Na linha do tempo
3 Morte
Notas iniciais
O universo e suas tramas infinitas têm o poder de sempre conseguir piorar. As estrelas habitam cada ponto, de cada universo, sendo em muitas vezes o único ponto de luz presente na vida de algum ser azarado. Teoricamente todos os seres viventes são feitos da mesma matéria cósmica da qual são feitas as estrelas. Infelizmente a fumaça tapava todo o céu, impedindo Joseph de ver as estrelas, sendo assim, Mira, que por uma coincidência do destino é o nome de uma estrela, era o único ponto de luz em meio todo aquele apocalipse.
Os primeiros dias foram os mais difíceis. Dormiam dentro de casas arruinadas, tentando o máximo possível se afastarem dos cadáveres que se espalhavam por toda Londres. As pirâmides voadoras pareciam ainda mais intimidadoras quando começavam a se mover no céu, no sentido horário, fazendo uma espécie de dança macabra. De dia o ar impregnado de fumaça era pesado e difícil de ser respirado. Durante a noite a temperatura caia bruscamente. As roupas de Joseph e Mira eram cinzas e muito finas, como vestes de verão. Os sobreviventes que não haviam sido capturados andavam escondidos e com muito medo, porém algo no fundo dos olhos deles emanava ódio. No terceiro dia Joseph enfim achou os restos de seu prédio. Não havia corpos nos corredores e a estrutura parecia sólida, poderiam viver ali.
Numa noite no fim da segunda semana o céu começou a limpar e Joseph finalmente pode ver as estrelas. Fazia muito frio naquela madrugada, porém ele não conseguia dormir. Deixou sua amada no interior dos restos de seu apartamento e foi se sentar na rua destroçada. “Então isso era simplesmente tudo?”. Seus devaneios foram interrompidos pela mão de Mira em seu ombro. Seu rosto agora refletia traços mais rígidos e fortes, a dor e a destruição pareciam ter a transformado em uma guerreira. Joseph desejou que o mesmo tivesse acontecido com ele.
– Joseph – ela se sentou ao seu lado em uma pedra – O que esta fazendo aqui fora?
– Olhe Mira – sorriu e apontou para o céu – As estrelas estão voltando...
A jovem contemplou o céu sem dizer nada, pois um momento como aquele, onde o cosmo sorria para eles, não podia ser cortado por palavras.
– Mira, isso é tudo para nós? Isso é o fim de tudo?
– Como assim Joseph?
– Ontem mesmo tudo isso tinha vida, ninguém andava com medo e agora? – Joseph estava confuso com seus próprios pensamentos – Isso aqui é o fim, o fim de tudo. O fim de algo que eu nem comecei.
– Joseph – ela o encarou – Isso não é o fim, isso é o começo – segurou as mãos dele com carinho – O nosso começo.
Joseph sorriu. Talvez aquele apocalipse estivesse por fim trazendo algo de bom.
Nunca foi tão idiota.
A serpente de ferro apareceu no fim do primeiro mês. Era imensa e planava entre as pirâmides, emitindo um guincho metálico e monstruoso. Ficou lá durante todo o dia e no por do sol começou a descer sobre a cidade. Conforme a fera metálica descia, ela parecia crescer, seu som se intensificava e amedrontava a todos. A serpente repentinamente acelerou, descendo sobre o centro da cidade e destruindo tudo. A cortina de fumaça que se levantou encobriu a criatura por alguns segundos, até ela recomeçar a voar levando grudado em seu corpo restos do centro de Londres. A fera subiu e se colocou trançada entre as pirâmides vigilantes. Talvez aquilo fosse apenas um aviso que dizia claramente: “Vocês são insignificantes”.
Os Mais permaneceram em silêncio por mais duas semanas, quando expeliram diversas cápsulas, com soldados e sobreviventes. Por alguns segundos, com toda aquela balburdia, Joseph achou que por fim a cidade iria de novo se encher de vida. Porém era uma gritaria fria. Uma felicidade imposta pelo medo. Aquelas pessoas sorriam para disfarças tudo que sentiam.
