Na Noite mais Escura

3 Um novo prólogo - parte 3


InuYasha ficou olhando para o papel por quase meia hora, estava pensando se era uma boa idéia ou não ligar e saber quem eram as pessoas que sabiam do segredo dele. INUYASHA – “Você tem que ligar, InuYasha!” (pensando) Os pensamentos de InuYasha são interrompidos quando ele ouve a voz de Kagome, sinal que a esposa dele tinha acabado de chegar, mas por via das dúvidas ele iria omitir o conteúdo do pacote que tinha recebido e assim ele foi até a cozinha onde Kagome conversava com Shippou. KAGOME – Oi, amor! (o beija ao vê-lo) INUYASHA – Como foi de trabalho? KAGOME – Muito puxado. (ela tira o blazer e se joga no sofá mas não sei antes sentir o cheiro da comida) – A sopa está cheirando muito bem, vocês dois estão de parabéns. INUYASHA – Bem que eu queria dizer que ajudei mas o mérito é todo do Shippou. KAGOME – Mesmo?! (ela sorri e se levanta indo até o filho) – Mas como meu garotão está ficando prendado.(dando um beijo na bochecha de Shippou) SHIPPOU – Vocês dois trabalham tanto, isso é o mínimo que poderia fazer, além do que não foi tão difícil. INUYASHA – Eu vou servir a mesa. KAGOME – Eu sou uma mulher de muita sorte por ter dois homens tão dedicados. (ela lança um olhar desconfiado para os dois) – Mas como não acredito nessas coisas, aposto que aprontaram algo ou vão me pedir alguma coisa, não é? SHIPPOU – O que é isso, Kagome? INUYASHA – Isso é o que acha de nós? KAGOME – Me chame de louca, mas é o que eu acho. Kagome, de braços cruzados, olhava fixamente para os dois e notou o nervosismo deles, isso por que Shippou queria pedir para que ela o deixasse ir à festa e InuYasha não queria contar sobre o pacote que tinha recebido. KAGOME – Qual dos dois vai começar?(esperando que um deles se manifestasse) SHIPPOU – Ok! (ele se aproxima dela) – Tem uma festa no final de semana e... KAGOME – Na casa de algum colega? SHIPPOU – Não, ele é filho de um empresário que está de viagem e... KAGOME – E ele vai aproveitar a ausência dos pais para dar uma festinha, não é? SHIPPOU – Sim. (ele sorri para ela) – Posso ir? KAGOME – Uma festa de até altas horas da noite na casa de alguém como esse rapaz sem um adulto como responsável? Claro que pode, filho. Shippou abriu um enorme sorriso diante das palavras de Kagome, mas InuYasha balançava a cabeça negativamente, pois ele já tinha visto esse comportamento da esposa antes e Shippou iria descobrir. KAGOME – Olha, Shippou, se acha que essa era a resposta que eu ia te dar, deve estar COMPLETAMENTE LOUCO! (gritando) SHIPPOU – Mas por que não? KAGOME – Essas festas começam inocentes, mas depois ficam mais pesadas, eu quero você longe disso. SHIPPOU – Mas... KAGOME – Nada de mas! Essa conversa acabou, vamos comer.(ela olha para InuYasha) – Depois é a sua vez. INUYASHA – Mal posso esperar. InuYasha estava sendo irônico, mas ele sabia que teria uma conversa com a esposa, que era muito observadora. MAIS TARDE Já no seu quarto, pronto para deitar, InuYasha se aproxima da cama onde já estava Kagome, que ainda queria ter aquela conversa. KAGOME – O que está me escondendo, InuYasha? INUYASHA – Ok! Ok! Eu vou contar. (ele respira fundo) — A verdade é que às vezes ando praticando salvamentos com as habilidades de Motoqueiro Noturno. KAGOME – Como é que é? INUYASHA – Por exemplo, hoje eu salvei uma garotinha de um prédio em chamas. KAGOME – Mas isso é perigoso, por que está fazendo isso? INUYASHA – Eu não sei, às vezes acho que sinto falta de algo que não sei explicar. KAGOME – Talvez eu saiba.(ela fica triste e se deita ficando de costas para ele) – Você sente a falta de um filho seu, filho que não posso te dar. INUYASHA – Mas que conversa é essa? Não é nada disso. (ele se deita do lado dela) KAGOME – Tanto eu como você sabemos que não posso engravidar, que sou seca e... INUYASHA – Pare com isso! (ele a faz olhar em seus olhos) – Preste atenção, quando me casei com você, eu já sabia do seu problema e além disso temos o Shippou, que pode não ter nosso sangue, mas é tudo de melhor que podíamos pedir de filho. KAGOME – Eu sei, ele é um menino maravilhoso. INUYASHA – Então tire essas idéias da cabeça e pode ficar tranqüila, pois eu não vou mais fazer essas coisas heróicas, eu tenho você e o Shippou e é tudo que me basta. (ele a beija) KAGOME – Por isso é que eu te amo. INUYASHA – Por falar no