Na Real

20 Capítulo 20 - A Raposa é a Mais Astuta


Notas iniciais
Olá amigas e amigos se tiver algum boy lendo!!! Sim, estou atualizando essa fic hoje por quê???? Porque é o aniversario da nossa Diva Master Amelinda, calma o niver da Deusa é amanhã 04/06 MAS vai que ela tem outra programação em vista, né? Então amiga da vida esse capitulo é o meu singelo presente pra você que se tornou um das pessoas mais importantes da minha vida e eu te amo num grau que não sei descrever! E o capitulo foi betado por Amelinda (que brochante isso, cadê a surpresa?) Ahh ela vai ler novamente uai hehehe Gente preciso agradecer a todo mundo que separa um minutinho do seu tempo para deixar um comentário para mim, vocês são incríveis! Os comentários são os melhores combustíveis para nós autores (amadores no meu caso). Chega de papo e vamos a historia!!!

Na Real — Capítulo 20

Milo repetiu a pergunta. – Camus, você aceita namorar comigo?

Camus olhou nos olhos de Milo e por alguns instantes se perdeu neles, mas ao ouvir as vozes dos irmãos a razão voltou aos seus sentidos.

— Isaak e Hyoga, o filme já acabou eu quero vocês na cama agora! — Disse desviando os olhos de Milo. — E quero sem reclamações.

Os meninos seguiram para o quarto com um muxoxo.

Ao contrário do que poderia parecer, Milo não estava intimidado com a postura de Camus, afinal eles tinham se desentendido pela manhã, nada mais justo que Camus quisesse colocar tudo em pratos limpos antes de aceitar seu pedido.

Assim que os meninos foram para o quarto, Camus perguntou a Milo. — Por que fez isso? Milo, o tanto que eu te pedi para não envolver os meus irmãos, por que fez isso?

Tranquilamente Milo respondeu. — Eu quero namorar com você, Camus, quero da forma correta, quero você com o pacote completo, sei da importância que seus irmãos têm na sua vida, por isso quero eles presentes em nosso relacionamento.

— Milo, e se você enjoar de mim? Eles vão estar no meio disso? — Questionou Camus.

Milo sorriu e abraçou Camus pela cintura antes de responder. — É um risco que nós dois corremos, você pode enjoar de mim primeiro, só vamos saber o que vai acontecer se a gente viver isso.

— Milo, eu tenho meu trabalho, as coisas que eu faço para viver, como você vai lidar com isso? — Camus tinha que jogar às claras, Milo precisava compreender onde estava se metendo.

— Eu sei o que você fez para viver até hoje, mas confesso que não quero que continue nesta vida. — Camus ia se soltar do abraço de Milo, mas este o prendeu. — Escuta, eu sei que você tinha razão sobre o que conversamos pela manhã, eu compreendo e concordo que não foi legal minha proposta, mas eu quero que você arranje outro tipo de trabalho, prometo te ajudar nisso.

— Mas...

— Não tem “mas”, Camus, tanto eu quanto o Aioros nos responsabilizamos pelo tratamento do Isaak, eu sei que isso era o mais caro. O resto você ajeita aos poucos.

— Eu tenho medo, Milo. — Confessou Camus colando a testa na de Milo.

— Eu também, Camus, mas nosso medo não pode ser maior que o nosso amor, pode?

— Não. — Camus respondeu, com um sorriso.

— Aceita namorar comigo? — Milo repetiu a pergunta.

Camus sorriu antes de responder. — Aceito!

Os dois então se beijaram, sentindo a paz no coração, a sensação de pertencimento, de amor.

Mas o beijo foi interrompido pelo gritos de vivas que Isaak e Hyoga deram ao ver os dois se beijando.

— Ei, eu não mandei ficarem no quarto? — Perguntou Camus, fingindo estar bravo.

— Mano, a gente estava, mas a gente lembrou que tinha que escovar os dentes. — Respondeu Hyoga, com a cara de anjo, mas que Camus conhecia muito bem pela astúcia.

— É verdade, mano. — Completou Isaak, como sempre acobertando o irmão caçula.

Milo sorriu com a cumplicidade dos meninos.

— Sei. — Disse Camus, com os braços cruzados e a sobrancelha levantada.

