Na Noite mais Escura
49 Operação Shikon no Tama - parte 2
Sesshouamru, Sango, Kagome e Kouga estavam discutindo sobre o caso enquanto Houjo ficava do lado de fora do quarto cuidando de Genku, eles eram observados por Suikotsu, que naquele momento estava usando seu celular para ligar para Ginkotsu. GINKOTSU – Já acabou com Kouga? SUIKOTSU – Ainda não! GINKOTSU – Por que não? SUIKOTSU – Kouga está com visitas agora! GINKOTSU – Você devia ter chegado mais cedo! Quanto mais gente visitá-lo, mais gente ficará sabendo dos detalhes da investigação dele! Renkotsu já nos avisou que ele sabe de muita coisa e pode nos complicar. SUIKOTSU – Ele ainda está fraco e debilitado! Duvido que consiga juntar as coisas! Não se preocupe! Eu cuido dele assim que ficar só. GINKOTSU – Sei. (não acreditando muito) SUIKOTSU – Mas e você? Tenho certeza que ainda não acabou. GINKOTSU – Já fiz um terço do serviço! Cuidei de Goshink! Agora vou usar o idiota do filho dele para cuidar de Soten! Quando ele estiver estuprando a filha de Sesshoumaru, estarei cuidando de Soten! Depois eu matarei a todos e a culpa recairá em Hiro. (olhando para o garoto mais á frente) – Matarei inclusive ele. (sorrindo) SUIKOTSU – Entendi! Assim a polícia quando achar os corpos pensará que foi Hiro que matou todas e a nossa operação ficará salva. GINKOTSU – Exato! SUIKOTSU – Muito bem bolado, Ginkotsu! Devo admitir. GINKOTSU – Agora chega de papo furado! Preciso ir! Ligue-me quando tiver acabado com Kouga. Ginkotsu desliga seu celular e volta para junto de Hiro, que estava encostado no carro. HIRO – Quem era? GINKOTSU – Um amigo chato que não fez o serviço dele! Pelo menos ainda não. (sorrindo) HIRO – Isso não me interessa! Eu quero saber é de Satsuki. GINKOTSU – Eu tenho algo que irá ajudá-lo. (ele pega dois binóculos dentro do carro) – Isso vai servir. Com um binóculo cada um, eles puderam observar que Shippou, Satsuki e Soten já estavam no terreno baldio. HIRO – Qual é o plano? GINKOTSU – Vamos nos aproximar um pouco mais sem sermos vistos! Depois esperaremos que eles se separem. HIRO – Eu não gosto disso! Isso pode demorar muito. GINKOTSU – Você é muito jovem Hiro! Quem espera sempre alcança! O que você pretende fazer com Satsuki é uma coisa muito séria! Lembre-se que o pai dela é um importante jornalista, ele irá aniquilar a imagem de seu pai perante a sociedade. HIRO – Então é por isso que meu pai te mandou me ajudar? GINKOTSU – Exato! Ele sabe que você não sossegará enquanto não tiver essa menina em seus braços. HIRO – Isso mesmo! A Satsuki foi a primeira garota a me dispensar e garota nenhuma faz isso comigo sem ter uma lição. Hiro e Ginkotsu começaram a descer a colina que dava acesso ao terreno baldio, logicamente sem serem vistos, e enquanto isso, Satsuki e Soten, sentadas em um tronco, observavam Shippou ‘treinando’ sem saber do perigo que rondava. SOTEN – Tem certeza que sabe o que está fazendo? (olhando o amigo derrubar o copo pela ‘milésima’ vez) SHIPPOU – Tenho sim! (ele enche novamente o copo para colocá-lo na cabeça) – Eu vou pegar o jeito. SATSUKI – A única coisa que vai pegar é um belo resfriado. (rindo) SHIPPOU – Muito engraçado! (ele olha para Soten) – Esse livro que pegou tem algo que possa me ajudar? SOTEN – O equilíbrio que está buscando era conseguido de outro jeito. (ele exibe as figuras do livro) – Os antigos guerreiros usavam sinos ou guizos nesses treinamentos. SHIPPOU – Mas eu não tenho nenhum dos dois, portanto vou ter que continuar com o copo de água e... (de repente