Na Noite mais Escura

52 Operação Shikon no Tama - parte 5


No hospital, enquanto esperava que a conversa entre Rin e Satsuki acabasse, Shippou falava com Soten querendo saber o que houve.

SHIPPOU – Vai Soten! Conta-me! O que houve?

SOTEN – Eu não quero falar nisso Shippou.

SHIPPOU – Mas por que isso?

SOTEN – Não há nada para saber! Acabou.

SHIPPOU – Não acabou! Hiro morreu! Eu quero saber como. (ele olha bem para ela) – Por acaso foi você?

SOTEN – O que? Está falando do Hiro? Você deve estar brincando.

SHIPPOU – Então foi Satsuki?

SOTEN – Eu não quero falar nisso! Esse assunto morreu.

SHIPPOU – Mas...

KAGOME – Shippou! Ela disse que o assunto morreu! Respeite a vontade dela.

SHIPPOU – Ok! Mas eu ainda vou saber o que houve! (ele olha para Kagome) – Vou ver Kouga.

Shippou, que ficou meio contrariado com a atitude da amiga, foi para o quarto em que estava Kouga, já Kagome e Sesshoumaru, que também aguardavam o fim da conversa entre Rin e Satsuki, conversavam enquanto isso.

SESSHOUMARU – InuYasha fez isso mesmo?

KAGOME – Fez! Ele e Sango! Agora estão presos e não sei o que será deles! Miroku verá se da um jeito.

SESSHOUMARU – Essa conspiração está afetando á todos! Temos que manter a calma.

KAGOME – Devia falar isso para o seu irmão.A conversa dos dois é interrompida com o fim da conversa entre Rin e Satsuki, que vieram na direção deles.

RIN – Sesshoumaru! Melhor irmos para casa! Esse ambiente não é bom para Satsuki.

SESSHOUMARU – Mas ela contou o que houve?

RIN – Não!

SESSHOUMARU – Ok! Acho que podemos ir para casa! Como o assassino da Ordem esteve envolvido nesse caso, Satsuki será liberada de tudo isso, mas o que eu não entendo é o que esse Hiro esteve fazendo no local.

SATSUKI – Vamos para casa, pai! Por favor.

RIN – Conversamos isso em casa, Sesshy!

SESSHOUMARU – Ta bom! Vamos lá.

Sesshoumaru, Satsuki e Rin se despedem de Kagome e saem do hospital e quando a esposa de InuYasha pensava em ir atrás de Shippou, seu celular toca e ao ver o numero no visor ela sabe que se trata de Miroku, o que a fez atender com muita ansiedade.

KAGOME – Miroku! Conseguiu?

MIROKU – Sim Kagome! Graças á ajuda de Kikyou, Onigumo não vai prestar queixa.

KAGOME – Que bom Miroku! Essa é uma excelente notícia.MIROKU – Eu vou falar com o capitão Jinenji sobre os detalhes da soltura deles, mas vou ter que esperar um pouco! Ele está participando de uma reunião com Kikyou e Toutoussai.

KAGOME – Ah Miroku! Eu me lembrei que Kouga quer falar algo com você.

MIROKU – Eu falo com ele amanhã! A Soten está por aí?KAGOME – Está sim! (olhando para Soten) – Quer falar com ela?MIROKU – Sim! Por favor. (Kagome vai até Soten e lhe entrega o celular)

KAGOME – Miroku quer falar com você. (a garota pega o celular) – Eu vou ver o Kouga.Kagome se afasta de Koharo e Soten, que tinha ficado com o celular dela para falar com Miroku.

SOTEN – Senhor Miroku.

MIROKU – Você está bem, Soten?

SOTEN – Estou! (ela olha para Koharo) – Senhor Miroku! A Koharo me salvou! Eu fiquei com tanto medo.

MIROKU – Eu também! Eu também.

SOTEN – Mas agora está tudo bem! Aquele homem horrível está morto! Agora tudo acabou.

