Na Noite mais Escura
25 O início do terror - parte 4
Com InuYasha algemado dentro de seu próprio carro, Sango, fora dele, falava com Gatenmaru pelo celular para dizer o que tinha feito. GATENMARU – Bom trabalho Sango! (dirigindo o carro à caminho de onde Sango estava) SANGO – Pode não parecer, mas sou uma boa profissional. GATENMARU – Estou vendo! Já estou indo até aí! Fique de olho nele! SANGO – Ele não vai fugir Gatenmaru! (com a voz triste) GATENMARU – O que foi Sango? Parece que não acredita na culpa dele. SANGO – Para ser sincera, não! (ela olha para InuYasha dentro do carro) – Ele não tem jeito de assassino frio. GATENMARU – Mas as provas estão todas contra ele... chego aí em dez minutos. Gatenmaru desliga seu celular e acelera seu carro para pegar InuYasha e enquanto isso Kagome, Shippou e Miroku ainda estavam no hospital aguardando notícias de Kouga até que o médico aparece diante deles. KAGOME – E aí Doutor? O Kouga já saiu do como? MÉDICO – Não! Infelizmente os exames que acabamos de fazer constataram que o traumatismo craniano que ele sofreu é mais grave do que pensei. MIROKU – E o que isso quer dizer, doutor? MÉDICO – As chances de ele sobreviver são remotas. SHIPPOU – Mas o Kouga não pode morrer! Ele não merece! (Kagome consola o menino) KAGOME – Ele vai conseguir, Shippou! O Kouga é forte, você vai ver. MÉDICO – Tem mais uma coisa! KAGOME – Sim doutor? MÉDICO – Alguém precisa se responsabilizar pela liberação do corpo da esposa dele... eu tenho que ir. O médico voltou ao trabalho deixando Kagome, Shippou e Miroku conversando no corredor do hospital. KAGOME – Shippou! Faz um favor para mim. SHIPPOU – Fale. KAGOME – Cuide um pouco do Genku para mim! SHIPPOU – Ta! (pega o carrinho de bebê em que Genku estava) – Kagome. KAGOME – Sim? SHIPPOU – Me desculpe pelo que disse antes. KAGOME – O que? SHIPPOU – Quando fiquei do lado de InuYasha! Você estava certa, ele escondia coisas de nós... e agora ele pode ter matado o irmão de Sango e... KAGOME – Não pense nisso, querido! (beijando a testa dele e o abraçando em seguida) – O erro do InuYasha foi mentir para nós, mas duvido que ele tenha matado Kohaku. (ela olha nos olhos dele) – Tudo será esclarecido! Acredita em mim, não é? SHIPPOU – Sim! (ele da um sorriso) KAGOME – Ótimo! Agora seja um bom irmão mais velho e tome conta de Genku. Shippou empurra o carrinho de bebê, onde Genku dormia tranquilamente, se afastando de Kagome, que tentava demonstrar muita força e confiança, mas que por dentro estava prestes a desmoronar, Miroku percebeu isso, colocando a mão dele no ombro dela. MIROKU – Você está bem? (ela estava de costas para ele) KAGOME – Uma amiga que fiz nesses últimos anos acabou morrendo, o meu ex. marido com quem tinha uma boa relação está em coma e provavelmente não sobreviverá, acabo de descobri que meu marido mentia para mim. (ela se vira de frente e Miroku pode se notar os seus olhos lacrimejados) – Não Miroku! Eu não estou bem. MIROKU – Eu sei que é difícil, mas você não pode esmorecer agora. (ele olha para Shippou cuidando de Genku) – O que será do menino? KAGOME – Eu vou cuidar dele por enquanto na esperança do Kouga sobreviver, mas eu quero falar com você sobre outra coisa. MIROKU – Você quer saber se acredito que InuYasha seja culpado pela morte de Kohaku, não é? (ela responde afirmativamente com a cabeça) – Não Kagome! Eu não acredito... acho que armaram para ele. KAGOME – Como armaram para o Sesshoumaru? MIROKU – E vou mais além! Acho que foram as mesmas pessoas! O tal contrabando de armas é que liga os dois casos, é provável que Kohaku