Na Noite mais Escura

79 O começo da queda da conspiração - parte 3


Enquanto InuYasha guiava a limusine de Kanna até as ruínas do hospital beneficente, no Hospital Memorial, Shiori acabar de contar para Kagome tudo que aconteceu enquanto ela estava inconsciente, desde a tentativa dos agentes de matarem Shippou até a tortura sofrida por Sesshoumaru.

KAGOME – Mas eles estão bem mesmo?

SHIORI – Eu estava lá! Pode ficar tranqüila.

KAGOME – Isso é bom, mas o que InuYasha pretende fazer? Como ele vai conseguir provar sua inocência?

SHIORI – Ele não me disse e...

Shiori para de falar pelas súbitas entradas de Houjo e Souta no quarto, o que deixou Kagome bastante irritada.

KAGOME – O que significa isso?

SOUTA – Acabamos de ver na TV! InuYasha conseguiu escapar da delegacia. (ele olha para Shiori) – Por acaso você sabe de alguma coisa?

SHIORI – E por que eu saberia?

SOUTA – Pelo fato de ter achado o irmão de InuYasha! Acho que as duas coisas, de certo modo, estão ligadas! Acho que sabe de alguma coisa.

KAGOME – Já chega, Souta! Não tem direito de falar assim com ela.

SOUTA – Shiori! A Kagome tem razão! Eu sinto muito, desculpe-me, por favor.

SHIORI – Ta!

HOUJO – Mas a pergunta ainda fica! Como InuYasha conseguiu escapar da delegacia?

KAGOME – Porque certamente alguém dentro da polícia acredita nele.

Kagome fazia questão de não esconder a sua alegria, não pela notícia em sim, pois ela já sabia que ele não estava mais preso, mas sim pelo fato de ter uma esperança de que o marido possa provar sua inocência e enquanto isso no departamento de polícia, devido ao noticiário da fuga de InuYasha, Jinenji estava levando uma bronca, por telefone, do prefeito Gakusajin.

JINENJI – Senhor prefeito! Eu não sei como essa informação vazou e...

GAKUSAJIN – Eu não quero saber das suas desculpas, Jinenji! Eu confiei em você e olha só o que aconteceu! A minha imagem ficará ridicularizada perante a sociedade.

JINENJI – Eu farei uma investigação, senhor e sugiro que faça o mesmo aí na prefeitura.

GAKUSAJIN – Está certo, Jinenji! O estrago já foi feito, mas se descobrirmos o espiã, possamos eliminar um inimigo.

JINENJI – Eu concordo.

Gakusajin coloca o telefone de volta no gancho para em seguida apoiar a cabeça sobre as mãos enquanto olhava para Botan, já esperando um sermão.

GAKUSAJIN – Pode falar, Botan! Fale que ‘ eu não disse?’! Eu mereço ouvir isso.

BOTAN – Reclamações auto impostas não vão solucionar o problema, senhor.

GAKUSAJIN – Essa é a questão! Jinenji pediu para que eu inicie uma investigação interna na prefeitura, mas acho que devemos começar de fora para dentro.

BOTAN – Como assim senhor?

GAKUSAJIN – Sua irmã.

BOTAN – Momiji?! O que tem ela?

GAKUSAJIN – Ela é jornalista do Diário da manhã, não é? Fale com ela e tente descobrir algo.

BOTAN – Mas eu não falo com minha irmã faz cinco anos, o que vou dizer á ela?

GAKUSAJIN – Vai saber o que fazer, você é boa nisso.

BOTAN – Sim senhor.

Botan sai da sala de Gakusajin, que estava tentando contornar a situação e enquanto isso no estacionamento do Grupo Naraku, o celular de Gatenmaru começa a tocar e ele, que supervisionava a equipe de peritos no local, é obrigado a atender.

GATENMARU – Alô.

TOUKAIJIN – Sou eu! Pode falar?

GATENMARU – Espere um pouco. (ele olha para o chefe dos peritos) – Vou dar uma saída para atender.

PERITO – Sim senhor.

Assim Gatenmaru se afasta dos peritos para ir para fora do estacionamento e assim poder falar o celular mais a vontade.

GATENMARU – Pode falar tio.

TOUKAIJIN – Kanna ativou o sinal de seqüestro.

GATENMARU – Tem certeza? Pois ela saiu daqui tranquilamente para o discurso na casa dela.

TOUKAIJIN – Tenho sim! E Kanna não seria imprudente de acionar o sinal sem querer.

GATENMARU – E o senhor quer que eu descubra quem a seqüestrou e...

TOUKAIJIN – Não precisa! Sei bem quem fez isso! InuYasha.

GATENMARU – Mas ele não tinha sido preso?

TOUKAIJIN – Tinha, mas ele fugiu! Eu diria que Jinenji o ajudou nisso, mas desse aí cuidamos depois.