MIROKU – Soten! Não vou enganar você! Infelizmente não está tudo bem! Acho que isso está longe de acabar.

SOTEN – O que o senhor quer dizer?

MIROKU – Depois falamos nisso! Koharo vai levá-la para minha casa! Lá nós conversamos.

SOTEN – Está bem.

MIROKU – Deixe-me falar com Koharo agora. (Soten da o celular para Koharo)

KOHARO – Sim?

MIROKU – Como está meu padrinho?

KOHARO – Ele está bem, mas vai passar a noite aqui sob observação! (ela se afasta um pouco de Soten para que ela não ouvisse) — Miroku! Voltando a falar de Soten. (ela olha para a garota) — Você sabe que quem mandou mata-la pode fazer isso de novo, não sabe?

MIROKU – Eu já pensei nisso, Koharo! Você terá um papel importante nisso! Leve Soten para minha casa e lá te explico.

KOHARO – Certo! Nos vemos mais tarde. (ela desliga o celular e olha para Soten) – Vamos devolver o celular para Kagome.

SOTEN – Melhor eu não ir.

KOHARO – Miroku me contou o que seu pai lhe obrigou a fazer! Você não podia imaginar que eles fariam com a gravação que fez! Agora vamos.

Mesmo um pouco contrariada, Soten aceitou a argumentação de Koharo e elas foram para o quarto de Kouga, que estava brincando com Genku em seus braços, sob os olhares de Kagome e Shippou.

KOHARO – Aqui está seu celular. (dando-o para Kagome)KAGOME – Obrigada.

KOHARO – Acho que não nos conhecemos! (olhando para Kouga e estendendo a mão) – Meu nome é Koharo.

KOUGA – Eu fiquei sabendo o que salvou a vida de Shippou! Obrigado.

KOHARO – Estava fazendo o meu trabalho. (sorrindo)

KOUGA – Soten! (ele olha sério para a garota) – Fiquei sabendo da participação de seu pai no atentado que me deixou nesse estado e que matou minha esposa! (ele da Genku para Kagome segurar) — E também a sua participação.

SOTEN – Eu sinto muito senhor Kouga! Eu sei que decepcionei muito o senhor e que deve me odiar pelo que o houve com a senhora Ayame! Eu não o culpo por sentir isso e...

KOUGA – Não a culpo de nada, Soten! Você é tão vítima disso quanto Ayame, portanto não precisa pedir perdão porque não a nada a se perdoar.

SOTEN – Obrigada por essas palavras! Significam muito para mim.

KAGOME – Agora vamos sair e deixar o Kouga descansar! Houve muita agitação por hoje.

SHIPPOU – Bem mais do que eu queria! (ele cumprimenta Kouga) – A gente se vê outra hora, Kouga.

KOUGA – Sim! Outra horaShippou se afasta e junto com os outros saem do quarto, mas Kagome acaba ficando um pouco ao perceber a fisionomia do ex. marido, ela sabia que ele estava lutando muito para demonstrar serenidade.

KAGOME – Não pense em vingança, Kouga! Pense em Genku.

KOUGA – Não se preocupe Kagome! Eu já pensei nele! Sei o que devo fazer.

Kagome olhou bem para Kouga e percebeu que o desejo de vingança não passaria tão fácil e assim que ele saísse do hospital, daria um jeito de ir atrás de Juroumaru e enquanto isso, no departamento de polícia de Tóquio, mais precisamente em uma sala de interrogatório, Kikyou, Jinenji e Gatenmaru estavam assistindo algumas figuras em um slide trazido pela equipe de Toutoussai, o próprio chefe da Segurança Interna os apresentavam, as figuras e imagem eram referentes ao estudo da jóia de quatro almas.

KIKYOU – Eu conheço tudo isso Toutoussai! Aonde quer chegar?

