Nada Acontece Como Esperamos.
18 Surpresa....
Notas iniciais
Estava escuro. Ouvi um barulho. Manuela se virou na cama e acabou caindo no chão. Acordou assustada. Comecei a rir.
-Não tem graça. – Se sentou na cama, chorando.
-Tem sim.
-Não não tem Zayn. Foi horrível. – Olhou para mim e começou a tatear meu abdômen.
-O que está fazendo?
-Foi só um sonho. Um pesadelo. Você está bem!
-Manuela...
- Não pergunte. Me desculpe. Foi um pesadelo. Só isso. Mais eu não vou conseguir dormir mais. – Ela se levantou e foi para o banheiro. Voltou meia hora depois vestida.
-Volte a dormir.
-Não. O que aconteceu?
-Eu tive um pesadelo. Não se preocupe.
-Com Tom?
-Como você sabe?
-Eu ouvi você gritando o nome dele. Manuela, você está realmente bem?
-Estou. Vou descer.
-Me espere então. – Me levantei e fui tomar banho. Nós fomos até a praia.
-Então... Vai querer fazer o que hoje?
-Nada.
-Eu já disse que você é muito chata? Pois é, você está em Miami e não quer fazer nada?
-Tudo bem, o que você sugere?
-Nós temos o hotel, shopping, praia, ah qual é, nem deve ser tão difícil assim.
-Golfe.
-O que?
-Podemos jogar golfe.
-Não. Definitivamente não.
-Por favor.
-Não. Você sabe que eu não sou bom nisso. Lembra...
-Da mulher que você acertou quando fomos naquele clube com meu pai? É, eu lembro. Você conseguiu machucar a mulher com uma bola de golfe.
-É por isso que eu não jogo mais.
-Tá, então... Eu vou nadar.
-Isso é injusto. – Ela riu. Saiu correndo pela areia. Parou uma vez, tirou a roupa, ficando só de biquíni. Eu fui atrás.
-Tchau mocinha! – Gritou se afastando cada vez mais da margem.
-Você é ridícula sabia? Eu não consigo chegar até ai!
-Coitado! – E riu.
-Já chega de me zuar. Eu não me importo. – Fui me aproximando dela.
(...)
-Pronta para voltar para casa?
-Estou. – Sorriu enquanto colocava roupas na mala. – Mais ainda não entendi por que ficamos.
-Eu vou falar com os meninos e já volto. – Peguei meu celular em cima da cama e fui até o corredor ligar para eles.
-Zayn! Galera corre aqui, é o Zayn! – Niall gritou.
-Ai meu ouvido. Cala a boca batata. – Ele riu.
-Espera, eu vou colocar no viva-voz.
-Topeteee! – Louis e Harry gritaram juntos. – Você e a Manuela, sei! – Louis gritou. – Foram assunto numero um nos últimos dois dias.
-Cala a boca. Ela é minha IRMÃ! – Falei dando ênfase no irmã.
-Sei. To sabendo. O mundo inteiro sabe disso. Ainda bem que você realmente demostra isso não é?
-Essa não é a questão Liam. Agora vamos ao que interessa. Tudo pronto ai?
-Já estava. Nós chegamos aqui e todas, exatamente todas as nossas coisas já estavam na casa. Foi meio assustador na verdade. Não se preocupe. Aliás, uma tal de Helena ligou atrás vocês dois. Você a conhece?
-Ela ligou? Helena? Legal, me ferrei. Ela se ferrou. Estamos mortos.
--Quem é essa?
-A mãe dela. Só isso. Digamos que como vocês sabem a Manu não era maior de idade quando eu a levei para morar conosco. Sabem o que isso significa?
-Óbvio que não.
-Significa que essa mulher é advogada, e eu to vendo um belo processo por sequestro chegando.
-Você é LOUCO? Tem problema? Sabe o que isso pode fazer com a sua carreira?
-Não é esse o nosso maior problema. A questão é que ela pode levar Manuela embora caso o juiz acredite que não temos capacidade para cuidar dela e ela só deixa a guarda da mãe aos vinte e cinco anos.
-É, você tem um problema, um belo problema.
-Eu vou conversar com ela. Nos vemos em vinte horas.
-Falou ai. – Eles desligaram. Eu corri de volta para o quarto.
-Ah, Manu eu tenho que falar com você. – Ela me olhou.
-Parece assustado.
-Como um rato. – Ela riu. Mais logo parou quando viu que eu não estava realmente para brincadeiras.
-O que foi?
-Sua mãe... Ela tá atrás de você!
-Ela... O que?
-O Niall me contou. Ela ligou... Bem em casa.
-Não me importa eu não vou voltar para Bradford.
-Mais Manuela...
-Eu não quero saber Zayn, ela não aceita o fato de ter estragado tudo. Ela te culpava noite e dia pelo o que aconteceu com Josh, brigava comigo todas as vezes que eu ligava a televisão e te via nela, ela nunca aceitou o fato de que ninguém teve culpa do acidente, mais para diminuir a dor que ela sentia ela colocava a culpa em você, e isso sempre fazia discutirmos. Você nunca teve culpa. Tom... Eu não quero saber. Eu vou ficar com vocês.
-Vamos logo, em casa conversamos. Ou vamos perder o voo. – Nós pegamos as malas e fomos até o aeroporto. Ela dormiu a viagem inteira de volta para Londres. Eu passei a viagem inteira imaginando o que eu faria. Eu tinha mesmo um problema. Um grande problema.
(...)
-Manuela, acorda. Nós chegamos! – Ela abriu os olhos e sorriu. Peguei um taxi para casa, já que os meninos ficariam lá, para a surpresa.
-Não estamos indo para casa. – Ela comentou olhando pela janela.
-Estamos sim. – Sorri e vendei seus olhos.
-O que está fazendo?
-Confia em mim?
-Confiei demais em você não acha? – Ela riu.
-Vamos, é a ultima vez. – O taxi parou em frente à casa de Simmon, agora nossa. A guiei até a porta. Niall correu e tirou as malas do carro e pagou o homem.
-Bem vinda de volta. – Harry sussurrou em seu ouvido.
-Mais o que vocês estão fazendo? – Coloquei a sua mão na maçaneta.
-Abra. – Ela girou a maçaneta e tirou a venda.
-Ai meu Deus, que piada é essa? O que estamos fazendo aqui?
-Não é piada. Nós COMPRAMOS a casa. Bem vinda. – Ela sorriu e correu para o seu quarto se jogando na cama. Vi lágrimas em seus olhos quando olhou para a foto de três pessoas em cima da cabeceira.
-Ele está aqui. Aqui dentro. – E sorriu, me abraçando logo em seguida.
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