NaruHina - Á procura de você
1 Capítulo 1 - Hinata Hyuuga
Notas iniciais
Bem, essa é minha primeira fanfic aqui ;-;
Então não ai estar PERFEITA, não prometo nada okay??
Inner: Amorzinho... *lixando as unhas* tu tá muito melosa pro meu gosto
Eu: Quer mel?? Pega da abelha que tá na sua cabeça -.-"
Inner: *gritinho agudo* OMG!!! ONDE?!
Eu: Troslei e.e
ENFIM, boa leitura, e perdão os erros ^^
NaruHina – Á procura de você
Capítulo 1 – Hinata Hyuuga
Flashback on
P.O.V’s Autora on.
Estava uma bela madrugada, as luzes dos postes da cidade de Konoha ainda acesos, e alguns míseros carros passando pelas ruas silenciosas, a polícia atenta caso algo de errado aconteça, e algumas lojas fechando e abrindo as portas.
Cada um desses movimentos da cidade deixavam a Hyuuga ainda mais preocupada, quanto mais pessoas acordavam, mais lojas abriam, e quanto mais lojas abriam, mais barulho fazia, e mais carros apareciam, significando que a Lua estava sendo trocada pelo Sol, ainda adormecido, no céu azul acinzentado.
Eram 15 para as 6hrs da manhã, e a bela jovem de cabelos azulados, andava apressada a caminho de casa, segurando os saltos na mão para não tropeçar.
Hinata Hyuuga... a garota que sempre fala: “Juro que volto cedo papai!! Confie em mim, não vai se decepcionar!!” estava saindo da festa na casa de seu amigo agora, com o céu já amanhecido.
E mais uma vez, o velho Hiashi se decepciona.
Estava apressada, queria chegar quando todos ainda estivessem dormindo, para chegar em seu quarto e pegar no sono sem que seu pai perceba.
Só não corria pelo fato que a dor de cabeça e a vontade imensa de vomitar não deixavam.
Quando se viu, já estava no bairro de alta classe onde morava, dava uma cambaleada ou outra quando alguém presenta no bairro dizia: “Bom dia Srta. Hinata” para ela, que respondia com a voz falha e um sorriso amarelo no rosto.
Quando finalmente chegou, deu um suspiro de alívio ao ver as luzes da Mansão Hyuuga ainda apagadas, procurou suas chaves, em bolsos inexistentes entre o vestido de seda com detalhes em veludo, todo azulado.
Hinata não teve outra escapada a não ser entrar pela janela da sala. Caminhou (batendo a cabeça em uma árvore no jardim logo no primeiro passo, mas caminhou) até a janela mais próxima, jogou os sapatos cuidadosamente pela mesma, junto com sua bolsa contendo apenas o celular. Depois passou uma perna, com cuidado para não fazer barulho em nenhuma de suas ações, pulando para dentro da casa.
Caiu de cara no chão, e quando foi levantar, bateu a cabeça na mesa da sala... seu dia realmente não estava bom.
Pegou os acessórios e andou na ponta dos pés, subindo as escadas, e checando uma vez ou outra se ninguém vinha.
Entrou no corredor de seu quarto, onde ficava os de seu primo e de seu pai também, andando com cuidado, parecendo um coelho se escondendo de uma onça.
Passou pelo quarto de seu pai silenciosamente, chegando na frente da porta do seu, comemorando com um soquinho no ar.
TRIIIIIIIIIIIIIMMUHSAASJIASIE (<
Hinata quase caiu pra trás ao ouvir seu celular, procurou o mesmo desesperadamente, sem enxergar muita coisa, quando finalmente o achou.
—É bom falar logo, se não eu vou até aí te bater pessoalmente – disse Hinata, atendendo a ligação de Karin, a garota que a levou para a “Noite agradável”
—Ain, grossaaaaa, eu só tô querendo saber se tu pegou o telefone daquele — ela soluçou – Gaatoo que a gente viu na festa...
...
—Renata??!! Tá aí mona??!! — Karin perguntou, esperando uma resposta da perolada.
—VAI TE FODER MENTRUADA!!! – a azulada gritou no celular, irritada, desligando na cara da outra.
Hinata bufou e bateu o pé forte no chão, sentindo um arrepio e um leve (enorme) arrependimento ao ouvir uma voz que conhecia bem.
