Namorada Adormecida

10 Capítulo 10 - Running Away


Notas iniciais
Nada melhor do que colocar o nome do primeiro beijo seddie no nome do capitulo não é? Bem, eu nem acho necessario colocar a letra aqui, maaaaaaaas... se alguem quiser, ai esta →http://letras.terra.com.br/icarly/1898036/
Neste capitulo tambem tem uns trechos em ingles, então nas notas finais terá a tradução :)

Ponto de Vista de Freddie

Eu não acreditei no que estava acontecendo até que Sam pegou a almofada vermelha e a colocou nas minhas pernas, apoiando em seguida a cabeça nela. Nem ela nem Carly me perguntaram se eu aceitava aquilo.

Eu deveria mesmo ser o maior de todos os panacas. Bem que queria isso acontecendo, mas de verdade, de forma natural, não que ela fosse obrigada a fazer tal coisa. O pior de tudo é que depois que Sam deitou no meu colo para assistirmos ao filme eu fiquei sem saber onde colocar as mãos.

Primeiro cruzei os braços na altura do peito, mas dessa forma eu acabava esbarrando na cabeça de Sam. Outra forma que tentei foi colocar os dois braços atrás da cabeça por um tempo, mas aí fiquei cansado. Eu tinha onde apoiar o braço esquerdo, mas o direito não. Aos poucos o filme foi nos envolvendo e vi que Sam estava bastante concentrada. Fui relaxando meu braço direito aos poucos até que o apoiei no corpo dela. Imediatamente senti um arrepio e ela pareceu não perceber o que acontecia nem o que se passava comigo.

Deixei meu braço assim por um tempo, tentando não deixar o peso recair sobre ela, mas continuei cansado e dolorido. Foi, então, que uma cena do filme facilitou minha vida. Nos assustamos e eu aproveitei para envolvê-la com meu braço ao qual Sam segurou fortemente, mas sem nada falar.

Daí por diante foi tudo uma maravilha. Nós. Não o filme. Este era assustador, pavoroso, intimidador.

Sam também estava impressionada, mas não falava nada. Eu sabia pelas expressões dela e pela forma como ela apertava minha mão, às vezes. Em dado momento ela só deu um palpite de quem seria o serial killer. E ela acertou.

Ficamos assim durante todo o restante do filme. Observei Carly e Griffin. A forma como estavam juntos e apaixonados. De vez em quando Carly emitia uns gritinhos de medo e Griffin a consolava. Outras vezes ela só escondia o rosto no peito dele e ele a abraçava e beijava sua testa.

Ainda há pouco tive ciúmes do Griffin, mas em relação à Sam. Da forma como ela brincou com ele o apelidando. Achei-me no direito de ser o exclusivo merecedor de todos os apelidos maldosos ou não que ela ousasse proferir. Porém ela estava brincando e eu prefiro vê-la em brincadeiras a aborrecida com alguma coisa.

Tive que contê-la naquela hora. Puxei-a de uma vez pela cintura e a encarei pedindo que parasse. Adorei fazer isso, pois Sam pareceu não acreditar e ficou sem reação até que os beijos entre Griffin e Carly tiraram a atenção dela de mim. Quando ela tentou fazer outra gracinha eu a belisquei na cintura. E foi por baixo da blusa. Consegui deixá-la sem reação outra vez. Nisso ela se soltou de mim.

O filme acabou e Sam se sentou no sofá dando um grito vitorioso por ter acertado quem era o tal criminoso do filme. A trama era realmente boa e de difícil compreensão. Precisava de toda nossa atenção.


_ Quem quer pipocas? – Carly perguntou.

_ EU!! – respondemos todos juntos. Sam começou a pular no sofá.

_ Onde é que te desliga? – perguntei sem pensar e, para minha sorte, ela não se zangou. Simplesmente me olhou e mostrou a língua. Fiz careta de volta pra ela.

_ Onde eu não sei – Carly começou. _ Mas eu sei de algumas coisinhas que fazem ela ficar quieta... – ela falou com um sorriso maroto.

_ Carls!!! – era a voz de Sam em repreensão.

_ O quê? – Carly perguntou. _ Vou por partes: comida faz ela ficar quieta, filmes de suspense, aulas deixam ela com sono, bei...

_ Parou, parou, parou. – Sam interrompeu Carly e a puxou pelo braço. Eu e Griffin sorrimos da provocação, mas na realidade fiquei boiando.

