Naruto - After the Moon
5 Capítulo 5 - The Children
Notas iniciais
Depois de ir a casa de Sasuke, Naruto voltou a casa para buscar as suas coisas, disse a Hanabi que ia buscar a irmã e trazê-la de volta. Entretanto, ela devia ficar com Sakura. Seguindo as suas instruções, Hanabi despediu-se de Naruto e foi para casa de Sakura…onde encontrou Sasuke, que também ia para lá.
Quando os dois bateram à sua porta, Sakura ficou bastante confusa. No entanto, depois de Hanabi contar o que se estava a passar, Sakura olhou para Sasuke de uma maneira que nunca tinha olhado antes. Desprezo.
Pediu a Hanabi para ir para dentro e voltou a sua atenção para Sasuke.
— A Hinata está muito doente. – começou Sakura, pegando nas mãos de Sasuke à força – As mãos dela não conseguem canalizar chacra. Isso é muito importante para um ninja. Ainda mais importante para um Hyuuga.
Sasuke libertou-se com um puxão. – Ela nunca me disse que não conseguia canalizar…
—Provavelmente disseste-lhe uma coisa horrível, como por exemplo, que ela era inútil ou fraca. – ela olhou para o chão – A condição mental dela também estava extremamente frágil, agora.
—Se ela foi na missão destinada a mim, não corre perigo. – defendeu-se Sasuke – No entanto, o Naruto pode correr, se se meter.
—Como assim? – perguntou Sakura, confusa – A Hinata não estaria em perigo, mas o Naruto sim?
— O meu alvo é uma mulher que viver numa clareira, sozinha, em terreno de samurais, onde os ninjas não são permitidos. – disse Sasuke – Isto é extremamente confidencial. Só descobrimos há pouco tempo. Parece que a terra foi oferecida aos samurais pelos ninjas num gesto de paz há muito tempo atrás e eles esqueceram-se completamente dela.
—E essa mulher…é poderosa? – perguntou Sakura, vendo Sasuke desviar os olhos – O que é!?
—Antes de o meu irmão morrer, a mulher veio ter comigo e, do nada, atacou-me. – respondeu Sasuke, chocando Sakura – Ela é extremamente rápida e não é afetada por jutsus. Eu perdi facilmente. Estive a segui-la durante algum tempo. Provavelmente ela sabe que estou a fazê-lo, mas não faz nada.
—Ela derrotou-te? – repetiu Sakura, como se não conseguisse acreditar – Com facilidade?
—Passei estes anos todos a estudá-la. A tentar descobrir alguma coisa sobre o seu passado. – continuou Sasuke – Mas a única coisa que descobri é que ela deve ter sido treinada por ninjas poderosos e que o espaço onde vive é protegido por um poderoso genjutsu.
—Um genjutsu…
—Um genjutsu. Antes de voltar, vi duas crianças à volta dela. Provavelmente filhos dela. – confirmou Sasuke – No entanto, ela parece uma boa pessoa por isso, se uma pessoa como a Hinata se aproximar, ela não vai fazer nada.
—Mas o Naruto…
—Ela vai deitá-lo ao chão com facilidade. – disse Sasuke – Confia em mim.
—O que é que vamos fazer!? – perguntou Sakura, preocupada.
—Tu vais ficar a cuidar da Hanabi. – respondeu Sasuke – Eu vou atrás do Naruto. Ele não deve ir muito longe. Ainda posso apanhá-lo.
…
Ela vivia a umas poucas horas de Konoha, para uma pessoa normal. No entanto, para um ninja, a distancia encurtava.
Naruto seguiu o rasto de Hinata que tinha deixado aqui e ali e chegou à clareira em duas horas. Estranhamente, pensou Naruto agora a aproximar-se com cautela, a clareira ficava bastante perto da terra…ele abanou a cabeça. Não devia ser nada.
De longe, viu Hinata deitada no chão e uma mulher com cabelos comprido negros e um vestido branco ajoelhada ao lado dela. Enquanto avaliava o terreno à sua volta, viu a mulher a levantar a cabeça, a olhar na sua direção e sorrir. Depois voltou a concentrar-se em Hinata.
Ela sabia que ele estava ali!? Mas ele tinha mantido uma distância mais do que suficiente para que ela não o sentisse.
Não fazia diferença. Tinha de ir buscar Hinata. Estava prestes a atacar a mulher quando viu duas crianças de cerca de dois anos a brincar atrás dela. A mulher, que parecia saber que ele ia atacar, não se mexeu, como se tivesse a certeza que poderia defendê-los facilmente.
Por isso, em vez de atacar, aproximou-se normalmente.