TOUTOUSSAI – Caso não saiba, uma ex. colega sua, Tsubaki, está envolvida no roubo do MPX1200 do Grupo Naraku! Não sabemos o que ela pretende, mas segundo nossas investigações, ela planeja criar uma bomba.

KIKYOU – E o que tem a jóia de quatro almas com isso?

TOUTOUSSAI – Pois é isso que queremos que responda! Sabe de alguma possibilidade da criação de uma bomba baseado no MPX1200 com a jóia de quatro almas?

KIKYOU – Isso é impossível.

JINENJI – Por que é impossível?

KIKYOU – Por dois motivos! Primeiro, a jóia de quatro almas não tem qualquer agente explosivo, nem mesmo capaz de provocar uma fagulha, ainda mais uma explosão! Segundo, mesmo que ele fosse capaz disso, a jóia não existe mais! Ela foi absorvida pelo corpo de Naraku.

TOUTOUSSAI – Tem certeza?

KIKYOU – Absoluta! Eu mesmo fiz o relatório para a Segurança Interna.

GATENMARU – Mas você trabalhava para Kagura na época! Ela que era a representante da Segurança Interna.

KIKYOU – Está me acusando de alguma coisa, detetive? Está ficando igual a sua parceira.

TOUTOUSSAI – Eu li seu relatório, Kikyou! Sei que está dizendo a verdade! Então eu vou fazer outra pergunta! Sabe se há possibilidade de existir outra jóia de quatro almas?

KIKYOU – Tudo é possível! Eu não sei bem o histórico dessa jóia! A primeira vez que ouvi falar dela foi quando participei daquele programa de incentivo aos jovens talentos que fora organizado por Urasue! Essa sim poderia responder sua pergunta.

TOUTOUSSAI – Mas ela está morta e enterrada! Assim como o que ela sabe.

KIKYOU – Posso ir agora?

JINENJI – Mais uma coisa senhorita Kikyou! Vamos esquecer por um instante a história da bomba! Como um cientista utilizaria a jóia de quatro almas em um aparelho como o MPX1200?

KIKYOU – Genericamente falando, não se pode saber! Termodinâmica não é minha área! Se tivesse mais conhecimentos nas especificações talvez pudesse ajudar, mas não tendo detalhes não posso adivinhar.

JINENJI – Obrigado! Agora pode ir.

TOUTOUSSAI – Também tenho que ir! Eu te acompanho, Kikyou!KIKYOU – Obrigada.Toutoussai e Kikyou saíram da sala, ela foi para junto de Onigumo, que a estava esperando e enquanto isso, Toutoussai era abordado por Miroku.

MIROKU – Podemos conversar?

TOUTOUSSAI – Claro!

MIROKU – Aqui não! Vamos para um lugar mais reservado.

TOUTOUSSAI – Ok! Vamos para a sala de Jinenji! Ele está ocupado no momento e acho que não vai se importar.Miroku aceita a sugestão de Toutoussai e os dois vão para a sala de Jinenji, fechando a porta em seguida.

MIROKU – Me diga Toutoussai! Conseguiu descobrir algo sobre a Ordem da Espada Morta?

TOUTOUSSAI – Infelizmente não! Eu pensei que Kikyou pudesse nos dar alguma luz, mas ainda estamos no escuro! Por que quer saber?

MIROKU – Acho que posso clarear as coisas um pouco! (ele se aproxima mais) – Acho que posso ajudar.

TOUTOUSSAI – Diga o que sabe.

MIROKU – Eu conheço alguém que já teve contato com um membro da Ordem da Espada Morta.

TOUTOUSSAI – Fale o nome e vamos atrás dele.

MIROKU – Essa é a questão! Só eu posso falar com ele! Esse homem é um antigo cliente meu quando fazia parte da rede secreta.

TOUTOUSSAI – Isso não importa! De o nome e a gente vai atrás.

MIROKU – Não! Eu não posso fazer isso! Eu mesmo tenho que falar com esse homem.

TOUTOUSSAI – Ok! Você fala.