tenha descoberto algo relevante e por isso alguém mandou matá-lo, mas uma coisa me preocupa. KAGOME – O que? MIROKU – Um mero contrabandista de armas não armaria um esquema tão complicado só para cobrir seus crimes, acho que tem algo maior por trás de tudo isso, algo grande. KAGOME – Então você vai ajudar InuYasha? MIROKU – Eu pretendo, mas não sei se ele vai querer minha ajuda! Ele ficou bravo comigo quando soube que eu investigara a empresa em que ele trabalhava. KAGOME – Me desculpe por te envolver nisso, Miroku! Eu sei que você preza muito a amizade com InuYasha. INUYASHA – Mas o que passou, passou! Mas e vocês? Como ficam? KAGOME – Como também acredito que ele não matou Kohaku, vou ficar ao lado dele nesse caso, mas ainda não sou capaz de perdoá-lo por ter mentido para mim, isso terá conseqüências! MIROKU – Você sabe o que faz! Eu vou cuidar da liberação do corpo de Ayame. Miroku se afasta deixando Kagome sozinha com seus pensamentos, apesar de continuar a amar InuYasha e acreditar na inocência dele, ela não perdoara as mentiras que ele contou e enquanto isso Kagura chegava em casa e era recebida por uma aflita Satsuki. SATSUKI – Mãe! A senhora viu os noticiários? KAGURA – Se está falando da morte de Kohaku, eu já sei de tudo! Estava com Kanna agora pouco, mas não foi a única tragédia no dia de hoje. SATSUKI – Mais gente morreu? KAGURA – Ainda não está nos noticiários, mas saiba que o carro de Kouga e Ayame explodiu. SATSUKI – O que?! Está falando do pai de Shippou? KAGURA – Isso mesmo! Não sei se estão vivos ou mortos, mas foi grave. SATSUKI – “O Shippou deve estar arrasado.” (pensando) KAGURA – Eu só passei aqui para tomar um banho. SATSUKI – A senhora vai sair de novo? KAGURA – Eu tenho que ir querida! Trabalho é assim mesmo! (ela percebe o olhar triste da filha) – O que foi querida? SATSUKI – A verdade é que estou me sentindo sozinha. KAGURA – E suas amigas? Por que não as convida para vir para cá? SATSUKI – Depois que meu pai foi preso, elas ficam me boicotando, até me tiraram do time de líderes de torcida! Aquelas traíras! KAGURA – Satsuki! (ele se aproxima da filha para olhar nos olhos dela) – Eu sei que está sofrendo muito nesses últimos dias, mas encare isso como uma lição, o sofrimento é um bom aprendizado, é dolorido, mas necessário para crescermos. SATSUKI – Por que a senhora está falando assim? (Kagura alisa o cabelo da filha) KAGURA – O sofrimento que está passando pode parecer grande agora, mas no futuro ele será insignificante, pois você tem um grande futuro pela frente, minha querida. SATSUKI – Acha isso mesmo? KAGURA – Claro! Se suas ‘amigas’ não te querem como líder de torcida, azar delas! Azar da escola! SATSUKI – A senhora tem razão! KAGURA – Agora tenho que ir. Kagura se afastar para ir ao banheiro, ela sabia como elevar a confiança da filha, mas apesar disso Satsuki ainda estava preocupada com Shippou, queria saber como estava, mas como tinham brigado, não tinha coragem de ligar para ele. MAIS TARDE InuYasha, já sob custódia de Gatenmaru e no banco de trás do carro, era levado para o departamento de polícia, Gatenmaru e Sango conversavam durante o trajeto. GATENMARU – Ele mostrou algo? SANGO – Nada de importante! Ele queria levar à uma base de operações, mas não tinha nada! GATENMARU – Ele poderia ter fugido! Já pensou nisso? (InuYasha ouvia a conversa) INUYASHA – Eu não sou culpado! Eu não matei ninguém! GATENMARU – Não é o que diz as evidências, senhor Motoqueiro Noturno. SANGO – Não fale mais nada, InuYasha! (depois ela olha para o parceiro) – Você também Gatenmaru! Vamos