ele, rápido, fundo e forte. O fizesse gritar de prazer, delirar até o final, até se sentirem saciados.
E então ele se retirou de seus lábios. Uruha passeava as mãos por seu corpo, descendo por ele, mordendo e lambendo seu peito, seus mamilos, e Aoi mordia seus lábios com força, impedindo os gemidos de deixarem sua boca, os biquinhos ficando sensíveis e doloridos dom o assédio prolongado. As mãos dele seguraram em suas coxas, apertando com força, apoiou-se em seu corpo e ajoelhando-se entre suas pernas, as mãos longas e frias as afastando-as mais e levantando-as, o deixando totalmente aberto e exposto.
— Eu adoro tudo em você... – Agarrou o membro tugido, o apertando e o manipulando, sentindo a umidade abundante molhando sua mão, seus dedos. — Quero degustar pedacinho por pedacinho...
Uruha molhou os próprios dedos na boca, chupando e lambendo, sob o olhar faminto do moreno que apertava os lábios fortemente, totalmente imóvel, deixando que fizesse com seu corpo o que e como quisesse. Por isso colocou dois dedos em sua entrada, umedecendo e os forçando para dentro numa só estocada, movendo-os ao seu bel prazer, sentindo o membro pulsando em sua mão a cada vez que os seus dedos se afundavam no seu interior, a respiração arfante, o corpo se arqueando, se elevando do colchão, se retorcendo a cada toque fundo.
— Geme pra mim Aoi! – Sussurou fascinado com o moreno sob si, retirando os dedos e se encaixando nele, esfregando a ponta do membro na entrada. — Geme pra mim e pede! Diz o que você quer...
— Aaahhhh.... Kou! Huuummmm... Põe... – Gemeu ondulando o quadril, sentindo os dedos apertando seu membro, deslizando sobre ele com força, sentindo a ponta do membro roçar em si, quase o tomando,deixando seu corpo em brasa.
— Põe o que...? – Perguntou cínico, desejoso devê-lo descontrolado.
— Põe tudo! – Yuu disse em voz alta, enlaçando o quadril do loiro com as pernas, o puxando para si. — Põe ele inteiro... Em mim!
E Kouyou o fez, se enterrando por inteiro no corpo sob o seu.
— Aaaahhhhmmmm... Uruuuuhhh... as mãos unidas acima da cabeça se fecharam, com força, os nós dos dedos ficando brancos.
— Assim, não é? – Segurou nos joelhos dele, os erguendo, se livrando do enlace, quase se retirando dele e investindo de novo, indo fundo, fazendo o corpo sob o seu se contorcer. — É isso que você quer? Fala!
— Éééé!!! Assim... Aaaahhhhmmmmm... Mais! – Choramingou, os olhos fechados, ondulando o quadril, cruzando as pernas na cintura do loiro, o apertando.
— Mais alto Aoi... Não estou ouvindo... – Movia-se forte, mas em ritmo lento ainda, desesperando o moreno sob si. — Assim eu vou parar.
— NÃO! NÃO PÁRA! AAHHHH... – Gritou desesperado, querendo que ele acelerasse. — Me devora! MAIIIISSSS!!!
— Huuummm... Delícia... – Kouyou gemeu, acelerando o compasso, mais forte e mais fundo, sentindo o moreno elevar o quadril. Mantinha a posição, segurando forte a coxa, sentindo o corpo dele se fechando e se retesando cada vez mais. — Grita pra mim tesão... Diz que tá gostando diz... – Dizia entre a respiração ofegante, sentindo seu próprio corpo chegando ao limite. — Goza pra mim bem gostoso...
— AAAHHH... GOST... HUMMMM... GOSTOSOOOO... – gritou extasiado... — ASSIMMM... AÍÍÍ... FAZ MAIS... HUMMMM... QUASE... QUASEEEE...
— Eu também... T-tô qua-se... Hummmm... Vem junto... – Envolveu o membro dele nos dedosmasturbando-o rápido e com força, sentindo que ele não agüentava mais e sentiu-o se desfazendo entre seus dedos, se fechando todo sobre si, o arrebatando também ao êxtase!
— AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH Kou! HHHUUUUUMMMMM...
— Isso tesão! – Levantou o corpo investindo forte, se desfazendo no interior que o acolhia. — AAAAHHHHHMMMMMMM...
Kouyou ainda se movia, prolongando a sensação deliciosa do orgasmo, parando lentamente, até se deixar pesar sobre ele, deitando a cabeça loira no peito molhado de suor, os pulsos amarrados envolvendo seu pescoço, o abraçando. Ficaram por alguns minutos parados, regulando a respiração, sentindo o coração um do outro.
— Isso é que é surpresa... – Aoi sussurou, suspirando profundamente.
— Você está bem? – Uruha levantou a cabeça, olhando a face relaxada do amante.
— Tô acabado... – O moreno respondeu sorrindo,os olhos ainda fechados. — Se isso significa estar bem... Então estou ótimo!
— Não te machuquei, não é? – Perguntou tirando os pulsos amarrados de seu pescoço, os soltando e massageando as marcas vermelhas das cordas.
— Hummm... – O moreno se remexeu sob o outro, gemendo languidamente, abrindo os olhos, o divertimento brilhando nas íris negras. — Eu reclamei em algum momento?
— Não...
— Pedi... Onegai Uru! Pára... Pára...? – Disse ofegando falsamente, acariciando os cabelos loiros, tirando-os de sobre o rosto bonito.
— Não, mas... — O loiro riu divertido com a pilhéria.
— Então isso quer dizer que eu adorei e isso responde a sua pergunta... – Beijou os lábios cheios. — Mas é sério itoshi... Estou acabado... Mesmo.
— Hummm... Eu também... – O loiro bocejou, se retirando dele com cuidado, deitando-se ao seu lado e o puxando para se encaixar no seu corpo. — O dia foi puxado...
— E você ainda me armou uma maratona à noite... – Acomodou a cabeça no ombro forte, a mão pousando sobre o peito agora calmo
— Baka... – Deu um tapinha leve no ombro dele. — Não quer um banho...?
— Huuummm... Depois... – Disse o moreno com a voz rouca, os olhos se fechando, quase dormindo, a mão afagando a pele do peito com carinho. — Me deixa fechar os olhos... Só um pouquinho...
Uruha sentiu o corpo dele relaxando de vez, acomodado junto do seu e o abraçou. Estavam sujos, suados e deliciosamente cansados. E mesmo assim se sentia pisando nas nuvens, se sentia nas alturas. Olhou o rosto adormecido, e o sentimento forte fez seu coração acelerar. Agora tinha certeza, não era um sentimento passageiro, nem casual. Era maravilhoso e quente e forte dentro de si, e certamente era correspondido pelo homem em seus braços.
— O tempo que você quiser koi... – Beijou os cabelos negros, o apertando em seus braços. — O tempo que você quiser... Aishiteru...
FIM
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