E tudo que podia ser sentido era medo.
Logo a cidade foi divida em vários quadrantes e cada um foi cercado. Varias cabanas simples foram construídas para que eles pudessem viver. Joseph e Mira foram transferidos, com os poucos pertences que conseguiram pegar nos restos do apartamento, para o Quadrante 13. A cabana era simples e era necessária que fosse dividida com outro casal, Paul e Gabriel. Eles eram gentis e logo os quatro se tornaram bons amigos. Nada foi dito, mas todos sabiam que não deviam sair de seus Quadrantes.
A vida era razoavelmente boa, mas para uma sociedade acostumada a “liberdade”, nada naquilo era bom. Em menos de três meses boatos de uma possível rebelião começaram a se espalhar. Joseph olhava para aquilo como tolice, era impossível lutar contra os Maias. Eles eram poderosos e seu exército era muito maior. A Rebelião visava cortar as fronteiras dos Quadrantes e fugir para o campo, onde tinham a esperança de que a destruição Maia não tivesse chegado.
O campo.
Um turbilhão de sentimentos invadiu Joseph ao ouvir isso.
O campo era onde sua família morava.
Pela primeira vez em tanto tempo ele estava com saudades de todos.
Seus dois irmãos mais velhos. Sempre tirando tudo que ele tinha de legal.
Seu pai. Sempre bêbado, sempre fora de casa.
Sua mãe. Sempre sendo forte por todos.
E ele. Drogado, idiota, burro, vagabundo. Não tinha nada para aquela família. E levou seu nada para longe, sumindo do mapa. Joseph não sabia, mas todos ficaram preocupados quando ele sumiu. O luto durou uma semana, até que Robert, o irmão mais velho avistou o irmão em Londres. Resolveram não fazer nada, não podiam obrigar o jovem a voltar para casa, a propósito, todos sabiam por que ele tinha fugido.
Talvez se juntar aos Rebeldes fosse uma boa idéia.
– Não, você não vai.
Os olhos de Mira traziam um tipo diferente de dureza. A dor e a perda pareciam a fazer mais forte a cada dia. Ela parecia ter se adaptado bem aquele mundo, parecia ter aprendido a transformar todo o medo que sentia em coragem.
– Você me trouxe para cá – sua voz não era mais que um sussurro, mas a força nela inspirava medo em quem ouvisse – Eu vi o mesmo mundo que eu vivia diferente, banhado com sangue e fedendo a morte. E eu não quero que você tinja mais esse mundo, ou some seu aroma aos mortos.
Joseph encarou sua amada. Ela conseguia ser mais forte que ele. Mais forte que todos naquele mundo podre. Conseguia, mesmo em meio a tanto medo e destruição, continuar sendo gentil e ao mesmo tempo poderosa. De todas as pessoas que ele podia ter colocado dentro da Kombi, Mira fora a melhor a escolha. Joseph não podia ir. Não podia abandoná-la
Ficaram abraçados por um longo tempo. Como sempre faziam. A propósito cada abraço poderia ser o último.
E aquele era o último.
Quando acordaram na manhã seguinte o panorama havia mudado. Um enorme prédio cinza podia ser visto no meio dos Quadrantes. Algo na solidez do prédio passava uma imagem de medo e morte. Encontraram uma carta que os convoca a comparecer ao prédio ao por do sol para os treinos de reeducação. “Não é um pedido. É uma ordem.” Terminava o bilhete.
Era a primeira vez que Joseph e Mira transitavam entre os Quadrantes, se encaminhando ao prédio. Nada mudava. Medo. Dor. Pobreza. Tudo igual no caminho ao Prédio. As pessoas andavam sem energia, cambaleando com olhares fundos e sem esperança. O que mais aqueles monstros poderiam querer com eles? Mais humilhação?
