Namorada Adormecida

13 Capítulo 13 - Seddie


Notas iniciais
Um capitulo beeeeem curtinho...
Dei um nome qualquer sem nenhuma musica baseada. ushashaushasuhas

Ponto de Vista do Freddie

Quando as garotas entraram pro quarto, na casa da Sam, Griffin e Spencer começaram a zoar com a minha cara. Eles disseram que eu precisava ter visto a mim mesmo olhando pra Sam e que precisava aprender a disfarçar urgentemente. Eles são exagerados, mas de certa forma têm razão, pois mal consegui gaguejar um “Oi” quando a vi.

Logicamente eu já visto a Sam bem arrumada antes. A primeira vez foi quando ela se arrumou pra sair com Pete.

Senti algo estranho naquela época quando a vi saindo com ele pela porta do “Groovy Smooties”... Era como se estivesse perdendo algo muito valioso para mim, mas eu ainda acreditava estar apaixonado pela Carly. E eu tinha certeza que aquele namoro não ia engatar... Acho que torci pra isso. Lembro-me que no dia seguinte perguntei a ela como tinha sido o encontro e ela simplesmente respondeu:“Não foi...” Como ela não entrou em detalhes e nem falou mais nada, eu também não perguntei, porém fiquei feliz por dentro...

Depois, no dia em que apresentamos o iCarly Awards, quase deixei a câmera cair quando olhei Sam naquele vestido azul. Eu não a tinha visto arrumada antes de ela entrar em cena, então o impacto foi bem grande. Cá pra nós acho que ela me achou bonito também, vestido naquele smoking. Precisei de muito autocontrole pra continuar filmando. A Carly estava bonita também, mas eu só tinha olhos pra Sam.

E as pernas dela? Nossa! Sou vidrado nas pernas da Sam, seja de minissaia ou quando ela põe uma calça jeans colada. Pernas perfeitas. Já percebi também que ela tem um pé pequeno, delicado. Sinto vontade de tocá-la de forma diferente, de sentir minha mão percorrendo cada centímetro daquele pele rosada, macia, e só de pensar nisso, sinto um frio na boca do estômago. Mas não sei o que ela pensaria disso. Ela é muito linda! Linda demais e, se depender de mim, sempre será minha namorada.

No Shopping houve um momento em que quase enlouqueci de vontade de acariciá-la, mesmo que por um breve instante. Estávamos fugindo de um “ataque” no simulador de combate na selva quando ficamos abraçados num espaço que havia numa parede. Ela me abraçou com tanta força, me segurando e se apoiando em mim ao mesmo tempo... Quase a beijei... Mas não houve tempo pra isso. Tivemos que socorrer Carly e Griffin que ficaram presos num túnel e correr para terminar o jogo antes que a hora terminasse.

Sam estava tão bonita que, quando chegamos ao shopping, um grupo de idiotas passou e um de seus integrantes “mexeu” com ela. Realmente não consegui dissimular meu desgosto com isso. E o babaca ainda ficou um bom tempo seguindo a gente. Coincidência ou não, para onde íamos, lá ele aparecia com sua turma.

_ Griffin. – chamei ele quando Sam estava brincando no Dance Machine. _ Você percebeu que essas idiotas estão rondando a gente? Ou eu estou ficando doido?

_ Não, Freddie – ele respondeu. _ Você não está doido. Vamos só ficar observando disfarçadamente e tomar cuidado, pois eles estão olhando direto pras meninas, especialmente pra Sam.

_ Ok, então. – eu respondi. _ Vamos ficar atentos, pois de olho em cima deles eu já estou faz tempo. Não estou gostando do jeito que eles olham pra Sam.

_ Disfarça, Benson. – ele aconselhou. _ É melhor fingir que não estamos percebendo, pois se eles tentarem alguma coisa serão pegos de surpresa.

Depois disso, não deixei mais Sam andar solta. Levamos elas, inclusive, até a porta do banheiro. Só que eu não esperava ficar quase trinta minutos do lado de fora esperando. Nunca tinha feito isso na vida, apesar de acompanhar minha mãe em alguns lugares. Dessa parte do passeio eu não gostei nadinha. Griffin achou graça. Nós já tínhamos ido ao banheiro e saído há mais de dez minutos.

_ Deve ter acontecido alguma coisa com elas. – eu falei num dado momento. Ambos estávamos encostados na parede que ficava em frente à entrada do banheiro feminino.

_ Relaxa, cara. – Griffin falou. _ Eu te disse que dava tempo da gente ir até aquela lanchonete e beber alguma coisa. E, quando elas saírem daí não diga que elas demoraram, por favor.

_ Por que não? – falei zangado e cruzei os braços. _ Elas estão demorando mesmo. Até parece que se perderam aí dentro...

_ Experiência, meu caro. – ele respondeu com ar de mistério e superioridade. _ Só não diga nada, Benson. Fica esperto. Ou você sofrerá as consequências de ficar horas de castigo, sem nem ao menos saber por que está merecendo isso. E elas ainda ficarão um tempão de cara emburrada e você se sentindo culpado.

_ Como vou me sentir culpado? – falei indignado. _ Eu é que devo ficar zangado e de cara emburrada com tanta demora.

_ Fora que elas ainda podem chorar e querer ir embora pra casa. – ele completou. _ Daí, meu amigo, não há nada no mundo que você faça pra resolver a situação a contento. Vai por mim...

