Namorada Adormecida

3 Capítulo 3 - Just in Love


Notas iniciais
Eu disse que as fas do Joe Jonas gostariam do nome dessa fic u.u
A musica para esse capitulo é Just in Love do Joe Jonas → http://www.vagalume.com.br/joe-jonas/just-in-love-traducao.html

Ponto de Vista de Carly

Eu poderia até dizer que nosso jantar transcorreu dentro de toda paz, tranquilidade, harmonia e alegria existentes na face da terra, mas isso seria mentira. Freddie e Sam estavam presentes no mesmo ambiente, na mesma mesa, um de frente para o outro. Imaginem no que isso deu.

Poderia não ter dado em nada, se...

Eu me preparei e muito para esse momento, no entanto, sair com esses dois é como levantar a bandeira dos Estados Unidos bem no meio do Oriente Médio. Você nunca sabe de onde surgirá o primeiro morteiro.

Ou ainda, você pode se surpreender e vê-los conversar alegremente como se nunca brigassem.

No início foi tudo uma beleza. Eles conversaram alegremente. Num dado momento, Sam começou a criticar um prato de salada, o que Freddie deveria ter ignorado e ficado de boca fechada, mas não o fez:

_ A salada está muito bonita! – disse Freddie. – Parece muito gostosa.

_ É, as folhas estão verdes, a cebola branca, o tomate vermelho, a cenoura laranja... – disse Sam com sarcasmo. _ E ainda tem umas coisinhas marrons dando um toque especial. _ ECA!

_ SAM! – reclamou Freddie. Aqui ele poderia ter se calado. _ Você deveria comer mais legumes e verduras. Faz bem para a mente, sabia?

_ TÁ ME CHAMANDO DE BURRA, FREDUARDO BENSON?! – Sam gritou e antes mesmo que ele pudesse explicar que aquela não tinha sido a sua intenção, ela enfiou um bocado de azeitonas na boca e cuspiu na cara dele.

Nesse ponto, eu já estava paralisada, o restaurante inteiro olhava para a nossa mesa e Spencer tentava acalmá-los em vão. Quando dei por mim, Sam sumiu de uma vez para baixo da mesa como se um alienígena a tivesse abduzido. Em seguida, Freddie deu um grito de dor e levantou-se da cadeira com ela agarrada na perna dele, parecendo um polvo todo enrolado em sua presa.

Ele, então, com muita dificuldade, conseguiu arrancá-la de sua perna, empurrou Sam, que caiu sentada no chão e saiu correndo do restaurante. Ela correu atrás.

Eu e Spencer terminamos de jantar, imóveis e calados, enquanto esperávamos que todos os olhares do restaurante se desviassem da nossa mesa. De vez em quando, espiávamos pelo canto dos olhos para ver como estava a situação.

Não sei o que aconteceu, mas quando saímos do restaurante os dois já tinham feito as pazes.


Ponto de Vista de Freddie

A Sam é louca! Doida varrida! Lelé da cuca! Maluquinha, a garota.

Imagine que você está numa ilha paradisíaca, balançando numa rede, tomando água de coco bem geladinha e apreciando a garota que você gosta enquanto pensa nas duas mil e doze maneiras de chegar junto dela. Pois é. Eu estava me sentindo assim naquele restaurante, tendo Sam a minha frente e conversando sobre amenidades.

De repente veio um tufão e varreu a ilha do mapa. Lançou a garota que você gosta a anos-luz da Terra e a retornou transformada em monstro. Daí, você, que ficou girando dentro daquele redemoinho, cai dentro da boca do monstro, que antes era sua garota. Finalmente, ela te mastiga, é claro! Aos pouquinhos...

Pois foi o que aconteceu em seguida.

Eu e minha língua grande. Ela estava lá comendo e começou a criticar a salada só porque eu tinha dito que estava bonita e parecia ser deliciosa.

_ É, as folhas estão verdes, a cebola branca, o tomate vermelho, a cenoura laranja... – disse Sam com um sorriso cínico para mim _ E ainda tem umas coisinhas marrons dando um toque especial. _ ECA!

Daí eu me saí com essa:

_ SAM! Você deveria comer mais legumes e verduras. Faz bem para a mente, sabia?

Nossa! A garota pirou na batatinha. Achou que eu a estava chamando de burra e me cuspiu um monte de azeitonas na cara. Nem tive tempo de me explicar. Mas eu juro pela senhora Benson, minha mãe, que não foi essa minha intenção.

Eu me aborreci e segurei as pernas dela entre as minhas, por baixo da mesa. Levantei a sobrancelha e fiz uma cara que dizia o seguinte: “Vai encarar?” Sam entendeu o recado e se preparou para me jogar mais azeitonas.