Ela e Carly foram para a cozinha fazer pipocas enquanto eu e Griffin ficamos conversando sobre o filme. De vez em quando, Sam emitia um palpite:

_ Nada disso, naquela cena do crime número três o que os fez chegarem ao criminoso foi a pista do armário...

_ Que pista do armário? – perguntei.

_ Fibras da camisa. – ela respondeu. _ Quando ele empurrou a vítima no armário a manga da camisa roçou numa lasca de madeira e um pedacinho de fibra ficou preso.

_ Ah, agora me lembro. – falei. _ Foi isso mesmo, Sam.

_ A mamãe aqui sabe das coisas. – ela sorriu satisfeita.

_ Realmente. – respondi e sorri de volta para ela. _ Parabéns. – ela baixou os olhos, tímida. “Adoro isso”.


_ Quem quer pipoca quentinha? – Carly perguntou se aproximando com dois baldes cheios de pipoca.

Sam vinha logo atrás com quatro copos grandes cheios de refrigerantes numa bandeja. Peguei um dos baldes de pipoca e um copo de refri e voltei pro meu lugar. Sam pegou um copo também e sentou-se novamente ao meu lado, as pernas sobre o sofá.

Pensei que ela fosse fazer questão de tirar o balde de pipocas da minha mão, mas ela não fez. Dividimos o balde de pipocas que estava no meu colo e de vez em quando nossas mãos se encontravam. Era uma delícia: os encontros de mãos, as pipocas e Sam perto de mim.

Carly colocou o próximo filme, um desenho animado, e Griffin voltou a nos surpreender dizendo que adorava desenhos animados. Todos olhamos para ele.

_ Que foi? – ele perguntou.

Deixamos isso pra lá e começamos a assistir ao filme. Era muito engraçado. Nas partes que tinha música, Griffin se levantava e puxava Carly pra dançar. No final do filme, Sam começou a fazer imitações dos bichinhos personagens do filme.

Todos começamos a fazer imitações também e ríamos uns dos outros até não aguentar mais.

Depois de algum tempo brincando, arrumamos a bagunça na sala para assistir ao último filme programado para aquela noite. Uma comédia romântica. Voltamos aos nossos lugares. Sam deitou-se naturalmente no meu colo dessa vez e eu passei meu braço direito sobre ela, de forma natural também e sem maiores pretensões. O risco número um de levar um tapa por causa disso já tinha sido eliminado no primeiro filme e ela já aparentava cansaço.

Logo no início do filme eu envolvi a mão dela com a minha e ela não se importou ou pareceu não se importar, pois não a retirou.

O filme tinha um enredo interessante e nada meloso. Gostei muito. Era empolgante e envolvente e fomos várias vezes dos risos às lágrimas. Até Sam chorou em algumas cenas o que me impressionou bastante, mas eu percebi apenas porque algumas lágrimas caíram em meu braço.


Não havia um final feliz como um “e viveram felizes para sempre”. O casal da história não conseguia admitir o amor que sentiam um pelo outro e brigavam muito até que um deles se descobre doente no auge do romance. Daí em diante eles lutam para aproveitarem todos os minutos da vida juntos e felizes. O mocinho da história morre no final e a mocinha fica sozinha. Porém o mais importante desse filme foi a mensagem que ele nos passou:

“Nothing is little in love. Who expects great occasions to prove his affection does not know love. There are several reasons not to love a person and only one to love her.” *

No final, passava de uma hora da manhã. Sam se levantou calada e disse que ia ao banheiro. Carly e Griffin estavam se beijando apaixonadamente. Eu fiquei me sentindo deslocado. Sam ainda estava subindo as escadas quando falei:

_ Sam, vou para meu AP. Boa noite.

_ Boa noite, Freddie. – ela respondeu de lá.

_ Amanhã a gente se fala.

_ Ok, então. – ela respondeu. Seu olhar era meio triste.

A minha vontade era subir até ela, pegá-la em meus braços e beijá-la até que um de nós clamasse por oxigênio. Eu não consegui que ela dormisse em meus braços como a noite anterior e estava muito desiludido. Também não conseguiria me declarar para ela na frente de Griffin e Carly.

Meu final de noite não estava tendo exatamente o final feliz que eu queria. “Droga” – pensei.

Carly e Griffin se beijando.

Balancei a cabeça e saí sem me despedir.

