Naru
1 O novo vizinho
Notas iniciais
Meu nome é Naruto Uzumaki tenho 15 anos, uma cara ainda infantil. Três inexplicáveis marcas em cada lado do meu rosto angelical. Exagero da minha parte, se bem que o cabelo louro e os olhos azuis davam essa impressão. Meu corpo é atlético por causa dos esportes que praticava com frequência. Mas com essas roupas largas que usava eu parecia só magro.
Fazia uma semana que tínhamos chegado e eu ainda não sai para conhecer o local ou falar com alguém.
— Naruto, os nossos vizinhos os Uchihas estão aqui, então desce.
Fui tirado do meu mundo e obrigado a estar num lugar que eu não queria.
Pequei meus fones e virei pra parede. De átimo aqueles foram arrancados e fui forçado a me virar.
— O que pensa que esta fazendo, eu mandei descer. Não seja mal educado.
— Ninguém gostava de mim naquela cidade e nessa não faço questão de nada.
Ela se ergueu e seus olhos atingiram um tom severo.
— Não importa o que dizem você é meu filho e eu não crio covardes, por isso trate de descer.
— Tô descendo, mãe.
Saiu e logo pulei de pé e fui me trocar. Se tem uma coisa que eu não suporto é ser chamado de covarde.
Dois minutos depois, eu já estava lá embaixo cumprimentando a família. Eles pareciam bem reservados, desde o pai até o filho mais novo, que por sinal nem fazia questão de me olhar, permanecia com cara de bunda.
Durante o jantar foi aquele climão, ninguém trocava uma palavra. Terminei rápido, com minha mãe dizendo pra eu comer devagar, e ia subir direto.
— Por que não leva o Sasuke para conhecer seu quarto?
Que droga foi essa?? A minha mãe nunca se tocou mesmo. O Sasuke que, diferente de mim, tinha 18 e ja estava na faculdade. Porque iria querer conhecer o quarto de alguém que mal entrou no ensino médio. Ignorei os olharem e subi as escadas, chego e logo procuro meu Ipod quando me viro ele esta de pé na minha frente.
Ele era uns cinco centímetros mais alto que eu. Era muito branco. Tinha o cabelo estranho mas ficava bem nele. Era bonito.
— Você é gay ou o que?
Céus ele é telepata.
— Vai continuar me olhando com essa cara de garoto apaixonado?
— O que veio fazer aqui, Teme?
Deu de ombros e foi logo deitando na minha cama como se eu não estivesse lá.
— Quando meus pais estiverem indo me avisa, ok?
— MAS QUE PORRA É ESSA?
— Isso é jeito de tratar uma visita?
— Pode ir vazando daí.
Se virou tirando algo que o incomodava debaixo de si. Meu Ipod. Antes que ele pudesse mexer eu já estava encima dele. Mas ele foi mais rápido esticando completamente o braço.
Nossos rosto estavam muito próximos até que uma coisa vibrou na sua calça me fazendo arrepiar cada pelo do meu corpo. Saio de cima dele meio constrangido, ele se levanta e pega o celular.
— Preciso ir, tchau então.
Ele sai e eu me deito logo em seguida. Que vergonha. Melhor esquecer, meu Ipod ta aqui e ele me relaxa como ninguém, até eu pegar no sono.
Nada como um rock pra me fazer dormir. Espera! Que isso? Fagner? Desde quando eu tenho essa musica?
''Passar a noite em claro, dentro di ti''- canta Fagner.
— Ótimo — tiro os fones — perdi de vez o sono.
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