ele tira o copo de cima da cabeça) – Você tem razão, Satsuki! Desse jeito vou pegar apenas um resfriado. Shippou coloca o copo no chão e depois começa a tirar a camisa, ato que deixam as meninas um pouco coradas. SATSUKI – O que está fazendo? SHIPPOU – Não está vendo? Tirando a camisa para não molha-la mais do que já está. SOTEN – Tem que fazer isso aqui? Na nossa frente? SHIPPOU – Aqui é onde estou treinando, então é aqui que devo fazê-lo! Qual é o problema de vocês? Shippou ficou de braços cruzados olhando para as amigas tentando entender o comportamento delas, aquilo mostrava como o garoto não tinha malícia nenhuma, ao contrário delas que não podiam deixar de reparar no corpo do amigo, principalmente em uma pequena cicatriz nas costas, aquilo dava um aspecto mais másculo ao garoto, que reparou nos olhares. SHIPPOU – O que estão vendo? Até parece que nunca me viram sem camisa. SATSUKI – Eu nunca! E olha que te conheço há anos. SOTEN – Mas eu já vi algumas vezes. Soten sorria para Shippou, que retribui ao gesto, aquilo deixava Satsuki muito incomodada, mostrava que a rival tinha um pouco mais de intimidade com o garoto do que ela e por isso tentava demonstrar indiferença. SATSUKI – Não vi porque tinha coisa melhor para ver. (Soten preferiu ignorar tal comentário) SOTEN – Shippou! Fala-me uma coisa! Onde conseguiu essa cicatriz nas costas? Eu nunca tinha reparado nela. SHIPPOU – Eu a tenho há anos! Eu a consegui quando um grupo de colegas, que julgava meus amigos, me faziam passar por diversas provas de desafios, como ficar caminhando por cima de um muro de mais de dois metros, logicamente cai, mas antes de chegar ao chão acabei raspando as costas em um caco de vidro. SOTEN – E ficou bem? SHIPPOU – Sim! Kagome me levou ao hospital, mas eu disse para ela que tinha escorregado e raspado em algo pontiagudo! Não queria contar a verdade para ela não se preocupar mais do que estava, pois na época passávamos por enormes dificuldades. SOTEN – Por que fazia essas coisas idiotas? SHIPPOU – Eu era solitário e precisava fazer isso para ser aceitos pelos outros. SOTEN – Com amigos assim você não precisa de inimigos. SHIPPOU – Engraçado você dizer isso, pois foi a mesma coisa que InuYasha disse quando contei essa história! Por falar em InuYasha, se vocês ficaram admiradas com essa cicatriz, deviam ver as dele! Foram conseguidas por anos de treinamentos. SATSUKI – As do tio Inu já vi! Ele tem muitas cicatrizes mesmo. SHIPPOU – Isso mostra como o treinamento do tal Mestre Zhi era puxado. SOTEN – Mestre Zhi?! (ela fica pensativa) – Eu já ouvi falar nesse nome. (aí ela se lembra) – Mas é claro! O senhor Miroku me contou uma vez que quando foi para a China quando garoto, aprendeu alguns golpes e... (ela se levanta) – Por que não pensei nisso antes? SHIPPOU – O que foi Soten? SOTEN – O senhor Miroku pode ajudá-lo a treinar, mas primeiro preciso falar com ele, só que esqueci meu celular e... SATSUKI – Aqui! (oferece o celular dela) – Pegue o meu! SOTEN – Obrigada! (ela pega o aparelho) SATSUKI – Espero que saiba o que está fazendo. Soten se afastou um pouco dos dois ao ligar para o celular de Miroku, que naquele momento estava saindo de seu carro e chegando á frente de uma casa. MIROKU – Miroku falando. SOTEN – Senhor Miroku! Sou eu. MIROKU – Soten! Como estão as coisas aí no hospital? Tem alguma novidade para mim? SOTEN – Eu não estou no hospital! Estou em um terreno baldio perto do colégio onde as meninas treinam coreografias e... MIROKU – Eu sei onde é esse