levá-lo para o departamento e pronto. O carro que Gatenmaru dirigia finalmente chegou ao seu destino, mas logo ele e Sango perceberam o aglomerado de jornalistas na entrada do departamento o que deixou os detetives surpresos com tudo aquilo, pois os jornalistas ficavam perguntando se InuYasha tinha matado Kohaku, sem dar entrevista, os detetives tiraram InuYasha do banco de trás o levaram para dentro do departamento de polícia. SANGO – Como eles souberam que estávamos vindos? GATENMARU – Seu irmão era casado com uma grande empresária, acho que isso conta, não é? SANGO – Esses urubus! (levando InuYasha) INUYASHA – Isso não podia ter acontecido! InuYasha era levado por Sango para prestar depoimento, a preocupação dele era com a repercussão de sua prisão, ele temia pelo que Kagome e Shippou podiam pensar dele, isso fazia sentido, pois naquele exato momento, quando já estavam de saída do hospital, os dois viram pela TV do local a prisão de InuYasha. SHIPPOU – Kagome! Estão levando o InuYasha preso. KAGOME – Eu vi isso, Shippou! Não sou cega! (ela voltou a prestar atenção na TV) – Ele não conseguiu provar a inocência dele. (eles voltam a andar) SHIPPOU – E agora, Kagome? KAGOME – Eu não sei! Eu não sei! Eu tenho que pensar no que fazer. (naquele momento Miroku aparece diante deles) MIROKU – Pela suas caras acham que já sabem sobre o InuYasha. KAGOME – Você também já sabe? MIROKU – Eu vi por outra televisão no corredor! Isso é mau! KAGOME – Olha Miroku! Precisamos fazer alguma coisa! O InuYasha não matou ninguém. MIROKU – Estou indo para o departamento de polícia agora! Vou tomar ciência do que está havendo. KAGOME – Então eu vou com você. MIROKU – Não! Melhor você ir para casa, não vai poder ajudar em nada por enquanto, precisa cuidar do Genku. KAGOME – Está bem, mas qualquer novidade me ligue, certo? MIROKU – Pode deixar! Tchau aos dois! Miroku sai correndo do local para ir para o departamento de polícia e enquanto isso Kanna, já de volta em sua casa e ao lado de Rin, assistia ao noticiário sobre a prisão de InuYasha pela morte de Kohaku, isso a fazia chorar ainda mais e a amiga tentava consolá-la. KANNA – Eu não quero ver mais isso! (ela desliga a TV) RIN – Eu não posso acreditar que InuYasha tenha matado Kohaku! Isso é um absurdo. KANNA – Esse dia parece um pesadelo! RIN – Melhor você se deitar, Kanna! Rin leva Kanna até ao quarto dela e depois a faz deitar na cama, mas Kanna não conseguia dormir, só chorava e chorava a morte de Kohaku, vendo aquela cena, Rin ficou com o coração partido, mas ela não podia fazer nada por sua amiga a não ser ficar ao lado dela no que precisasse e assim ela voltou para a sala e usou o seu celular para falar com Miroku, que naquele momento estava guiando seu carro até ao departamento de polícia. RIN – Alô Miroku! MIROKU – Fale Rin! RIN – Já soube o que houve com InuYasha? MIROKU – Já! Estou indo para o departamento de polícia agora mesmo. RIN – Eu não acredito que InuYasha tenha matado o Kohaku! (ela olha para o quarto de Kanna) – A Kanna está arrasada! MIROKU – Eu devo imaginar! Rin, você sabia que o Kohaku era a fonte de Sesshoumaru? RIN – Não! Eu não sabia disso! Isso é verdade? MIROKU – Sim! E acho que todas essas coisas estão ligadas de algum jeito, a morte de Kohaku, o atentado contra a vida de Kouga e Ayame, as prisões de InuYasha e Sesshoumaru e o contrabando de armas que seu marido investigava, tudo está ligado. RIN – Agora mais do que nunca precisamos ter acesso a lista de visitas de Nagashi! Eu sinto que vamos descobrir algo quando a vermos. MIROKU – Eu vou cuidar disso! A