Na mesma casa em que... Natsu Dragneel?
12 Capítulo 12.
Notas iniciais
* https://www.youtube.com/watch?v=9pQo9OQlIB8segue a música, sugiro que vocês escutem-a agora no começo, pausem-na no flash back e depois deêm play novamente, ou escutem o capítulo inteiro...*
Não demorou muito até o dragon slayer encontrar uma caverna. Colocou a maga delicadamente no chão a mesma perdera a consciência no meio do caminho. Ele tirou seu colete rasgando-o, foi até a entrada da caverna molhando mais o pedaço de pano.
Sentou-se no chão, colocando a cabeça da loira em seu colo, então começou a limpar seus ferimentos.
Suspirou aliviado ao notar que não eram profundos, pegou o pano e o passou em seu rosto, limpando o sangue.
Começou pela região acima da sobrancelha, depois passando delicadamente pelas pálpebras, as bochechas, seguindo trajeto até o pescoço, onde trilhas foram deixadas pelo sangue que há pouco escorria, gradualmente com as pinceladas do pano, desceu mais um pouco até a região acima dos seios, engoliu em seco e limpou o sangue que ali havia, não se atrevendo a descer mais.
Levantou-se pegando alguns pedaços de madeira seca que se encontravam no chão da caverna, amontou-os em uma pilha organizada e pôs fogo, improvisando uma fogueira.
A chuva rugia furiosa do lado de fora.
Voltou para o rosto de Lucy, afastou as madeixas molhadas da chuva cobriam-lhe alguns arranhões na testa, de repente as pálpebras da loira tremerem.
–Ai, ai – Gemeu Lucy.
A loira abriu os olhos lentamente, finalmente sua visão entrou em foco, dando de cara um rosado encharcado, seminu lançando-lhe um olhar assustado.
– LUCE!
Natsu se abaixou, debruçando-se sobre a loira, dando-lhe um abraço.
– Na-Natsu? O que você está fazendo aqui? E... Ond...
Lucy interrompeu sua fala ao notar que o mago chorava, estava preocupa, nunca vira Natsu chorar, e mais importante por que estava chorando? Será que acontera alguma coisa na guilda?
Natsu continuara em cima de Lucy, até que a loira finalmente sentiu os efeitos de seus machucados somados ao peso de Natsu em cima dela.
– Natsu, v-você está me esmagando...
O rosado saiu rapidamente de cima de seu corpo, seus olhos estavam vermelhos, Lucy percebeu um pano ensanguentado na mão do rosado, resquícios do que um dia fora seu colete.
Então o mais inesperado aconteceu, Natsu começou a gritar.
– Você é idiota?! Você poderia ter morrido, o que estava pensando em sair para uma missão dessas sozinha?!!
– O que foi agora? – Lucy retribuiu o tom – Não posso sair numa missão sozinha?!
– Não! Não pode! Você, você não tem noção, não é mesmo? Se alguma coisa, se alguma coisa tivesse...
Natsu não conseguiu concluir a frase, a simples suposição de algo assim acontecer com Lucy, era de uma dor insuportável, uma dor tão grande que seu peito apertava, seus olhos novamente o traíram, transformando o sofrimento em lágrimas.
Uma raiva desumana se apossou do mago, lembrou-se de Lucy machucada, a sensação do sangue dela em suas mãos, quem a havia ferido... Iria pagar.
Levantou-se rapidamente, seus punhos tremiam, uma corrente elétrica corria por todo seu corpo. Andou em direção da boca da caverna, só o pensamento do que aqueles malditos fizeram Lucy passar, a dor que ela devia ter sentido aquilo deixava Natsu fora de si.
– Aonde você vai??
– Vou atrás dos malditos que fizeram isso com você.
Lucy estremeceu, a voz de Natsu estava fria, não parecia à voz dele, estava cheia de ódio. Aquilo a assustou.
– N-não Natsu deixa isso pra lá...
– DEIXAR ISSO PRA LÁ? OLHA A SITUAÇÃO QUE VOCÊ ESTÁ! EU VOU ESTRAÇALHAR AQUEL...
Natsu parou quando sentiu os braços de Lucy em volta dele, ela envolvia seu peito apertando o abraço enquanto soluçava.
– Por favor, não vá... Fique aqui comigo.
Lucy não entendia o porquê de tudo aquilo. Não entendia as lágrimas e a raiva de Natsu.
Muito menos Natsu entendia o porquê de estar daquele jeito.
Foi então que se lembrou da conversa que teve com Gildarts, naquele mesmo dia.
– Três segundos! – Natsu afastou Lucy segurando seus ombros firmemente, olhando-a fundo em seus olhos, e fazendo a mesma sustentar seu olhar.
– O que? – Indagou Lucy confusa.
– Três segundos... – Susurrou o rosado
Flash Back On
– Natsu, e-eu, eu vou indo na frente.