Ao entrar em casa, tomei um banho quente, vesti meu pijama e me sentei no sofá da sala. Não conseguia pregar o olho. Liguei a televisão. Por mais que eu pensasse não conseguia encontrar um jeito de me declarar para Sam. De falar sobre o que aconteceu. Tive muitas oportunidades durante o dia, mas joguei todas no lixo. Fechei os olhos, irritado.

Então, escutei umas batidas na porta. Primeiro suaves, depois um pouco mais fortes. Fiquei aturdido quando a reconheci e abri a porta.

_ Carly e Griffin ainda estão no mesmo lugar, se beijando. – eu olhava para ela sem acreditar. O mesmo pijama de ontem, o mesmo perfume, os cabelos soltos... Na mão um cobertor, um bichinho feioso de pano, e uma almofada. _ Posso entrar ou vou ter que ficar no corredor a noite toda? – ela perguntou, gentil como sempre.

_ Cla... Claro que pode. – senti que gaguejava.

_ Posso me deitar no seu sofá? – ela perguntou. _ Estou com sono. – então ela se sentou no sofá e eu sentei ao lado dela ainda atordoado. Eu era mesmo um garoto de muita sorte. Muita sorte mesmo... E não iria jogar minha chance fora de novo. Hoje não.

_ Sim, com certeza. – falei. _ Só que estou ainda assistindo tevê... Sempre assisto tevê pra conseguir pegar no sono. – inventei uma desculpa pra ficar com ela. _ Vo... Você pode deitar na minha perna, depois deixo você aqui quando for dormir... – arrisquei.

_ Que seja. – ela respondeu. _ Estou morrendo de sono mesmo... – dizendo isto ela colocou a almofada no meu colo e se deitou. Jogou o cobertor por cima de si mesma e abraçou o bichinho feioso.

Finalmente eu estava tendo o meu final de noite feliz. Coloquei meu braço sobre o dela como antes, no AP da Carly, e estiquei minhas pernas sobre a mesinha de centro da sala. Duas noites seguidas e a garota que eu amava nos meus braços. “Eu sou o máximo! Ponto para Freduardo Benson. Yeah!”

Após algum tempo eu comecei a falar.

_ Sam, ontem à noite aconteceu uma coisa que preciso te contar. Bem, já faz algum tempo que eu percebi que sinto algo diferente por você... Diferente de amizade... Diferente do que senti pela Carly... – senti ela se mexer um pouco, mas continuei. _ Eu descobri que te amo... Então... Então, ontem à noite eu pedi você em namoro e você aceitou... Para felicidade minha. Só que você estava dormindo. E eu... Eu te beijei... Mas você também me beijou de volta... Assim, eu não me aproveitei de você, certo?

_ ...

_ Sam? Sam? SAM?

_ ...

Ela inspirou profundamente e se virou para o lado do encosto do sofá. Ergui meus braços. Eu não acreditei quando percebi que ela já dormia. Ela não escutou uma palavra do que eu disse. “Inferno!”.

Pelo menos um consolo. Puxei-a pra mais perto de mim e comecei a beijá-la. No início ela não correspondeu, mas aos poucos ela já me beijava de volta. Abracei minha namorada adormecida e me reclinei no sofá... Amanhã seria outro dia...


Ponto de Vista de Sam

Tentei me mexer, mas alguma coisa me prendia. Inicialmente pensei que estava sonhando, mas não. Eu estava presa mesmo. Com medo, apurei meus sentidos antes de abrir meus olhos: havia uma tevê ligada, batidas ritmadas de um coração, uma respiração serena, um perfume inconfundível e um calorzinho gostoso... “Freddie?” Abri meus olhos e ali estava ele. Dormindo. Não, não podia ser... Meu coração acelerou. “Que diabos eu fazia deitada no peito de Freddie Benson? Entre os braços dele?”

Aos poucos minha mente foi acordando e me lembrei que havia ido pra lá quando terminamos de assistir ao último filme daquela noite... Fui procurá-lo porque Carly e Griffin estavam se “embeijocando” tão alucinadamente que fiquei sem saber onde me enfiar.

“Eu preciso de um banheiro... Bebi muito refrigerante.” Escorreguei devagarzinho para fora do braço de Freddie e me sentei no sofá. Ele não acordou. Ao sair do cobertor percebi o quanto estava frio. Olhei para o relógio da sala e vi que passava das quatro horas da manhã. Achei minhas pantufas e procurei pelo banheiro da Sra. Benson.

