Nada Fácil
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Adriana correu para abraça-lo assim que o viu. Apesar de ter visto Demétrio bem menos que Alba, não podia deixar de pensar que era a única pessoa que podia lhe dar um conforto agora que não teria mais sua madrinha por perto.
Demétrio ainda não podia acreditar no que via,não pensou que as coisas acontecessem tão rápido. Adriana não fazia parte dos planos de Demétrio, ele sempre tinha deixado claro a Alba que não queria a menina por perto, já que ela tinha tido a brilhante ideia de apadrinhar a órfã, então ela que se responsabilizasse por ela. Mas agora agradecia a Alba, nunca lhe perguntou o que ela pretendia com Adriana, mas nada disso importava se agora ela lhe serviria para sua vingança contra os San Róman.
– Padrinho, como está? O que houve? – perguntou-lhe confusa.
– É uma longa história que vou te contar com calma, mas o que precisa saber é que sou inocente. Você confia em mim, não é mesmo? – peguntou ele.
– Por mais confusa que pareça a situação, eu confio sim – falou sorrindo.
– Foi tudo armado, provas, depoimentos tudo para me condenar. Maria matou a Patricia a quase 21 anos atrás e foi condenada a prisão perpétua. Vivíamos muito bem, até que ela regressou – começou a relatar calmamente para conseguir enganar Adriana – Quis que todos acreditássemos que era inocente, casou-se novamente com Estevão e começou a investigar cada um de nós. Eu, Alba, Fabíola, Bruno, Carmem, Daniela minha ex mulher e o próprio marido que a tinha abandonado na prisão.
Adriana apenas o escutava, sabia um pouco da história desse assassinato, Alba havia lhe dito que tinha passado férias com um grupo de amigos e que um deles havia assassinado Patricia.
– Dentre todos os suspeitos Maria escolheu a mim.
– Mas não é tão simples colocar alguém na cadeia? – duvidou ela.
– Você não conhece Maria – afirmou ele – Existe muitas coisas de Maria que você não sabe. Antes dela conseguir me colocar aqui algo saiu errado e o marido dela que foi preso primeiro. Mas finalmente a maldade dela me atingiu – fingiu chorar – Foi por isso que você recebeu a visita inesperada de Alba, estavámos todos em Aruba acompanhando Estevão.
– Madrinha falou algo sobre isso mais que tudo se resolveria.
– Por culpa de Maria eu estou preso. E por sua culpa você perdeu seus pais – desferindo essas palavras que desconcertaram a jovem.
– Co.. Como? O que tem a ver Maria em minha história? – perguntou gritando quando assimilou o que Demétrio falou.
– Tudo a ver. MARIA MATOU SEUS PAIS – gritou descontrolado.
Outro golpe para Adriana que novamente se viu aos prantos não aguentava mais tantas revelações, se arrependeu de ter vindo ver o padrinho tão depressa, ainda estava muito abalada pela morte da madrinha. E agora isso, Maria matou seus pais. Mas, por quê? O que acontece para um ser humano fazer tamanha maldade com os seus semelhantes.
Demétrio não parava de olhar para ela rindo, tinha certeza que depois de tudo isso seria muito fácil manipulá-la a sua maneira. Ele era doente amava ver o outro sofrer não mediria esforços para tranformá-la em marionete em suas mãos. Só precisava mudar toda a história em benefício próprio e tomar muito cuidado em cada palavra que dissesse a partir daquele instante. Iria dizer toda a ''verdade'' a Adriana sobre a morte de seus pais, essa "verdade" seria sua principal arma para alimentar o ódio da garota pelos San Róman.
*Mansão San Romám — Quarto de M & E *
Era a terceira vez que fechava a porta do banheiro, não entendia como podia está tão enjoada, desde que voltou da empresa estava enjoada e agora os vômitos. O que estava acontecendo? Maria pensou um pouco.