De perto o Prédio era ainda mais sombrio e enorme. Um recado que eles ali em baixo não eram nada. Antes do sol se por as portas foram abertas e vários soldados saíram e começaram a guiar a todos para o interior daquele lugar sombrio. Joseph, Mira e mais uma centena de pessoas foram guiados até um salão bem iluminado no ultimo andar. Havia varias janelas de onde podiam ver toda a destruição de Londres por cima. Os últimos raios de sol morriam no horizonte esfumaçado, dando lugar à noite.
Esperaram por alguns minutos até que uma voz ecoou pela sala, saindo por caixas de som acopladas no teto.
– Por favor, se acalmem. Nada de ruim acontece com pessoas boas – havia um toque de ironia na voz – Vocês foram chamados aqui para tomar suas primeiras lições de reabilitação. Há muito tempo a raça humana esqueceu como viver em harmonia – as portas se abriram e entraram vinte soldados armados – Os soldados obedecem a pessoas de bem. Apenas o medo pode torná-los pessoas de bem novamente. Vocês ficaram confinados nessa sala até o sol nascer. Boa noite.
A voz silenciou.
O único som que sobrou foi dos gritos e dos tiros.
Joseph empurrou Mira no chão e deitou ao seu lado.
– Mira – ele a encarou – Não vamos conseguir.
– Temos que conseguir.
A jovem se levantou e correu na direção no soldado mais próximo, desferindo-lhe um soco e tentando pegar a arma. Joseph jogado no chão observou a cena se desenrolar. Demorou um segundo para entender o motivo pelo qual Mira estava jogada no chão com um liquido rubro saindo de seu ombro.
– MIRA!
O soldado apontava novamente a arma para o ombro dela.
Engatilhou.
Apertou o gatilho.
O sangue voou farto, porém ela não gritou.
Joseph pulou do chão e empurrou o soldado contra o vidro, pressionando-o pela garganta. Ele já não ouvia mais os gritos no salão, nem o som dos tiros. O que ele havia feito? Trouxe a pessoa que ele amava para morrer num mundo infernal.
Joseph não sentiu o tiro em sua barriga. Olhou incrédulo para o sangue que escorria farto, empapando sua roupa. Soltou o soldado e recuou dois passos, pasmo, segurando o ferimento. O agressor o segurou pelo cabelo e o jogou contra o vidro, batendo sua cara repetidas vezes contra a janela. Joseph sentiu seu rosto sendo cortado conforme o vidro rachava.
O soldado o empurrou mais uma vez, fazendo-o se apoiar contra o vidro que se desfazia lentamente. O homem levantou o revolver, e puxou o gatilho sete vezes contra o peito de Joseph. A janela explodiu atrás do garoto, fazendo seu corpo pender para trás e despencar no vazio. O sangue rodopiava ao seu redor, como folhas que caem duma árvore. Sua expressão era uma mescla de espanto e medo. Pareceu pairar no ar por um segundo e então caiu em silêncio. Sem uma ultima palavra amiga. Sem um ultimo grito.
Todos os sonhos rasgados e jogados fora.
Toda uma vida apagada.
A morte, definitivamente, é um dos momentos mais filosóficos que alguém pode presenciar. O momento que o individuo deixa de integrar um todo para não ser mais nada. O momento em que tudo vira nada. O momento em que todos os planos são riscados da lista pessoal.
Mira presenciou seu amado voar em silêncio. O mundo ao seu redor parecia se despedaçar como a janela na qual Joseph se apoiava para morrer.
O medo durou apenas um segundo.
Tudo que sobrou foi um desejo puro de sobreviver.
Medo e desejo são simplesmente a mesma coisa. Porém onde a diferença é tão enorme, é impossível notar uma semelhança tão sutil. Muitas vezes o medo, surge de um desejo. E o desejo, em geral, surge do medo. O medo de morrer faz o desejo de sobreviver surgir. O desejo de sobreviver, faz o medo da morte, brotar.
