Nah, She Didn't.

1 How she felt in love with James Potter: a Summary.


i hope one day i can love you the way you love me.

Durante os primeiros anos que Lily Evans teve contato com James Potter, ela não o suportava e fazia questão de gritar aos sete ventos — estivesse o jovem garoto perto ou não. Ele era extremamente vil. Incitava a raiva de Snape para com os outros estudantes da Grifinória e fazia com que a pequena ruiva ouvisse mais o amigo sonserino que qualquer voz interior que ela tinha em si. Mas com o tempo algumas coisas mudaram.

Evans mal tinha contato com Severus, e então decidira dar finalmente uma chance para que suas colegas de quarto entrassem de vez em sua vida. Não que a ruiva fosse antissocial, mas ela era extremamente fechada sobre quem participava de sua vida — confiava suas dores em poucas pessoas, por medo de quebrar a cara ou de usarem isso contra si.

Foi no sétimo ano que a monitora chefe, denominada por Dumbledore, começou a realmente conhecer Potter.

Ele havia lhe prometido que as investidas para saírem juntos tinham acabado com o último ano, porém ela duvidara que aquilo era real. Para a ruiva era impossível um mundo onde uma vez por semana não dizia não para o castanho, mas ao invés da palavra negativa, agora ela se pegava tentada a aceitar todo e qualquer convite que ele fazia.

Era tarde da noite quando terminaram uma das últimas rondas do mês de outubro, James mexera em seu cabelo, bagunçando-o ainda mais e encarou a sardenta de forma séria.

— Evans? — ele a chamou, analisando toda e qualquer reação da garota — Você por algum acaso tem algum interesse de ir ao lago?

— Para fazer o que além de tomar detenção? — perguntou, cruzando seus braços em frente ao seu corpo e arqueando uma sobrancelha, o lábio dela estava curvado para cima, em um meio sorriso.

— As únicas pessoas que poderiam nos dar detenção estão exatamente aqui, Lírio. — Potter murmurou de forma debochada — E de qualquer jeito, se corremos risco de sermos pegos por McGonagall eu irei saber e nos proteger de tal ameaça para seu currículo perfeito.

— Promessas demais, James.

— Vou entender que você me chamando de James após eu te chamar de Lírio é um sim. — o castanho piscou o olho por traz da lente de seu óculos e vi-a soltar uma risada leve — Vamos, Lily, só se vive uma vez.

— Tudo bem, Potter, me mostre as graças de ser um maroto. — a ruiva disse por fim, descruzando seus braços e deixando-se ser guiada por quem ela mais julgara no passado — Mas se eu for pega, juro solenemente fazer você se arrepender por isso. — ameaçou-o achando graça de como o garoto os guiava pelos corredores do castelo.

— Juramentos solenes são apenas para membros oficiais ou honorários de nosso seleto grupo de bruxos, Lily.

Fora nessa noite em que James conseguira apostar com a monitora que ela não teria coragem de entrar no lago, tarde da noite, somente de roupa íntima. Por grande parte de sua teimosia Evans não só aceitou como puxou o apanhador da Grifinória para entrar na água gelada junto consigo. Lá dentro, o castanho deu um sorriso malicioso e colocou sua mão em cima dos cabelos ruivos indomados e fez uma leve pressão para que o corpo feminino fosse para baixo, afundando-a na água, a garota emergiu depois de beliscar a pele exposta dele e fazê-lo soltar um muxoxo de dor.

A luz da lua ainda os iluminava quando decidiram que seria melhor saírem do lago, os feitiços para ficarem secos foram feitos rapidamente e as roupas secas foram vestidas, e caminharam lado a lado, entre risos e brincadeiras, até o seu Salão Comunal.

