Naruto - Final Alternativo
8 Sangue Igual, Caminhos Opostos
Após usar seus instrumentos para avaliar as condições físicas de Karin, o médico apresentou seu relatório:
— Me chamo Kaito e pelo que pude perceber, a moça está com desidratação e com deficiência de minerais. Você andou praticando alguma atividade física ao extremo? — Andei treinando muito, até o meu limite. Esta é a causa? — Sim, precisa ficar em repouso e ingerir bebidas tais como sucos, leite, etc. De preferência, deve comer menos desses macarrões instantâneos, priorize legumes e verduras. Entendeu? — Entendi. Se eu fizer isso vou melhorar? — Vai, mas maneire nos exercícios mesmo depois de melhorar. — Obrigada por me atender. — Estou apenas cumprindo meu dever. Shikamaru, leve este analgésico, cortesia minha. — Obrigado, apesar de eu já ter alguns. Mais uma vez, obrigado Kaito, por ter nos prestado este favor. Enfim, vamos Naruto? — Vamos, vamos! Naruto então abraçou Karin e se despediram: — Obrigado por me ajudar, foi bom conversar contigo. — Igualmente, eu fiz apenas o que qualquer um faria. Foi muito bom saber mais sobre meu clã e, sobre aquele cara lá. Se nos encontrarmos de novo, vamos lanchar juntos, combinado? — Claro, aliás, Naruto, vamos nos encontrar muito antes do que você imagina! Naruto e Karin sorriram um ao outro e viraram as costas, tomando rumos diferentes que, em breve se cruzariam. Shikamaru e Naruto seguiram viagem, agora, andando mais rapidamente. Vendo o ânimo crescente de seu amigo, Shikamaru o indagou: — O que houve? Está menos pra baixo e pareceu gostar dela. Quem ela é? — Ela é uma parente minha, a única viva. Meu clã foi extinto por ser muito poderoso, assim como a vila natal dos Uzumaki. Conversamos e chegamos a uma conclusão sobre Sasuke, já sei a razão dele não ter retornado a Folha. — Que bacana, agora entendo a sua melhora de astral. Mas, o que é que vocês deduziram? — Simplificando: o alto escalão da Vila da Folha ordenou que Itachi matasse o clã Uchiha, Sasuke descobriu e quer destruir a Vila da Folha por causa disso. Shikamaru se espantou brevemente, mas logo retomou a razão: — Tem certeza disso? É uma acusação muito séria. Mas isso explicaria perfeitamente a mudança de comportamento do Sasuke. — Certeza absoluta. Aquela garota, Karin, é muito inteligente e ligou todos os pontos, acho que eu não saberia lhe explicar. — Entendo, é bom saber disso. Agora temos certeza do objetivo de Sasuke, mas lembre-se, isso morre entre nós. — Por quê? — Se Danzou é tão sem escrúpulos assim, ele não hesitaria em nos matar por sabermos demais, ou talvez nos prender sob qualquer alegação falsa. — Tem... Tem razão! E o pior, o ódio do Sasuke deve ter aumentado ainda mais, que droga...! Shikamaru e Naruto entraram numa floresta e passaram a se locomover depressa, pulando de galho em galho. Na direção oposta, Karin visitava uma loja de ferramentas ninjas. Como todos os estabelecimentos da região, estava vazio. Ela era madeirada por todos os lados, com estandes coloridos mostrando os produtos da loja. O balconista vestia um quimono preto e a perguntou: — Deseja alguma coisa específica, mocinha? — Você tem pesos para tornozelo? — Tenho, o leve custa 200 Ryos. — Certo, me dê o mais pesado que tiver. Me dê também uns shurikens e umas kunais, umas bombas de fumaça e uns suplementos alimentares. Ah, e me dê quatro Pílulas de Soldado. — Tem certeza de que pode pagar? Aliás, Pílulas são proibidas de se vender, é armamento militar restrito. — Olhe para mim, me visto como alguém que não pode pagar? Inclusive, não sou boba, sei que essa loja vende. — Realmente, não é nada boba... Sorte a sua que recebi um carregamento de quatro pílulas, espero que a mocinha tenha um crédito bem alto... O balconista a olhou dos pés a cabeça, sorriu maliciosamente e foi no depósito dos fundos do estabelecimento buscar as mercadorias. Rapidamente ele retornou com duas sacolas cheias e as deu para Karin, que as pôs imediatamente no chão. — O que foi? Não aguenta? Se quiser posso te ajudar a levar. Mas primeiro precisa pagar. — Ah, claro, vou querer que me ajude a carregar! Karin então piscou dando um sorriso e agachou levemente, flexionando os joelhos, em seguida, se moveu mais rápido do que o olho humano poderia enxergar e aplicou um chute na cabeça do balconista, lançando-o ao chão, inconsciente. Karin pegou as sacolas, saiu da loja e arfou: — Nada como roubar um porco, tem gente que pede pra se dar mal. Espero não ter forçado meu corpo, detestaria desmaiar no caminho. Com isso, Karin seguiu seu caminho, rumo ao local onde os Falcões residiam. Chegando lá, dois dias depois.
Notas finais
Trabalhar os sentimentos do Naruto de modo verossímil é uma tarefa que eu gosto de executar.
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