Notas iniciais
AOE MUCHACHOS '3' Como vão? Ah estou muito feliz com os comentários do capítulo passado, gente vocês são incríveis, sério, amo vocês seus divos!! Uma coisa que me surpreendeu é que ninguém se perguntou que negócios Natsu tinha que resolver, mas bem, aqui trago explicações e outras coisas a mais... Espero que gostem!!

* https://www.youtube.com/watch?v=9pQo9OQlIB8segue a música, sugiro que vocês escutem-a agora no começo, pausem-na no flash back e depois deêm play novamente, ou escutem o capítulo inteiro...*

Não demorou muito até o dragon slayer encontrar uma caverna. Colocou a maga delicadamente no chão a mesma perdera a consciência no meio do caminho. Ele tirou seu colete rasgando-o, foi até a entrada da caverna molhando mais o pedaço de pano.

Sentou-se no chão, colocando a cabeça da loira em seu colo, então começou a limpar seus ferimentos.

Suspirou aliviado ao notar que não eram profundos, pegou o pano e o passou em seu rosto, limpando o sangue.

Começou pela região acima da sobrancelha, depois passando delicadamente pelas pálpebras, as bochechas, seguindo trajeto até o pescoço, onde trilhas foram deixadas pelo sangue que há pouco escorria, gradualmente com as pinceladas do pano, desceu mais um pouco até a região acima dos seios, engoliu em seco e limpou o sangue que ali havia, não se atrevendo a descer mais.

Levantou-se pegando alguns pedaços de madeira seca que se encontravam no chão da caverna, amontou-os em uma pilha organizada e pôs fogo, improvisando uma fogueira.

A chuva rugia furiosa do lado de fora.

Voltou para o rosto de Lucy, afastou as madeixas molhadas da chuva cobriam-lhe alguns arranhões na testa, de repente as pálpebras da loira tremerem.

–Ai, ai – Gemeu Lucy.

A loira abriu os olhos lentamente, finalmente sua visão entrou em foco, dando de cara um rosado encharcado, seminu lançando-lhe um olhar assustado.

– LUCE!

Natsu se abaixou, debruçando-se sobre a loira, dando-lhe um abraço.

– Na-Natsu? O que você está fazendo aqui? E... Ond...

Lucy interrompeu sua fala ao notar que o mago chorava, estava preocupa, nunca vira Natsu chorar, e mais importante por que estava chorando? Será que acontera alguma coisa na guilda?

Natsu continuara em cima de Lucy, até que a loira finalmente sentiu os efeitos de seus machucados somados ao peso de Natsu em cima dela.

– Natsu, v-você está me esmagando...

O rosado saiu rapidamente de cima de seu corpo, seus olhos estavam vermelhos, Lucy percebeu um pano ensanguentado na mão do rosado, resquícios do que um dia fora seu colete.

Então o mais inesperado aconteceu, Natsu começou a gritar.

– Você é idiota?! Você poderia ter morrido, o que estava pensando em sair para uma missão dessas sozinha?!!

– O que foi agora? – Lucy retribuiu o tom – Não posso sair numa missão sozinha?!

– Não! Não pode! Você, você não tem noção, não é mesmo? Se alguma coisa, se alguma coisa tivesse...

Natsu não conseguiu concluir a frase, a simples suposição de algo assim acontecer com Lucy, era de uma dor insuportável, uma dor tão grande que seu peito apertava, seus olhos novamente o traíram, transformando o sofrimento em lágrimas.

Uma raiva desumana se apossou do mago, lembrou-se de Lucy machucada, a sensação do sangue dela em suas mãos, quem a havia ferido... Iria pagar.

Levantou-se rapidamente, seus punhos tremiam, uma corrente elétrica corria por todo seu corpo. Andou em direção da boca da caverna, só o pensamento do que aqueles malditos fizeram Lucy passar, a dor que ela devia ter sentido aquilo deixava Natsu fora de si.

– Aonde você vai??

– Vou atrás dos malditos que fizeram isso com você.

Lucy estremeceu, a voz de Natsu estava fria, não parecia à voz dele, estava cheia de ódio. Aquilo a assustou.

– N-não Natsu deixa isso pra lá...

– DEIXAR ISSO PRA LÁ? OLHA A SITUAÇÃO QUE VOCÊ ESTÁ! EU VOU ESTRAÇALHAR AQUEL...

Natsu parou quando sentiu os braços de Lucy em volta dele, ela envolvia seu peito apertando o abraço enquanto soluçava.

– Por favor, não vá... Fique aqui comigo.

Lucy não entendia o porquê de tudo aquilo. Não entendia as lágrimas e a raiva de Natsu.

Muito menos Natsu entendia o porquê de estar daquele jeito.

Foi então que se lembrou da conversa que teve com Gildarts, naquele mesmo dia.

– Três segundos! – Natsu afastou Lucy segurando seus ombros firmemente, olhando-a fundo em seus olhos, e fazendo a mesma sustentar seu olhar.

– O que? – Indagou Lucy confusa.

– Três segundos... – Susurrou o rosado

Flash Back On

– Natsu, e-eu, eu vou indo na frente.

– Ah, tudo bem Luce, eu tenho que resolver algumas coisas, talvez eu demore um pouco.