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Evans odiava se sentir assim, nunca quis ser perfeita, mas era como boa parte da escola a enxergava. A monitora chefe perfeita da Grifinória. Tinha se sentido um peixe fora d'água em seu primeiro ano ali, e também quando tivera seu desentendimento com seu antigo amigo, Severus Snape, mas naquele momento era como se ela fosse uma estrela do mar ressecada fora d'água salgada do amor — ouvira que ninguém nunca lhe dera a chance de se aproximar por conta de sempre denominarem Lily Evans como alguém incansável — e pouco provável de ser uma boa companhia para fazer besteiras.

Estava embaixo de uma de suas sombras favoritas no jardim, ela tentava ao máximo ler qualquer coisa no livro de poções, porém sentia-se inútil no momento, conseguia apenas pensar que havia feito tudo para ser igualada aos outros alunos ali e agora... Era como se, para os outros, a ruiva se achasse superior.

— Ei, senhorita perfeita. — a voz de Potter se fez presente ao lado da monitora chefe, fazendo-a o encarar com cara de poucos amigos e bufar — Juro que eu não fiz nada de errado hoje, Lírio.

— Você acabou de me chamar de senhorita perfeita, Potter. — a garota resmungou quando viu-o sentar ao seu lado.

— Não... Senhorita perfeita Potter é só depois do casamento. — disse rapidamente, o que fez a garota soltar um barulho estranho que estava entre uma risada e uma bufada — O que lhe aflige, Lily?

— Aparentemente todo mundo no castelo acha que eu sou perfeita e... Eu não gosto de ser vista assim sabe? Tenho meus defeitos e meus momentos, e...

— Achei que você não se importava com o que os outros pensassem de você, Evans.

— Eu não me importo. —suspirou, convicta — Mas não gosto que falem que me acho inalcançável quando na verdade consigo conversar com mais da metade das pessoas sem nem falar sobre minhas conquistas.

— Seu problema, Lírio, é que você pensa demais. — James se propôs a falar, sério, encarando os olhos verdes dela — Seu único defeito é que você se sobrecarrega com pensamentos, quando as vezes fazer as coisas de forma impulsiva é melhor. — empurrou o pequeno corpo de Lily com seu ombro e sorriu — Você é boa, gentil e se importa a pessoa merecendo ou não. Sinto muito, mas isso para mim é ser perfeita.

— Você é irritante, Potter. — Lily resmungou, fazendo-o rir — O que foi?

— Você não se importa com o que eu penso de você. — murmurou.

— James... De algum forma conturbada por sua própria mente você sempre me viu como eu era, não como queria que eu fosse. — a ruiva disse de forma séria, pensando em tudo o que haviam vivido e falado um para o outro nos últimos anos.

— Você, Lily Evans, sempre foi melhor do que qualquer coisa que eu pudesse imaginar ou querer. — o castanho disse, enlaçando seus dedos na grama de forma nervosa até ouvir seu nome ser chamado — Eu tenho que treinar, te vejo mais tarde?

— No jantar. — a sardenta concordou, vendo-o se levantar e se distanciar.

Aquela conversa, como inúmeras outras que tivera com James durante aulas livres ou rondas noturnas, faziam com que Evans visse o garoto que tanto havia julgado anteriormente com outros olhos, olhos esses que ela achou que nunca teria para ele.

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Os primeiros sinais de que Lily Evans não odiava mais James Potter estavam claros para a mesma, assim como gradativamente os sinais que indicavam que ela estava apaixonada por ele apareciam em cada atitude ou dia, mas a ruiva não tivera coragem de falar para ninguém sobre aquilo — já que quando descobriu o que realmente sentia, foi quando inúmeros ataques de bruxos das trevas aconteciam, com famílias bruxas ou trouxas.

Tivera que esperar o luto de Potter passar em Dezembro, quando o mesmo perdeu seus dois pais para Voldemort e seus seguidores. E quando ele finalmente sorria novamente, fora a vez da sardenta chorar pela perda de seus pais, ocasionada pelos mesmos bruxos que haviam assassinado Fleamont e Euphemia Potter. Por incrível que pareça, ela não ficou sozinha naquele momento, não somente James, mas os outros marotos e suas colegas de quarto não deixavam-na sozinha um minuto se quer — e aquilo a aquecia por dentro.