— Mas vocês vão namorar! Isso é incrível! — Comemorou Hyoga, pulando.

Isaak e Milo sorriram e Camus revirou os olhos.

— Milo, você pode esperar um pouco enquanto eu coloco esses dois na cama? — Pediu Camus, indo na direção dos irmãos.

— A gente tem que escovar os dentes! — Avisou Hyoga.

— Para o banheiro então, os dois! — Ordenou Camus e os meninos seguiram com ele.

Milo sentou no sofá enquanto aguardava, estava absurdamente feliz com sua decisão, aquela sensação de casa, de familia feliz que sempre sentiu ali transbordava.

Saiu dos seus devaneios quando ouviu pequenos passos correndo e logo Hyoga surgiu na sua frente, o abraçando.

— Que bom que você vai namorar o Camus, não deixa aquele Saga nunca mais chegar perto dele, tá bom? — Pediu o menino, olhando nos olhos de Milo.

— No que depender de mim, eu prometo. — Respondeu Milo, com a mão direita levantada como um juramento.

— Vamos, Hyoga, pra cama, já! — Ordenou Camus, que vinha do banheiro com Isaak, que tinha os passos lentos.

O loirinho sorriu pra Milo e correu para o quarto.

Quase dez minutos depois, Camus saía do quarto dos irmãos.

— Milo, desculpe fazê-lo esperar tanto, mas esses dois estavam impossíveis hoje. Acho que agora eles se acalmaram.

— Tudo bem, Camus, não precisa se desculpar, eles são incríveis.

— Eu sei, mas você veio aqui todo romântico e tudo virou uma bagunça, está preparado para sua vida virar uma bagunça? — Perguntou Camus, pois sabia que Milo não estava acostumado a lidar com crianças e se envolver com alguém que tinha duas era uma mudança drástica na rotina qualquer pessoa.

— Eu te amo, Camus. Eu amo cada parte de você, e seus irmãos fazem parte de você, então eu os amo também.

— Eles são a melhor parte de mim.

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos até que Milo quebrou o silêncio.

— Bom, acho que já está tarde e eu vim sem avisar, você deve estar cansado, acho que é melhor eu ir embora.

— Mas já? Você chegou e a gente nem teve tempo de ficar juntos um pouco. — Lamentou Camus.

Apesar da vontade de ambos de irem para o quarto, os dois sabiam que era cedo para isso. Milo já havia dormido lá uma vez, mas o contexto era completamente diferente.

— Eu queria ficar com você, ir para o seu quarto e namorar até o dia amanhecer, mas acho que é cedo pra isso, vamos com calma por causa dos meninos. — Disse Milo e Camus se jogou em seus braços, beijando-o com intensidade.

Sentiu com as palavras de Milo que este o respeitava, respeitava seu espaço e sua família. Aquela era a declaração de amor em atitude que fez toda a diferença para Camus.

— Obrigado, Milo. – Disse, quando findou o beijo. — É muito importante para mim saber que você me respeita apesar de tudo, e respeita meus irmãos também.

— Ei, Camus, você merece ser respeitado, não esqueça disso, não precisa me agradecer, não por isso. — Respondeu Milo, comovido em sentir a fragilidade de Camus.

Ambos se abraçaram e Camus foi com Milo até o seu carro, o bairro era perigoso e não queria que nada acontecesse ao, agora, namorado.

*-*-*-*

Milo voltou para casa em seu carro, sempre sorrindo ao se lembrar de Camus e da sensação de plenitude que lhe invadia a alma ao lembrar que agora eles eram namorados.

Pensou em como e quando contaria isso para os seus amigos, principalmente para Aioria.

— Como será que eles vão reagir? Decerto vão dizer que o Camus está me enganando, que eu estou caindo em uma armadilha, eles não o conhecem como eu conheço. — Dizia Milo sozinho, enquanto dirigia. — Acho melhor eu manter esse relacionamento em segredo, ao menos por enquanto, não quero ouvir coisas negativas a respeito do Camus, não quero ninguém se metendo na minha vida. É isso, até segunda ordem, meu namoro será em segredo.

*-*-*-*

— Então vocês estão namorando? — Perguntou Marin.

