Na mira da morte...
1 Capítulo 1
Pov Karina
-Você não se lembra de nada? — perguntou Agente Ramos.
-Eu já disse, EU NÃO QUERO ME LEMBRAR!Quero esquecer aquilo tudo. — gritei, aquilo foi um desabafo, eu simplesmente não queria lembrar do que aconteceu comigo, eu quase morri, sofri nas mãos daquele assassino, não bastava isso?Agora estou aqui, numa sala do F.B.I. tendo que contar tudo, nos mínimos detalhes do que aconteceu.
-Como você quer que peguemos esse filho da puta, hein Karina?Você a segunda mulher que sobreviveu a ele! — falou, calmo. PERAÍ, SEGUNDA MULHER? ENTÃO QUER DIZER OUTRA MULHER JÁ SOBREVIVEU A ELE?
-SEGUNDA? -pergunto, curiosa.
-Sim — ele lança um olhar triste — Quer que eu te conte a história toda? — eu assenti — Agente Pereira, pode nos dar licença? — Após estarmos sozinho na sala de interrogatório do F.B.I.,ele começou:
"A primeira mulher que sobreviveu a ele foi Delma Ramos,nunca descobriram como ela conseguiu escapar das facas e da força bruta do assassino, porém, Delma virou a obssessão número um dele, e foi aí que começou uma caçada sem fim, os agentes do F.B.I. da época ficavam 24 horas protegendo-a,e mesmo assim ele conseguiu matá-la, Delma foi a vítima que mais sofreu nas mãos dele, ela foi torturada durante dias, quem sabe até semanas, e depois foi encontrada morta, multilada dentro de uma bolsa para bebês, que foi entregue numa creche...Delma era minha mãe, e eu com 4 anos de idade, abri aquela bolsa e a encontrei daquele jeito."
Ele estava sério, não chorava ou demonstrava emoção, isso poderia ser só mais uma conversinha do F.B.I., desde que cheguei aqui já ouvi diversas histórias e até mesmo ameaças para eu colaborar, mas essa foi a que me fez colaborar e contar tudo para o F.B.I., na verdade contar para Ramos.
-Você acha que isso pode acontecer comigo? Quer dizer, tem chance de vir atrás de mim?- perguntei, baixinho e com voz de medo, eu não quero nem pensar em ver aqueles olhos de novo.
-Tenho quase certeza, mas você só terá a proteção do F.B.I. se colaborar — QUE ÓTIMO, ELE ESTÁ ME AMEAÇANDO
-Olha aqui agentezinho de merda, se você acha que eu vou colaborar com o F.B.I. inteiro me ameaçando, cê está muito enganado. — cuspi as palavras para ele, me levantei e fui em direção a porta mas ele segurou meu braço com força, impedindo-me de sair da sala.
-Então o que você irá fazer? Ficar trancada dentro do seu quarto esperando ele aparecer? E aquilo não foi uma ameaça, porra — ele larga meu braço bruscamente — Eu prometi a mim mesmo que eu iria pegar esse desgraçado, você colaborando ou não. Talvez daqui uns 15 anos outra mulher consiga escapar, só espero que ela não seja mimada igual a você. — EU MIMADA? SÓ PORQUE EU NÃO QUERO COLABORAR COM A PORRA DO F.B.I.? ME POUPE NÉ?
-E qual seria o seu plano RAMOS?- bufei
-Você quer mesmo ouvir? Um plano de um "agentezinho de merda"?-falou com sarcasmo
-Se ele for bom, talvez eu conte tudo que aconteceu, mas aí depende de você, Ramos — sorri, sarcástica
-Primeiro iríamos achar uma agente parecida com você, ela ira ficar escondida em uma mansão cercada de policiais, enfim, como se ela fosse você, enquanto eu e você viajaríamos de carro até uma casinha no interior. Ou seja, o assassino iria atrás da agente que está na mansão, e caso o assassino consiga chegar até a mansão a nossa agente iria matá-lo,já que ela é treinada para isso.
-O plano é ótimo, mas, eu e você? Num carro? Iríamos nos matar em segundos,na verdade eu te mataria -ri da cara dele
- E por que você acha isso? — ele fez cara de bravo
- Primeiro, eu e você quase nos matamos aqui dentro dessa sala, eu não fui com a sua cara e você não teria chance comigo. — afirmei
-Chance com você,em que sentido? -falou, malicioso, QUE ÓDIO.
-EM TODOS OS SENTIDOS, AGENTE RAMOS. — sorri — Mas eu aceito.
-Aceita?Você vai nos contar TUDO? — ele sorriu, incrédulo
-Sim, mas com uma condição. — sorri
-Claro que você não iria aceitar assim, de boa — sorriu — Qual é!?
-Durante a viagem eu escolho a trilha sonora e -fiz uma pausa — Você irá me ensinar a atirar.
-Atirar? Você? Uma patricinha -NEM CONHEÇO ESSE RAMOS DIREITO, MAS JÁ O ODEIO — Mas tudo bem, só não atire em mim, por favor.
-Tudo bem, mas hoje eu estou muito cansada, estou me recuperando ainda, amanhã te conto tudo, Ramos.
Eu estava pegando minhas coisas, quando Ramos chega perto de mim, me prendendo contra a parede.
-Tem certeza que eu não tenho nenhuma chance? — ele sorriu
-Pensei que você era um Agente correto, que não dava em cima de pobres e inocentes vítimas — fiz cara de inocente e ele riu
-Você não respondeu a minha pergunta. — Esse tal de Ramos até é bonitinho mas me irritava de uma maneira inimaginável
-Primeiro, eu nem sei seu nome, segundo, mesmo não sabendo nada sobre você eu já te odeio, e terceiro, eu era uma ótima lutadora de Muay Thai, então se não quiser morrer, de um passo para trás. -sorri,vitoriosa
-Tudo bem — disse dando um passo para trás — Como você disse eu sou um policial correto, não posso dar em cima de pobre e inocentes vítimas...
-Isso mesmo — disse saindo, quando estava na porta olhei para trás, ele estava sentando na mesa, me encarando.
-Pena que você não é uma vítima pobre e inocente,Karina — sorriu, AI EU VOU MATAR ESSE HOMEM , QUEM ELE PENSA QUE É? — E é Pedro, Pedro Ramos.
-Te vejo amanhã então, Pedro Ramos — sorri, mesmo não querendo.
Fazem três semanas que um cara tentou me matar,nos primeiros dias no hospital eu chorava descontroladamente, mas agora já me sinto forte, e a coisa que eu mais quero é pegar esse filho da puta, mas não quero que ele fique preso durante anos e anos, quero matá-lo com as minhas próprias mãos, quero que ele se sinta como cada mulher que ele matou durante esses anos. Quero matá-lo,com um tiro na cabeça, mas antes tenho que aprender a atirar e principalmente focar no meu plano,só no meu plano, nada pode me atrapalhar, principalmente esse Agente Ramos, quer dizer, o Pedro.
Notas finais
Caso a fic seja aceita,se vocês se interessarem pelo o enredo, postarei em breve, um beijo!
OBS.:
Comentem o que acharam, eu sei que é o primeiro capítulo, mas não custa nada né? Beijinhos
Fale com o autor