—Hinata?! – a voz falha de seu pai ecoou pelo corredor, fazendo o coração da garota quase parar.
—E-etto... n-não... é o Larry!!
—Pare de baboseiras!! Eu sei que é você!! – ele abriu a porta, ajeitando o roupão, com uma cara não muito boa.
A coitada engoliu em seco.
—Você tem trinta segundos para explicar tudo – Hiashi cruzou os braços, sério.
—ME DESCULPA!!! Eu não queria ter feito isso, juro!! Acontece que a vaca da Karin insistiu que eu ficasse!!! Eu expliquei pra ela mas ela insistiu demais!! Me perdoa papai, por favor, eu sinto muito mesmo, prometo que, da próxima vez eu não faço isso – ela se ajoelhou no chão, implorando.
Seu pai suspirou, um suspiro triste e cansativo.
—Minha filha... você vai ter que crescer uma hora... – ele puxou o braço da perolada para levantá-la.
—Eu já cresci!! Só ando me metendo em alguns problemas... nada de mais!! – se levantou, tentando explicar.
—Você vive prometendo voltar cedo, e olha só, o céu já está claro!! – ele aponta pra janela – sem contar os prejuízos que você me dá!! Hinata Hyuuga, isso não é ser adulta!!
—Eu não quero ser adulta pai... – suspirou – eu quero me divertir!! Você sabe disso!!
—Eu sei... mas tem como se divertir cuidando das suas responsabilidades também filha!!
—Isso não é papo pra mim... – a perolada virou a cara para o chão, ouvindo o pai suspirar.
—Hinata, escute bem, depois do Neji, você é a herdeira mais próxima pra esse império que são as Empresas Hyuuga... uma hora ou outra você vai se responsabilizar, quer você querendo ou não... – Hiashi colocou a mão no ombro da filha.
—Não venha me culpando – a mesma empurrou a mão do mais velho – a culpa é sua e do Neji, porque desde que a mamãe morreu, me fizeram depender só de vocês dois!! Quer que eu aprenda a crescer?? Me trate como a Hinata, e não como uma garota de 2 anos de idade
A perolada bufou e saiu, entrando no quarto, enquanto o mais velho suspirou novamente, sentindo a maldita dor no peito que ia o incomodando nos últimos 3 dias.
—Eu não vou viver pra sempre minha filha... nem eu, nem Neji... – Hiashi disse e então fechou os olhos, cambaleando e se apoiando na parede com a mão no peito.
Flashback on/Flashback off
A família Hyuuga nunca esteve tão reunida... porém, não era para um almoço, ou um final de semana em família, pelo contrário...
Todos estavam vestidos de preto, as mulheres com lenços limpando as lágrimas e os homens compartilhando lembranças, alguns com flores nas mãos, enquanto Neji ficava no meio de todos, fazendo um pequeno discurso.
O caixão de Hiashi estava se preparando para ser enterrado.
Sim, o dia amanheceu triste para Neji, Hinata e os outros... Hiashi tinha acabado de deixar o mundo dos vivos.
Todos os presentes estavam sentados, de luto, com o primo da Hyuuga discursando sobre como foi conviver com seu tio e sua prima desde quando seu pai morreu, até hoje.
Citava Hinata várias vezes nas frases, a olhando em todas essas vezes... a mesma estava sem expressão, não conseguia chorar, não conseguia muito menos sorrir... ela fitava o chão, sem dizer nada, apenas de pé ao lado do túmulo preparado do pai.
Uma menina de aparentemente dez anos de idade assistia o velório escondida atrás de uma árvore, segurava uma flor azul em mãos e vestia um vestido simples e preto, como se participasse daquele “evento”.
Quando Neji terminou d se pronunciar, todos aplaudiram, Hinata aplaudiu também, mesmo não querendo. Apenas fitava o caixão.
Os funcionários de seu pai finalmente o enterraram, e a perolada continuou olhando, enquanto o primo falava com alguns parentes.
A azulada fechou levemente os punhos, lacrimejando... ela não queria chorar... ela precisava ser forte...
“Eu não vou viver para sempre minha filha... nem eu... nem Neji...”
As palavras ouvidas por ela na noite passada ecoaram por sua mente como uma sinfonia de lembranças... ela agora estava sozinha... seu primo estava sempre trancado no quarto... ela não tinha absolutamente ninguém a não ser os funcionários...