Estavam na sala de Camus, os meninos haviam ido para a escola com Dona Zaíra.

— Sim, ele veio aqui pedir "autorização" dos meninos, veja só. — Camus contava para a amiga sobre seu relacionamento com Milo, por dois motivos: primeiro porque se ele não contasse, seus irmãos iriam acabar falando, e segundo porque Marin era sua única amiga confidente, precisava da opinião, na realidade precisava do apoio dela.

— Camus, eu fico tão feliz por você, mas você já pensou no que vai fazer com Saga? — Perguntou Marin, pois ela temia o que o agente de Camus pudesse fazer quando soubesse do relacionamento do ruivo.

— Eu vou ter que contar a ele, por enquanto ele está respeitando meu tempo. — Relatou Camus, pensativo. — Só espero que ele não me coloque pra fora desse apartamento.

— Se ele fizer isso, vocês vão para o meu apartamento até que tudo se ajeite. — Marin apressou em oferecer.

Camus deu um meio sorriso, mas sabia que as coisas não eram tão fáceis assim.

— Você vai contar a ele? — Perguntou Marin, falando baixo, encarando-o significativamente .

— Contar o quê? Ele já sabe o que eu faço pra viver, dessa vez não estou enganando ninguém. — Rebateu Camus, se justificando.

— Você sabe do que eu estou falando, Camus. — Tornou Marin, olhando nos olhos do amigo.

— Não! — Camus respondeu, firme.

— Mas, Camus, ele precisa saber da sua história... — Começou Marin, mas foi cortada pelo amigo:

— Ele não precisa saber de nada, Marin, já é tudo tão complicado, mexer em certas coisas só vai piorar tudo. E tem outra coisa, estamos no começo do nosso relacionamento, eu nem sei quanto tempo isso vai durar. — Desconversou.

Marin não insistiu e procurou amenizar a conversa. — Mas quando eu vou conhecer o tão famoso Milo?

— Não sei, tem o aniversário do Isaak, eu deixei ele convidar alguns amigos para jogar videogame, vou pedir umas pizzas, só pra não passar em branco. Eu estava pensando em chamar o Milo, aí vocês poderiam se conhecer.

— Não sei se vou estar aqui dia dezessete, aliás, o seu aniversário passou em branco. — Marin notou sua falha e se redimiu abraçando o amigo.

— Tudo bem, não faço questão de nada disso, você sabe.

A amiga o olhou com certa pena, não achava justo que o amigo tivesse passado por tantas coisas sendo tão novo.

*-*-*-*

— Aniversário do Isaak? Que legal, vou sim. — Milo dizia ao telefone, estava na empresa, teria várias reuniões durante aquele dia e aproveitou uns instantes de folga para ligar para Camus. — Quantos anos ele vai fazer?

— Doze anos, nossa, como o tempo passa rápido. — Comentou Camus, nostálgico.

— Nossa, eu acabo de perceber que não sei a data do seu aniversário e nem do aniversário do Hyoga, quero saber já.

— Ih, Milo o nosso é só no ano que vem, Hyoga já fez aniversário esse ano, eu também. — Comentou Camus, rindo para mudar o foco da conversa.

— Então vocês fazem aniversário tudo no começo do ano? — Questionou Milo curioso.

— Sim, somos uma família de aquarianos.

— Meu Deus, estou perdido. — Milo comentou sorrindo e foi seguido por Camus.

— Milo, não é uma festa, eu só falei para ele convidar alguns amigos para jogar, vamos pedir pizza e só isso, vai ser no sábado. — Camus preferiu avisar, para Milo não ir arrumado além do necessário.

— Camus, a gente podia fazer uma festa pra ele com tudo que ele tem direito. — Sugeriu.

— Não, Milo, não quero que ele se canse além do necessário, só isso vai estar de bom tamanho. — "Além do quê, é o mais em conta" pensou Camus, mas evitou falar sobre custos.

Camus ainda tinha dinheiro guardado, não era muito, mas daria para se virar por um tempo até que pensasse no que iria fazer da vida.

— Tudo bem, você é quem sabe. — Respondeu Milo, e decidiu contar o motivo da sua ligação. – Camus, eu consegui a entrevista para você, tem algum currículo pronto?

