Nada será como antes
3 Capítulo 3
Notas iniciais
–Thalia, o que você está fazendo aqui?
–Diferente de você que tem a alma corrompida e um filho bastardo, eu estou aqui porque tem um freira com muitas náuseas, que precisa ser medicada.
Isso mesmo uma amiga do colegial de Percy, virou uma freira, desde a adolescência ela dava sinais de misandria, ódio aos homens, e o jeito que ela encontrou para não partilhar o mesmo ambiente que eles foi se filiar a igreja. Quando era adolescente ela usava cabelo curto com mechas, hoje ela usava um hábito de freira com capuz que não expunham nada além de seu rosto.
–Pelo contrário, eu não tenho filho nenhum.
Ela ergueu uma sobrancelha.
–Você finge que é verdade, e eu fingo que acredito.
–A é? Como você pode ter tanta certeza que algum desses bebês é meu filho?
Percy cruzou os braços.
–Não se faça de idiota. Aquela criança que você estava olhando é uma cópia a sua imagem.
Ele olhou novamente para a criança a qual ela se referia, que agora estava com olhos fechados.
–Esse tempo no convento não te fez bem.
–O que quer insinuar com isso?
Ele não respondeu, porque indo ao encontro deles outra freira, parecia mais rigorosa, com um posto mais avançado que o de Thalia.
–Irmã Thalia o que faz aqui?
O rosto de Thalia que antes tinha um expressão de acusação agora estampava um pequeno sorriso angelical.
–Ora, irmã Zoe, vim ver o milagre da vida.-ela gesticulou com os braços mostrando as incubadoras.
–Vejo que estava conversando com esse rapaz.
–Ele estava aqui admirando seu filho recém-nascido, e eu lhe disse como o milagre da vida é belo.
Zoe olhou Percy e lhe disse:
–Parabéns pela criança, que Deus a proteja.
Quando ele iria lhe explicar que não era seu filho, ela chamou Thalia, pois a outra Freira já foi medicada e já iriam embora, ambas se despediram com um aceno, deixando Percy sozinho admirando os pequeninos sozinho.
Percy divagou como seria ter um filho, idealizou um menina com os olhos cinzas de Annabeth, com cabelos loiros nos ombros, chamando-lhe de pai.
–São tão inocentes.-disse uma voz melancólica ao lado de Percy, que era de um homem com cabelos encaracolados, de pele morena.
–São.-concordou Percy.
–Não têm culpa de como foram concebidas. De como seus pais cometeram erros para trazê-lá ao mundo.
–Qual é o seu filho?
–Nenhum, o meu não nasceu ainda.
–Sua mulher tem um gravidez de risco?
–Acho que não, quero dizer, nada até agora, o problema não é esse, e sim o que ela vai perder por minha causa.
–Cara, a culpa não é sua, você não forçou ela a fazer nada que não queria.
Percy é a favor da teoria de que ninguém faz filho com o dedo, ou com mão.
–Pensando por esse lado.
–Além disso ela colocou em risco, seja o que for o que tinha, sabendo que poderia perder.
–Você tem razão.
Percy deu um sorrisinho metido. O outro homem parecia ter se animado mais.
–Nós dois podemos construir uma nova vida juntos.
–Isso mesmo cara, vocês só precisam de força de vontade e atitude.
O homem olhou para Percy, com seus olhos cheios de gratidão.
–Muito obrigado, não posso demorar eu vou atrás dela.
E sai correndo pelo o mesmo lugar de onde veio.
Percy novamente voltou a olhar os bebês sozinho, quando uma enfermeira entrou lá e pegou o bebê que Percy observará a pouco, a enfermeira colocou uma mamadeira na boca do bebê que abriu os olhou e sugou com vontade. A enfermeira notou Percy atrás da janela de vidro e mostrou mais o bebê que tinha enormes olhou verdes, depois de acabar com todo o conteúdo, ela saiu novamente.
A mulher veio até Percy.
–Vocês são iguaizinhos.
–O que?
–Seu filho é sua cara.
–Não, não, ele não é meu filho.
–Meu Deus, me desculpe Senhor, e que o jeito que olhava para ele.-ela estava corada.
–Não tem problema, eu nem sei o que estou fazendo aqui, na verdade, eu já vou embora.
Ele saiu de lá, olhou para o relógio, era quase uma hora da tarde, como o tempo passou voando.
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O homem de cabelos encaracolados passou correndo pela recepção do hospital, a tempo de ver quem esperava sentada em uma cadeira esperando seu transporte. Ela olhou para ele alarmada, ele sabia que não deviam ser vistos juntos, mas não ligou continuo andando diretamente até ela, parando na frente dela e dando um beijo desentupidor de pia, ela relutou a princípio, mas cedeu.
O toque dele era tão devastador que ela sentiu que não tinha para onde correr, só esqueceu de contar para ele que não estava grávida e que só tinha um infecção de estômago, ela pensava em uma coisa foda-se, sabia que a sua volta tinha muitas pessoas chocadas, pois afinal onde, além de filmes pornográficos, poderiam ver um freira beijando um rapaz latino?
Ela tinha feito muitas coisas erradas em sua vida e ficar longe dele faria com que tivesse um arrependimento maior do que o peso céu em seus ombros.
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