gente entra em contato depois. RIN – Certo. Rin desliga o celular e fica pensativa com as palavras de Miroku sobre Kohaku ser a fonte de Sesshoumaru na investigação de contrabando de armas. MAIS TARDE InuYasha continuava a ser interrogado por Gatenmaru para que ele confessasse ser o autor do disparo que matou Kohaku, mas o marido de Kagome negava veementemente sua participação no crime. INUYASHA – Eu já disse que não fiz nada! GATENMARU – Se assinar a confissão poderá ter alguns benefícios em sua prisão, mas se continuar a negar e no futuro provarmos que é culpado, poderá pegar pena de morte. INUYASHA – Pena de morte?! (meio assustado) GATENMARU – Claro! Kanna é presidente de uma empresa que tem ligação com o governo japonês, portanto você atingiu alguém muito importante. (ele mostra novamente o papel de confissão) – Se assinar isso não precisará temer a pena de morte. INUYASHA – Mas isso seria confessar algo que não fiz! Isso eu não farei. GATENMARU – Assine isso agora ou... INUYASHA – Ou o que? Vai me bater? Vai colocar farpas debaixo das minhas unhas? Eu não vou confessar algo que não fiz. InuYasha ficou com os braços cruzados diante de Gatenmaru, assim como fez Sesshoumaru, ele não assinou uma confissão, Sango estava vendo tudo por outra sala separada por um vidro, ela podia vê-los, mas eles não podiam vê-la e assim que ela percebeu que o parceiro saia da sala, ela também saiu para falar com ele. SANGO – Ele não confessou Gatenmaru! Mesmo depois de mostrarmos as evidências contra ele! Isso deve significar algo. GATENMARU – Isso apenas significa que talvez ele esteja protegendo alguém. SANGO – E quem seria? GATENMARU – Não sei! (ele nota que Miroku acabara de entrar) – Talvez o seu ex. namorado por exemplo. SANGO – Miroku?! GATENMARU – Se InuYsha era o Motoqueiro Noturno, aposto que Miroku o ajudava nisso, não acha? Aquelas palavras calaram fundo em Sango, ela sabia da ligação de InuYasha e Miroku, mas serem cúmplices de um assassinato era demais, ainda mais considerando que a vítima era Kohaku. SANGO – Não! Eu ainda não acredito. GATENMARU – Eu vou voltar a falar com InuYasha. Sango se afasta de Gatenmaru e vai direto para Miroku, que também vai em sua direção ao perceber a presença dela. MIROKU – O InuYasha não conseguiu provar a inocência dele? SANGO – Não! O local que ele me levou estava vazio, só havia uma repartição por ali... eu gostaria de acreditar em InuYasha, mas cada evidência contra ele é mais forte do que a outra, estou começando a achar que ele tenha matado o Kohaku com medo de que ele me contasse a verdade. MIROKU – Então você acha que Kohaku contratou Kouga para que ele descobrisse a verdadeira identidade do Motoqueiro Noturno? SANGO – Pelo menos é isso que está nos arquivos de Kohaku. (ela olha com desconfiança para ele) – Você sabia de algo? MIROKU – Claro que não! As atividades secretas de InuYasha foram uma surpresa para mim tanto quanto para Kagome. SANGO – E como ela está? MIROKU – Arrasada! Ela tenta mostrar força por causa do Shippou, mas está difícil para ela. (ele nota a tristeza dela) – Mas deve estar pior para você, Sango! Por que ainda está aqui? SANGO – Eu preciso estar à par de toda a investigação, eu preciso saber quem fez isso ao meu irmão e fazê-lo pagar. MIROKU – O seu parceiro não está interrogando InuYasha? SANGO – Está! Por que quer saber? MIROKU – Porque isso é ilegal! Miroku passa por Sango e vai direto para a sala de interrogatório, interrompendo Gatenmaru, que tentava obter uma confissão de InuYasha. GATENMARU – O que significa isso! MIROKU – Não fale mais