Notas iniciais
Ouçam: camila cabello - Never be the same

Cannabis...

Harry havia dito que não poderia ver seu namorado, porque sua casa estava fazendo reuniões intermináveis e por isso não ficaria com Draco por alguns dias.

E o Sonserino após isso se sentia sozinho. Mas entendia, afinal sua casa também tinha reuniões que pareciam não terminar nunca.

Logicamente como era o "líder" da casa, ele não poderia faltar. Ainda sim, ele sentia falta de Harry.

Em dois dias que estava sem seu namorado, encontrou seu irmão Blaise quieto em um canto qualquer de Hogwarts.

Foi em sua direção, sabia que o Sonserino estava passando por algo e então queria o ajudar no que fosse preciso.

— Ei, por que está aqui sozinho?

— Estou com algumas coisas em minha cabeça e vim aqui para pensar. -

— Quer que eu saia? Assim poderá ficar sozinho.- ameaçou se mexer para sair, mas foi impedido de cometer o ato.

— Não! Eu acho que preciso da sua ajuda e também não quero que saia daqui.

— Tudo bem. — concordou se sentando ao lado dele. — Precisa da minha ajuda para quê?

— É a Pansy, eu não sei como resolver com ela... Eu a amo demais, mas tem vezes que ela me estressa!

Draco sorriu. — Então é isso? — falou como se não acreditasse. — Você cresceu ao lado dela, deveria saber antes mesmo de começarem a namorar que ela não é fácil de lidar. E você também não é, então...

— Me ajude, não sei o que fazer! — Seu irmão pediu fazendo com que os pêlos do seu corpo se arrepiaram, pois seus irmão nunca pedia nada a ninguém.

— Ei, não precisa disso, está bem? — pigarreou ainda surpreso. — Olha… meu relacionamento com Harry não é um dos mais normais... — Blaise o interrompeu.

— Por ele ser um babaca? —

— Não. pare de implicar com ele, Blas -

Pediu. — Continuando, mesmo que não seja muito bom... Eu acho que preferiria o Harry chegar e falar o que está lhe incomodando. Se ele estiver incomodado com algo em mim, eu gostaria de saber o que era.

— Mesmo que você não fosse mudar?

Draco riu pelo nariz enquanto ouvia seu irmão rir. — Sim, mesmo que eu não fosse mudar. — Concordou. — Converse com a Pansy, por mais que seja teimosa, ela vai lhe ouvir.

— Então, está me dizendo que é para falar com ela… mesmo que não vá mudar? — Zabini questionou.

— Exatamente. Porque até então ela não tem que mudar seu jeito para lhe agradar, você começou a namorar com ela daquele jeito. Então, por quê mudar? — Devolveu a pergunta.

Conversar com seu irmão estava sendo bom, ele não pensou tanto em Harry como quando estava sozinho, ele não estava tão dependente do Grifinório nesse momento.

Por mais que ele ainda queira ficar ao lado do moreno.

— Eu acredito que ela não precisa mudar, é só se ela poderia diminuir um pouco...

— Isso ela pode fazer. Sabe que por nós dois ela se jogaria na frente de um Avada Kedavra. — Ficou feliz ao ver o sorriso bobo de Blaise ao ver que era verdade o que acabou de dizer. — Não perca mais tempo aqui, vá conversar com sua namorada. — O encorajou.

— Obrigado, Dray! — o garoto lhe deu um abraço e se levantou correndo em direção ao pátio, onde sua namorada sempre ficava.

O loiro sorriu, ele gostava de ajudar seus irmãos. Se sentia útil para eles.

"Que se foda o resto do mundo, meus irmãos são os únicos que me importo. Universo não me faça escolher entre as pessoas que mais amo e qualquer outra coisa que exista. Eu com certeza iria atrás das que amo, mesmo que seja na mais pura miséria. " Pensou segurando seu cordão que Harry lhe deu.

Harry...

Já estava voltando a pensar nele, como aquele maldito Grifinório pode ter feito isso com sua cabeça? Tudo o que faz acaba pensando naquele desgraçado!

Talvez Harry realmente seja uma droga e Draco era seu viciado. Ao qual não conseguia parar de consumir, todo o seu corpo, coração e mente pedia por aquele moreno!

— O que aquele filho da puta fez comigo? — Ele próprio se questionou largando o cordão ao qual ainda segurava.