Quem conhece o frio sabe o quanto é difícil tirar a roupa para “pipizar” no meio da madrugada. A droga do assento do sanitário estava geladíssimo. Ainda bem que a água da torneira da pia estava quentinha. Lavei minhas mãos e voltei para a sala.

Sentei de volta no sofá e fiquei olhando para Freddie. Eu nunca o tinha visto dormir. Era simplesmente lindo! Fiquei maravilhada. Parecia um quadro pintando à mão. Cada traço de seu rosto era uma perfeição. A linha do nariz, o contorno dos lábios. Fiquei tentada a tocá-lo, mas recuei...

Ele parecia desconfortável naquela posição, porém tive pena de acordá-lo. Apesar do frio que fazia, ele parecia estar bem. O pijama era quente e os pés dele estavam cobertos por meias.

Pensei no que fazer por um momento. Estava muito cedo pra bater na porta da Carly. O frio voltou a tomar conta de mim e puxei o cobertor sobre meu corpo, ainda sentada. Voltei a olhar para Freddie. Tomada por um impulso, me aproximei do rosto dele e fiquei observando-o bem de pertinho... Eu estava tão tentada a beijá-lo... Mas resisti. “E se ele acordasse?”

Levantei, então, o braço dele me colocando por baixo e deitei no peito dele, na posição em que me encontrava antes. Eu mal conseguia respirar. Era uma grande mistura de sensações: medo, prazer, vontades, aconchego, amor... Relaxei e abracei o corpo dele. “Nossa! Tudo que eu sempre quis!” Fechei meus olhos e apreciei aquela sensação. O corpo dele estava quentinho e eu inspirei profundamente para sentir o cheiro do perfume que dele emanava.

Não resistindo mais às forças que me empurravam para fazer o que fiz, encostei meus lábios no pescoço de Freddie e dei-lhe um beijo suave. Imediatamente ele se mexeu e eu fingi dormir.

_ Sam? – ele perguntou com voz sonolenta. Então, ele inspirou lentamente e me abraçou com força. Fui ao céu, mas não respondi nada.

Senti que ele tinha acordado, mas não sabia se continuava fingindo dormir ou se mostrava para ele que eu também estava acordada. Freddie procurou uma posição melhor, mas não deixou de me abraçar. “Aquilo deveria estar sendo muito desconfortável para ele.” – pensei. Ele, ainda, passou as mãos pelos meus cabelos e me beijou na testa. Fiquei imóvel... Definitivamente isto não estava acontecendo...

Como se não bastasse esta surpresa, Freddie começou a acariciar meu rosto com o polegar da mão direita como se desenhasse pequenos círculos fazendo com que um jato de calor percorresse minhas veias. Eu não ousava me mexer, mas senti meu corpo inteiro tremer pelo frenesi causado pelas sensações novas, estranhas e absurdamente maravilhosas que ele me proporcionava.

Estava quase decidida a mostrar que eu tinha acordado quando ele tocou meus lábios com as pontas dos dedos como se os contornasse com um pincel suave, em torturante vagarosidade.

Acredito que emiti um gemido, pois ele voltou a me chamar:

_ Sam?

_ Hum? – resolvi responder da única forma que poderia naquele momento... No entanto, quando abri meus olhos para fitá-lo ele cobriu minha boca com a dele...

“Céus!!” Eu tinha imaginado esse momento inúmeras vezes, mas eu não estava preparada para o arrebatamento que tomou conta de mim. Senti um calor intenso como se uma chama tivesse sido acendida, fazendo-me derreter por dentro ao mesmo tempo que um frio se apoderava do meu estômago chegando quase a doer. “Meu segundo beijo... Maior... Melhor... Com ele!”

Freddie me beijava delicadamente, capturando ternamente meus lábios enquanto acariciava meu rosto, porém, quando senti sua língua invadindo minha boca em total intimidade soube o quanto um beijo poderia ser avassalador.

Não resisti mais e o abracei com força, entregando-me àquele beijo e acompanhando-o nos movimentos que fazia. Os lábios dele eram macios e, ao mesmo tempo, firmes e decididos. No primeiro beijo que trocamos nem de perto deu para perceber isso. A embriaguez deveria causar esse tipo de letargia e formigamento que eu estava sentindo agora.

