Namoro Fajuto

2 Namorado falso - parte II


Notas iniciais
Espero que gostem, me desculpa por qualquer erro. Boa leitura!

Sinto uma forte luz em meu rosto. Abro meus olhos devagar. A luz do sol entrava pela janela do meu quarto. Eu não acredito nisso! Eu esqueci de fechar a cortina. Por que eu escolhi o quarto com sacada mesmo? Olho para o meu despertador. 5h30! Tá de sacanagem com minha cara universo!

A lembrança da noite passada começou a vim na minha mente. Então, aquilo não tinha sido um terrível pesadelo. Aperto minha cara contra o travesseiro, e solto um grito, que foi abafado pelo objeto. Como eu gostaria de bater minha cabeça contra a parede para ver que eu esqueço de tudo o que aconteceu, e para tentar colocar juízo nela — pensando melhor, acho que isso é o contrário de ter juízo.

Me levanto e vou até o banheiro. Fico encarando o meu reflexo no espelho, pensando como vou convencer o Uzumaki a me ajudar com minha mentira. Eu até poderia pedir para ele ser realmente meu namorado, mas a chance dele aceitar são tão baixas que nem vale a pena tentar.

— Não deve ser tão difícil pedir para ele ser meu namorado falso- comentei para o meu reflexo- Olá Uzumaki, eu sou Satsuki e gostaria de... Gostaria de que...- minhas bochechas ficam vermelhas com um tomate.

Isso foi horrível! O que eu vou fazer!? Se eu nem consigo falar isso para o meu próprio reflexo imagino para o Uzumaki. Onde eu fui amarrar o meu burro, senhor?

— Você não pode desistir, você vai conseguir, Satsuki- digo para mim mesma, enquanto dou o meu melhor sorriso confiante.

Escovo os meus dentes, e vou para debaixo do chuveiro. Sinto que a água quente leva toda a minha tensão, me permitindo relaxar um pouco. Saiu do banheiro, e vou vestir o meu uniforme. Uma saia xadrez, azul marinho e preta, meias pretas — até os meus joelhos- uma camisa social branca, um colete também azul marinho preto e casaco preto. Como eu aguento essa roupa? Fácil. É porque estamos em uma época um pouco fria. Começou a pentear meus fios negros — os deixo soltos — e coloco uma tiara branca simples, passo um gloss rosa rosa bem clarinho, nada muito chamativo.

Me olho no espelho de chão que tenho no meu quarto. Estou apresentável. Talvez o Uzumaki não me rejeite. Eu disse talvez, mas espero que não me rejeite o meu pedido mesmo.

Olho para o meu despertador — estou 25 minutos adiantada — Com certeza tanto meus pais quanto Itachi estranharam minha presença lá embaixo tão cedo. Pego minha bolsa e desço para cozinha.

— Bom dia- os comprimentos.

— Bom dia. Já está pronta, Satsuki! É raro você estar de pronta tão cedo — disse minha mãe. Como pensei — Você está muito bonita hoje.

— Acho que você precisa de óculos mãe- disse Itachi. Mostrei minha língua para ele. Vai tentar o diabo porra!

— Eu esqueci de fechar a cortina do meu quarto- me sento no meu lugar, e pego uma torrada.

— Então, maninha já falou com seu namorado?- Itachi sorria de uma forma debochada. Tú tirou o dia para me provocar, foi? Como eu queria enfiar a faca da geleia no teu ânus Itachi.

— Ainda não. Eu quero falar com ele pessoalmente- dou meu melhor sorriso no momento- E você, Itachi? Já contou para o Shisui sobre seus sentimentos- Se você vai me provocar, Itachi. Eu também vou!

— Chegar vocês dois!- meu pai nos repreender- Ah, eu estava tão feliz que esqueci de perguntar. Como é o nome do rapaz que você vai trazer aqui no final de semana?

— Uzumaki Naruto- digo simplista enquanto saboreou minhas torradas.

— E como ele é?- perguntou minha mãe. Agora fudeu de vez! Eu só conheço o Uzumaki pelo nome, e só falamos às vezes sobre assuntos escolares.

— Eu prefiro que vocês falam pessoalmente com ele, assim podem tirar suas próprias conclusões!- Ah! Foi uma boa desculpa, tô ficando boa nisso.

— Sim, claro- E como sempre tem que ter um que não acredita. Eu ainda vou enfiar essa faca da geleia no teu cu Itachi, me aguarde!

— Então, tudo bem, se você quer assim, querida. Bom, eu já vou trabalhar. Tchau para vocês- ele vai até minha mãe e dá um beijo em sua bochecha.

— Tchau papai- ele se retira. Volto minha concentração ao meu café da manhã.