Quando a mesma tinha dez anos, sua mãe também se foi... Meiko Hyuuga (Fandangos: eu não sei o nome da mãe da Hinata gente p-p) era uma mulher muito parecida com ela... tinha longos cabelos azuis... era doce, e fazia a alegria da mansão, de Hinata, e de Hiashi. Sua morte foi um grande choque... fazendo todos mudarem.
Três meses após a morte de sua mãe, seu tio faleceu... deixando seu primo, Neji, aos cuidados de Hiashi... Neji e Hinata nunca foram tão próximos a ponto de serem amigos, como o garoto vivia estudando e ela apenas trancada no quarto, nenhum dos dois se falava muito...
Significando assim, que nossa perolada estava sozinha...
Hinata Hyuuga... a deusa do problema, sozinha...
Fugiu de seus pensamentos ao sentir Neji tocar seu ombro.
—Eu sinto muito pela morte do tio Hiashi, Hinata-sama... – ele falava, abaixando a cabeça.
—Etto... n-não, tudo bem... – suspirou, ainda fitando o túmulo.
—Então... temos apenas um ao outro agora... – ele fitava o mesmo local, ainda com a mão no ombro da garota.
—Acho que... sim...
O mais velho suspirou.
A menina que observava, passou correndo feito um ratinho até o túmulo, colocando a flor que segurava no mesmo, fazendo uma reverência e saindo até um carro preto.
Os primos a olharam, Neji notou uma semelhança entre a pequena e Hinata, mas o que pensou era simplesmente impossível.
—Senhores Hyuuga – um dos criados de Hiashi fez uma reverência – o carro está pronto para leva-los...
—Está bem, estamos indo – Neji disse, suspirando – Vamos??
Ela assentiu e ambos entraram no carro, partindo para mansão.
CABLAM (<
—MASOQ?! – a perolada estava só de lingerie
—Senhorita Hyuuga, os agentes querem sua presença na sala – um homem alto, de cabelos crespos e óculos escuros estava ao lado de outro, de cabelos bagunçados, pele morena e marcas na bochecha, os dois estavam de terno.
—SALA?! QUE SALA?! QUE AGENTES?! E POR QUE VOCÊS ESTÃO AQUI?! – se cobriu com o lençol.
—Isso tudo pode ser explicado depois princesinha – o mais “relaxado” puxou a menor pelo braço, soltando um pequeno assovio ao ver o volume nos seios da mesma.
Hinata socou a cara do outro, que caiu no chão.
—OW!! VOCÊ É DOIDA?!
—EU NÃO TE DEI PERMISSÃO PRA ENTRAR NO MEU QUARTO, MUITO MENOS PRA FALAR DOS MEUS SEIOS – ela subiu em cima dele, pegando seu braço e torcendo.
—ME LARGA SUA LOUCA – ele disse em meio a gritos de dor.
—EU NÃO SOU LOUCA, SÓ TENHO DISTÚRBIOS MENTAIS LEVES – torceu o outro braço dele e levantou a cabeça, parecendo a Samara do mundo azulado – E VOCÊ NÃO VAI FAZER NADA?!
—Eu não Senhorita Hyuuga, até porque, se ele morrer ou entrar em coma... eu não ia me importar – o de óculos disse em um tom sério, como se fosse algo normal.
—ÉOQ?! QUAL É CARA, EU CONFIO EM VOCÊ!!! – o moreno gritava de dor.
—É, mas eu não confio em você... Kiba... sério... se você morrer... até seu cachorro vai ficar feliz – cruzou os braços.
—AH, VAI SE FERRAR
—Eu mereço... o velho mal morreu e já tá causando problema pra esse mundinho aqui – Hinata suspirou olhando para cima, como se conversasse com o céu.
—CALA A BOCA – o moreno se levantou, deixando Hinata cair no chão, puxando ela pelo braço – E VAMOS LOGO
—ME SOLTA SEU ANIMAL SELVAGEM – ela começou a se debater, sentindo os dois braços, musculosos, ela podia dizer, entrelaçando com os dela e a puxando – E VOCÊ TAMBÉM
—SILÊNCIO!!! – gritaram os dois juntos, mas a garota continuou se debatendo.
Os dois a levaram para uma sala, onde Neji se encontrava sentado, e uma mulher, bem bonita também, de pé, segurando alguns papéis.