Foi em Junho, quando estavam quase terminando o sétimo ano, que Lily tivera realmente coragem de deixar-se olhar para ele com outros olhos, e tudo em James Fleamont Potter encantava a jovem bruxa.

Seus olhos castanho-esverdeados tinham um brilho diferente quando ele a encarava, e seu sorriso formava duas covinhas nos cantos da boca. O jeito que ele ajeitava seus óculos e bagunçada seus cabelos quando estava nervoso com qualquer coisa, e como ele se preocupava com toda e qualquer pessoa, estando ela dentro ou fora de seu círculo de amizades. A forma com que James ajudava seus amigos, independente do que aquilo poderia acarretar para si mesmo, e o jeito que ele defendia as causas que acreditava — fosse para um nascido trouxa ou um sangue puro que defendia a supremacia de sangue. E principalmente, ele sempre tinha um comentário engraçado para cortar o clima triste que pairava pelo ar naquela época, e dava o seu máximo para animar todos a sua volta.

Ele havia amadurecido, e aquilo encantava-a ainda mais, principalmente quando viu que não havia sido para impressiona-la, Potter havia feito tudo aquilo porque era natural de si, era como se a ruiva pudesse ver com mais clareza a luz que emanava dele.

No exato momento em que inúmeros motivos passavam por sua cabela do porquê ela deveria dizer sim para o convite que ele havia lhe feito mais cedo, ir a um encontro com ele em uma de suas últimas visitas à Hogsmead, Remus Lupin parou ao seu lado, cruzando os braços e encarando um dos melhores amigos logo a frente de si e de Lily, conversando com Amos Diggory e Marlene McKinnon

— Lily, você deveria falar para ele.

— Não começa, Rem. — a sardenta resmungou, causando uma risada no amigo.

— Eu não comecei nada... Mas seria sábio você aproveitar o tempo que tem com James por aqui. — o garoto com algumas cicatrizes no rosto disse, com um pequeno sorriso nos lábios — O que você tem a perder?

— A plena consciência do que eu estou fazendo? — perguntou em um falso tom doce e revirou os olhos — James faz com que eu não consiga pensar no que estou fazendo, e isso me deixa louca.

— Faça uma loucura uma vez na vida. — a voz feminina de Dorcas exclamou, quando a loira apareceu ao lado dos dois amigos com um pequeno sorriso nos lábios — Pelo amor de Grodic, vá de uma vez.

E a única coisa que passou pela cabeça de Lily fora a frase de Potter incentivando a ser mais impulsiva, a ir atrás do que realmente queria. A ruiva ajeitou seus cabelos e mordeu o interior da bochecha, antes que pudesse pensar em dois motivos para não fazer o que estava prestes a fazer, seu corpo se encarregou de caminhar lentamente para onde o castanho estava, sorrindo para ele assim que chegou mais perto.

— Ei Lírio. — o sorriso que ele abriu deixou as pernas de Evans bambas.

— Ei, James, sobre o convite...

— Não tem problema se você já tiver compromisso e...

Ela sabia o que viria a seguir, um completo discurso de como ele não se importava sobre ela ter marcado qualquer outra coisa para fazer em Hogsmead que não pudesse ficar nem vinte minutos com o próprio, suspirou e por impulso fez a única coisa que podia pensar para calar a voz de James: uniu seus lábios aos dele em um beijo curto, que fora uma total surpresa para o garoto de óculos.

— Uh, Evans? — James perguntou após o beijo, encostando sua testa na dela. Os olhos castanho-esverdeados no olhos verdes, como se mais nada existisse exceto eles — Você não me odiava? — perguntou em um sussurro divertido.

— Nah, eu não te odiava. — a voz de Lily saiu como um sopro e um sorriso divertido brincou em seus lábios antes que Potter unisse eles aos seus novamente.

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