O ruivo ficou em silêncio por alguns instantes como se esperasse que o outro desmentisse o que havia acabado de falar.

— Camus?

— Não, eu não tenho nada pronto, na verdade eu nunca fiz um currículo e eu nem tenho coisas para colocar em um. — Respondeu Camus baixo, decepcionado consigo.

— Tudo bem, você pode ir pra minha casa hoje? Eu te ajudo a preparar um. — Milo sugeriu.

— Eu vou. — Respondeu Camus com a voz baixa, totalmente diferente do tom com que estava falando anteriormente.

— O que foi, Camus? Não ficou feliz? — Perguntou Milo, notando a mudança do outro.

— Fiquei, mas... eu tenho medo Milo. — Confessou Camus, tão desprotegido que Milo teve vontade de suspender sua agenda para ir abraçar seu ruivo.

— Ei, eu estou do seu lado agora, não precisa ter medo de nada, ok?

— Hunrun. — Foi a resposta de Camus.

— Camus, dorme comigo essa noite? Porque a gente pode ficar até tarde fazendo seu currículo. — Sugeriu Milo, cheio de segundas intenções.

Camus sorriu. — Eu vou ver o que eu posso fazer.

— Tô com saudades de você, estou parecendo um adolescente apaixonado. — Declarou Milo, fazendo Camus sorrir mais, contudo Aioria entrou no escritório do amigo como o de costume, sem bater. Milo mudou o semblante e falou sério antes de desligar o telefone. — Então nos veremos mais tarde, eu o aguardo. — Desligou o telefone olhando para o amigo. — Você deveria bater na porta antes de entrar.

Aioria ficou encarando o amigo e perguntou. — Você tá saindo com alguém?

— Não é da sua conta. — Respondeu Milo.

— Não é aquele ruivo, é? Ainda essa história de vingança?

— Aioria não era “o ruivo” e nem a minha vingança, ok? Eu estava falando com um cliente, vou me encontrar com ele logo mais.

Aioria voltou a encarar o amigo e perguntou. — Como está sua vingança?

— Eu estou cheio de trabalho, tenho uma reunião daqui a pouco, você vai querer mesmo falar sobre isso agora? — Despistou Milo.

— Não, claro que não, desculpa. Eu trouxe o relatório com os números que precisamos para a reunião. — Disse o leonino, entregando a pasta para Milo.

— Ótimo. — Milo pegou a pasta e se levantou, sabia que teria que contar aos amigos sobre seu relacionamento com Camus, mas ainda tinha receio deles.

Na realidade tinha ciúmes porque seus amigos mais próximos, justamente os que envolvera em sua vingança haviam visto os vídeos de SEU Camus nu, ou transando, e isso era constrangedor... e para alguém possessivo como Milo era algo difícil de lidar.

Milo sabia que precisaria encarar a situação de frente, entretanto não estava pronto para aquilo neste momento.

*-*-*-*-*-*

Máscara da Morte estava na Santuary, no seu lugar de sempre, tornou-se freguês do lugar, não um freguês vip, pois não gastava muito dinheiro, não estava na hora ainda de chamar atenção para si. Obviamente gastava valores razoáveis, não o suficiente, porém, para ser vip, e sim para não ser desprezado.

Essa noite Afrodite cantaria e Carlo estava lá na mesa, pouco longe do palco, prometera para o loiro que o veria cantar e estava cumprindo sua promessa.

Carlo notou Saga entre as mesas da ala vip: o moreno estava bebendo whisky enquanto se dedicava à leitura de alguns papéis, foi com surpresa que viu o pai de seu amigo chegando ao local.

Klaus Kapino foi recepcionado pela travesti Verônica, que o recebeu com certa afetação, com certeza o Kapino pai era um cliente vip do local

Klaus falou algo ao ouvido de Verônica, que assentiu e foi falar com Saga.

Este fez uma cara de insatisfação e respondeu algo; logo a moça saiu e voltou acompanhada do pai de Milo.

Máscara da Morte não conseguia ouvir o que eles conversavam de onde ele estava, mas ainda assim ficou prestando atenção nos dois, com descrição para que ninguém percebesse.