—Naruto-kun. – cumprimentou a mulher quando Naruto se ajoelhou – É bom ver-te outra vez.
—O quê!?
…
O que Sasuke não tinha dito nem a Sakura nem a Kakashi-sensei era que sabia exatamente quem ela era. O nome dela era Maiko, a princesa desaparecida e esquecida do País da Neve. Até ao momento, ela era a melhor curandeira que ele tinha conhecido.
Não conseguia usar jutsus mas também não era afetada por eles.
O mais relevante, ela tinha estado envolvida com a Akatsuki, antes de a guerra começar, provavelmente até o seu irmão morrer. Tinha uma pequena suspeita que ela tinha entrado e saído de Konoha há uns anos atrás.
Durante o seu primeiro encontro, ela tinha falado sobre o irmão de uma maneira gentil, quase romântica, deixando-o a perguntar-se se eles alguma vez tinham tido esse tipo de relação.
Isso não lhe importava muito. Ela tinha-lhe dito que, se matasse o irmão, a próxima vez que se vissem não ia ser agradável, por isso ele tentava manter-se à distância. No entanto, ela usava a bandana riscada do seu irmão quando saía de casa e por vezes até vestia a capa da Akatsuki.
Por isso, quando viu duas crianças com ela, pediu a Kakashi para continuar a investiga-la. Porque, apesar de já as seguir há algum tempo e não haver indícios de elas serem Uchiha, a idade coincidia com a época em que o irmão tinha morrido.
Por isso, ia continuar a seguir as crianças, até não ter mais dúvidas.
No entanto, Naruto podia estar em perigo, agora. O que queria dizer que ele teria de se mostrar em frente a ela. Por outro lado, podia descobrir mais alguma coisa sobre as crianças ao ir lá…
…
—Como é que sabes o meu nome? – perguntou Naruto, na defensiva.
Maiko limitou-se a encolher os ombros. Ele parecia não se lembrar que já se tinham encontrado antes. Não era necessário lembrá-lo.
—Eu estava a voltar da caça quando a vi assim. – explicou Maiko, referindo-se a Hinata – As pessoas deviam parar de vir até aqui.
—Essa bandana. – Naruto apontou para a bandana que ela tinha à cabeça com o símbolo de Konoha riscado – És da Akatsuki?
—A Akatsuki já não existe há muito tempo. – murmurou Maiko, olhando de seguida para ele a sorrir – Só a uso quando saiu como uma espécie de proteção.
Maiko levantou a mão de Hinata e suspirou. – Ela está muito doente, não está?
—Ela…
—Não faz mal. – disse Maiko, interrompendo Naruto – Eu vou curá-la. Parece ser uma boa rapariga.
—Mas não está a fazer nada. – disse Naruto, lembrando-se como é que Sakura curava as pessoas.
Maiko limitou-se a levantar a mão que estava entrelaçada à de Sakura. – Estou a curá-la enquanto falamos.
—Mãe! – gritou o pequeno rapaz a uma distância estranha aos olhos de Naruto – Pudemos sair?
—Esse homem é mau? – perguntou a menina, olhando desconfiadamente para Naruto.
—Não. Ele é o Naruto-kun. Podem sair à vontade. – respondeu Maiko, vendo os filhos a aproximarem-se – Estes são os meus filhos: Misaka e Takero.
—Foi o nosso pai que nos deu os nomes! – exclamou a rapariga, com os olhos a brilhar.
—Ele foi um grande herói! – exclamou o rapaz, com orgulho – Não foi, mãe?
Maiko anuiu com a cabeça e continuou a focar-se em Hinata.
—“Foi”? – perguntou Naruto – Então, ele já morreu?
—Mas ele salvou o mundo inteiro! – protestou o rapaz – Ele…
Quando os lábios do filho começaram a tremer, Maiko esticou o braço para o puxar para si e abraçá-lo.
—Eles não chegaram a conhecer o pai. – murmurou Maiko – Ele morreu na guerra, antes de eles nascerem.
A menina estava com os maxilares cerrados e os olhos cheios de lágrimas, a tentar não chorar como o irmão, fazendo com que Naruto se sentisse mal.
Maiko pousou a mão de Hinata, levantou-se e pegou na filha que começou a chorar imediatamente. Naruto não podia perguntar se conhecia o ninja, porque muitos ninjas que ele não tinha conhecido tinham morrido na guerra.
—Tu podes perguntar se o conhecias.
Naruto olhou para trás e viu Sasuke com a espada na mão.
—Afasta-te. – disse Sasuke – Ela é perigosa.
—O que é que estás a dizer? – perguntou Naruto – Ela está completamente desarmada e com duas crianças ao colo. Como é que ela pode ser perigosa? E ela também curou a Hinata.