Shippou, você foi muito dura com ele, não acha? KAGOME – Eu prometi a Hina, no seu leito de morte, que cuidaria do Shippou e é o que pretendo fazer. INUYASHA – Você poderia soltar as ‘rédeas’ do Shippou só um pouco. KAGOME – Eu vou pensar. (ela ajeita o travesseiro) – Agora vou dormir, estou muito cansada. INUYASHA – Cansada? Até mesmo para mim. (beijando a nuca dela) KAGOME – Pra você eu ainda tenho um restinho de força. Kagome e InuYasha se beijam para em seguida rolarem na cama onde iriam ter mais uma noite de amor. NO DIA SEGUINTE Na sala de reunião do Grupo Naraku, Kanna, a presidente da empresa, estava comandando uma reunião com a diretoria e entre eles estavam, Rin, que cuidava da assessoria de imprensa, e Kagura, que cuidava da segurança e inteligência, faltava apenas Onigumo, que depois de alguns minutos de atraso, finalmente chegou. KAGURA – Atrasado, Onigumo! ONIGUMO – Me perdoem, eu perdi a hora. KANNA – Tudo bem Onigumo, trouxe os relatórios financeiros? ONIGUMO – Estão comigo, senhora presidente. (ele abra sua pasta de onde tira alguns papeis e distribuindo uma copia para cada um dos presentes na reunião) – Como podem ver os relatórios que fiz indicam a inviabilidade do projeto do hospital. KANNA – Tem certeza? ONIGUMO – Os números não mentem. RIN – Ainda mais se foi você que os calculou. (sendo irônica) – Esse hospital irá beneficiar muitas crianças carentes. ONIGUMO – Eu sei o que estou dizendo pode parecer cruel, mas não estaria fazendo o meu trabalho se não dissesse isso. KAGURA – Está dizendo que esse hospital pode quebrar a empresa? ONIGUMO – Pode e aí o hospital não iria durar nem um ano. KANNA – Ora, Onigumo, não devemos pensar só no dinheiro, devemos pensar no bem que faremos. ONIGUMO – Eu não vejo como. RIN – O Grupo Naraku já teve uma boa relação com o governo japonês, quem sabe ele pode dar alguma isenção fiscal. ONIGUMO – A isenção fiscal já está calculada nos relatórios que eu lhes acabei de mostrar, podem ver e analisar. Rin, Kagura e os outros diretores olharam para Kanna, como presidente era ela que ia decidir e eles perceberam o nervosismo dela, aquele hospital era um projeto pessoal dela e não queria abrir mão KANNA – Eu não quero saber, de um jeito, Onigumo, você é o diretor financeiro dessa empresa, portanto de um jeito. (ela se levanta) – Reunião encerrada. Kanna sai da sala, ela estava decidida a não desistir do hospital, enquanto Rin ria por dentro, vibrava com a atitude da amiga perante Onigumo. RIN – Não conseguiu o que queria, Onigumo. ONIGUMO – Por que você não cuida da sua vida e me deixa em paz? KAGURA – Podia ter dormido sem essa, não acha? ONIGUMO – Me deixa em paz você também. Onigumo sai irritado da reunião depois da bronca que levou de Kanna e assim deixa Rin e Kagura a sós na sala. KAGURA – Como vai a Satsuki? RIN – Vai bem, mas você a verá no fim de semana. KAGURA – Verdade, vai ser muito bom passar um tempo com minha filha. RIN – Claro. (com um sorriso amarelo) – Eu vou indo. KAGURA – Fale para Satsuki que vou pega-la em casa. Rin estava querendo ir embora e se afastar o mais rápido possível daquela pessoa, mas devido o comportamento agressivo de Satsuki no dia anterior, a esposa de Sesshoumaru não se conteve e encarou a rival. RIN – Vamos para de hipocrisia! Eu sei que está influenciando o comportamento de Satsuki, se está achando que irá ter o Sesshoumaru de volta com a ajuda de Satsuki, deve estar louca. KAGURA – Se você acha isso é mais burra do que pensei... eu só quero recuperar os anos perdidos de maternidade. RIN – Eu estou te avisando. (ela encara a rival) – Não se meta comigo. Elas ficam se encarando por alguns instantes até que Rin decide ir embora e quando ela sai da sala, Kagura da um sorriso maligno. KAGURA – Uma ameaça! Mas que idiota, cão que ladra não morde. Kagura estava pronta para ir embora até que seu celular começa a tocar, fazendo ela verificar se alguém estava por perto e quando percebeu que estava totalmente sozinha, ela atendeu. KAGURA – O que foi Tsubaki? TSUBAKI – Quero saber se o protocolo InuYasha foi ativado. KAGURA – Ainda não, temos que ver o quanto Kohaku sabe. (ela olha em volta para ver se ninguém ouvia a conversa) – Desde que ele saiu da empresa ficou difícil vigiar seus passos. TSUBAKI – Você não pode falhar, Kagura, há muito em jogo. KAGURA – Você me conhece, sabe que não deixo