terreno, Soten! Mas o que está fazendo aí? SOTEN – Não se preocupe! Eu não estou sozinha! Shippou e Satsuki estão aqui comigo e o senhor Mushin está um pouco mais distante. MIROKU – Se ele está com vocês, estou mais tranqüilo! Mas por que motivo, razão, causa ou circunstância está me ligando? SOTEN – Pelo motivo, razão, causa e circunstância de te pedir ajuda em uma coisa. MIROKU – Estou ouvindo. SOTEN – Estamos aqui em um terreno baldio para que o Shippou treine o equilíbrio do corpo para que InuYasha o ensine artes marciais. MIROKU – estive agora pouco com InuYasha! Ele me falou algo a respeito disso! O que quer de mim? SOTEN – O Shippou me disse que o InuYasha aprendeu isso com o tal de Mestre Zhi! O senhor me contou que treinou com ele também! Então acho que pode ajudá-lo. MIROKU – São duas coisas diferentes, Soten! Eu fiquei apenas alguns meses na China, aprendi apenas o básico, mas InuYasha ficou anos e anos, não sei se posso mesmo ajuda-lo. SOTEN – O senhor não tem pelo menos uma dica? Eu queria muito ajudar o Shippou. MIROKU – Quer ganhar pontos com ele, não é? SOTEN – Sim! (meio corada) MIROKU – Então eu vou dar uma dica! O que o Shippou está aprendendo é conseguir equilibrar um copo de água na cabeça, então ele deve simplesmente fazer o mais difícil. SOTEN – Como assim? Eu não entendi. MIROKU – Se vocês estão em um terreno baldio quer dizer um terreno plano! Isso não é bom! Shippou deve treinar em um lugar que crie dificuldades á ele, só assim ele irá aprender mais rápido! Isso é que nem as lutas dos antigos samurais! Quanto mais forte for o oponente, mais forte você ficará se vencê-lo! Com o treinamento é a mesma coisa. SOTEN – Quanto mais difícil for o treinamento, mais forte ele ficará! MIROKU – Agora entendeu! Espero que tenha te ajudado. SOTEN – Ajudou sim! Muito obrigada senhor. MIROKU – Então a gente se vê mais tarde e aproveito para lhe apresentar a Koharo. SOTEN – Ta! Miroku desliga o seu celular e segue para a porta da casa do amigo que ele foi visitar e ao tocar a campainha logo depois aparece Tanuki diante dele. TANUKI – Senhor Miroku. MIROKU – Como vai Tanuki? TANUKI – Bem! Vamos entrar, por favor! Tanuki da passagem para que Miroku entrasse em sua residência, eles se conheciam desde que Tanuki trabalhava para o pai de Miroku, chegaram a trabalhar para a mesma rede secreta, a qual o advogado tinha abandonado. MIROKU – Você deve imaginar porque estou aqui, não é? TANUKI – Claro que sei, senhor! MIROKU – Conseguiu encontra-lo? TANUKI – Demorou, mas consegui! (ele pega um pedaço de papel em cima da mesa) – Aqui está! (oferece o papel á Miroku) MIROKU – Esse é o endereço de Takeshi? TANUKI – Sim! Ele é um protegido de alto padrão! Foi difícil encontra-lo, ainda mais para você que já saiu da rede secreta. MIROKU – Ainda bem que tenho amigos lá dentro! Eles sabem que nunca iria atrás deles, mesmo quando era promotor. TANUKI – Mesmo assim, senhor Miroku! Eles já não confiam tanto no senhor e por isso o senhor mesmo terá que ir até ele. MIROKU – Entendo. TANUKI – Por que quer tanto achar Takeshi? MIROKU – Quando ainda fazia parte do movimento ‘Vitória para a humanidade’, Takeshi conheceu um homem que era ligado á um grupo chamado Ordem da Espada Morta. TANUKI – E o que tem eles? MIROKU – A Ordem da Espada Morta está por trás dos vários crimes contra meus amigos, como o atentado a vida de Kohaku e Ayame, a prisão de InuYasha e Sesshoumaru, assim como a explosão do hospital do Grupo Naraku. TANUKI – Então quer que Takeshi lhe ajude nessa