Dessa vez não deu certo pra ela, mas sobrou pra mim de qualquer forma. Dei um puxão nela com minhas pernas e ela foi parar embaixo da mesa. Meu sorriso de satisfação foi mais rápido que a velocidade 64 de avanço do controle remoto. Em milésimos de segundo eu senti a mordida. Nossa! Que dentes fortes essa garota tem. Gritei de dor e me levantei indignado.

Ela estava sentada sobre meu pé, enlaçada com pernas, braços e com os dentes bem cravados na minha perna. Acho que não foi pior, porque foi por cima da calça jeans. Se eu tivesse de bermuda ela teria arrancado um pedaço. Com certeza! Monstro!

Segurei-a pelos braços e fiz um esforço sobre-humano para conseguir que ela me soltasse. Sam se debatia, querendo me morder, me estapear e sabe-se lá mais o quê. Finalmente, dei um empurrão nela e saí correndo para fora do restaurante enquanto a louca se estatelava no chão. Fiquei preocupado, mas não voltei. Zangado era uma definição mínima para meu estado naquele momento.

O demônio louro foi atrás de mim, porém eu reagi:

_ NÃO CHEGA PERTO DE MIM, SAM! – gritei para ela. – OU NÃO RESPONDO POR MIM...

_ VAI FAZER O QUÊ NERDDIE BENSON? – provocou ela de volta. – APRENDEU A BATER EM MULHER AGORA, FOI? – disse e me deu um empurrão.

_ NÃO, SAMANTHA. EU NÃO BATO EM MULHER – gritei de volta, alterado, e segurei-a pelos pulsos. _ MAS EM VOCÊ EU BATO. – daí eu completei, olhando bem dentro dos olhos dela: _ VOCÊ É UM MONSTRO E NÃO UMA GAROTA. NEM AO MENOS SE PARECE COM UMA...!!

É. Dei uma exagerada. Mas funcionou. Nesse ponto a Puckett parou e me olhou como se não acreditasse no que eu havia dito. Ela parecia magoada. Por um breve instante tive a impressão de que ela fosse chorar. Mas ela é durona. Apenas abaixou a cabeça, girou nos calcanhares e começou a sair andando de fininho. Nem me gritou de volta. Imediatamente reagi e a segurei pelo braço:

_ Perdóname. – falei sincero enquanto a segurava. Ela não me olhou. _ Não sei o que acontece às vezes, mas você me tira do sério. Você é uma garota sim, e muito legal, mas você se descontrola sem motivo...

_ Desculpe também, Freddito. – ela me respondeu de volta. _ A garota-monstro aqui não vai mais te perturbar. – ela ficou mesmo magoada comigo. Tentei melhorar a situação.

_ Sam – fiz ela olhar para mim. _ Sou seu amigo, ok? Eu não quis dizer aquilo. Fiquei zangado com você e falei a primeira besteira que me veio à mente. Você me mordeu, poxa!

_ E você me chamou de burra! – replicou ela, se justificando.

_ Não te chamei de burra! – retruquei. Apenas queria que você se animasse com os vegetais e comesse um pouco de salada! É bom para a saúde. – tentei argumentar mais: _ Você vai ter um infarto aos dezessete anos se continuar se alimentando apenas de frango frito, bacon e costelas assadas...

_ Precisaria que eles se esforçassem muito para me animar. – respondeu ela com os olhos brilhando. Fiquei no vácuo.

_ Eles quem? – perguntei aéreo.

_ “Las hortalizas” – ela respondeu matreira. A danada também sabe espanhol. Ela sempre me surpreende. _ Talvez um teatrinho de vegetais me animasse a comê-los. – completou.

_ Vou providenciar isso para o próximo iCarly. – respondi feliz. O bom humor da Sam já havia voltado.

_ Não perca seu tempo, Benson. – ela falou sorrindo e me deu um soco de leve no braço. Encostamo-nos a um carro estacionado, bem próximos um ao outro. Quando ela se mexia, eu sentia seu braço roçar no meu. A sensação era indescritível. Igual outra sensação de algum tempo atrás...

_ Sabe, Sam?

_ Hum?

_ Sei que já te disse isso uma vez, mas vou repetir: Seria muito estranho se você não tornasse minha vida miserável o tempo todo... Mas de onde você tirou essa idéia de me morder?

_ Sei lá... E você de onde tirou essa idéia de me puxar pelas pernas?

_ Sei lá... Que tal entrarmos? – mudei de assunto porque o papo estava ficando estranho.

_ Acho melhor não. – respondeu ela, cruzando os braços.

_ Por que não? – perguntei curioso.