– Certo. Ja ne.

Natsu observou Lucy se afastar, havia algo errado, seu olhar estava triste... Ainda sim, precisava se apressar Gildarts não permanecia na cidade por muito tempo.

– Lisanna, eu tenho que ir, tenho coisas para fazer.

– Tudo bem Natsu, até uma próxima! Cuide bem de Lucy.

– Por quê?

Lisanna já havia se misturado no meio das pessoas.

Natsu seguiu rumo à casa de Gildarts. Considerava o mesmo como um pai, na falta de Igneel Gildarts havia se tornado um pilar para ele, o ensinando inúmeras coisas, o ajudando-o a crescer.

Natsu enxergava Gildarts como um herói, um espelho, uma meta a ser alcançada.

Uma família.

O rosado inrrompeu a porta do mago com tanta delicadeza quanto uma gazela em trabalho de parto, fazendo o pobre classe S engasgar-se com o café que saboreava enquanto lia o jornal.

– MAS QUE MERDA NATSU! – Berrou Gildarts socando o próprio peito a fim de desengasgar. Lançou um olhar confuso ao rosado– Não vai me desafiar?

– Mais tarde – Respondeu o rosado sentando na cadeira a frente do mago.

– Iiiii, o que aconteceu dessa vez garoto?

– Gildarts eu estou falando para você, estou criando uma cauda!

– Ainda com isso Natsu? Eu já não lhe expliquei que quando...

– Já, já. Significa que estou constangido, ou com vergonha isso eu sei! Mas está errado!

– Por quê?

– Porque estou ficando corado quando estou com a Luce! Por que eu iria ficar constrangido com ela? Ah, e agora tem mais! Meu coração acelera, e meu estômago se revira como se estivesse com, com...

– Borboletas dentro dele — Completou o mago.

– Isso! Tem alguma coisa errada comigo Gildarts! E se eu não estiver me transformando em um dragão eu não sei o que é. Eu preciso de ajuda.

Gildarts apenas sorriu, ele sabia bem como o rosado se sentia, de onde vinham essas emoções e o que realmente elas significavam. Já sentira isso antes, por uma única mulher, e sabia que esses sentimentos só surgiam uma vez na vida, só eram despertados por uma pessoa. Sentir isso por alguém, e deixa-lo escapar, Gildarts sabia o vazio e a dor que isso causava. Não queria que Natsu fosse estúpido como ele fora não queria que Natsu percebesse seus sentimentos tarde demais assim como ele próprio o fez.

Mas ainda sim, Natsu precisava descobrir o significado dessas sensações sozinho.

– Três segundos.

– O que?

– Olhe nos olhos de Lucy, por três segundos, e se pergunte: o que Lucy significa para você. Tenho certeza que encontrará uma resposta para tudo isso.

– O que Lucy signi... Mas o que isso tem a ver?

– Só faça o que estou dizendo.

– Você não diz coisa com coisa.

– Há! Falou a pessoa que acha que está criando um rabo! — Disse Gildarts abafando uma risada.

– Deixa pra lá – Respondeu Natsu com um bico – Mas voltando ao que interessa GILDARTS TEME EU TE DESAFIO!

‘’Meu garoto cresceu, mas ainda continua sendo Natsu’’ riu-se Gildarts e finalizou a luta rapidinho com uma bota na cabeça do Dragon Slayer.

– — — — -

Natsu seguia em direção da guilda, sua cabeça trabalhava a mil por hora, o que Gildarts quis dizer com aquilo? Chutou a porta do salão como de costume.

– CHEGUEI!

Flash back off

Natsu ainda encarava Lucy. Então era isso, que Gildarts quis dizer. Finalmente percebeu. O que Lucy significava para si.

Natsu sempre pensou que pensava em Lucy com um carinho a mais, porque ela era sua melhor amiga. Mas agora percebera, era mais que isso, seus sentimentos por Lucy iam muito além de amizade.

– Natsu? O que aconteceu? Por que está com tanta raiva? – Perguntou a loira chorosa.

– Eu tenho que ir Lucy, não vou deixa-los sair impunes, elas a machucaram!

– Natsu eu já disse pra deixar quieto! Eu quero saber por que você está assim, por que está tão transtornado?! – A maga gritava.

Natsu olhava para o lado evitando os olhos da loira, apenas ficou em silêncio.

– Por que Natsu?

– Pare.

–NÃO! ME DIGA O POR QUE!

Natsu segurou os ombros da loira e imprenssou-a na parede da caverna, encarando aqueles orbes castanhos.

– É PORQUE EU TE AMO!

As pernas de Lucy amoleçeram, o ar pareceu fugir de seus pulmões.

– O-o que?

– EU TE AMO LUCE!

Notas finais
HOHO ALELUIA!!! Finalmente a declaração!!! Mas para a surpresa de todos (inclusive minha, pois planejava que a Lucy fosse se declarar, mas as coisas tomaram um rumo diferente e acabei mudando de ideia u.u) quem se declarou foi o Natsu >.< Gostaram? Não ficou confuso? Comentem, por favor, deu um trabalhão escrever esse capítulo... Até o próximo '3' PS: Agora estou postando no Social Spirit também se quiserem dar uma conferida...