investigação. MIROKU – Eu quero que ele apenas me diga o que sabe sobre essa organização! A polícia está ‘às cegas’ e seja o que for que essa organização esteja aprontando, não será bom para esse país. TANUKI – A rede secreta só me deu autorização para ajudá-lo porque o senhor já prestou vários serviços à ela e também por que o senhor sabe os motivos para que Takeshi fique escondido. MIROKU – Claro que sei! Por isso farei esse reencontro com extremo cuidado! Obrigado meu amigo. (sorrindo) TANUKI – Senhor Miroku! (ele lança um sorriso malicioso) – O senhor está muito sorridente, ao contrário desses últimos dias. MIROKU – Reparou? TANUKI – Claro que sim! Essa mudança tem algo haver com uma bela detetive de polícia? MIROKU – Tem sim! Eu e Sango voltamos e estou muito feliz com isso! Cheguei até pedi-la em casamento, mas ela ficou de pensar. TANUKI – Talvez tenha que ser mais direto! Já pensou em comprar um anel! Tenho certeza que ela vai gostar. MIROKU – Mas essa é uma ótima idéia, Tanuki! Não sei como não tinha pensado nisso! Está decidido! Eu vou comprar um anel de noivado. TANUKI – Faça isso, senhor. MIROKU – Mas uma vez obrigado, Tanuki! Caso ela aceite, vou convidá-lo como padrinho! InuYasha que entenda. Depois dessas palavras, Miroku sai da casa de Tanuki com o endereço de Takeshi em mãos, mas aquilo ficaria para depois já que ele iria para alguma joalheria a fim de comprar um anel para sua amada e enquanto isso sem saber de nada, Sango estava contando para Kagome, Sesshoumaru e Kouga que ela e Miroku tinham reatado. SESSHOUMARU – Então conseguiu dobrar o advogado? SANGO – Dobrar não é a palavra certa! Digamos que chegamos a um senso comum! O tempo que ficamos separados foi bom para avaliarmos nossos sentimentos. KAGOME – Eu fico feliz por vocês! Da para ver o quanto se amam! (ela fica com um olhar perdido) – Talvez eu e InuYasha precisamos do mesmo tempo. SANGO – Cada caso é um caso, Kagome! Acho que devia relevar o que InuYasha fez. KOUGA – Sango tem razão! InuYasha errou, mas quem não erra na vida? KAGOME – Eu sei disso, mas ainda é muito cedo para isso e... Kagome para de falar ao ver InuYasha na porta do quarto, ele tinha acabado de chegar ao local e também fica paralisado ao rever a esposa. INUYASHA – Oi á todos! (ele olha para Kagome) – Oi Kagome. KAGOME – Oi. (tentando mostrar indiferença) KOUGA – Acho que veio me visitar, não é InuYasha? INUYASHA – Claro! Como está Kouga? KOUGA – Estarei melhor quando sair daqui e rever Ayame. INUYASHA – Claro! Ela também vai gostar muito de revê-lo. InuYasha fica triste em dizer aquilo, os outros percebem que ele já sabia da situação de Kouga, que ele não poderia saber sobre a morte da esposa sob o risco de morrer devido ao coagulo no cérebro, então InuYasha queria mudar de assunto o mais rápido possível. INUYASHA – Eu achei que Shippou estaria aqui! Onde ele está? SESSHOUMARU – Ele saiu com Satsuki e aquela outra amiga dele. INUYASHA – E por que ele não quis ficar aqui? SANGO – Ele falou que tinha outros compromissos. KOUGA – Você vê como sou importante na vida dele. INUYASHA – Não fale assim, Kouga! Shippou gosta muito de você! Você é o pai que ele conheceu! Seja o que for que ele esteja fazendo, deve ser algo que ele julgue importante. KAGOME – Falando no Shippou, eu tenho uma pergunta para você. INUYASHA – Então faça. KAGOME – Quando ele chegou aqui, eu notei um hematoma no rosto dele. KOUGA – Eu notei isso também. KAGOME – Todos que estavam aqui notaram! Ele me disse que caiu da escada quando