MIROKU – Mas não é tão simples assim! Eu tenho algumas condições para essa ajuda.

TOUTOUSSAI – Deixa-me ver se entendi! Você está chantageando o governo japonês para proveito próprio?

MIROKU – Não é chantagem! Isso é somente um acordo! Vocês precisam de informação e eu posso da-las! Simples assim.

TOUTOUSSAI – Quais condições?

MIROKU – São somente duas! Elas são únicas e inegociáveis! Primeiro, quero que consiga um perdão imperial para Koharo por todos seus crimes! E em segundo, quero uma permissão especial para que eu possa sair do país com Soten para a sua segurança, pelo menos até que toda a conspiração seja desvendada.

TOUTOUSSAI – O Primeiro Ministro está em uma viagem comercial! Ele não volta dentro de três dias.

MIROKU – Fale então com seu chefe! Tenho certeza que o ministro Ryukosei não terá problemas em entrar em contato com o Primeiro Ministro.

TOUTOUSSAI – Eu vou falar com o ministro, mas não prometo nada, pois é bem capaz que encontremos coisas mais sólidas sobre a Ordem nesse meio tempo.

MIROKU – Se isso acontecer, será bom para todos!

Naquele momento Jinenji e Gatenmaru entram na sala e o capitão se surpreende com a presença dos dois na sua sala.

JINENJI – O que significa isso?

TOUTOUSSAI – Miroku queria falar algo particular comigo, mas já acabou.

MIROKU – Isso mesmo!

TOUTOUSSAI – Entraremos em contato.Toutoussai sai da sala, mas Miroku acaba ficando, o que chamou a atenção tanto de Jinenji quanto de Gatenmaru.

JINENJI – O que foi Miroku? Quer falar algo com a gente?

MIROKU – Preciso falar de Sango e InuYasha.

JINENJI – O que quer saber?

MIROKU – Fiquei sabendo que você, Gatenmaru, falou com ela sobre uma prova contra Onigumo.

JINENJI – Isso é verdade, detetive?

GATENMARU – Sim! Eu tinha levado a prova para a promotora, mas ela não a aceitou.

MIROKU – Mesmo sabendo da obsessão de Sango por Onigumo por que você contou para ela?

GATENMARU – Olha Miroku! Talvez você não entenda esse negócio de parceria, mas eu tinha prometido informar Sango sobre a descoberta da identidade do dono do cartão! Levei a prova para a promotoria antes! Achei que quando dissesse que a prova era invalida, ela se conformaria! Nunca pensei que ela faria o que fez com Onigumo.

MIROKU – Tem razão, detetive! Você não é culpado disso! Sango e InuYasha tiveram a escolha e escolheram o caminho errado.

JINENJI – Mas pelo menos Onigumo não registrou a queixa! Assim eles podem sair imediatamente.

MIROKU – Capitão Jinenji! Essa é a razão de eu estar aqui! Melhor deixa-lo uma noite na detenção.

GATENMARU – Mas por quê? Não tem necessidade.

JINENJI – O senhor quer que eles ‘esfriem a cabeça’?

MIROKU – Isso.

GATENMARU – Mas pode acontecer o contrário! Eles podem ficar mais revoltados.

MIROKU – Prefiro arriscar! Mas mesmo assim é bom prevenir! Melhor emitir um mandato de restrição para que nenhum dos dois se aproxime de Onigumo dentro de um perímetro.

JINENJI – Concordo! Farei isso imediatamente! Vou deixá-los passar essa noite aqui! Amanhã eu os solto.

Miroku agradeceu ao capitão e depois se retirou da sala para sair do departamento e ir para casa e enquanto isso, em vez de ter ido embora, Toutoussai ficou no departamento de polícia, ele foi até a detenção falar com InuYasha e Sango, que se surpreenderam com a presença do chefe da Segurança Interna.

INUYASHA – O que faz aqui, Toutoussai?

