Namorada Adormecida
15 Capítulo 15 - California Gurls
Notas iniciais
Ponto de Vista do Freddie
Quando Carly subiu ao palco, ela cantou uma música da Miranda Cosgrove, “Kissin’U” e Griffin ficou lá com ela. Eles ainda cantaram algumas músicas juntos. Quando eles cansaram, finalmente, Carly pegou o microfone e falou:
_ Pessoal, agora eu gostaria de apresentar pra vocês a minha melhor amiga: Samantha Puckett!
Senti o nervosismo de Sam através da mão que eu segurava e, tentando passar algum encorajamento, apertei suavemente a mão dela e pisquei, enquanto dizia:
_ Vai lá.
_ Por que não é contigo... – ela respondeu.
_ Vem aqui, Sam! – Carly insistia. _ Deixa essa timidez de lado, garota! Sobe aqui!
Sam falou mais algumas gracinhas, mas subiu no palco e Griffin retornou para a mesa. Eu tinha certeza que ela fazia isso para espantar seu nervosismo.
_ Essa garota aqui é muito talentosa, mas esconde tudo só pra ela, vê se pode? – Carly falava. _ Diga oi, Sam. – Carly pediu estendendo o microfone para Sam.
_ Oi, Sam. – Sam disse sorrindo. A galera gargalhou.
_ Ah! – fez Carly. _ Eu esqueci de dizer que ela também é uma comédia. Conta piadas como ninguém. Atua, dança, sapateia...
_ Também faço pequenos furtos, arrombo portas, arrebento cadeados... Se alguém quiser me contratar... – Sam falou. Arregalei meus olhos. Não acreditava que ela tivesse mesmo falado aquilo. Sam é terrível.
_ Não liguem pra ela. – Carly puxou o microfone de novo. A platéia inteira estava rindo delas. _ Ela também canta e é excelente patinadora...
“Será que escutei direito? A Sam canta?” – pensei. – “Que outras surpresas ainda terei com ela? Carly já tinha me dito que ela dançava muito bem, mas não falou nada sobre cantar...”
Enquanto as duas falavam, todos pareciam encantados por Sam. Ela tinha esse poder sobre as pessoas. Por mais que ela fosse briguenta, muitos a admiravam e de certa forma, ficavam fascinados por ela.
Eu acredito que estava babando sobre a mesa, com um sorriso de orelha a orelha, pois Griffin falou:
_ Fecha a boca, Benson, ou a mesa vai ficar toda babada!
_ Eu a amo, Griffin. – confessei sem mais receios.
_ Já disse isso pra ela?
_ Ainda não. – respondi. _ Só quando ela estava dormindo...
_ E está esperando o quê? – ele perguntou enquanto levava o copo de bebida à boca. _ Carly tem razão em dizer que a Sam te ama. Ela é louca por você... Dá pra ver nos olhos dela...
_ Eu fui um idiota esse tempo todo...
_ Não se culpe... – ele tomou outro gole de sua bebida. _ Sabe o que é melhor na vida?
_ Quê?
_ A gente aprende... O tempo todo.
Voltamos a olhar para o palco onde as nossas garotas ainda entretiam o público local com suas performances.
Elas se abraçaram e Carly desceu, trazendo o casaco e o gorro de Sam e o colocou no encosto da cadeira que estava vazia ao meu lado.
_ Bem, garotos e garotas, pessoas... – Sam enlaçava os dedos das mãos uns nos outros enquanto falava. _ Bem... Vou cantar pra vocês uma música de uma artista country que admiro muito, Taylor Swift. Espero que gostem... E dancem, por favor... Só não vale jogar ovos... Pensando bem, se estiverem cozidos podem jogar... Lanchei ainda há pouco, mas continuo com fome. – todo mundo riu. _ O título da música é “You belong with me” – senti os olhos dela sobre mim e meu sangue ferveu... Carly e Griffin me cutucaram em clara provocação.
Quando Sam começou a cantar eu fiquei de queixo caído. Carly tinha dito que ela cantava, mas não disse que cantava maravilhosamente bem. Ela era afinadíssima. E, pelo visto, não foi só eu que achei isso. Todos começaram a aplaudir e dançar. Senti ciúmes. Não queria dividir aquela beleza, aquele talento com ninguém.
Carly e Griffin foram para a pista de dança e fiquei sozinho na mesa. Em alguns trechos da música meus olhos se encontravam com os de Sam e então eu percebi: esse amor era bem maior do que qualquer coisa que eu pudesse imaginar...
“…♪ She doesn't get your humor like I do…♫ She'll never know your story like I do…♪” (Ela não entende seu humor como eu entendo… Ela jamais conhecerá sua história como eu conheço...).
A voz dela tomou conta do ambiente. Levemente rouca, melodiosa, afinada. “Ela sempre me entendeu, sempre conheceu meus sentimentos, meu humor, minhas vontades.” “... ♪ And I'm on the bleachers dreaming about the day when you wake up and find that what you're looking for has been here the whole time…♫” (E eu estou aqui nas arquibancadas sonhando com o dia em que você finalmente abrirá seus olhos e verá que aquilo que você procura esteve ao seu lado o tempo todo). “E eu sempre a deixei de fora da minha vida, em segundo plano, até na amizade.” – As palavras daquela música que ela cantava com total entrega me atingiam como flechas que continham em suas setas o soro da verdade. Aquela verdade que você não quer ouvir, não quer saber. E ela sempre esteve ao meu lado, nunca quis que eu sofresse por um amor não correspondido, da mesma forma que talvez ela sofresse.