Depois que terminei de tomar meu café, calcei meus sapatos, coloquei meus fones de ouvido, e marchei rumo ao colégio. O caminho é bem tranquilo, são 10 minutos de caminhada, e 15 de ônibus. Cheguei na rua onde fica o meu colégio, não tinha muitas pessoas por conta do horário. Um Chevrolet Camaro estacionou em frente do outro lado da rua. Como eu sei que o Chevrolet Camaro? Não faço a mínima ideia. Ino saiu do veículo, com uma expressão carrancuda, enquanto amarrava com longos cabelos loiros — quase brancos — em rabo de cavalo alto.

— Ino!- gritei e acenei da direção da loira. Algumas pessoas que passavam pelos rua me olharam feio, e alguns dos meus colegas também. Foi mal ai pessoal, eu só meio escandalosas as vezes.

A garota levou os seus olhos verdes azulados em minha direção, logo sua carranca se transformou em expressão de surpresa. Não posso julgá-la, eu nunca venho para o colégio nesse horário. A loira falou alguma coisa para o motorista e veio na minha direção.

— Satsuki, que milagre você está aqui agora? Normalmente você só chega daqui uns 20 minutos?

— Eu esqueci de fechar a cortina do meu quarto. Ino, eu tenho uma coisa para te contar.

Contei para a loira minha situação, e adivinha o que ela fez. Ela riu da minha desgraça! Que tipo de pessoa ri das desgraças das amigas desse jeito?

— Meu desculpa Satsuki, mas não tem como eu não ri disso- ela enxuga as lágrimas que escorreram pelo seu rosto- Sério que essa foi sua melhor desculpa?

— Eu não pensei direito na hora tá legal, agir por impulso- bufei, cruzei os meus braços e faço uma careta. A arrombada da Ino volta a rir.

Estávamos na sala de aula, faltavam apenas menos de 15 minutos para a aula começar. O Uzumaki ainda não tinha chegado. Por favor senhor Deus, não me diga que ele vai faltar logo hoje. Olho na direção da carteira do lado onde o loiro se sentava, que estava sendo ocupada por Haruno Sakura. Ela é — aparentemente — a melhor amiga do Uzumaki. Eu poderia perguntar para ela se o loiro veria hoje, mas nunca nos falamos pra valer, então, seria estranho eu chegar perguntando sobre para uma pessoa que eu não tenho intimidade, para outra pessoa que tenho menos intimidade ainda.

Fico encarando a carteira vazia do Uzumaki com o canto dos meus olhos, e de vez em quando, eu olhava na direção da porta. Foram os 15 minutos mais longo da minha vida, o professor Sarutobi já tinha chegado iniciado a aula, e nada do loiro chegar. O que está fazendo que ainda não chegou? Será que está com uma namorada ou namorado? Não, isso seria horrível, se ele tiver uma namorada, ou se for gay o meu plano vai por água abaixo! Abaixo da minha cabeça o começo á resmungar.

— Meu desculpa para o atraso professor Sarutobi- ouvir a voz do loiro.

— De novo Uzumaki! Vai se sentar- levanto minha cabeça para encarar o loiro. Segui ele com o meu olhar até sua carteira.

Essa é minha chance, quando o intervalo começar eu vou até ele e vou pedir para que me acompanhe até o ginásio, então, farei o perdido. Fácil falar, difícil fazer...

***

Suspiro. Calma Satsuki, você consegue. É só falar o que você ensinou durante a última aula inteira — e não. Eu não prestei um pingo de atenção na última aula — Apertou minha saia e olhor na direção do loiro, que conversar com a Haruno.

— Satsuki, você precisa ir antes que ele saia para almoçar- falou Ino. Solto outro suspiro, me levantei e vou até o Uzumaki.

— Ehhh, com licença- os dois para de conversar e me encaram.

— Sim?- perguntou a Haruno confusa.

— Eu gostaria de ter uma conversa com você, Uzumaki- agora já não têm mais volta! Se ele recusar vai ser a pior humilhação da minha vida. Ele me olha com desconfiança.

— Pode falar!

— Aqui não. Eu gostaria de falar com você só...- o loiro encarar a sua amiga por alguns segundos, depois voltou olhar para mim.

— Ok então- ele se levanta. Ele me segue para fora da sala. Fomos até o ginásio, assim como eu tinha planejado.

— Então, o que você quer? Por que me trouxe aqui?- sinto todo o meu corpo gelar.

— Eu vou ser direta... Uzumaki Naruto!! Por favor aceite ser meu namorado!!- sinto minhas bochechas esquentarem.

— Quê!?

Por que tem que ser justo eu que tem que passar por esse tipo de situação!? Eu não queria fazer isso.

— Não precisa ser o meu namorado de verdade, é só para eu enganar os meus pais e meu irmão mais velho.

— Quê!!?