TOUTOUSSAI – Essa é uma pergunta que eu devia fazer á ambos! Vocês foram muito imprudentes ao pressionar Onigumo.

SANGO – Eu fiz o que era preciso! Onigumo pode nos levar até Juroumaru.

TOUTOUSSAI – Mas agora é impossível.

SANGO – Tudo isso por causa do Miroku.

TOUTOUSSAI – Eu soube que os entregou para a polícia! Por falar nele, fiquem sabendo que ele está querendo ajudar na investigação sobre a Ordem.

INUYASHA – Como assim?

TOUTOUSSAI – Ele disse que pode falar com alguém que conhece algum membro da Ordem, mas só fará isso sob algumas condições.

SANGO – Quais?

TOUTOUSSAI – Perdão total para Koharo e possibilidade de sair do país com Soten.

SANGO – Por que perdoar Koharo? Por acaso ele quer se casar com ela e leva-la junto com Soten para que formem uma família?

TOUTOUSSAI – Eu não sei! Achei que pudesse saber de algo! Tem alguma idéia de quem ele está falando?

INUYASHA – Eu acho que sei! Deve ser Takeshi do movimento ‘Vitória para a humanidade’.

TOUTOUSSAI – Já ouvi falar dele! Obrigado pela informação! Eu já vou indo.

INUYASHA – Hei padrinho! Por acaso sabe quando seremos transferidos para uma penitenciária?

TOUTOUSSAI – Penitenciária? Eu soube que Onigumo não fez queixa contra os dois! Acho que Miroku convenceu Kikyou que convenceu Onigumo a não fazer a queixa.

SANGO – Mas se isso for verdade então por que ainda estamos presos?

TOUTOUSSAI – Eu não sei! Essa não é minha jurisdição.

Toutoussai sai da detenção deixando Sango e InuYasha pensativos com aquela conversa e enquanto isso, já em sua casa, Sesshoumaru se sentava em seu sofá, quando vê Rin descendo as escadas.

SESSHOUMARU – Como está Satsuki?

RIN – Levando em conta o que aconteceu! Ela está bem. (se sentando ao lado dele)

SESSHOUMARU – O que aconteceu é o assunto que quero tratar! Lá no hospital você não disse que Satsuki não falou o que aconteceu, mas acho que isso não é verdade, estou certo?

RIN – Está!

SESSHOUMARU – Então eu quero saber o que houve.

RIN – Satsuki não queria contar, mas acho que deve saber de toda a história.

Rin contou para o marido que Satsuki quase tinha sido estuprada por Hiro em uma festa que ela foi escondida dele meses atrás e que agora, naquela tarde, com a ajuda de um membro da Ordem da Espada Morta, ele tinha tentado de novo, isso explica as roupas rasgadas, ao ouvir aquele relato, Sesshoumaru se enfureceu.

SESSHOUMARU – Então você sabia de tudo desde o começo? (ele se levanta do sofá)

RIN – Não! (ela se levanta também) — Eu fiquei sabendo da primeira tentativa, dias atrás! Ela me confidenciou isso e me pediu segredo! Por isso eu não te contei.

SESSHOUMARU – Mas ela é minha filha! Eu tinha que saber! Era sua obrigação me contar! Sabe se lá o que podia ter acontecido com ela?

RIN – Eu não podia imaginar que isso iria acontecer! Me perdoe.

SESSHOUMARU – Satsuki é a coisa mais importante da minha vida e você falhou com isso! Era sua obrigação me contar.

RIN – E o que você faria? Hein?

SESSHOUMARU – Eu mataria aquele moleque.

RIN – Era isso que eu queria evitar.

SESSHOUMARU – Mas eu faria alguma coisa!Sesshoumaru não queria mais ouvir Rin e se afasta da esposa, indo em direção á porta, Rin vai atrás dele.RIN – Aonde vai?

SESSHOUMARU – Cuidar disso de uma vez por todas! (ele encara a esposa) – E se Satsuki ficar com traumas por causa disso, você será responsável por isso.Sesshoumaru sai de casa, batendo a porta na cara de Rin, que fica chorando pelo modo como foi tratada.