No entanto, quando Naruto olhou de novo para Maiko, ela estava a pousar as crianças.
—Takero, leva a tua irmã para dentro. – mandou Maiko, pondo um indicador à frente dos lábios quando a filha abriu a boca.
Apesar de Maiko os mandar para dentro, eles limitaram-se a recuar um pouco, confundindo Naruto.
—Sasuke-kun… — disse Maiko, olhando para Sasuke, com um sorriso forçado – Vamos sorrir como eu disse?
—Não me parece. – em segundos, Sasuke sacou da espada e atacou-a.
No entanto, ela parou o ataque com uma kunai que tinha guardada nas costas, fê-lo tropeçar com a perna e deitou-o ao chão, continuando a bloquear a espada com facilidade.
—Tens continuado a treinar, pelo que vejo. – disse Sasuke, tentando tirá-la de cima dele.
—De todo. – negou Maiko – Tu é que continuas fraco.
—Hei. – quando Naruto lhe tocou no ombro, num movimento rápido, ela agarrou-lhe o pulso, levantou-se e torceu o braço até estar nas costas dele.
—Naruto-kun, tu és um bom rapaz. – disse Maiko, apertando mais um pouco o pulso – Porque é que não pegas na rapariga e vai-te embora?
Maiko largou-o, olhou de lado para Sasuke e foi ter com os filhos. – Sasuke-kun, para de me seguir. Já não há nada para falar.
—O pai deles! – exclamou Naruto, obtendo a atenção de Maiko – Eu conhecia-o?
Ao longe, viu-a a cerrar o punho, mas continuou a caminhar com os filhos ao seu lado.
—Não vás! – exclamou Sasuke, quando Naruto preparava-se para seguir Maiko – Não te aproximes mais!
Naruto olhou em volta e viu vários ninjas de outras Aldeias caídos no chão.
—Mas que…
—O pai que eles perderam na guerra… — disse Sasuke, levantando-se – Provavelmente, foi o meu irmão.
…
Sasuke acabava estava a acabar de explicar a Naruto que havia uma grande barreira a cobrir o terreno onde ela vivia, que impedia as pessoas de entrarem e que uma barreira tão grande e tão poderosa só podia ter sido feita por um ninja igualmente poderoso.
—Naruto-kun? – Hinata levantou-se devagar – Sasuke-kun? O que é que se passou? Ah! Eu vim atrás daquela mulher!
Naruto agarrou-a quando ela tentou avançar.
—Não podes ir até lá. – disse Naruto – E o que o Sasuke está a investigar, não é a mulher.
—Não é? – perguntou Hinata, vendo Sasuke abanar a cabeça – Então?
—São os filhos dela. – respondeu Sasuke.
—As duas crianças? – perguntou Hinata.
—Tu viste-as? – perguntou Sasuke.
—Elas estavam a brincar quando me aproximei. – respondeu Hinata – Antes…de cair num genjutsu.
—O que é que elas estavam a fazer? – perguntou Sasuke, imediatamente – Em que tipo de genjutsu é que estiveste presa.
De repente, Hinata apercebeu-se porque é que ele estava a investigar as crianças.
—Eu…não me lembro. – disse Hinata, desviando os olhos.
—Isso é mentira! – Sasuke agarrou-a pelos ombros – Tu lembras-te!
—Para! – Naruto afastou-o e olhou para Hinata – Estás bem?
Hinata anuiu com a cabeça. – Como é que eu saí do genjutsu? Parecia tão forte.
—Aquela mulher. – disse Sasuke, com raiva na voz – Ela é uma curandeira. Provavelmente foi ela que te libertou.
—Então ela é boa pessoa. – murmurou Hinata, suspirando de alivio – Já pudemos dizer ao Hokage.
—Não! – exclamou Sasuke, imediatamente – Se lhe disseres isso…
—Ele vai dar-te outra missão. – completou Naruto com as sobrancelhas franzidas – E tu queres continuar a observar os filhos dela.
—Porquê? – perguntou Hinata.
—Porque…se aqueles são mesmo filhos do meu irmão… — Sasuke levou uma mão à cara – Eu…quero…pedir desculpa.
…
Quando entraram na Aldeia, o sol já se estava a pôr e, mal Sakura abriu a porta, Hanabi correu para os braços da irmã e começou a chorar.
Depois de cinco minutos assim, voltaram a casa, acompanhados por Naruto. Quando os dois ficaram a sós, Hinata abraçou Naruto, surpreendendo-o.
—O que é que se passa? – perguntou Naruto.
—O pai daquelas crianças… — murmurou Hinata – Eu vi-o dentro do genjutsu.
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