~Pensamento ON~
Ainda chorava naquele hotel em Aruba pela palavras de seus filhos. Encostada na porta pedia a Deus para tudo acabar e pode finalmente contar a seus filhos que era sua mãe, quando caminhou até a cama lhe deu uma forte tontura. Ela consegui chegar na cama, mas não deu muita importância ao fato.
~Pensamento OFF~
Naquele momente concluiu que a tontura se deu pela conversa que teve com os filhos, mas agora tudo faria sentido. Não. Definitivamente isso não podia ser. Tinha que ser um equívoco de sua parte. Teve seus pensamentos interrompido por Estrela que entrava eufórica em seu quarto.
– Mãe estou tão feliz, passei uma ótima manhã ao lado do Greco – reletou feliz.
– Que bom filha. Seu pai está ansioso para que marque a data do casamento, porque passa a maior parte do dia na casa do Greco.
– Não estou com pressa e logo agora que o Greco precisa viajar para a América do Sul para expandir o negócio das flores, eu quero aproveitar o meu namorado. E também quero aproveitar mais tempo contigo – falou em tom meloso.
– Filha – emocionada e abraçando-a – Eu sei como é, mas você conhece o pai que tem, não é mesmo? Quando o Greco viaja?
– Semana que vem. Passará no máximo duas semanas. E a senhora como está? Te vejo um pouco pálida – falou preocupada.
– Nada demais. Por que não me ajuda a prepara o jantar? – Maria preferiu mudar de assunto.
– Está bem. Maste avso que não sou muito boa na cozinha – disse rindo.
Maria riu e foi para a cozinha. Em companhia da filha e com os enjoos que já haviam passado, ela esqueceu um pouco a preocupação que esses sintomas pudessem significar em sua vida.
*Prisão Oriente*
Passados alguns minutos e com Adriana mais calma. Demétrio começou a relatar toda a história que ele montou em sua cabeça.
– Conheci seu pai nessa viagem que fizemos entre amigos, ele trabalhava no hotel. Quando tudo aconteceu ele foi um dos primeiros a chegar e ver o corpo de Patricia no chão daquele quarto. Viu Maria com a arma nas mãos, em depoimento a polícia ele afirmou que ouviu uma discussão entre duas mulheres e quando se aproximava para ver do que se tratava ouviu disparos, mas quando chegou ao quarto não pode fazer mais nada – como ele viu que Adriana não esboçava nenhuma reação prosseguiu – Ele me contou tudo isso desesperado dizia que estava sendo ameaçado por Luciano, advogado de Maria e que já está morto, para mudar o depoimento. Mas não teve jeito seu pai era um homem bom e honesto, e falou toda a verdade. Maria não se conformou, queria vingança. Para ela, seu pai era culpado por ela ter sido julgada e condenada. Voltamos para México mais continuei em contato com se pai realmente tornamo-se amigos. Até que três anos após o crime seu pai misteriosamente faleceu em um acidente de carro. Eu e Alba fomos para Aruba um dia antes, mas não chegamos a tempo de nada você já estava só no mundo – chorando – Tão pequenina e órfã.
– E porque arquivaram o caso como acidente? – exclamou desesperada.
– Eles desconfiavam que o carro estaria com os freios cortados mais a perícia afirmou o contrário. E a polícia arquivou o caso, eu e Alba sempre desconfiamos que Luciano a mando de Maria conseguiu esse feito. Depois disso eu e Alba resolvemos te colocar naquele colégio.
– E Estevão San Román sabe com que tipo de mulher está casado? – perguntou.
– Sim, Estevão sempre soube o tipo de mulher que se casou – não satisfeito com suas mentiras ele continuou – Dias depois do acidente eu e Alba tentamos falar com ele sobre você, quem sabe te trazer para cá, mas ele não quis saber. Ele é o tipo de pessoa que dissimulada que aparenta ser uma pessoa que não é, arrogante, prepotente e ambisioso, adjetivos que qualificam bem Estevão San Román.