MAIS TARDE

Já no prédio da Segurança Interna, Toutoussai supervisionava o interrogatório farmacológico que os agentes faziam em Kagura, para saber o paradeiro de Juroumaru, mas ela não contava nada, mesmo com muita dor.

TOUTOUSSAI – Vamos Kagura! Eu posso fazê-los parar, mas precisa me contar onde está Juroumaru.

KAGURA – Eu não vou contar! Pode esquecer meu chapa.

TOUTOUSSAI – Você é quem sabe! (ele olha para um dos agentes) – Aplique mais!

AGENTE – Mas ela pode ter uma parada cardíaca e...

TOUTOUSSAI – Não ouviu minhas ordens, agente? Aplique mais!

O agente acaba obedecendo Toutoussai ao aplicar mais drogas em Kagura, que resistia bravamente e vendo aquilo Toutoussai voltou para junto de Renkotsu.

RENKOTSU – Esquece senhor! Ela não vai falar.

TOUTOUSSAI – Estou vendo! Ela está disposta a suportar uma dor desumana! Seja quem for que ela esteja protegendo, é gente graúda.

Naquele exato momento, os agentes presentes ouvem uma discussão se aproximando, era Sesshoumaru querendo entrar e ao ver isso Toutoussai permite a entrada para saber o que estava havendo.

TOUTOUSSAI – Essa é uma agência de investigação, senhor Sesshoumaru! Comporte-se.

SESSHOUMARU – Eu preciso falar com ela! (aponta para Kagura)

RENKOTSU – Eu vou conduzi-lo para fora, senhor.

SESSHOUMARU – Kagura tem que saber o que fizeram com Satsuki.

Sesshoumaru era contido por alguns agentes, mas ao ouvir o nome da filha, Kagura se manifesta.

KAGURA – O que fizeram com Satsuki? Eu quero saber.

SESSHOUMARU – Me soltem.

TOUTOUSSAI – Soltem-no!

Sesshoumaru é libertado e assim vai até Kagura, que ainda estava presa á uma cadeira e com tubos injetados nas veias.

KAGURA – Fale Sesshoumaru! O que fizeram com minha filha?

SESSHOUMARU – Está falando o que quase fizeram! Um de seus aliados ajudou Hiro em um plano para estuprar Satsuki como parte de um plano de acobertamento da Ordem da Espada Morta!

KAGURA – O que?

SESSHOUMARU – Você ouviu bem, Kagura! Os teus amiguinhos não ligam para você! Estavam dispostos a sacrificar Satsuki para atingir seus objetivos! Essa é a gente com que se aliou.

KAGURA – E Satsuki? Ela está bem? Está machucada?

SESSHOUMARU – Está bem! Mas o trauma que ela passou foi horrível! Graças á amigos, ela não se feriu.

KAGURA – Mas e o Honk? Eu o contratei para vigiar Satsuki noite e dia! Ele devia estar vigiando-a. (Toutoussai se manifesta)

TOUTOUSSAI – Se está falando de Honk, um ex. agente como você, saiba que o corpo dele foi encontrado dentro do carro de Ginkotsu, junto com um servente do colégio que Satsuki estudava.

KAGURA – Quer dizer que Ginkotsu o matou! Aqueles vermes ousaram arriscar a vida da minha filha! Isso não vai ficar assim.

SESSHOUMARU – Se ama Satsuki como diz, então conte toda a verdade.

KAGURA – Está bem! Eu conto onde Juroumaru está, mas tem que prometer deixar Tsubaki fora disso.

TOUTOUSSAI – Não podemos! Ela está até o pescoço nisso, mas podemos pegar leve com ela! Dar uma pena menor, mas quanto á você, receberá pena de morte.