nada, InuYasha! GATENMARU – Não pode interromper um interrogatório. MIROKU – Posso sim! (ele o encara) – O senhor disse a ele que tinha direito a um advogado? INUYASHA – Ele não disse não! GATENMARU – Nós temos provas e tudo mais! Queríamos apenas uma confissão, mas o senhor pode ficar presente, talvez aconselhe seu cliente a confessar antes que seja tarde demais. MIROKU – Pode prosseguir como interrogatório depois, mas primeiro exijo falar a sós com meu cliente. GATENMARU – Ok! Vamos sair e deixá-los a sós e... MIROKU – Está achando que sou burro? Eu não vou falar nessa sala, vocês podem nos ver e ouvir na outra sala ao lado. (apontando para o espelho) – Eu quero falar com InuYasha com total privacidade. SANGO – Eu vou levar os dois para outra sala Sango guia Miroku e InuYasha até a uma sala no corredor, onde ficava o almoxarifado e depois disso ela saiu para que eles ficassem a sós. INUYASHA – Você veio me defender depois do que eu disse a você? MIROKU – Esquece isso, InuYasha! Você está em uma encrenca que não tem tamanho. INUYASHA – Eu não matei ninguém! MIROKU – Eu sei disso! Eu vim falar com você para dizer que acho que armaram para você assim como fizeram com seu irmão. INUYASHA – Eu já tinha pensado nisso! Precisa encontrar o Jakotsu. MIROKU – Se esse é o nome dele! Pode ser falso e aí fica mais difícil achá-lo. INUYASHA – E como está a Kagome? MIROKU – Furiosa com você por ter mentido e arrasada por sua prisão, mas apesar disso, ela acredita na sua inocência. INUYASHA – Ainda bem! Isso me da forças para continuar lutando. MIROKU – Além desse Jakotsu, você lembra de algo estranho nessas missões? INUYASHA – Não! Nada me chamou a atenção! Eram missões muito bem feitas! E... MIROKU – O que foi? Lembrou de algo? INUYASHA – Sim! Juroumaru! MIROKU – Está falando daquele colecionador de artes que tinha a jóia de quatro almas? O que tem ele? INUYASHA – O Juroumaru me disse que ele tinha se tornado um intermediário de contrabando de armas e que trabalha atualmente na China. MIROKU – Agora estou me lembrando! O Sesshoumaru me disse que antes da investigação da morte de Sara, ele estava com viagem marcada para China investigar a vida de Juroumaru e sem falar que aquele jornalista chamado Hakudoushi morreu em um acidente depois que voltou dessa viagem. INUYASHA — Acha que não foi acidente? MIROKU – O Sesshoumaru é quem desconfia disso! No começo achei meio fantasioso, mas agora... INUYASHA – Tem que me ajudar a sair daqui! MIROKU – Vai ser difícil! As provas são muito fortes! Esses caras armaram direitinho, mas vou fazer o possível. Naquele momento Gatenmaru entra na sala, já exibindo uma folha de papel, que imediatamente Miroku pega e lê. MIROKU – Um mandado de prisão?! INUYASHA – O que significa? GATENMARU – Significa que o tempo para fazer um acordo acabou! (ele algema InuYasha) – Você vai para a cadeia. INUYASHA – Miroku! Encontre o Jakotsu! Se encontrá-lo poderei provar a minha inocência. MIROKU – Pode deixar! Gatenmaru levou InuYasha algemado, Miroku não podia fazer nada, era uma ação totalmente legal e enquanto isso, Kagome e Shippou já estavam em casa. KAGOME – Ainda bem que a Ayame tinha trazido algumas roupas de Genku com ela! (trocando as roupas de Genku) — A polícia isolou a casa de Kouga para investigação. SHIPPOU – Sim! Tem razão! (ela estava apreensivo) – Pode parecer loucura Kagome, mas estou com medo! Tem algo de assustador no ar. KAGOME – Eu sei! (ela vai até a janela olhar a Lua) – Eu sinto a mesma coisa. Naquele momento o telefone toca, Kagome, depois de trocar Genku, foi atender. KAGOME – Alô! SOTEN – Oi senhora Kagome, poderia me dizer se o senhor Kouga está aí? Ele falou que ia ligar para mim a respeito do Genku e... KAGOME – Você ainda não está sabendo, Soten? (Shippou olha ao ouvir aquele nome) SOTEN – Não sei do que? KAGOME – O carro de Kouga e Ayame explodiu bem em frente de casa. (ela faz uma pausa por causa da emoção) – A Ayame morreu e o Kouga está hospitalizado, ele está em coma. SOTEN – O que?! KAGOME – Eu não posso entrar em detalhes agora. SOTEN – Tudo bem Kagome! O Shippou está bem? KAGOME – Está triste! Como eu! Quer falar com ele? SOTEN – Se não for incomodo. KAGOME – Claro que não! Kagome deixa o telefone em cima da mesa e apenas indica para Shippou o aparelho, pois ele já tinha ouvido o nome de Soten e assim ele vai até a mesa, pega o telefone e atende. SHIPPOU – Oi Soten. SOTEN – Eu sinto muito Shippou, de verdade. SHIPPOU – Eu sei. SOTEN – Se você precisar de alguém para conversar, desabafar, pode contar comigo! SHIPPOU – Obrigado, é muito bom saber que tenho amigos para esses momentos. SOTEN – Conte comigo, sempre! Depois de dizer aquelas palavras, Soten desliga o telefone e Argoten, que estava ao seu lado, observava sua reação. SOTEN – O carro que Ayame e Kouga estavam, explodiu. ARGOTEN – Então morreram? SOTEN – A Ayame sim, mas o Kouga está em coma. ARGOTEN – Então morreu apenas um? O trabalho foi pela metade. SOTEN – Trabalho?! Espera aí pai! O assassinato de mais cedo, eu me lembro do rapaz, ele era o mesmo que rapaz que foi visitar Kouga e Ayame e que eu gravei a conversa. ARGOTEN – Exatamente! O seu serviço foi muito proveitoso. (rindo) SOTEN – Não! (ela se levanta do sofá) – Não me diga que eles morreram devido a gravação que fiz? ARGOTEN – Mas por que está assim? Foi um bom trabalho, pela primeira vez na vida prestou para alguma coisa. (bebendo cerveja) Diante daquela revelação, Soten começou à passar mal, a respirar com dificuldade, o sentimento de culpa bateu em seu peito, ela se sentia responsável pelas duas mortes e aquilo era muito para uma menina de treze anos suportar. SOTEN – O que foi que eu fiz? O que foi que eu fiz? ARGOTEN – Deixa de choradeira! Acho até que vamos ganhar um bônus, fomos mais úteis do que esperaram. SOTEN – De quem o senhor está falando? (gritando) ARGOTEN – Não fale assim comigo! (dando um tapa nela) – Eu sou seu pai e exijo respeito! Você me pertence, não tenho que te dar satisfação. Argoten saiu da sala deixando Soten chorando no chão, ela percebeu que tinha destruído muitas vidas, não só as de que morreram, mas seus parentes e amigos e isso ela teria que levar para o resto da vida e enquanto isso Kagome estava fazendo uma mamadeira para Genku, com Kouga hospitalizado e Ayame morta, ela era que teria que tomar conta do menino. KAGOME – Acho que vou pedir ao juizado de menores para que fique com a guarda temporária do Genku, pelo menos até o Kouga se recuperar. SHIPPOU – Isso se acontecer. KAGOME – Tenha mais otimismo, Shippou! Tem que pensar sempre positivo. (colocando o leite para ferver) SHIPPOU – Eu vou tentar! (olhando para a janela) KAGOME – Tente mesmo! (ela percebe que ele estava muito sério) – O que foi, Shippou? O que está olhando? SHIPPOU – Nada! (ela vai até ele) KAGOME – Eu nunca vi ninguém olhar o nada por tanto tempo assim! SHIPPOU – Melhor olhar o leite, Kagome! KAGOME – O que? (ela olha para trás e o leite começou a ferver e sujar o fogão) – Essa não! (indo até o fogão para desligá-lo e limpar a sujeira) SHIPPOU – Eu vou aqui fora um pouco. KAGOME – Ta, mas não demora! Enquanto Kagome estava na cozinha limpando a bagunça