_ Já olhou para a cara do porteiro? Ele está nos observando e já chamou um “armário” pra cuidar da gente... Acho melhor nem tentar...

_ É... – comecei a falar depois de observar a cara que o porteiro fazia pra gente e perceber o tamanho do segurança que estava atrás da porta de vidro. _ Tem razão. Melhor ficarmos por aqui.

_ Vamos ficar com fome. – concluiu ela.

_ Mmmm – concordei levando a mão à perna machucada. Sam percebeu.

_ Está doendo muito? – perguntou ela. Sua voz parecia preocupada.

_ Não muito, mas doeu bastante naquela hora – falei com sinceridade e resolvi brincar com ela: _ Talvez infeccione e fique com gangrena... Daí, terei que amputar e...

_ Engraçadinho... – ela falou. _ Não começa, senão terei que morder do outro lado. – ameaçou.

_ Hoje não, Puckett. Não posso mais. Trégua, sim? – implorei.

_ Ok, Benson. – ela concordou sorrindo. _ Quem sabe outro dia? – e piscou pra mim, marota. Estremeci, mas não foi de medo.

_ Engraçadinha... – foi minha vez de falar, quando percebi o segundo sentido que ela deu a minha expressão. _ Eu quis dizer que estou cansado de brigar por hoje...

_ Ok, ok, ok.

_ Você sabe falar em espanhol? – perguntei curioso.

_ Hum-hum... – respondeu ela, evasiva.

Passamos um bom tempo conversando quando o Spencer e a Carly finalmente apareceram, acreditando que os seus dois melhores amigos haviam se matado. Ainda foi debochada a guria quando entregou nosso jantar cuidadosamente embalado pra viagem.

_ Trouxe pra vocês, caso ainda os encontrasse vivos.

_ Obrigada, Carly – respondeu Sam feliz da vida por, finalmente, poder comer alguma coisa. _ Já estava morrendo, mas era de inanição. – “Exagerada” – pensei.

Ponto de Vista da Sam

Quando Freduardo Benson veio com aquela de me dizer que legumes e verduras fazem bem para a mente e afirmar que eu deveria comê-los acreditei realmente que ele estava me chamando de burra. Ele sabe que não gosto de vegetais. Às vezes eles descem pela garganta, mas bem acompanhados de um bifão ou de uma costeleta assada ou de umas belas coxas de frango frito...

Nossa! Fiquei muito irada e parti pra cima dele com tudo. Joguei-lhe um punhado de azeitonas na cara, ou melhor, cuspi as benditas azeitonas sobre ele. Tem que aprender a respeitar a mamãe aqui!

Qual não foi minha surpresa quando senti minhas pernas serem enlaçadas pelas pernas dele. Foi ao mesmo tempo algo bom e assustador. Gostei e não gostei do que aconteceu.

Ele ainda deu um sorriso cínico pra mim e ergueu uma das sobrancelhas me chamando pro “fight.” Minha reação foi imediata! Fui cuspir novamente azeitonas nele, mas nem tive tempo de colocá-las na boca. O safado, que estava com as minhas pernas presas entre as dele, me deu um puxão, de uma vez, e eu caí embaixo da mesa. Não consegui nem me segurar em algo. Só sei que a cadeira voou pro outro lado. Fiquei azul nessa hora, tenho certeza!

Quem diria que o nerd fosse criar coragem de me enfrentar algum dia. Se bem que ele já andou me devolvendo uns tapas... Continuando... Não tive dúvidas: agarrei-me numa das pernas dele e mordi com vontade. E fiquei lá, grudada, enquanto ele gritava de dor e tentava de todo o jeito me arrancar de lá. Começamos a lutar, até que ele me empurrou e escapou.

Tenho que admitir que Freddie está bem forte e bem mais alto que eu. Saí bem dolorida: Os dois braços machucados e as costas doendo.

Fui atrás dele para revidar. Saímos do restaurante e fui com tudo pra cima dele que reagiu com palavras:

_ NÃO CHEGA PERTO DE MIM, SAM! – ele gritou – OU NÃO RESPONDO POR MIM...

_ VAI FAZER O QUÊ NERDDIE BENSON? – gritei de volta. – APRENDEU A BATER EM MULHER AGORA, FOI? – e o empurrei.

Mas antes eu não tivesse dito isso, pois ele me segurou pelos pulsos e, me olhando nos olhos, esbravejou:

_ NÃO, SAMANTHA. EU NÃO BATO EM MULHER, MAS EM VOCÊ EU BATO. VOCÊ É UM MONSTRO E NÃO UMA GAROTA. NEM AO MENOS SE PARECE COM UMA...!