KAGURA – Está bem! Aceito meu destino! Eu vou dar a localização do laboratório onde está a jóia de quatro almas e o MPX1200, mas preciso dessas promessas por escrito.

TOUTOUSSAI – Ok! (ele olha para um dos agentes) – Ligue-me com o ministro da defesa.

O agente foi telefonar para o ministro e percebendo isso, Renkotsu, espião da Ordem, sabia o que deveria fazer e por isso apertou o botão de um pequeno dispositivo no bolso, dispositivo que enviou um sinal para Juroumaru, que naquele momento estava com Tsubaki no laboratório secreto.

TSUBAKI – O que é isso? (olhando o dispositivo piscando)

JUROUMARU – Esse é o sinal para sairmos daqui!

TSUBAKI – Está bem! Vamos colocar as coisas no furgão e irmos para outro esconderijo.

JUROUMARU – Ta! Iremos direto para o porto.

Enquanto Juroumaru pegou o MPX1200, Tsubaki foi pegar a jóia de quatro almas, que estava dentro do cofre, agora eles estavam prontos para partir.

TSUBAKI – Antes de irmos, eu queria lhe dizer uma coisa, Juroumaru.

JUROUMARU – Diga então, querida! O que quer falar?

TSUBAKI – Falar não! Fazer.

Tsubaki saca uma arma e aponta para Juroumaru, que fica sem reação.

JUROUMARU – Melhor abaixar essa arma.

TSUBAKI – Homem nenhum me diz o que fazer!

JUROUMARU – Por que está fazendo isso? E o nosso plano?

TSUBAKI – Nunca houve nosso plano! Você e seus amiguinhos só serviram para nos dar uma logística, mas agora não precisamos dos seus serviços.

JUROUMARU – Então você planejou me trair esse tempo todo?

TSUBAKI – Exato! Sem falar que sei que armou para Kagura ser presa! Não sei como, mas sei que foi você.

JUROUMARU – Por que será que me envolvo com mulheres que irão me trair no futuro? Essa é uma lição que eu queria aprender.

TSUBAKI – Essa é uma lição que nunca terá oportunidade de aprender! (ela engatilha a arma) – Adeus Juroumaru! Até que senti prazer em transar com você.

Tsubaki aperta o gatilho, mas nada sai da arma, pois ela estava descarregada e Juroumaru começou a rir sem parar.

JUROUMARU – Estava errada Tsubaki! Eu aprendo com meus erros, sim! Achou mesmo que não sabia que ia me trair? (ele tira algumas balas de revolver do bolso) – Vai ser meio difícil atirar sem balas.

TSUBAKI – Então sabia de tudo?

JUROUMARU – Claro que sim! E você tem razão! Fui eu quem armou contra Kagura! Você e ela se acham bem espertas, mas não sabem de nada.

TSUBAKI – Do que está falando?

JUROUMARU – Os empresários japoneses radicados na China que fingiam ser da Ordem da Espada Morta, na verdade são realmente da Ordem da espada Morta.

TSUBAKI – O que? Então quer dizer que...?

JUROUMARU – Eles querem a destruição do Japão.

TSUBAKI – Como pode ajudar essa gente que quer destruir nosso país?

JUROUMARU – Eu não fiz isso sozinho! Você e Kagura ajudaram muito. (rindo)

TSUBAKI – Como pude ser tão ingênua?

Tsubaki se ajoelha por se sentir humilhada e por isso não mostra nenhuma reação quando Juroumaru saca uma arma e aponta para a cabeça dela.

TSUBAKI – Pode atirar! Eu não sou mais necessária! (ela olha para o teto) – Nós falhamos, Kagura! Falhamos.

JUROUMARU – Adeus Tsubaki! Eu também senti prazer em transar com você.

Juroumaru atira na cabeça de Tsubaki, que cai inerte no chão e uma poça de sangue se forma em volta do seu corpo e depois disso, Juroumaru entra no furgão para sair do local antes que a polícia chegue.