GATENMARU – Então o que o senhor quer de mim?

TOUKAIJIN – InuYasha não poderia seqüestrar Kanna sem ajuda de alguém de dentro do Grupo Naraku! Você sabe qual é nossa primeira desconfiança, não sabe?

GATENMARU – Sei sim! Pode deixar que eu cuido disso, mas e quanto a Kanna? InuYasha pode fazer algum mal á ela.

TOUKAJIN – Eu cuido disso! Você cuida de Rin.

Gatenmaru desliga o celular, volta para o estacionamento e vai direto falar com Rin, que observava os peritos.

GATENMARU – Você! Venha comigo.

RIN – Do que está falando? Ir para onde com você?

GATENMARU – Não discuta.

Gatenmaru, de maneira bem grossa, segura o braço de Rin e a conduz para o elevador e ali dentro eles conversam.

GATENMARU – Vai me dizer como ajudou InuYasha a seqüestrar Kanna.

RIN – O que?!

GATENMARU – Não brinca comigo, moça! Soube agora pouco que Kanna foi seqüestrada por InuYasha! De algum jeito ele tomou o lugar do motorista.

RIN – Eu não fiz nada! Não falei com motorista, não cheguei perto dele! Não fiz nada do que está falando.

GATENMARU – Olha moça! Eu posso ser persuasivo quando quero e tenho os meus métodos de...

RIN – Escute aqui, detetive! Se for verdade que Kanna foi seqüestrada, eu tenho um jeito de achá-la.

GATENMARU – Do que está falando?

RIN – Anos atrás a Kanna me disse que o pai dela tinha mandado colocar uma espécie de chip dentro do corpo dela, por questão de segurança, já que Naraku era um empresário extremamente rico e tinha medo de seqüestros.

GATENMARU – Isso que me contou é sério?

RIN – Claro que é! O nome da empresa que instalou o chip se chama Personal System e a senha é Naraku.

GATENMARU – Eu vou checar isso.

Gatenmaru sai do elevador deixando Rin com um pouco de medo, por isso ela apertou o botão para que o elevador subisse pra chegar ao andar de sua sala, ao sair do elevador, a esposa de Sesshoumaru acaba se encontrando com Onigumo, que percebeu seu nervosismo.

ONIGUMO – Aconteceu algo, Rin?

RIN – Acho que eles já souberam do seqüestro! Puxa! Como eles são rápidos.

ONIGUMO – E aposto que Gatenmaru foi direto em você, não é?

RIN – Sim! Mas eu ainda não entendi por que fazia parte do plano contar sobre o chip! Assim não vão encontrar Kanna mais rápido?

ONIGUMO – Vão sim! Eu sei o que InuYasha pretende e ele conta comigo.

RIN – Com você?! Mas do que está falando?

ONIGUMO – Melhor não saber de nada, Rin! Uma das grandes qualidades que você tem agora são defeitos! Você não sabe mentir bem e isso pode colocar o plano de InuYasha em risco. (ele se afasta dela) – Deixa essa parte comigo.

Onigumo entra no elevador deixando Rin para trás, em outros tempos a esposa de Sesshoumaru não acreditaria em uma única só palavra de Onigumo, mas agora sabia que ele estava do lado do bem e enquanto isso de no estacionamento, Gatenmaru ligara para o ministro Toukaijin para falar sobre a informação dada por Rin.

GATENMARU – O senhor sabia desse chip?

TOUKAIJIN – Para falar a verdade, não! (ele mexia no computador) — Acho que Naraku fez isso há muito tempo e Kanna deve ter se esquecido de nos contar.

GATENMARU – Ou talvez isso seja uma mentira de Rin.

TOUKAIJIN – Isso vamos ver! Aguarde.

Sem desligar o celular, Toukaijin acessa o site da empresa Personal System e acaba comprovando a existência do chip e aí ele volta a falar com Gatenmaru.

TOUKAIJIN – Rin estava falando a verdade! Tem sim um chip! Vou digitar o nome de Naraku e a tela vai me mostrar a localização dela e aí você cuida disso pessoalmente.

GATENMARU – Não vai chamar a polícia?

TOUKAIJIN – Não confio em Jinenji! Faça isso por conta própria e quando prender InuYasha, não o mate! Deixe que ele sofra na cadeia.

GATENMARU – Sim senhor.

TOUKAIJIN – O local que ele a levou é onde iríamos construir aquele hospital.

GATENMARU – Entendido! Já estou indo.

Gatenmaru vai correndo para o carro dele para ir até as ruínas do hospital beneficente, local que naquele momento InuYasha estacionava a limusine, ao sair do veículo, ele logo abre a porta de trás.

INUYASHA – Saia!

KANNA – O que vai fazer comigo?

INUYASHA – Sem conversa.