– Ah, tudo bem Luce, eu tenho que resolver algumas coisas, talvez eu demore um pouco.
– Certo. Ja ne.
Natsu observou Lucy se afastar, havia algo errado, seu olhar estava triste... Ainda sim, precisava se apressar Gildarts não permanecia na cidade por muito tempo.
– Lisanna, eu tenho que ir, tenho coisas para fazer.
– Tudo bem Natsu, até uma próxima! Cuide bem de Lucy.
– Por quê?
Lisanna já havia se misturado no meio das pessoas.
Natsu seguiu rumo à casa de Gildarts. Considerava o mesmo como um pai, na falta de Igneel Gildarts havia se tornado um pilar para ele, o ensinando inúmeras coisas, o ajudando-o a crescer.
Natsu enxergava Gildarts como um herói, um espelho, uma meta a ser alcançada.
Uma família.
O rosado inrrompeu a porta do mago com tanta delicadeza quanto uma gazela em trabalho de parto, fazendo o pobre classe S engasgar-se com o café que saboreava enquanto lia o jornal.
– MAS QUE MERDA NATSU! – Berrou Gildarts socando o próprio peito a fim de desengasgar. Lançou um olhar confuso ao rosado– Não vai me desafiar?
– Mais tarde – Respondeu o rosado sentando na cadeira a frente do mago.
– Iiiii, o que aconteceu dessa vez garoto?
– Gildarts eu estou falando para você, estou criando uma cauda!
– Ainda com isso Natsu? Eu já não lhe expliquei que quando...
– Já, já. Significa que estou constangido, ou com vergonha isso eu sei! Mas está errado!
– Por quê?
– Porque estou ficando corado quando estou com a Luce! Por que eu iria ficar constrangido com ela? Ah, e agora tem mais! Meu coração acelera, e meu estômago se revira como se estivesse com, com...
– Borboletas dentro dele — Completou o mago.
– Isso! Tem alguma coisa errada comigo Gildarts! E se eu não estiver me transformando em um dragão eu não sei o que é. Eu preciso de ajuda.
Gildarts apenas sorriu, ele sabia bem como o rosado se sentia, de onde vinham essas emoções e o que realmente elas significavam. Já sentira isso antes, por uma única mulher, e sabia que esses sentimentos só surgiam uma vez na vida, só eram despertados por uma pessoa. Sentir isso por alguém, e deixa-lo escapar, Gildarts sabia o vazio e a dor que isso causava. Não queria que Natsu fosse estúpido como ele fora não queria que Natsu percebesse seus sentimentos tarde demais assim como ele próprio o fez.
Mas ainda sim, Natsu precisava descobrir o significado dessas sensações sozinho.
– Três segundos.
– O que?
– Olhe nos olhos de Lucy, por três segundos, e se pergunte: o que Lucy significa para você. Tenho certeza que encontrará uma resposta para tudo isso.
– O que Lucy signi... Mas o que isso tem a ver?
– Só faça o que estou dizendo.
– Você não diz coisa com coisa.
– Há! Falou a pessoa que acha que está criando um rabo! — Disse Gildarts abafando uma risada.
– Deixa pra lá – Respondeu Natsu com um bico – Mas voltando ao que interessa GILDARTS TEME EU TE DESAFIO!
‘’Meu garoto cresceu, mas ainda continua sendo Natsu’’ riu-se Gildarts e finalizou a luta rapidinho com uma bota na cabeça do Dragon Slayer.
– — — — -
Natsu seguia em direção da guilda, sua cabeça trabalhava a mil por hora, o que Gildarts quis dizer com aquilo? Chutou a porta do salão como de costume.
– CHEGUEI!
Flash back off
Natsu ainda encarava Lucy. Então era isso, que Gildarts quis dizer. Finalmente percebeu. O que Lucy significava para si.
Natsu sempre pensou que pensava em Lucy com um carinho a mais, porque ela era sua melhor amiga. Mas agora percebera, era mais que isso, seus sentimentos por Lucy iam muito além de amizade.
– Natsu? O que aconteceu? Por que está com tanta raiva? – Perguntou a loira chorosa.
– Eu tenho que ir Lucy, não vou deixa-los sair impunes, elas a machucaram!
– Natsu eu já disse pra deixar quieto! Eu quero saber por que você está assim, por que está tão transtornado?! – A maga gritava.
Natsu olhava para o lado evitando os olhos da loira, apenas ficou em silêncio.
– Por que Natsu?
– Pare.
–NÃO! ME DIGA O POR QUE!
Natsu segurou os ombros da loira e imprenssou-a na parede da caverna, encarando aqueles orbes castanhos.
– É PORQUE EU TE AMO!
As pernas de Lucy amoleçeram, o ar pareceu fugir de seus pulmões.
– O-o que?
– EU TE AMO LUCE!
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