—EU JÁ FALEI PRA ME LARGAR, AAAAAAAAAAA ME LARGA ANIMAL, E VOCÊ TAMBÉM, SUA MOSCA, ME DEIXEM EM PAZ AAAAAAAAAAAAA – Hinata gritava desesperadamente, meu Deus, até eu, que tô narrando essa história, tô achando isso muita coisa de Canceriano... mentira gente, eu amo drama (-q)
Ambos ficaram quietos, e jogaram Hinata em cima do sofá, se recolhendo no canto da sala.
—Malditos, ainda mato vocês, EU TÔ DE SUTIÃ!!! – a perolada tentou tampar seus seios.
—Caham... – Neji a chamou
— QUE FOI?! – ela olhou para a mulher presente – Ah...
—Não ligue para ela... só não está acostumada – o primo estava com uma gota na cabeça.
—Heh, eu entendo – a mulher sorriu – bom, olá Hinata, Neji... meu nome é Kurenai Yuuhi, e eu era secretária oficial do Hiashi, muito prazer – estendeu a mão, Hinata e Neji apertaram a mesma.
—Neji Hyuuga, prazer... bom, o que veio fazer aqui??
—Eu vim aqui para passar o testamento de seu pai Hinata – ela faz uma reverência.
—Meu pai fez um testamento?! – a Hyuuga não poderia estar mais surpresa.
—Sim... pelo visto ele já sabia da possível morte e se preparou – ela começou a procurar no meio da papelada.
—E ELE NEM ME FALA NADA?! – Como disse, a Hyuuga se surpreendia ainda mais.
—Ele queria manter segredo até o dia certo de sua morte, para não preocupar a todos – Kurenai parecia calma.
—Não me preocupar?? – Hinata estava tendo tiques nervosos – ELE MORRE DO NADA E FALA PRA GENTE NÃO SE PREOCUPAR?!
—Calma Hina... – Neji tocou o ombro da prima
—CALMA É O CARALHO – ela gritou, fazendo todos na sala, até Kurenai, se assustarem.
—Essa é o bicho... – o moreno que a “atacou” sussurrou.
—Senhorita Hyuuga... pense bem, você pode ler o testamento agora... – Kurenai tentava explicar.
—EU NÃO ME INTERESSO POR TESTAMENTO NENHUM – Hinata começou a gritar e a falar um bando de coisas, os jovens de preto a seguraram, e Neji foi até a cozinha pegar alguns remédios.
Depois de alguns mata-leão e calmantes...
Hinata se encontrava sentada na mesa de reunião, educadamente na frente de Neji, e sem expressão.
—“E então, é com meu mais profundo amor e respeito pela minha família... que eu finalmente decidi com quem ficará meus bens...” — Kurenai lia, enquanto Neji e os outros presentes ouviam.
A perolada mandava ameaças com o olhar para o moreno que a atacou, enquanto o outro retribuía com olhares de deboche.
—“Eu tive uma discussão com minha filha á três dias... foi então que eu percebi o quanto estava sendo idiota em tratar ela como criança... eu criei ela como uma garotinha mimada... então eu decidi... ela precisa de responsabilidades próprias...” — Kurenai continuava lendo, despertando a curiosidade da Hyuuga.
—Hum... – o jovem de óculos cruzou os braços.
—Eu não tô gostando desse papo... – Hinata franziu o cenho.
—Shh – Neji pediu silêncio.
—“E então... aqui vai minha decisão...as empresas Hyuuga e todos os meus outros bens e segredos... ficam de herança para minha filha... Hinata Hyuuga” — Kurenai leu e fechou o arquivo em mãos, cruzando os braços em seguida.
Neji arregalou os olhos e olhou para a Hyuuga, enquanto os outros três presentes cruzavam os braços.
Já Hinata, bem... nossa pequena Hyuuga teve um pequeno tempo (15min) em transe...
—Eu sou... o que?! – Hinata disse com a voz falha pelo choque.
—A herdeira da família Hyuuga – Kurenai sorriu.
E assim, o mundo da perolada começa a revirar...
Continua...
Notas finais
Espero que tenham gostado desse cocô que eu fiz (se for pra falar linguagens impróprias, eu falo com classe -sqn)
E NÃO TENHAM VERGONHA DE COMENTAR NEM DE FAVORITAR, EU AMO ISSO GENTE, SÉRIO *--*
Até a próxima ^^
~Onii-chan~
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