As palavras às vezes doem mais que socos e pontapés. Mais do que um murro de quebrar o nariz. Senti uma dor enorme por dentro. Meu estômago se contorceu. Fiquei sem ação. Freddie não me considerava uma garota! Chamou-me de monstro. Foi horrível escutar isso, ainda mais dele. Senti que lágrimas queriam me saltar aos olhos, mas resisti.

Uma Puckett sabe quando perde a batalha e deve entregar os pontos... Procurei sair dali o mais rápido que podia. Iria embora pra casa andando e me jogaria na cama como deveria ter feito desde o final do iCarly. Eu sabia que algo de ruim estava pra acontecer! Só não ouvi minha intuição.

Foi quando senti a mão dele no meu braço, mas de forma leve agora. Eu estava tão dormente pelo efeito das palavras dele que nem resisti. Parei, mas continuei de cabeça baixa. Ele falou:

_ Perdóname. – ‘ai! Quase morri aqui’. _ Não sei o que acontece às vezes, mas você me tira do sério. Você é uma garota sim, e muito legal, mas você se descontrola sem motivo...

_ Desculpe também, Freddito. – respondi de volta, com sinceridade, mas muito triste ainda. _ A garota-monstro aqui não vai mais te perturbar. – eu só queria sair dali.

Ele insistiu e se justificou:

_ Sou seu amigo, ok? Eu não quis dizer aquilo. Fiquei zangado com você e falei a primeira besteira que me veio à mente. Você me mordeu, poxa!

_ E você me chamou de burra! – consegui finalmente falar, diante da explicação dele.

Nisso ele disse que não havia me chamado de burra e voltou com aquele papo de que vegetais são bom para a saúde e que eu vou morrer aos dezessete anos de um ataque cardíaco se não comê-los. Sempre exagerado, mas finalmente entendi o que ele quis dizer e resolvi relaxar. Amoleci, essa é a verdade! Fomos nos encostar em um carro. Era muito bom quando ficávamos assim lado a lado. Nossa! Que é que eu tô pensando?

De repente, do nada, ele se sai com essa:

_ Sei que já te disse isso uma vez, mas vou repetir: Seria muito estranho se você não tornasse minha vida miserável o tempo todo. – estremeci. Ele ainda se lembrava do que havia me falado pouco antes do beijo que trocamos após uma das mais sérias brigas até hoje. Foi nosso primeiro beijo e o meu único...

Até que seria bom se sempre fizéssemos as pazes com beijos... NOSSA! Que é que eu estou pensando de novo?!? Ele continuou falando, me tirando desses pensamentos nefastos.

_ Mas de onde você tirou essa idéia de me morder?

_ Sei lá... – respondi sem saber o que dizer. _ E você de onde tirou essa idéia de me puxar pelas pernas?

_ Sei lá... – foi a vez dele não saber o que responder pra mim. _ Que tal entrarmos?

Disse para ele que achava melhor que a gente não voltasse ao restaurante. Eu já havia percebido que o porteiro havia chamado o “armário” para nos segurar caso a gente tentasse entrar lá novamente. O negócio foi sério. Despertamos o interesse da sociedade! Seremos banidos de todas as lojas num raio de cinco quilômetros dali...

Fiquei preocupada quando ele levou a mão à perna que eu havia mordido. Resolvi perguntar:

_ Está doendo muito?

Ele grunhiu alguma coisa e resolveu ser engraçadinho comigo falando de infecção, de gangrena e de amputação... Ameacei mordê-lo novamente, ao que ele respondeu:

_ Hoje não, Puckett. Não posso mais. Trégua, sim?

O que era que ele queria que eu pensasse? Ora, bolas! Achei que poderia mordê-lo novamente em outra ocasião... Ele se justificou, o lerdo.

_ Eu quis dizer que estou cansado de brigar por hoje...

A Carly foi a minha salvação: Salvou-me do Freddie, de mim mesma e da minha fome que, aliás, estava enorme! Deu para perceber que ela estava chateada com a gente, mas trouxe nosso jantar. E que jantar! Estava tudo muito gostoso. Eu e Freddie comemos dentro do carro. Passamos, ainda, na minha casa para pegar uns trecos meus. Tinha que compensar a Carly pelo grande mico no restaurante e só poderia me desculpar dormindo no AP dela. Ah! Ainda fiz o Spencer parar numa lanchonete e comprei alguns pacotes de frango e bacon fritos... Hum! Delícia!

Notas finais
Eita confusão não é galera? Jaja postarei outro capitulo e só havera outro capitulo pela tardezinha. Então fiquem ligados aqui no Nyah e no meu twitter @iCarlyBest :]
Comentem para eu poder postar mais capitulos õ