Naive
1 Prologo. Sweet, youve got a sweet smile!
Ótimo. Proibidos de ir a festas! Na melhor temporada de festas do ano, nós não podíamos ir a festas. Festas, festas, festas! Vou repetir isso até que seja magicamente teletransportado para alguma no centro da cidade. Essa é a parte ruim de ser famoso; um erro, uma dose de vodca a mais e a gravadora te proíbe de se divertir, te prende em um dormitório com mais dois marmanjos suados e nojentos e diz que você tem que ficar lá até a morte.
Ok, eu não tinha que ficar no dormitório até a morte e Nick e Simon também não são suados e nojentos — desconfio que nem marmanjos eles sejam — mas eu também não vou encontrar uma modelo de biquínis doida para sair com um astro do rock no lugar onde estou agora; Meia-noite, uma mercearia vazia, observem com carinho a decadência de um ser humano.
Eu estava muito concentrado em reclamar comigo mesmo em frente à geladeira gigante (tem outro nome?) onde guardavam os energéticos e refrigerantes para notar que a mercearia não estava tão vazia quanto eu pensava estar.
- Oppa, — Ouvi uma voz quase infantil e olhei para o lado, encontrando uma figura também quase infantil. Acho que alguém esqueceu de colocar fermento nessa garota.
- Você vai pegar alguma coisa? — Ela corou, olhando para o chão. — Isso soou rude. Desculpe. É que eu quero Coca-Cola, mas você estava meio perdido encarando a geladeira e… — Mas que pequeno e adorável projeto de gente. Alô, produção, se for maior de idade, quero levar para casa! Dei meu melhor sorriso e abri a porta daquele bagulho, pegando duas latas de Coca-Cola e estendendo a segunda para a linda garota asiática de meio metro, vestindo calça jeans e um suéter cinza do The Maine que parecia ter o dobro de seu tamanho, no mínimo.
- Eu sou Daniel.
- Sophie. — Ela sorriu. Não um sorriso comum, não um sorriso que grita 'me come', um sorriso ingênuo que me fez ter vontade de sorrir também. — A propósito, eu adoro sua banda. — Ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, desviando o olhar.
- Bom saber, Sophie. — Um silêncio desconfortável se instalou entre nós e a sorridente garota asiática se preparou para ir embora, acenando e murmurando um tchau. Mas eu não queria que ela virasse as costas, fosse até o caixa, pagasse a Coca-Cola e depois sumisse da minha vida, por mais dramático que isso soe. Sei lá, eu tinha gostado dela, eu não queria que ela sumisse, eu queria conversar.
- Ei! Você gosta de lasanha? — A acompanhei até o caixa, puxando assunto de uma forma que me fazia parecer retardado.
Notas finais
Só passando para avisar que eu gosto de reviews. Não tô pedindo nem nada, só avisando que gosto...Nem que elas digam 'Ei, tô lendo a fic e gosto de jabuticaba!' hahahaha
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