A mulher se levantou e andou até o soldado que havia matado Joseph.
– OLHE PARA MIM – sua voz tinha uma espécie diferente de ódio – OLHE PARA MIM AGORA! – o soldado se virou e a encarou – AGORA OLHE O QUE VOCÊ FEZ! – ele olhou do sangue que sujava o chão para a janela despedaçada – Você acha certo isso? – ela tentava se acalmar, porém o outro não lhe dava resposta – VOCÊ ACHA CERTO?
– Não – ele abaixou os olhos – Mas é meu serviço. Ensinaram-me que isso é certo – ele se moveu constrangido – Se me ordenar posso me matar para corrigir meu erro.
Ele já levantava a arma e apontava para sua própria cabeça.
– Não faça isso, eu não posso decidir sobre sua vida da mesma forma que vocês decidem sobre nossa vida – ela olhou para o salão, onde corpos estavam estirados em poças de sangue e mais alguns ainda apresentavam resistência. Nenhum dos soldados havia sido derrubado – Eu posso ajudá-los? Esses homens vão me obedecer?
– Você tem o coração bom – embora não pudesse ser visto, devido à máscara inexpressiva que ele ostentava, Mira sabia que ele estava sorrindo – Eles obedecem a pessoas de coração bom. Mesmo com tantos horrores, você manteve seu coração puro, é isso que te faz diferente. E é isso que será sua morte.
O soldado girou nos calcanhares e se jogou em silêncio pela janela.
Do topo de seu poder, na sua sala de prata, o Sacerdote observava o prédio por meio de monitores instalados na parede. Pelo visto aquela mesma menina que tinha sido trazida aos seus pés, sendo taxada de rebelde, de viajante do tempo, era muito mais importante do que ele podia pensar. Mesmo diante de toda aquela destruição, que deveria ter feito a mente da jovem explodir, ela se manteve forte, e ao mesmo tempo, de coração bom. No jogo que estava jogando, ela seria uma das peças mais importantes.
Olhou então os relatórios referentes à fuga de Adam Taylor. Os soldados que haviam retirado o núcleo de viagem temporal da Kombi não sabiam como aquele homem ainda conseguiu saltar no tempo. Os agentes de campo vasculharam cada canto possível para aquele velho ter fugido e não encontravam nada. Os cientistas já estavam trabalhando com a possibilidade dele ter conseguido realizar um feito que eles, no ápice da evolução mental, haviam apenas imaginado: o salto interdimensional. Nesse caso, ele já não era considerado uma ameaça em potencial pelo Conselho, mas o Sacerdote ainda não deixava de pensar que aquele velho iria arrumar uma maneira de retornar e interferir na evolução.
Ele não podia permitir erros. Seria morto se não mostrasse resultados logo. Lembrava-se como se tudo tivesse acontecido na noite anterior.
Era o ano vinte antes de Cristo. As viagens temporais na civilização Maia alcançavam seu ápice. Máquinas que eram capazes de elevar blocos que só poderiam ser elevados por mil homens, foram trazidas para construir as cidades. Helicópteros era o modo preferido de locomoção dos grandes senhores, tornando os negócios entre povos muito mais fácil. Adotavam um sistema político do ano 7000, que era democrático e servia todos os propósitos dos poderosos. Porém sabiam que tudo aquilo seria passageiro, pois logo os espanhóis chegariam.
Yatizal Kapuror tinha 19 anos na época e não conseguia imaginar com o povo mais avançado da terra seria capaz de ser subjugado por outro povo que nem sequer havia nascido. Ele não se importava muito com isso, pois ainda demorariam mais 1500 anos para chegarem, e ele já teria sido morto há muito. Não devia se preocupar com isso, seus descendentes que se virassem.