_ A Sam não iria chorar. – falei. _ Não mesmo.

_ É, ela é diferente. – Griffin respondeu. _ Talvez ela não chore mesmo, mas te desmonta todinho. – aqui ele deu uma risada. _ E vai ser difícil te consertar...

_ Eu deixo ela me bater, às vezes. – respondi contrariado. _ O problema é que ela me bate desde que éramos crianças e, antes eu tinha medo dela. Também minha mãe sempre me ensinou a não bater em mulher.

_ Vou te dar uma dica, Benson. – ele falou. _ Não deixe mais a Sam perceber que você tem receio dela, mesmo que você esteja apavorado. – ele me olhou . _ E isso vale pra tudo. Na amizade, no amor, nas brigas... Tenha atitude. Você já falou pra ela que gosta dela?

As palavras dele me fizeram lembrar de uma vez que a Sam me disse: “Gostei de ver você assim, Benson, todo decidido.” Talvez isso seja só o que me falta pra criar coragem e encarar de uma vez aquela garota teimosa.

_ Ainda não. – respondi.

_ E o que está faltando? – ele perguntou.

_ A tal atitude. – respondi.

_ Isso. Atitude. – ele concordou.

_ E quanto a essa demora? – perguntei a ele. _ Não devo ter atitude também quanto a isso?

_ Faça isso e você será um homem morto, Benson. – ele respondeu. _ Se você reclamar de alguma coisa, isso não será atitude, será burrice. Asneira total.

_ E por quê? – eu não conseguia entender.

_ Por que nesse caso, elas estão certas.

_ Não entendi.

_ Simples. – ele falou. _ A justificativa delas é que estão se arrumando.

_ Duvido que elas saiam daí mais bonitas do que quando entraram. – resmunguei.

_ Elas estão se arrumando pra nós, Benson. Entendeu agora? – ele perguntou revirando os olhos. _ Por que se não entendeu, eu mesmo vou te encher de porrada no lugar da Sam.

_ Ah, tá. – acho que comecei a compreender alguma coisa. _ Mas será que já não deu tempo suficiente pra elas ficarem mais do que lindas? – resmunguei de novo. Eu realmente estava impaciente com tanta demora.

_ Elas também ficam conversando. – ele explicou.

_ Conversando? No banheiro? – perguntei espantado. _ O que tanto elas têm pra conversar que não possa ser dito aqui do lado de fora?

_ Segredos. – Griffin cochichou.

_ Dá pra você ser mais claro ou tá difícil? – perguntei. Minha paciência tinha ido embora de vez.

_ Eles ficam falando sobre assuntos de mulheres, falam sobre nós... Essas coisas. – ele falou como se fosse uma autoridade no assunto.

_ E o que elas ficam falando sobre nós e como você sabe disso?

_ Elas falam que somos gatos, lindos, fofos e que beijamos maravilhosamente... – “Esse aí tá se achando...” – pensei. _ Uma vez entrei, por engano, em um banheiro feminino e me escondi. Cara, você nem sonha as coisas que escutei...

Griffin narrou essa aventura como se fosse o maior acontecimento de todos os tempos e eu acabei me esquecendo das garotas por um instante.

Finalmente Carly e Sam saíram daquele banheiro. Carly correu para abraçar Griffin e foi logo perguntando:

_ Demorei, amor?

Griffin me olhou de banda como quem diz “Siga o mestre”.

_ Não, amor. – ele respondeu dando um selinho nela. _ Eu e Freddie ficamos conversando enquanto esperávamos, mas senti sua falta.... – nisso, ele deu um sorriso cínico, me encarando.

Sam percebeu e arqueou a sobrancelha pra mim:

_ Perdemos alguma coisa, Freducho?

_ Ainda não. – respondi ainda emburrado. Logo percebi os idiotas de sempre olhando na direção delas. Fechei mais ainda a cara. Griffin e Carly se enrodilharam para mais um beijo espetaculoso.

_ Posso saber que bicho te mordeu? – ela perguntou.

_ Depois de você, nenhum. – respondi atravessado, mas logo me arrependi. Sam olhou pra mim e apertou os olhos. Achei que ela fosse me socar ou gritar comigo, porém ela simplesmente disse:

_ Pensei que a gente tivesse colocado uma pedra nesse assunto.

_ Me desculpe, Sam. Estou com fome e isso me deixa nervoso – menti e aproveitei para segurar na mão dela.

_ É só isso mesmo ou tem mais alguma coisa te incomodando? – ela perguntou desconfiada.

_ Só isso. Estou com muita fome mesmo. – respondi rapidamente e procurei mudar de assunto sem encará-la. _ Aonde vamos agora?

_ Eu e a Carly pensamos que a gente podia ir logo ao karaokê que o Griffin falou, pois ainda está cedo para a sessão de cinema que vamos assistir. Lá tem lanchonete e...

_ Mas não tá cheio de guri nesse horário? – interrompi.

_ Não. – falou Griffin. _ A entrada só é permitida para maiores de dezesseis.

_ Beleza. Então deve estar calmo nesse horário. – falei.

_Com certeza. – Griffin completou.


Notas finais
Voces vão amar o proximo capitulo... pois terá... Karaoke!
Mas é melhor vocês lerem com a música tocando: a emoção fica maior :D
Vou colocar a letra com a tradução de algumas e o link pra vocês escutarem.