....

— Ora ora, Kapino há quanto tempo você não vem ao meu humilde estabelecimento. — Proferiu Saga, assim que o homem se aproximou acompanhado por Verônica.

— Vai beber o de sempre, Sr. Kapino? — Perguntou a Drag Queen.

— Sim, o de sempre. — O velho respondeu, encarando Saga. — Ando preferindo a privacidade nos meus encontros furtivos.

— Tenho material novo, chegaram umas meninas do Brasil, acho que você vai gostar. — Ofereceu Saga, tomando um gole do seu whisky.

Neste momento uma graciosa garçonete seminua foi servir o whisky do velho Kapino. – Senhor, tem mais alguma coisa que eu posso fazer pelo senhor? — Perguntou a menina, que vestia uma micro roupa de garçonete que somente por ela ter um corpo escultural não ficou vulgar.

— Agora não, minha gracinha, quem sabe mais tarde. — Respondeu o dono das indústrias Kapino, dando umas palmadinhas nas nádegas da moça, que, bem treinada, apenas sorriu e saiu um tanto aliviada por não ter que "servir" aquele homem.

— O que você quer, Kapino? — Saga perguntou direto, uma vez que o velho não tinha ido lá para trepar.

— Quero saber o que você está armando para o panaca do meu filho? Já que mandou o seu puto de estimação para dar o golpe nele. — Despejou o pai de Milo, acendendo um charuto.

— Eu não estou armando nada para o seu filho. — Respondeu Saga, com a voz controlada.

— Então por que o seu viadinho ruivo não está mais saindo da cola dele?

— Você deveria estar perguntando isso para o seu filho, não?

— Não se faça de besta, Saga, eu exijo que você tire aquele viado ruivo do caminho do meu filho ou eu... — Klaus Kapino não chegou a dizer o que faria pois Saga o cortou.

— Ou você o que, Kapino? Você tem coragem de vir ao meu estabelecimento para me ameaçar? — Saga perguntou ainda sem levantar a voz, mas falando cada sílaba em tom ameaçador.

Klaus Kapino não era burro, sabia que Saga era um homem perigoso e ali ele, Kapino, estava em desvantagem.

— Seu filho está brincando com o meu brinquedo, porque eu empresto meus brinquedos, mas avise a ele que eu empresto, mas não os dou.

— Escuta aqui, Saga... — Começou Kapino que foi novamente cortado:

— Escuta aqui você, Kapino, seu filho só está vivo e inteiro, por ser seu filho! Outro no lugar dele não estaria mais aqui para me atormentar. — Advertiu Saga, com cara de poucos amigos.

— Não toque no meu filho, ou eu acabo com você. — Ameaçou Klaus.

— Você está vindo aqui para me ameaçar Kapino? Não esqueça de que EU sei fazer carros explodirem, eu sei fazer com que as coisas pareçam um acidente, quem não deve brincar comigo é você. — Ameaçou Saga.

O velho Kapino estava tão vermelho de raiva que parecia que iria explodir a qualquer momento.

— Não me queira como inimigo, Saga Nikolos, eu te esmago como se você fosse uma barata de esgoto. — Cuspiu Klaus cheio de raiva.

— Fora daqui! Sai da minha frente, Kapino! — Ordenou Saga.

Verônica, que estava atenta aos homens, correu para escritório e chamou pelo gêmeo de Saga. – Kanon, rápido, o Saga está brigando com Klaus Kapino e acabou de tocar o homem para fora da Santuary!

— O quê? O Saga ficou maluco? Qual o motivo da desavença? — Quis saber o gêmeo de Saga.

— Acho que é por causa do ruivo. — Disse Verônica, com a voz carregada de raiva.

— Merda! Eu vou ver o que eu posso fazer. Merda!

Poucas pessoas sabiam da existência de Kanon, os gêmeos achavam que assim sempre poderiam confundir os inimigos.

Kanon saiu pelas portas do fundo e encontrou Klaus com seus seguranças se dirigindo ao carro.

— Ei, Kapino! — Kanon chamou: os seguranças de Kapino, neste momento se colocaram à frente do homem que se aproximava.