Quando ele interrompeu o beijo notei que seu coração batia descompassadamente como o meu, ambos estávamos ofegantes. Freddie me apertou de encontro a ele. Tão cedo eu não teria coragem de encará-lo, de falar com ele...

Então, ele disse:

_ Adoraria que você estivesse acordada, Sam. – e ficou enrolando uma mecha de meus cabelos entre os dedos. Senti que ele inspirava profundamente. Fiz o mesmo. Eu não acreditei nas palavras dele... “Freddie acha que eu estava dormindo durante o beijo ou é impressão minha?”

Ele continuou. Eu permaneci calada. Nem se eu quisesse, conseguiria falar, depois de tudo.

_ Vou deixar você agora, Sam. – ele foi se levantando devagar e colocou minha cabeça sobre uma almofada. _ Estou todo quebrado. Vou pra minha cama. – eu mantinha meus olhos bem fechados enquanto ele falava. _ No se olvide de nuestro beso. Buenas noches.

Ele ainda me deu um beijo de leve, me cobriu e seguiu para seu quarto. Eu fiquei ali deitada, paralisada, petrificada como uma estátua. Certamente eu estava dormindo e sonhando que estava acordada pensando se estava ou não dormindo... É... Acho que é por aí...

“Que loucura!” – pensei enquanto tocava meus lábios. “Freddie me beijou... Mas por que ele me beijou? Será que a Carly tinha razão? Será que ele gostava mesmo de mim?”

Fiquei quieta até que não escutei mais nenhum movimento de Freddie. Viajei em meus pensamentos sobre tudo o que aconteceu durante o dia e, em especial, no AP da Carly.

Freddie parecia meio estranho, desconcertado, como se algo mais o estivesse incomodando e eu atribuí isso às trocas de carinho entre a Carly e o Griffin. Acho que ele estava se esforçando muito pra aceitar o namoro dos dois e, certamente, estava chateado e deslocado... Detestava vê-lo sofrer por conta disso...

Não bati nem briguei com ele pelo resto da noite, mas foi absurdamente difícil fazer isso. A cada aproximação que tínhamos minha vontade era de bater e brigar muito para que ele ficasse afastado de mim e não percebesse meus verdadeiros sentimentos por ele.

Só me surpreendi com a ousadia dele em me segurar e me beliscar na cozinha do AP da Carly. Ele estava mesmo perdendo o medo e descobrindo que era mais forte do que eu. Porém, mais uma vez eu achei que ele estava dando força pra Carly e desviei o caso para a comida, afinal eu já estava acostumada com isso... Ou não...

O certo é que depois aceitei o desafio de ficar perto dele durante o filme e o pior de tudo: me deitar no colo dele. De certa forma, adorei o quanto ficamos próximos, a forma como ele colocou seu braço sobre mim e eu segurei na mão dele. Resolvi me esquecer de tudo e aproveitar aquele momento. Curtir cada segundo daquela intimidade. Ele não recuou e eu também não.

O último filme me deixou um pouco abalada, pois pensei que eu poderia estar no lugar da moça daquela história e perder para sempre o único garoto que já amei. Mas no meu caso, será que Freddie também poderia me amar? Será que ele já havia esquecido totalmente a Carly? Eu precisava escutar isso dele... “Mas como?”

Me deitei novamente e me encolhi debaixo do cobertor. Ainda ia demorar muito para amanhecer e eu não conseguiria mais dormir. Tão logo fosse possível eu iria falar com a Carly...

Fiquei pensando sobre tudo e acho que adormeci, pois quando abri meus olhos novamente já passava das oito horas da manhã. Apurei atentamente os ouvidos e não havia nenhum som no AP inteiro. Certamente Freddie ainda dormia, mas eu não ia me certificar disso. Sem hesitar, levantei-me de uma vez, peguei minhas coisas e corri para o AP da Carly.

Precisei bater na porta algumas vezes até que Spencer veio abrir parecendo um zumbi. Ele estava, literalmente, dormindo em pé. Balancei a cabeça e deixei-o na sala. Corri para o quarto da Carly. Entrei sem bater e joguei as coisas que eu carregava em qualquer lugar.

_ Carly! Carly! – chamei, me jogando ao lado dela na cama. _ Carly, acorda, por favor! Preciso te contar uma coisa.... CARLY!!!