– Miseráveis! – gritou ela – Malditos! Odeio vocês – chorou mais uma vez.
– É por isso que preciso de sua ajuda, quero me vingar de todos, mais preso aqui não dá. E juntos eu sei que vamos conseguir.
– E como vai sair daqui? Precisamos de um advogado...
– Sobre isso não se preocupe, esse assunto eu posso resolver sozinho. Precisamos nos aproximar desse familía e você é a pessoa ideal. Estevão nunca desconfiará que você é aquela menina que ele negou ajuda. Então o que me diz? – perguntou ansioso pela sua resposta.
Adriana já não chorava, precisava ser forte e não queria mais nada da vida a não ser se vingar da familía que lhe tirou tudo e levantando-se da cadeira, com um olhar decidido falou:
– Conte comigo para tudo.
Apertaram as mãos. O horário de visitas tinha acabado, Demétrio se foi e pela primeira vez Adriana se perguntou se havia feito a coisa certa, e imediatamente a imagem de única foto de seus pais que possuia foi retirada de sua bolsa e olhando pra ela e antes de se retirar da sala disse:
– Por vocês.
* Mansão San Román — Noite*
Estevão acabava de chegar em casa encontrando sua tia, Estrela, Ângelo e Alma que viajariam no dia seguinte e Maria resolveu fazer um jantar de despedida.
– Boa noite a todos.
– Boa noite pai – respondeu Estrela – Só faltava o senhor para o jantar.
– E Maria? – perguntou ele.
– Subiu levando o jantar da Vivian – respondeu Carmem – Ela quis fazer um esforço para descer hoje mais Mariazinha não deixou.
– Como vai papai? – perguntou Ângelo.
– Muito bem filho – aproximando-se para cumprimentar a ele e Alma – Tomarei um banho e logo desço – Com liçença.
– Animados para a viagem? – perguntou Estrela curiosa.
– Muito – respondeu Alma – É a primeira vez que viajo para fora do pais e estou muito ansiosa.
– Eu vou sentir tanta falta de vocês – falou Carmela – Mas tem certeza que o médico liberou a sua viagem, filho?
– Sim, mamãe – respondeu Ângelo – Já é a terceira vez que me pergunta, não se preocupe está tudo bem.
– Não entendeu Ângelo? Tia Carmem quer viajar junto com vocês – brincou Estrela.
– Estrelinha! – repreendeu Carmem – Essa menina diz cada coisa.
Todos riram e continuaram conversando.
*Quarto de Heitor e Vivian *
– Ai Maria já chega não quero mais comer nada – rejeitando o restante da sopa que Maria lhe trouxe.
– Está bem não vou lhe força a comer.
– Queria tanto pode descer e comer todos juntos – reclamou.
– Não tem problema Vivian.
– É o que disse a ela desde que cheguei mamãe – disse Heitor saindo do banheiro e pronto para jantar – Tudo pelo bem de nosso filho.
– Eu sei Heitor. Obrigado pela sopa Maria, e não se prendam por mim desçam e deem um beijo no Ângelo e na Alma por mim.
– Está bem – deu-lhe um beijo – Vamos mãe?
– Sim, vamos. Tenha uma boa noite filha – saindo junto a Heitor.
– Desce agora comigo? – perguntou Heitor ambos no corredor.
– Não, vou para o meu quarto ver se seu pai chegou e desceremos juntos – respondeu Maria.
Quando entrou no quarto ouviu o barulho da água no banheiro, soube que o marido já estava ali e resolveu esperá-lo. E se comentava com Estevão sobre a suspeita que tem na cabeça, por mais que tentasse não conseguia parar de pensar que poderia está grávida. Sorriu. Lembro-se que assim que a suspeita veio a sua cabeça essa tarde o mal-estar havia desaparecido, coocou a mão no ventre e se perguntou se o filho só queria se fazer notar pela mãe. Viajou tanto em seus pensamentos que não viu Estevão se aproximando dela.