Seu filho Klaptzu Kapuror tinha então cinco anos e sua filha Mirizina Kapuror não passava de uma recém nascida de dois dias. Eram crianças saudáveis, espertas e fortes. Tinha um futuro grandioso entre seus semelhantes. Tinham um laço de amor muito grande com o pai e com sua mãe Mikaritizal Ekleperi. Era uma família perfeita, respeitado na cidade, convidados para celebrações importantes, e até às vezes para ir a alguma expedição turística no futuro.
Foi então que numa noite, como tantas que já havia passado, que tudo mudou. Soldados enviados pelo Conselho bateram a porta de Yatizal, chamando-o para comparecer ao Templo. Todo o Conselho estava reunido. Seus sete membros em mascaras coloridas, encaravam Yatizal com frieza.
– Bem vindo filho – começou o Grande Conselheiro Branco – Como todos sabemos a decadência de nosso povo se aproxima. Os espanhóis irão nos subjugar e nos destruir. Obviamente é isso que é ensinado em historia – sua voz tinha um tom de ironia – em verdade, nossos descentes fogem e se perdem em algum ponto do futuro.
– Nossa função – emendou o Conselheiro Azul – é reencontrar esses nossos descendentes covardes, e reintegrá-los a nossa sociedade.
Aquilo que eles sugeriam era loucura. Se encontrassem os descendentes não poderiam trazê-los ao passado, isso mudaria o rumo da historia e talvez eles nunca existissem. E a propósito o que queriam com ele?
– Acalme seus nervos Yatizal – falou o Conselheiro Roxo – Não vamos trazê-los ao passado. Nós vamos ao futuro. Vimos que em breve o mundo começara uma lenta caminhada para sua autodestruição, comandada por humanos menos evoluídos. Nós levaremos a dor a um ponto crucial nessa caminhada. E a dor irá purificá-los.
– A dor irá purificá-los – entoaram os sete juntos – A dor é o caminho para paz.
– Mas meus nobres senhores, o que eu, Yatizal Kapuror irei contribuir para isso? Sou apenas mais um homem com família.
– Mate sua família – ordenou o Branco – Laços de família são desnecessários nesse novo mundo que projetamos para nossos descentes e para nós mesmos.
Não podia dizer não. Era uma ordem do Conselheiro Branco. Eram ensinados desde pequenos a jamais questionar o Branco e as ordens do mesmo.
– Sim senhor.
– Que assim seja – o Grande Conselheiro se levantou – Lhe enviaremos primeiro ao futuro e depois iremos. Terá a disposição um grande exército e grande tecnologia. Tu serás o grande Sacerdote, suas palavras serão como a nossa. No futuro tu serás peça importante. Agora vá e se livre de seus filhos e de sua esposa.
Mais tarde naquela noite Yatizal se encontrava parado chorando em frente a uma fogueira onde três corpos viravam pó.
Não podia falhar. Não podia permitir que um velho fizesse todo o sacrifício ser em vão.
O céu era vermelho. O ar era quente e pesado. Ele conseguia ouvir água passando em algum lugar abaixo de onde ele estava deitado. Tirando o burburinho incessante, não havia mais nenhum som. Seu corpo doía por inteiro.
Ele não sabia como exatamente havia ido parar ali. Abriu os olhos e rastejou pra fora da caverna na qual se encontrava. O panorama era iluminado por um mórbido sol quase morto. Cidades destruídas se projetavam sutilmente no horizonte, contrastando com aquele deserto horrível que se estendida até onde a vista alcançava.
Uma moça de cabelo vermelho curto, trajando roupas de couro estava sentada em frente uma Kombi, e ao avistar o homem em pé na entrada da caverna se pôs de pé e avançou na direção dele.
– Joseph Ross! – gritou ela – Pensei que nunca acordaria benzinho.
Ela sorriu de maneira sutil e beijou Joseph.
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