_ Sam?! – ela perguntou espantada. _Ah! Me deixa! Quero dormir! – ela falou, cobrindo a cabeça com o cobertor.

_ Ah! Mas você não vai dormir mesmo... – falei determinada. _ Você começou essa história, agora vai ter que escutar...

_ Que história? Tá louca? – ela resmungou por debaixo do cobertor. _ Me chama quando o fim do mundo chegar pra gente fugir...

_ Se fosse o fim do mundo, a gente iria fugir pra onde? – perguntei incrédula. “Tinha momentos como esse que minha amiga era completamente sem noção”. _ Carly!! – chamei novamente e como não obtive resposta, resolvi ir direto ao ponto. _ Freddie me beijou!

- COMO ASSIM O FREDDIE TE BEIJOU? – “Santo remédio. Nada como um babado novo em folha pra despertar uma garota sonolenta.”A guria tirou o cobertor de cima da cabeça, sentou de uma vez na cama e começou a me sacudir. _ Me conta... Me conta... Me conta. Como foi isso? Você gostou? E aí?...

Mesmo sabendo dos riscos, eu falei, mas não estava preparada para o bombardeio de perguntas que ela me atirou.

_ Pára de me sacudir ou você vai tirar meus miolos do lugar...

_ Desculpa! – ela disse. _ Mas me conta... Em detalhes, por favor. – ela pediu enquanto ajeitava os cabelos.

Detalhes! Não sou muito boa em detalhar coisas. Sempre vou direto ao ponto. De qualquer forma, comecei a relatar o que tinha acontecido e que não havia muita coisa a contar de antes do beijo.

_ Então, ele começou a me beijar e foi tão maravilhoso que eu correspondi, mas... – aqui eu fiz uma pausa.

_ Mas? – Carly perguntou.

_ Ele achou que eu estava dormindo. Vê se eu posso com isso?

_ Hum... – Carly resmungou.

_ Será que ele queria só se aproveitar de mim? – perguntei. _ Se for isso eu quebro a cara dele e nem você me segura...

_ Não! – Carly – respondeu. – Freddie não seria capaz disso, Sam. Não faz o jeito dele.

_ Será? – perguntei ainda.

_ Com certeza. Pode tirar isso dessa sua cabecinha dura. Ele gosta de você! – Carly afirmou. E o que você fez depois? – ela me perguntou meio desconfiada.

_ Eu resolvi fingir que estava mesmo dormindo e ele foi dormir no quarto dele. Daí, resolvi esperar o dia amanhecer e vim pra cá... O resto você já sabe. Não sei como vou olhar para ele mais tarde... – falei me deitando na cama com as mãos atrás da cabeça.

_ Ah! Você vai olhar para ele sim! Ah, se vai! – ela respondeu enfática. _ Daqui a pouco vamos tomar café e ele vem pra cá e mais tarde nós vamos ao Shopping, esqueceu?

_ Droga! – falei. _ Eu estava pensando em ir pra casa. Que dia é hoje? – perguntei.

_ Sábado. – Carly respondeu. _ Esse beijo deletou sua memória foi? – a engraçadinha perguntou. Joguei uma almofada nela.

_ Nossa! – respondi. _ esqueci completamente que tínhamos combinado de ir ao Shopping hoje.

_ Quem sabe lá ele confessa o que sente por você?

_ Sei não, Carls. – respondi. _ Ainda é muito difícil pra eu acreditar que Freddie possa sentir alguma coisa por mim além de raiva ou simples amizade...

_ Assim como era impossível você amá-lo anos atrás?

Joguei outra almofada nela. Ficamos conversando ainda durante um bom tempo até que resolvemos tomar banho e nos arrumar para o café da manhã. Mas nada disso serviu pra me acalmar. Meu nervosismo só aumentava a cada minuto que se passava e se aproximava a hora de estar cara-a-cara com Freddie novamente.



Notas finais
Nothing is little in love. Who expects great occasions to prove his affection does not know love. There are several reasons not to love a person and only one to love her. (Tradução do ingles para o portugues) → Nada é pequeno no amor. Quem espera as grandes ocasiões para provar a sua ternura não sabe amar. Há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la."
vários autores.
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hmmmmmmmm... o que será que vai acontecer nesse shopping? Voces vão ficar surpresos. E vão chorar muuuuuuuito, tenho certeza. EEEEEEEEE... vai acontecer uma coisa... mas com quem, e o que? G.G