Nada

1 Nada


James tirou lentamente o papel amassado do bolso, desdobrando-o: vazio.

Não havia palavras, nem tinta, nem nada.

Deixou o papel escorregar por entre os dedos, sem perceber, e levou a mão ao outro bolso em busca da outra carta, aquela que Laura lhe dera.

Ele tentou encontrá-la — um desespero crescendo no fundo de sua garganta, pois não encontrava nada que tivesse o tamanho de uma carta.

James olhou ao redor do cemitério.

Nada.

Nenhuma pessoa, nenhum animal, nada.

Apenas o som do vento e das folhas das árvores balançando por causa dele.

Era só ele.

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