que ela mesma fez ao deixar de prestar atenção no leite, Shippou saiu de casa e foi andando até o portão e de repente para e começa a falar. SHIPPOU – Satsuki! Pode aparecer, eu já te vi. E Satsuki sai de trás de uma arvore, ela estava escondida há algum tempo, observando o interior da casa. SATSUKI – Já tinha me visto?! Muito esperto. (sorrindo) SHIPPOU – Se veio aqui é porque sabe da prisão de InuYasha, não é? SATSUKI – Eu vi nos noticiários. (ela se aproxima dele) SHIPPOU – Achei que me odiasse e que nunca mais falaria comigo. SATSUKI – Sim, mas agora é diferente, agora nós somos iguais. SHIPPOU – Iguais?! Do que está falando? SATSUKI – Estou falando do fato do tio InuYasha ser preso! Ele é como um pai para você e como o meu pai. SHIPPOU – E o que tem isso? SATSUKI – Não vê? Assim como o meu pai, o tio InuYasha se mostrou um bandido matando aquele rapaz, assim como o meu pai não pensou em mim, o tio InuYasha não pensou em você, não pensou que pode sofrer represálias na escola assim como eu sofro, vendo o que as pessoas pensam de mim por ser filha de um criminoso. SHIPPOU – Então é isso? Você se preocupa apenas com o que os outros pensam? Você é patética! SATSUKI – O que disse? SHIPPOU – Você ouviu! (gritando com ela) – Nós não somos iguais, Satsuki porque eu não vou abandonar InuYasha como você fez com seu pai. SATSUKI – Por que está defendendo ele assim? O meu pai nunca gostou muito de você. SHIPPOU – Essa não é a questão! A questão é que um parente seu, uma pessoa que dedicou sua vida a você, precisava de seu apoio e você virou as costas. SATSUKI – Já chega! Eu não tenho que ouvir isso! (ela começa a se afastar) SHIPPOU – Foge Satsuki, é só o que sabe fazer. (ela para ao ouvir aquilo e se vira para olhar para ele) SATSUKI – Você não entende, Shippou! (falando de longe) SHIPPOU – Nisso nós concordamos! Eu não entendo. Shippou e Satsuki ficam se entreolhando por alguns segundos, ela nunca tinha visto tanta firmeza nas palavras dele, ele não era mais o mesmo garotinho que ela costumava manipular e assim Shippou volta calmamente para o interior de sua casa e Satsuki fica ali parada pensando nas palavras de Shippou, de que ela sempre fugia quando enfrentava alguma dificuldade e sempre contava com a ajuda de Shippou, mas Shippou não a ajudaria mais, ela nunca tinha visto ele gritar com ela daquele jeito, isso era novo, ali ela percebeu que tinha perdido o amigo para sempre. MAIS TARDE Já na penitenciária de Tóquio, onde foi deixado por Gatenmaru, InuYasha era levado pelos guardas para sua sela. GUARDA – Acho que vai gostar da companhia. (rindo) INUYASHA – Do que está falando? GUARDA – Vai ver. Os guardas finalmente param e colocam InuYasha dentro de uma sela com outro prisioneira, depois eles trancam a sela para saírem em seguida, deixando InuYasha com o outro prisioneiro, que se vira de frente à ele, assim InuYasha pode ver quem era. INUYASHA – Sesshoumaru?! SESSHOUMARU – Eu riria se isso não fosse uma piada de mau gosto. INUYASHA – Isso não tem graça nenhuma! SESSHOUMARU – Eu sei! Mas me diga o que faz aqui? INUYASHA – Kohaku! Fui acusado de matá-lo! SESSHOUMARU – Kohaku?! Mas por que te acusaram? INUYASHA – Isso é uma longa história. SESSHOUMARU – Nós estamos na cadeia, maninho! Tempo é o que não falta. Como o destino podia ser caprichoso ao deixar os dois irmãos na mesma sela, e então InuYasha começou a contar para o meio irmão os motivos que o levaram a ser acusado de ser o assassino de Kohaku. Próximo capítulo = Em InuYasha nós acreditamos – parte 1
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