“... ♫ If you could see that I'm the one who understands you... Been here all along, so why can't you see? ♪” (Se você pudesse ver que eu sou a única que te entende... Estive aqui o tempo todo, então por que você não vê?).
Olhei para ela tentando transmitir-lhe meus pensamentos: “Agora eu entendo... Agora eu vejo. Só espero que não seja tarde demais.”“♫You belong with me.♪” (Você pertence a mim).
Nossos olhos voltaram a se encontrar. Sustentei o olhar nela e falei: _ Sim, eu pertenço a você e você pertence a mim. – ela não podia me escutar, mas sorriu para mim como se compreendesse. “♫You belong with me…♪” (Você pertence a mim) “♫ Standing by and waiting at your backdoor all this time. How could you not know, baby? You, you belong with me…♪” (Permaneço esperando em sua porta de trás o tempo todo. Como você não sabe, meu amor? Você, você pertence a mim...).Link da música: You belong with me – http://www.youtube.com/watch?v=VuNIsY6JdUw&ob=av2n –Taylor Swift “Hoje mesmo você não ficará mais esperando por mim, Sam. Já faz algum tempo que eu suspeitava... Mas eu tinha medo de estar enganado. Nesses últimos dias, descobri o quanto te amo, o quanto preciso de você perto de mim. Não é apenas algo físico... É muito mais que isso. Muito mais...”
Logo que Sam terminou de cantar, todos aplaudiram com muita empolgação, inclusive eu, e pediram que ela cantasse outra música. Ela agradeceu.
Griffin e Carly se aproximaram da mesa para beberem alguma coisa.
_ E aí, o que você achou? – Carly perguntou pra mim.
_ Já tinha escutado ela cantarolando, mas não sabia que tinha uma voz tão perfeita assim. – falei orgulhoso.
_ Pois é... – Carly falou. _ Você precisa vê-la dançando e sapateando...
_ É. – disse meio triste. _ Pelo visto, tem muitas coisas sobre a Sam que não conheço...
_ Nunca é tarde para conhecer. – disse Griffin filosofando novamente.
_ Vou escrever um livro sobre as filosofias “griffinianas”...
_ Pessoal, temos que liberar o palco para os outros que também querem cantar... — escutei Sam falando no palco, após ter sido muito aplaudida cantando “You belong with me”. CANTA! CANTA! CANTA! – a galera gritava em coro.
_ Ok, pessoal. – ela falou. _ Ok, galera. – notei que ela olhou fixamente pra mim _ O nome dessa música que vou cantar agora é“Please don’t leave me”, da Pink. Ofereço a um amigo.
Quase caí da cadeira quando ela falou que oferecia a música a alguém... Senti calor... Senti frio... Tudo ao mesmo tempo. “Será que era pra mim?” Eu não conhecia direito aquela música e procurei prestar atenção na letra. Fiquei fascinado. Sam cantava muito bem, ela interpretava a música de olhos fechados, e conseguia transmitir os mais variados sentimentos com aquela letra: amor, paixão, dor, raiva... Fiquei em choque.
Quase no fim da música, Carly comentou, abraçada a Griffin:
_ Que declaração de amor, hein, Freduardo?
Griffin apenas sorriu. Ele e Carly voltaram para a pista de dança, pois Sam tinha começado a cantar outra música, agora mais lenta,“Gravity” da Sara Bareilles, escolhida por algum dos espectadores e eu estava me roendo de ciúmes. Havia muitos garotos olhando para Sam da forma que só eu me achava no direito de olhar. Fiquei impressionado com a voz dela nessa música e de como ela alcançava notas altíssimas sem desafinar.
Link da música: Gravity – http://www.youtube.com/watch?v=rEXhAMtbaec&ob=av2n – Sara Bareiless Fiquei um tanto aborrecido por estar longe dela, mas gostaria de ter encontrado um coquetel da invisibilidade no momento em que escutei a voz de Carly novamente ao microfone depois que Sam terminou de cantar.
_ Pessoal. – dizia ela. – Subi aqui novamente para chamar uma pessoa do nosso grupo que ainda não pagou o mico de vir a esse palco: meu amigo, Freddie Benson! Freddie, por favor, venha até aqui.
Senti Griffin me sacudindo pelos ombros e levantei da cadeira como um autômato. Caminhei lentamente até o palco, um tanto atarantado. Já lá em cima, fiquei tão nervoso que não conseguia controlar o tremor das mãos. Estava nervoso por causa do público e por causa da Sam. Não sabia o que dizer pra ela. Quando dei por mim, Carly já tinha colocado o microfone sob a minha boca.
_ Diga oi pra galera, Freddie.
_ Oi. – balbuciei, tremendo. Aquilo de ter dezenas de pares de olhos te observando era assustador. Muito diferente de enfrentar uma câmera de vídeo no iCarly. “Como elas conseguiam?” – pensei, nervoso.
Carly continuou a falar me apresentando como produtor técnico do iCarly. O cara por trás das câmeras e pensei que era exatamente por lá que eu deveria ficar.
Enquanto ela falava procurei por Sam. Ela deve ter notado que eu estava nervoso, pois se aproximou de mim e segurou minhas mãos entre as dela me puxando pra trás de onde estava Carly. Ela parecia ignorar completamente a tal “declaração de amor”.
Fale com o autor