estava te ajudando no restaurante, mas acho que ele mentiu! Você sabe por acaso o motivo dele ter aquele hematoma? InuYasha até pensou em mentir sobre aquele fato, achando que Kagome nunca o perdoaria se soubesse que era o responsável por aquele hematoma, mas notou que se mentisse iria ser pior, pois a verdade viria á tona algum dia. INUYASHA – Aquele hematoma foi provocado por um soco. KAGOME – Eu sabia! O Shippou deve ter se metido em alguma briga! Eu já disse à ele mais de mil vezes para não usar de violência e... INUYASHA – Escute Kagome! Não foi nenhum colega dele que fez isso! Não foi nem mesmo o rapaz que deu aquela surra nele. KAGOME – Então foi quem? (ele respirou fundo antes de prosseguir) INUYASHA – Fui eu! Kagome ficou paralisada com aquela revelação, ela nunca poderia imaginar que seu marido fosse capaz de fazer mal ao seu filho, aquilo realmente foi um choque para ela, assim com para os outros, de repente Kagome saiu da paralisia. KAGOME – Você está me dizendo que bateu no meu filho? Foi isso mesmo que ouvi? INUYASHA – Sim, mas isso tem uma explicação e... KAGOME – EU NÃO QUERO OUVIR EXPLICAÇÃO ALGUMA! (gritando) SANGO – Kagome! Se acalme! Estamos em um hospital. KAGOME – Como vou me acalmar? Como depois de ouvir isso? SESSHOUMARU – Melhor dar uma explicação, InuYasha. KOUGA – E que seja boa, pois eu também não gostei dessa história. INUYASHA – Mas explicar é o que estou tentando fazer! (ele olha para Kagome) – Me escute, por favor. KAGOME – Ta! Eu vou escutá-lo, mas nunca vou perdoá-lo por ter feito isso. SANGO – Explique logo InuYasha! INUYASHA – Para começo de conversa, o Shippou me pediu para ensiná-lo artes marciais. KAGOME – O que? Artes marciais? Isso é loucura. INUYASHA – Foi o que eu disse á ele, mas sabe como é o Shippou! Meteu essa idéia na cabeça e agora é difícil tira-la. SANGO – Então por isso deu um soco nele? INUYASHA – Não foi assim! Eu pedi á ele dar me golpear e logicamente me esquivei de todos e depois dei um soco nele para mostrar como era dolorido aprender aquilo. KAGOME – Como teve coragem de bater no Shippou? Como? INUYASHA – Olha Kagome! Uma das coisas boas em ter me casado com você foi conhecer Shippou! Eu me identifiquei muito com ele! Quando o vi caído no chão depois do golpe que dei, pensei que ele iria desistir! Queria desencorajá-lo. KAGOME – Eu não quero saber de mais nada! No meu filho você não encosta mais! Nunca mais! E nem em mim. Kagome sai do quarto e InuYasha vai atrás dela, Sango e Sesshoumaru, temendo o pior, vão atrás deles deixando Kouga sozinho, do lado de fora do quarto, InuYasha acaba segurando o braço de Kagome. INUYASHA – Você tem que me escutar! KAGOME – Eu não tenho que escuta-lo coisa nenhuma! (nesse momento Houjo se aproxima) HOUJO – Ele está te incomodando, Kagome? INUYASHA – Melhor não se meter amigo! Estou conversando com minha esposa. HOUJO – Em primeiro lugar, não sou seu amigo e em segundo lugar, ao que sei você e Kagome estão separados. INUYASHA – Isso não é da sua conta! HOUJO – Acho que é! KAGOME – Parem vocês dois! (ela pega Genku dos braços de Houjo) – Não vêem que estão assustando Genku? Kagome se afasta um pouco para embalar Genku, que tinha acordado com aquela briga, mesmo assim InuYasha vai até ela. INUYASHA – Você tem que me escutar, Kagome! KAGOME – Nós já conversamos tudo! Hoje mesmo vou levar Shippou comigo! Ele não fica mais nenhum segundo com você. INUYASHA – Já chega Kagome! Eu estou ouvindo críticas de vocês desde que resolveu se separar de mim! Ouvi quieto