Nada Convencional.
71 Madrugada longa.
Notas iniciais
Eu sento do lado do Gustavo que deita a cabeça no meu ombro, um pouco mais calmo, ele consegue parar de chorar e se recompor.
—O que faremos agora? -pergunto para ele com lagrimas nos olhos.
—Não podemos deixar ela sozinha nessa! -responde Gustavo.
—Logico que não! Mas também não temos muito o que fazer. -enquanto isso o barulho das coisas sendo quebradas pelo caio no seu quarto continua alto.
—Eu vou lá falar com ela!- diz ele levantando decidido.
— Gustavo são 5:00 horas da manhã. — tento impedi-lo
—Não importa, tenho que falar com ela, você da um tiro nesse maluco pra ele parar de quebrar as coisas, pode jogar o corpo no rio, não faço questão de enterro. -diz ele antes de sair do apartamento.
—Ótimo eu fico com o lunático!
Depois de alguns minutos Caio para de quebrar as coisas e sai do quarto com a mão sangrando de tanto esmurrar as coisas.
—Você ainda esta aqui? -ele leva um susto ao me ver.
—Parece que sim! -reviro os olhos.
—Queria que o filho fosse seu, eu estaria completo e não acabado como estou.
—Eu não tive um filho do Miguel e não teria um seu também.
—Você abortaria um filho meu Lisa? -pergunta furioso.
—Sem pensar duas vezes!-respondo satisfeita.

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