– E essa felicidade no rosto? – perguntou beijando-lhe o pescoço.
– Nada demais – resolveu não falar de suas suspeitas, não queria dar falsas esperanças , e repreendeu-se por ela mesmo está fazendo isso – Vamos descer, estou com muita fome.
– Então o mal-estar passou?
– Sim, eu falei que só precisava de descanso. Vamos?
E o jantar ocorreu entre conversas e brincadeiras de todos os presentes. Quando o fim da noite chegou, Ângelo e Alma se despediram de todos e prometeram manter sempre contato, não queriam perder o nascimento do sobrinho mais era necessário. Ângelo sofreu muito com que aconteceu, a vida dele foi a que mais sofreu alteração, descobriu que não era filho de Estevão e que ainda por cima era flho de uma mulher perversa que nunca lhe deu amor, porque o sentimento de Alba para com Ângelo era de posse, e de uma hora pra outra descobriu que na verdade era filho de Carmem. O descanso para ele era necessário e todos sabiam.
Dia seguinte
*Empresas San Román*
Maria estava em sua sala estava com pensamentos distantes e confusos, tinha que tirar a dúvida de uma vez por todas, mas tinha medo. Não conseguia se concentrar em nada. Olhando para o relógio decidiu que assim que terminasse de entrevistar as candidatas a secretária iria fazer os exames logo de uma vez. Interfonando para Lupita:
–Pode mandar entra a primeira Lupita.
Depois de entrevistar as cinco ficou em dúvida entre duas e ia deixar a critério do próprio Estevão. Pegando a bolsa e saindo do escritório foi ao encontro de Lupita em sua mesa:
– Estevão está em sua sala?
–Não senhora, está na sala de reuniões. Quer que avise?
–Não só diga que tive que sair e não tenho certeza se regressarei hoje. Irei resolver um assunto e depois me encontrarei com Padre Belisário.
–Sim senhora.
Maria saiu da empresa direto pra clínica fazer os exames, ela preferiu ir de táxi.
* Em alguma praça*
Levava horas ali sentada nesse banco pensava no que podia fazer para se aproximar dos San Román. Eram tantas coisas que precisava resolver, onde iria morar, não podia viver em um hotel, teria que ao menos alugar um apartamento, arrumar um emprego, tinha o dinheiro que Alba lhe deixou mais era pra uma emergência, como Demétrio não quis sua ajuda preferiu guardá-lo. Mas a pergunta era: Qual o primeiro passo a dar? A dúvida que teve na hora de dar o sim ao padrinho desapareceu, decidiu não mais chorar só queria agora fazer os outros chorarem, muito.
Minutos depois se encontrava em um táxi rumo à Empresa San Román, não pensou direito na desculpa para quando tivesse frente a frente com eles, mas inventaria algo com certeza. Novamente agia por impulso, não tinha tempo para perder, precisava agir rápido.
Decidida e confiante, assim desceu Adriana daquele táxi e de frente para o elevador respirou fundo, ergueu a cabeça e apertou o andar da presidência. Quando a porta novamente se abriu foi até a mesa da qual julgou ser da secretária.
– Bom dia – disse sorrindo.
–Bom dia. O que deseja? – falou Lupita.
– Vim falar com o senhor San Román ou com sua esposa.
– O senhor está em uma reunião e a senhora Maria não se encontra no momento – olhando para a jovem Lupita concluiu – Veio pela vaga de secretária?
– Bem eu...
– Deve preencher uma ficha e retornarei para agendar uma entrevista – interrompeu Lupita.
– Mas eu preciso vê-lo hoje – vendo Lupita lhe entregar uma folha – Não sou daqui e preciso urgentemente falar com ele.
Nesse intante Estevão saia da sala de reuniões rumo a sua sala.
– Bom dia – cumprimentando a jovem e Lupita – Onde está minha mulher?
– Ela saiu para resolver um assunto e depois iria ver o Padre Belisário – respondeu Lupita.