— Veio me matar, Saga? — Perguntou Klaus, quando um dos seus seguranças apontou a arma para o suposto Saga.

— Não seja idiota, eu vim dizer que vou dar um jeito no ruivo. Vou tirar ele do caminho.

Klaus estranhou a súbita mudança em Saga.

— Ah, mudou de ideia? Por que lá dentro você estava todo valente? — Perguntou o pai de Milo.

— Você estava me ameaçando na frente dos meus funcionários, no meio do meu estabelecimento, queria que eu fizesse o quê? Tenho que manter o respeito. — Disse Kanon displicente e Klaus ponderou.

— Você quase entra para minha lista de desafetos, e não é agradável fazer parte dessa lista, Saga. — Kapino avisou, em tom de alerta.

Kanon nada respondeu: apenas fechou o semblante e esperou a manifestação do outro.

Alguns seguranças da Santuary saíram com as armas em punho se posicionando ao lado de Kanon, fazendo com que Klaus Kapino diminuísse a arrogância com que falava. — Não gostei do seu jeito lá dentro, Saga.

— E eu não estou gostando do seu jeito aqui fora, Kapino. — Respondeu Kanon.

Os dois se encararam até que Kanon encerrou a conversa. — Vou dar um jeito no ruivo, pode ficar sossegado.

— Assim espero. — Foram as últimas palavras de Klaus antes de entrar no carro, seguido por seus seguranças.

Kanon ficou olhando o homem partir, agora estava decidido teria que se livrar de Camus de qualquer jeito, afinal ele já estava atrapalhando os negócios.

*-*-*-*-*

— Pelos Deuses Milo, tá vendo, eu não tenho experiência em nada que dê para colocar neste currículo. — Resmungou Camus, tenso. Estava tenso desde que Milo havia dito que tinha marcado a entrevista.

Se passasse, seria a chance de Camus de sair da prostituição. Algo tão esperado, mas que agora na iminência de se concretizar estava deixando o ruivo em pânico.

— Camus, se acalma, a gente vai treinar direitinho tudo que você vai dizer, vamos colocar no seu currículo as coisas que você aprendeu na universidade. Mesmo que não tenha terminado, você aprendeu muita coisa.

E Milo começou a digitar: grande gestor que era, sabia como montar um currículo com as informações práticas e necessárias para o contratante.

Além do mais, o contratante era de uma indústria química fornecedora de matéria prima para a Kapino, e Milo havia solicitado a contratação de Camus como um favor pessoal ao dono da empresa.

— E o que eu vou dizer? — Perguntou Camus, ainda tenso.

— Diga a verdade, oras. — Respondeu Milo, e Camus o olhou com os olhos arregalados. — Não essa verdade, a verdade que você não terminou a faculdade e que atualmente trabalha como bartender na noite grega.

— Bartender?

— Ou pode ser garçom, alguma coisa informal, afinal você não tem registro, tem? — Milo perguntou já prevendo a resposta.

Camus o olhou inseguro e balançou a cabeça em negativa.

— Milo, você não me disse qual é a vaga? — Questionou Camus, estava tão ávido para arranjar outro tipo de serviço que nem ao menos perguntou qual era a função para que estava se candidatando.

— Hã? A vaga? — Milo também não sabia em que colocação seu amigo colocaria Camus. — Eu acho que é de assistente, mas não sei direito.

— Ai, meu Deus e agora? Eu vou ser o pior candidato presente, nem sei pra qual vaga estou concorrendo.

Milo olhou para o ruivo, sorrindo acolhedor. — Vai dar tudo certo, você vai ver. Seu currículo já está pronto, você vai se sair muito bem na entrevista, tenho certeza disso.

— Será?

— Tenho certeza, agora, que tal você receber uma das minhas maravilhosas massagens relaxantes?

— Huuumm, você sabe fazer massagem relaxante? — Perguntou Camus encarando o seu loiro.

Milo puxou Camus para o seu colo e sussurou beijando seu pescoço. — Minha massagem está descrita como uma das maiores maravilhas gregas.

Sentado no colo de Milo e o acariciando com o rosto enquanto mexia seus quadris levemente pressionando o membro do loiro com seu corpo. – Nossa, então eu preciso conhecer essa maravilha grega.