MAIS TARDE

No prédio da Segurança Interna, Toutoussai estava em sua sala, fazendo uma teleconferência com o ministro da defesa.

RYUKOSEI – Espero que o acordo que fizemos com Kagura valha a pena.

TOUTOUSSAI – Valerá! Ela ficou abalada com o que fizeram com a filha! (ele olha para o relógio) – A qualquer momento saberemos notícias da equipe de ataque.

RYUKOSEI – Excelente! Agora me fale daquela conversa que teve com Miroku! Acha que ele sabe a localização de Takeshi?

TOUTOUSSAI – Acho que sim! Takeshi já foi cliente dele! Mas agora não precisamos dele, portanto não faremos acordo nenhum.

RYUKOSEI – Mas mesmo assim quero mais detalhes desse caso.

A conversa deles é interrompida pela entrada de um agente subordinado de Toutoussai.

AGENTE – Senhor! Eu tenho péssimas notícias! A equipe de ataque não encontrou nada.

TOUTOUSSAI – O que?! Mas como assim nada?

AGENTE – Juroumaru não estava mais lá!

RYUKOSEI – Nós contávamos com esse ataque, Toutoussai.

TOUTOUSSAI – Traga Kagura aqui! Rápido!O agente obedece prontamente Toutoussai e segundos depois, Kagura já estava na sala.

KAGURA – Já pegaram Juroumaru?

TOUTOUSSAI – Não! Ele não estava lá! Por acaso nos enganou?

KAGURA – Claro que não! Ele tem que estar lá.

AGENTE – Temos imagens da equipe de ataque.

TOUTOUSSAI – Passe para a tela, assim o ministro poderá ver também.

O agente mostra na tela as imagens da câmera da equipe de ataque, que mostrava o interior do laboratório e finalmente eles mostraram o corpo de Tsubaki nos fundos do local.

AGENTE – Eles acharam o corpo dessa mulher.

KAGURA – Tsubaki? (indo até a tela) – Mas é Tsubaki.

TOUTOUSSAI – Parece que ela foi ferida na cabeça.

KAGURA – Não pode ser! Juroumaru matou Tsubaki.

TOUTOUSSAI – Pelo menos é o que parece, mas nem sinal de Juroumaru.

KAGURA – Eu não devia deixá-la sozinha.

Kagura se ajoelha e coloca as mãos no rosto, se sentindo humilhada e naquele momento um celular toca e os agentes percebem que se tratava do celular de Kagura, confiscado pela Segurança Interna.

TOUTOUSSAI – Atenda!

KAGURA – Tem certeza?

TOUTOUSSAI – Atende logo e deixa no viva voz.Kagura aperta o botão do viva voz e atende o celular, e todos prestam bem a atenção.

KAGURA – Alô.

JUROUMARU – Oi Kagura! Como vai?

KAGURA – Juroumaru?!

JUROUMARU – Eu liguei para agradecer sua ajuda com o MPX1200, sem sua ajuda seria impossível pega-lo.

KAGURA – Você matou Tsubaki!

JUROUMARU – Claro! Ela ia me matar! Kagura! Não achou mesmo que eu ia esquecer da invasão á minha mansão que você comandou, achou?

KAGURA – O que você pretende fazer?

JUROUMARU – Ajudar a Ordem da Espada Morta em seu objetivo! A destruição do tesouro do Japão! E ela acontecerá amanhã.

KAGURA – Do que está falando? Ordem da Espada Morta?Juroumaru desliga na cara de Kagura e não responde suas perguntas, Toutoussai olha para um dos agentes.

TOUTOUSSAI – Localizou a chamada?

AGENTE – Não!

TOUTOUSSAI – Kagura! Você vai nos dar algumas explicações! (ele segura o braço dela) – E é já!

Toutoussai faz Kagura se sentar na cadeira para falar tudo o que sabe, pois agora, diante da ameaça de Juroumaru, todos sabiam que o perigo era real.

Próximo capítulo = A ameaça real – parte 1