– E a jovem? – perguntou ele olhando diretamente para Adriana que estava muda e já tinha deduzido que era Estevão.
– Disse que precisava falar com o senhor, mas já lhe expliquei que precisa marcar uma entrevista.
– Eu não moro aqui e preciso falar com o senhor. Prazer Adriana Perez – disse o nome e esperando alguma reaçao por parte de Estevão, que não ocorreu, certamente nem lembrasse seu nome.
– Eu atendo a moça e depois ligarei para Maria. Entre – dando um passo para trás para que Adriana pudesse passar.
Adriana não tinha certeza do que faria, mas nada melhor do que se tornar a secretária de Estevão San Román. Assim, ficaria bem mais fácil de toda a familía não podia aparecer em melhor hora. Foi interompida de seus pensamentos por Estevão:
– Podemos começar? – ela confirmou balançando a cabeça – De onde vem?
– Belize. Não nasci lá mais fui criada em um colégio interno – começou a relatar não dando todas as informaçaoes verdadeiras sobre sua origem – Meus pais faleceram eu era muito pequeno, cresci sem afeto de ninguém. Estudei até meus 18 anos e resolvi mudar para cá – ela contava esperando uma reação dele por sua história, mas nada.
– Tem formação?
– Sim. Fazíamos cursos no colégio, não tenho experiência – com isso ela se tocou de um detalhe importante – E o currículo só não está completo porque toda minha documentaçao ainda não chegou. E vim só preencher a ficha – lembro-se do que Lupita havia falado – Mas queria ao menos explicar minha situação ao senhor ou a sua esposa.
– Na verdade é ela que está cuidando de tudo – sensiblizado com a história da jovem. Dava para perceber que queria recomeçar a vida e nada do que uma empresa pra fazer isso. Sua empresa sempre foi referência em dar oportunidades a jovens em todas as áreas profissionais e não faria diferente agora – Não posso lhe dar uma resposta definitiva mais estará entre as favoritas, falarei com minha mulher e te ligaremos.
– Está bem. Esperarei ansiosa e obrigado por ter me recebido – falou amável.
– Não foi nada senhorita – apertaram as mãos e ela saiu do escritório.
O primeiro passo tinha sido dado. Agora não podia voltar atrás, seguiria até o fim. Iria em busca de um apartamento, nada grande, tinha que fazer compras e torcer para Estevão a contratar. Além disso, precisava urgentemente falar com Sofia para lhe mandar o restante dos seus documentos para caso ficasse com a vaga de secretária.
*Clínica Lorenzo*
Saia da sala de exames e se dirigia a recepcionista.
–Boa tarde. Poderia me dizer quando posso vir buscar os resultados dos meus exames? – perguntou Maria.
– Boa tarde. Ficam prontos em algumas horas, se quiser esperar – vendo a indecisão de Maria – Se não quiser vir, o resultado estará disponível pela internet apartir das 18h.
– Não. Eu venho buscar amanhã. Obrigado – saindo do local.
Ao sair de lá pegou o táxi novamente e partiu rumo a igreja do Padre Belisário precisava conversa com ele, mas chegado lá recebeu a notícia que não estava. Nesse momento seu celular tocou, quando viu quem era logo atendeu:
– Oi, meu amor – riu nervosa.
–Onde está Maria? –perguntou-lhe.
–Na igreja, vim ver o padre mais ele não estava e vou aproveitar e ver a Socorro.
– Está bem. Quer que passe para lhe buscar?
– Não é necessário. Certamente Estrela está por aqui e regresso com ela.
– Perfeito. Qualquer coisa me ligue. Beijo meu amor – despediu-se ele.
–Beijo minha vida.
Maria ligou para Estrela e combinaram de voltar juntas pra casa, por ela Maria ficou sabendo que Socorro estava em casa e partiu para lá. Precisava de uma amiga e Socorro era a pessoa que ela poderia desabafar.
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