porque merecia todas elas, mas agora já basta! Você também não é perfeita. KAGOME – O que quer dizer com isso? INUYASHA – Você diz que vai levar Shippou com você? Acha mesmo que ele vai querer ir com você depois do que houve aqui! Quando ele ficar sabendo os motivos para tal ato, certamente ficará do meu lado. KAGOME – Mas ele é meu filho! Tem que vir comigo! Eu o obrigarei se for preciso. INUYASHA – Está escutando o que acabou de dizer? Você não tem noção de como está sendo ridícula, Kagome! Sabe por que o Shippou escondeu isso de você? Não foi por que o ameacei! Não foi por que o intimidei, mas sim porque temos o mesmo pensamento de que você não consegue entender certas coisas. KAGOME – O que eu não entendo? INUYASHA – Que você trata o Shippou como uma coisa frágil, como uma coisa que não vai resistir a uma adversidade, mas ele quer provar que está errada! Quer provar que pode se virar sozinho! E você não está ajudando-o se continuar a protegê-lo de tudo. KAGOME – Eu sou mãe dele! Protege-lo de tudo é minha obrigação. INUYASHA – Não! Não é! Querer o bem dele é que é sua obrigação! Protege-lo de tudo não o fará bem! Você não estará sempre com ele! Um dia ele vai ter que se virar sozinho! E eu vou ajudá-lo a se preparar quando chegar esse dia. KAGOME – Eu não quero ouvir mais nada disso! Sango e Sesshoumaru olhavam para a briga, sem saber o que fazer, Suikotsu viu aquilo e notou que Kouga estava sozinho no quarto r por isso ele passou no meio daquela pequena confusão. SUIKOTSU – Com licença! Eu preciso ver o paciente e fazer alguns exames nele. KAGOME – Claro doutor! Desculpe-me pela confusão, mas o meu ex marido é um grosso. INUYASHA – Eu ainda sou seu marido. KAGOME – Não por muito tempo. SUIKOTSU – Melhor eu ir logo! E por favor, não quero ser interrompido. KAGOME – Claro doutor. Suikotsu passa no meio dos dois, o que faz InuYasha notar uma tatuagem no pescoço do médico, aquilo chamou sua atenção porque ele já tinha visto uma tatuagem igual em outro lugar, mas não se lembrava de onde e assim Suikotsu entra no quarto de Kouga. KOUGA – Doutor! O senhor vai me dar alta? SUIKOTSU – Ainda não! (ele fecha a porta) – Mas o senhor certamente irá sair daqui hoje. KOUGA – Mesmo? (sorrindo) – Isso é bom! Eu quero ver muito a minha esposa. SUIKOTSU – Estou aqui para cuidar disso! (ele pega uma seringa para sugar um líquido vermelho) — O senhor vai se juntar a ela no outro mundo! KOUGA – O que? Disse no outro mundo? SUIKOTSU – Sim! Ayame está morta! Ela morreu na explosão do carro de vocês. (rindo) KOUGA – Mas que está dizendo? Naquele momento Kouga reconhece Suikotsu como o mecânico da oficina que verificou o carro dele no dia da explosão, concluiu que foi ele que instalou o explosivo no veículo. KOUGA – Foi você maldito! Foi você quem explodiu o carro! Você faz parte da Ordem da Espada Morta. SUIKOTSU – Agora me reconheceu? Que bom que se lembrou! Aquele foi um dos meus melhores trabalhos. KOUGA – O que está fazendo? Suikotsu exibe a seringa que iria usar para injetar o líquido no soro que Kouga estava tomando pela veia, o assassino ria enquanto fazia aquilo. SUIKOTSU – Esse líquido provocará uma parada cardíaca fulminante e seu coração explodirá! KOUGA – Soc... (ele ia pedir socorro e Suikotsu tampa a boca dela) SUIKOTSU – Ninguém irá vim ajudá-lo! Eles acham que estou fazendo exames em você, portanto pode esquece de ter ajuda e seja um bom perdedor! Depois de acabar com você, direi á seus amigos que você dormiu e assim sairei tranquilamente do hospital