furos... agora tenho que desligar, a gente se fala depois. Kagura desligou logo seu celular pois percebeu a aproximação de Kanna, que veio direto em sua direção. KANNA – Kagura, eu quero que use sua influência no governo japonês para confirmar a presença de algum membro deles. KAGURA – Pode deixar comigo, senhora presidente. KANNA – Eu não vou abrir mão desse hospital. KAGURA – Eu cuidarei de tudo. Kanna deixa a sala e anda pelo corredor, ela parecia ter muita confiança em Kagura, e não era para menos pois foi ela quem comandou a operação que provou todos os crimes de Naraku e desmascará-lo e quando chegou à sua sala, encontrou Rin lá. KANNA – Rin? RIN – Eu só vim aqui para te cumprimentar. KANNA – Pelo que? RIN – Ora pelo que?! O jeito como colocou o Onigumo no seu devido lugar. KANNA – Puxa, eu nem sei o que deu em mim, normalmente não sou assim, mas quando ele me disse que queria cancelar a construção do hospital, eu fiquei fora de mim. RIN – Isso porque você é boa pessoa... o Kohaku vai ficar orgulhoso de você quando souber o que fez. KANNA – Você acha? (com um largo sorriso) RIN – Pode acreditar que sim. KANNA – Agora que falou nisso, eu estou um pouco arrependida, talvez eu peça desculpas ao Onigumo e... RIN – Nada disso! Não vai fraquejar agora, você é a presidente da empresa, portanto tem que mostrar sua autoridade. KANNA – Confesso que não é fácil para mim. RIN – Você está se saindo bem KANNA – Que bom que tenho sua amizade. RIN – Sempre, minha querida, sempre terá. (as duas se abraçam) – Agora vou voltar ao trabalho. Rin saiu da sala da presidência convicta que a amiga estava no caminho certo, ela sabia que Kanna não tinha a experiência necessária para ocupar aquele cargo, isso foi uma das razões dela aceitar trabalhar como assessora da amiga, assim ela ficaria por perto para proteger a amiga das investidas de Onigumo. MAIS TARDE Depois que Shippou foi para escola e com Kagome no trabalho, InuYasha estava sozinho em casa e seguindo seus instintos, ele ligou, pelo celular, para o numero indicado no bilhete, que dizia para chamar por Jakotsu. JAKOTSU – Alô. INUYASHA – Posso falar com Jakotsu? JAKOTSU – Sou mesmo, queridinho. (a voz afeminada deixou InuYasha meio incomodado) INUYASHA – Acho que não foi uma boa idéia e... JAKOTSU – Não desligue, queridinho, pois pode se arrepender, não vai querer que eu conte seu segredinho. INUYASHA – O que quer comigo? Como sabe de mim? JAKOTSU – Venha conversar comigo pessoalmente e descobrirá. INUYASHA – Acho que não tem jeito. JAKOTSU – Boa resposta. INUYASHA – E onde posso te encontrar? JAKOTSU – Eu vou te dar o endereço, garanto quer não vai se perder. InuYasha anota o endereço fornecido por Jakotsu, ele estava decidindo a conhecer quem sabia de seu segredo e o que queriam com ele e enquanto isso, naquele momento, Kagome, um pouco distraída pela conversa com InuYasha na noite anterior, estava trabalhando em sua mesa até que Miroku apareceu diante dela. MIROKU – Você está bem, Kagome? KAGOME – Estou, por acaso eu não pareço bem? MIROKU – Eu sinto que algo está te incomodando. KAGOME – Não é nada, eu estou bem. MIROKU – Então tá! (ele ia voltar para sua sala mas Kagome se manifesta) KAGOME – Miroku, posso te fazer uma pergunta? MIROKU – Claro. KAGOME – Você e Sango não pensam em se casar e terem filhos? MIROKU – Essa é uma idéia que passa na cabeça de todos os casais. (ele se aproxima dela) – Mas no momento eu estou cuidando da minha carreira, casamento e filhos podem esperar. KAGOME – Pode se saber o que Sango pensa disso? MIROKU – Ela também tem sua carreira, uma carreira na qual a maternidade não combina. KAGOME — Você não acha que está dando muita importância a sua carreira? MIROKU – Desde a morte de Naraku, adquiri novos objetivos, assim é a vida, quando começamos a namorar ela sabia disso. KAGOME – “Tenho a leve impressão que ela não sabia tanto assim.” (pensando) MIROKU – Kagome, se o assessor do prefeito ligar pode passar a ligação. KAGOME – Pode deixar. Assim que Miroku entra na sua sala, Kagome balança negativamente a cabeça, ela tinha percebido que o relacionamento de Miroku com Sango não ia nada bem, os objetivos distintos estavam afastando um do outro e Kagome como amiga de ambos ficava triste, mas ela não ia se meter pois ela mesma já tinha seus problemas. Próximo capítulo = Protocolo InuYasha – parte 1