— Mas tem um problema. — Avisou Milo.

— Qual? — Quis saber Camus, encarando os olhos azuis de Milo.

— Essa massagem só pode ser feita se nós dois estivermos nus, faz parte da tradição. — Disse Milo sedutoramente ao ouvido de Camus.

— Então não teremos problemas algum. — Respondeu Camus, suspendendo a camisa de Milo e a jogando do chão, o ruivo então passou a mão naquele peitoral definido, já sentindo seu sexo pulsar dentro da calça.

— Acho melhor a gente ir lá pro quarto. — Milo sussurrou ao ouvido do ruivo e levantou da cadeira, segurou-o por baixo e o fez cruzar as pernas em volta de sua cintura.

Camus tomou a boca de Milo com um beijo apaixonado enquanto suas ereções se chocaram ainda cobertas pelas roupas.

E foram assim trocando beijos apaixonados até o quarto de Milo.

O gato Scorpion se espreguiçou quando viu o casal chegando e, antes de ser despejado do quarto, resolveu sair por conta própria para assim manter sua dignidade.

— Eu vou te livrar de toda essa sua tensão. – Disse, colocando o ruivo em pé e ajudando-o a se livrar das roupas.

Camus já estava uma ereção aparente quando Milo o deixou nu.

— Hum, seu safado, você já está assim? Mas se controla que hoje vou fazer só massagem em você. — Milo falou, fazendo cara de desentendido.

Camus soltou um muxoxo quando Milo o mandou deitar de bruços na cama. Afinal sua ereção havia sido completamente desprezada...

Milo sorriu e foi pegar alguns óleos em seu banheiro: deixou alguns na cabeceira da cama e, somente quando se posicionou atrás de Camus, foi que tirou sua boxer azul royal, ficando nu e também com uma ereção tão grande quanto a de Camus.

Milo subiu na cama e sentou sobre as nádegas de Camus, esticou o corpo em busca do óleo de massagens, pingou algumas gostas nas costas de Camus e começou a massagear com as mãos.

— Hunng. — Gemeu Camus. — Que delícia, Milo.

— Relaxe, Camus, eu estou só começando. — Disse Milo, continuando com a massagem.

E assim Milo continuou apertando aqui e ali, verificando os pontos de tensão em seu namorado, que eram muitos. – Camus, você está muito tenso.

"Tenho meus motivos." — Pensou Camus, mas nada disse àquele respeito.

Milo continuou com a massagem, observando o corpo alvo com algumas sardas, magro, mas não em excesso, os furinho nas costas, acima da bunda macia, bonita e arrebitada.

A respiração de Milo começou a se modificar assim como o seus toques, que começaram a ficar mais sensuais.

Milo desceu um pouco, deixando a bela bunda de Camus à mostra, e começou a massagear aquela região. Pegou um óleo erótico que havia deixado próximo à cama.

Com o óleo Milo passou a massagear o botão de Camus com os dedos lambuzados, o ruivo gemeu ante aos toques do namorando.

Milo, que estava uma ereção latejante, se inclinou sobre Camus e começou a roçar seu membro na fenda do ruivo.

Camus empinou o corpo para ter mais daquele delicioso contato. – Hunng, Milo... eu preciso de você.

Milo sorriu malicioso, queria deixar o ruivo implorar mais um pouco.

Abriu as nádegas de Camus e mais uma vez roçou o pênis para completar a "tortura" que infligia ao ruivo que suplicante implorou. — Milo... Por favor... Eu preciso de você em mim, por favor!

Milo gostaria muito de ser resistente aos apelo de Camus, de prolongar aquele jogo por mais alguns minutos, mas o fato é que Milo tinha mais necessidade de Camus do que gostaria de assumir.

Deixando o jogo de sedução de lado Milo esticou o braço para pegar o preservativo. – Ah, Camus você me enlouquece!

Assim que Milo colocou o preservativo, Camus já o aguardava quase na mesma posição de antes, estava de quatro com sua bunda arrebitada, olhou para Milo e sorriu malicioso. Aquele foi o ponto final da resistência de Milo que se aproximou, abriu as nádegas do ruivo, despejou uma generosa quantidade de lubrificante na fenda branca.