e já estarei longe quando eles souberem o que aconteceu. Suikotsu injeta o líquido vermelho no soro de Kouga e fica observando o líquido vermelho progredindo pelo tubo e enquanto isso, Kagome continuava a discutir com InuYasha, mas este não prestava mais atenção, pois a imagem da tatuagem de Suikotsu não saía de sua cabeça. KAGOME – Esquece InuYasha! Eu levarei Shippou e pronto! (ela percebe o olhar pedido dele) – Está me escutando? INUYASHA – Aquela tatuagem! Eu já a vi em algum lugar. KAGOME – Que tatuagem? Do que está falando? INUYASHA – No médico! Vocês não viram? SANGO – Eu não vi nada! SESSHOUMARU – Está ficando louco, InuYasha? O que tem a tatuagem do médico? InuYasha ficou pensando aonde tinha visto uma tatuagem igual à aquela de Suikotsu e aí acabou se lembrando. INUYASHA – Eu sei da onde! InuYasha sai correndo para o quarto de Kouga, que naquele momento olhava desesperado para o líquido vermelho que se aproximava cada vez mais de sua veia através do tudo de soro, mas antes que isso ocorresse, InuYasha invadiu o quarto, derrubou Suikotsu e depois tirou o tubo de soro do braço de Kouga. INUYASHA – Consegui chegar a tempo! KOUGA – Cuidado InuYasha! Suikotsu queria atacar InuYasha com a mesma seringa que iria usar em Kouga, mas InuYasha consegue segurar o braço dele e os dois começam a rolar no chão, trocando socos e chutes até que Suikotsu conseguir ficar por cima de InuYasha e tentar injetar o líquido vermelho, mas InuYasha consegue usar suas pernas como alavanca conseguindo tirar Suikotsu de cima dele, jogando-o para outro lado e quando InuYasha se levanta para continuar a luta, ele nota que Suikotsu continua caído no chão e com a seringa injetada no peito. INUYASHA – Mas que droga! Você não vai morrer! InuYasha, desesperadamente, tentava salvar a vida de Suikotsu e enquanto isso, Kagome, Sango, Sesshoumaru e Houjo entravam no quarto onde viram a bagunça que estava. KAGOME – O que houve aqui? (vendo Kouga quase caído da cama e o ajudando a se ajeitar) KOUGA – Esse homem tentou me matar. KAGOME – O que? INUYASHA – Alguém chame o médico! HOUJO – Ta! Houjo sai correndo atrás de algum médico enquanto Sesshoumaru e Sango se aproximam de InuYasha, que tentava salvar Suikotsu, fazendo massagem cardíaca. SESSHOUMARU – Por que está tentando salvar a vida desse homem? Afinal ele tentou matar Kouga. INUYASHA – Ele faz parte da Ordem da Espada Morta. SANGO – Como sabe disso? INUYASHA – A tatuagem no pescoço dele é a mesma que Jakotsu tinha no braço. (Sango pega seu celular e se afasta) SESSHOUMARU – E por que está tentando salva-lo? INUYASHA – Ele tem respostas para muitas das minhas perguntas. Naquele momento Houjo chega com um médico, o que faz InuYasha se afastar imediatamente de Suikotsu para que o médico cuidasse do assassino e ao se levantar do chão, ele coloca a mão na região da costela. INUYASHA – Ai! KAGOME – Você está machucado? INUYASHA – Isso não é nada! (ele olha para o médico) – E aí doutor? Como ele está? MÉDICO – Eu sinto muito! Ele morreu! INUYASHA – Droga! KAGOME – Doutor! Pode dar uma olhada nele? MÉDICO – Claro! INUYASHA – Eu já disse que estou bem! (Sango volta ao quarto) SANGO – Toutoussai já está à caminho! INUYASHA – Tarde demais! Ele morreu! Enquanto InuYasha era examinado pelo médico, Sango socava a parede por mais uma chance perdida de desvendar a conspiração que matou o irmão, Kagome e Sesshoumaru se entreolhavam assustados com o que estava acontecendo. Próximo capítulo = Operação Shikon no Tama – parte 3
Fale com o autor