— Quem é filho da puta e o que essa pessoa fez? Preciso acabar com ela? — Ouviu uma voz atrás de si e congelou por alguns segundos.

Harry Potter estava atrás dele e Draco podia ouvir os passos se aproximando, ao ponto de ficarem ao seu lado.

— Você é o filha da puta que fez isso comigo, consegue se autodestruir?

— Por você eu consigo tudo. — o moreno de certa forma concordou. — Mas por que me xingou dessa forma? Fiz algo?

— Me fez ficar dependendo de você, não consigo mais fazer nada se não penso em você! — O loiro tagarelou. — É como se fosse uma droga.

— uma Droga? — Perguntou e riu após receber a afirmação do outro. — Qual Droga eu seria?

A voz do rapaz a sua frente soou interessada fazendo com que Draco involuntariamente sorrisse.

— Me perguntei várias vezes a droga que você seria, e todas são parecidas com as sensações que me trás, mas tem uma que evidentemente você parece mais. — ele tinha toda a atenção do moreno e isso o fazia ficar envergonhado.

Era sempre assim quando eles estavam bem, parecia que para o moreno só importava a pessoa que estava a sua frente, com isso seus olhos verdes intensos sempre fritavam os de olhos azuis.

— Qual é o nome dessa droga? — Harry perguntou.

— Cannabis.

— Cannabis? Já eu acho que você é outra droga. — Ele falou, logo pegando a mão de seu loiro que o olhou curioso. — Nicotina, você seria ela.

— Nicotina? — O Sonserino tagarelou pensativo. — Ela não é tão forte, mas pode ser letal para quem não tem sabedoria... uou, eu acho que gostei...

— Mas tem uma muito pior, uma que infelizmente nós dois estamos viciados.

— E qual é?

— Um sentimento, ele se chama amor — Potter disse observando a reação do outro.

Malfoy ficou sem reação por alguns segundos, logo suas emoções foram variáveis entre: surpreso, envergonhado, enjoado, e apaixonado.

Ele começou a gargalhar, sua gargalhada podia ser perigosamente contagiosa principalmente para Harry que começou a rir junto ao Sonserino.

— Isso foi tão brega! — gargalhou ainda mais fazendo com que precisasse se segurar no moreno ao seu lado.

— Pode ter sido uma bosta, mas consegui tirar os poucos vestígios de tristeza que havia em seus olhos.

Draco se acalmou de sua crise e o olhou agradecido por lhe conhecer tão bem. — Obrigado, Harry Potter.

— Eu posso ser um total escroto com todos, mas nunca irei ser com você intencionalmente. — Carinho a face do garoto a sua frente. — Eu te amo, Draco Malfoy. Minha doninha-albina.

O loiro sorriu. — Eu também lhe amo, Harry Potter. Meu Grifinório maldito. — Lhe beijou perto dos lábios.

Potter sorriu Latino, logo o puxando para si e capturando seus lábios. Eram como doces que uma criança nunca conseguiria ficar longe.

— Você.é.minha.vida.seu.desgraçado! — Disse o Grifinório entre o beijo-o puxando para mais perto ao ponto do loiro sentar em seu colo.

Draco o respondeu com ainda mais beijos e abraçando-o pescoço do moreno.

Quando Finalmente se separam, foi quando o príncipe da Sonserina lembrou de algo. — Harry, você não era para estar na sua casa?

— Deveria… mas eu mandei todos se fuderem por me irritar, e procurei por toda a escola. — Explicou Potter.

Novamente os de olhos azuis gargalhou e dessa vez havia o de olhos verdes apenas observando.

De certo forma ver Draco Malfoy sentado em seu colo e com a cabeça para trás, é a mais nova cena favorita do garoto que sobreviveu.

" Como não me apaixonei por você antes? " Era isso que Harry se perguntava todos os dias.

Ele sorriu bobo assim que os olhos azuis como águas cristalinas encararam os seus, com uma intensidade que fazia com que segurasse a respiração.

Não havia mais dúvida, Potter estava nas mãos de seu namorado. ele estava totalmente entregue para que pudesse ser usado e abusado, não havia mais volta.

Ele havia perdido, Draco havia ganhado seu coração. E ele estava totalmente disposto a perder quantas vezes fosse e ficaria muito feliz por fazer isso.

O fim

Notas finais
Obrigada por terem lido até aqui!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!