— Vem, Milo! — Pediu Camus, que foi prontamente atendido. Naquela noite não haveria preparação com os dedos, Milo já o preparado o suficiente com o óleo e a massagem.

Milo colocou seu membro no botão rosado e forçou a entrada, que pela quantidade de lubrificante e óleos não foi difícil.

Apesar do incômodo inicial, Camus estava em um nível de excitação tão grande que não sentia dor, somente as ondas de prazer o invadiam.

Camus era um homem experiente, tivera muitos homens em sua vida, mas nunca antes havia feito amor, somente o fazia com Milo.

Sexo é bom, mas sexo com amor é inenarrável.

Camus não poderia explicar tal sensação. Tomado pela paixão e pelo prazer, começou a gemer alto e a rebolar na cadência das estocadas de Milo.

— Hunng! Pelos deuses, Milo! Hunng... — Ao ouvir os gemidos do ruivo, Milo segurou Camus pelos cabelos firmemente e começou a estocar mais rápido.

— Você gosta assim, não é, seu gostoso?

Camus apertou seu membro negligenciado e começou a se masturbar.

A cada estocada Camus sentia o corpo arrepiar de prazer, até o momento em que Milo acertou seu ponto sensível.

Camus sentiu as pernas tremerem e urrou de prazer, Milo notou que tinha feito a coisa certa e voltou a massagear a próstata do ruivo.

— Aaah... Mi..lo, hunng... pelos deuses!

O loiro já estava em seu limite, segurou Camus pelas ancas e começou a estocar cada vez mais forte.

— Camus, eu não vou durar muito... você é deliciosamente apertado, gostoso e quente! Veja como o meu pau escorrega dentro de você, que coisa linda de se ver! QUE DELÍCIA! — gritou por fim.

Camus manipulava seu sexo enquanto sentia as estocadas de Milo, tudo era um mix de prazer para o ruivo, que também estava próximo ao orgasmo.

Milo inclinou o corpo em busca dos lábios de Camus. Quando os encontrou, o beijo foi quente e cheio de desejo, mas era o que faltava para Camus.

— Milo, caralho! – Gritou, quando sentiu que o orgasmo estava chegando.

— Vamos, Camus... juntos! — Disse Milo, que com mais poucas estocadas se derramou dentro do ruivo, que gozou no mesmo instante, sujando os lençóis com sua semente.

O jovem Kapino abraçou Camus por trás e ficou assim abraçado a ele, ambos ainda conectados, sentindo as respirações um do outro, até que elas voltaram ao normal.

Milo saiu de dentro do ruivo com cuidado e retirou a camisinha sem fazer muita sujeira, deu um nó na ponta e a arremessou no lixo.

Camus ainda estava ajoelhado de quatro sobre a cama, com a cabeça baixa e a bunda arrebitada tentando fazer sua respiração voltar ao normal. Milo se aproximou com uma toalha de rosto e ajudou o ruivo a se limpar, o loiro olhou nos olhos multicoloridos do outro e o beijou apaixonado, Camus correspondeu ao beijo com total entusiasmo.

— É muito bom ter você aqui comigo. — Disse Milo, se deitando na cama ao lado de Camus e o puxando para os seus braços, ficando de conchinha. — Hoje você é meu! Vai dormir aqui comigo.

— Sim, hoje eu vou passar a noite com você, mas vou embora pela manhã, bem cedo. — Respondeu Camus.

— Não tão cedo. — Devolveu Milo malicioso, tomando a boca do ruivo em outro beijo apaixonado.

O que os amantes não sabiam é que a babá Zaíra havia avisado a Saga que Camus iria passar a noite fora.

Notas finais
Eita, deu pra sacar por que o Saga estava pistola? Eu não sei vocês, mas eu prevejo altas tretas Veio da Kapino e Kanon se metendo nessa historia... Não sei não. Mas em compensação o nosso casal 20 estão só love, tadinho do Camus todo preocupado com o currículo dele, mas me digam vocês acham que o Milo esta fazendo errado em arrumar esse trabalho para o Camus? Todos os comentários serão bem vindos, não seja um leitor fantasma! Grupo das fics no facebook >>> https://www.facebook.com/groups/1099706026776907