InuYasha pega Kanna pelo braço e a leva para o interior do hospital, em uma parte tinha um espaço razoável para de movimentar, depois a algemou á uma barra de ferro e em seguida abre o laptop que carregava e em seguida usa seu celular para ligar para Shippou, que naquele momento estava no antigo QG do motoqueiro Noturno que ficava na casa de Miroku.

INUYASHA – Já cheguei, Shippou.

SHIPPOU – Ótimo! Se todos os componentes estão aí, é só seguir minhas instruções.

INUYASHA – Ok!

SHIPPOU – Antes disso, InuYasha! Não querendo botar mais pressão em você, caso esse seu plano não dê certo, todos nós seremos acusados de crimes inafiançáveis.

INUYASHA – Eu sei disso! Pode confiar em mim.

SHIPPOU – Siga as minhas instruções.

Enquanto Shippou dava as instruções para que InuYasha montasse o link digital, na mesma sala em que o menino estava, Satsuki falava com Kagome que estava no hospital.

SATSUKI – Shippou já está instruindo o tio Inu! É sinal de que ele está pronto.

KAGOME – Meu Deus! Espero que o plano maluco de InuYasha dê certo.

SATSUKI – Mas se Kanna confessar seus crimes, o tio Inu estará livre.

KAGOME – Eu queria que fosse assim, querida, mas não é tão simples.

SATSUKI – E como está meu pai?

KAGOME – Eu ainda vou dar uma olhada nele, mas acho que está bem, o que não posso dizer de Sango.

SATSUKI – Ela está tão mal assim?

KAGOME – Infelizmente está! E pensar que ela fez isso para me proteger! Ela recebeu um tiro que era para mim.

SATSUKI – Isso porque ela é amiga de verdade.

KAGOME – Eu sei disso, Satsuki! Mas acho também que ela fez isso por não ter mais nada a perder! Ela já tinha perdido o irmão e agora perder o homem que amava! Eu não sei como ela vai sobreviver.

SATSUKI – Isso é muito triste, tia, mas apenas devemos torcer para que as coisas dêem certo. (ela olha para Shippou que continuava a instruir InuYasha) – Olha tia! Acho que o que Shippou está fazendo vai demorar um pouco mais e...

KAGOME – Tudo bem! Deixe-os trabalhar! Eles precisam de toda atenção e concentração.

SATSUKI – Então dê lembranças minhas ao meu pai.

Kagome desliga seu celular e como ela já sentia melhor, podia ficar fora e ela conversava com Shiori.

SHIORI – E como estão?

KAGOME – Bem que você disse! Eles estão bem! InuYasha já começou a colocar em pratica seu plano.

SHIORI – Parece cética, Kagome!

KAGOME – Eu não sei o que uma confissão á força pode ajudar InuYasha! Qualquer juiz iria invalidar tal prova.

SHIORI – Acha que InuYasha não sabe disso?

KAGOME – Ele sabe sim! E é isso que me deixa intrigada. (de repente ela sorri) – Mas não liga para mim! Vamos ver Sesshoumaru.

Shiori também sorri para Kagome e assim as duas vão até o quarto de Sesshoumaru, depois de ser medicado o jornalista estava bem melhor.

SESSHOUMARU – Bem que InuYasha disse que estaria aqui.

KAGOME – Eu vim dar um recado de sua filha! Ela está bem e segura.

SESSHOUMARU – Isso é bom! (ele olha para Shiori) – E quanto á você Shiori! Obrigado por me trazer para cá.

SHIORI – Não foi nada! Espero que tudo dê certo para todos vocês.

KAGOME – Ah sim Sesshoumaru! (ela fecha a porta) — Tem que saber que InuYasha já está com Kanna no hospital beneficente.

SESSHOUMARU – Espero que ele consiga provar a culpa de Kanna, porque se não, ela virá atrás de todos nós.

As palavras de Sesshoumaru deixavam Kagome e Shiori preocupadas, pois havia muito em jogo e enquanto isso nas ruínas do hospital beneficente, InuYasha, depois de instalar o link digital, colocou o laptop em uma posição onde a câmera poderia focalizar o rosto de Kanna, ele ainda mantinha contato com Shippou.

INUYASHA – Pronto! Está me escutando, Shippou?

SHIPPOU – Alto e claro.

INUYASHA – Ótimo! Tem que gravar a confissão com clareza! Depois a leve para a promotora-chefa Midoriko.

SHIPPOU – Entendido.

InuYasha desliga seu celular para em seguida ir até Kanna a fim de começar a revista-la para saber se ela tinha alguma escuta e nem o fato dela ser mulher fez InuYasha ser mais comedido na ‘revista’ e assim tirou todos os objetos que ela portava, inclusive o anel de casamento, colocando-os no chão.

INUYASHA – Parece que não tem nada demais.

KANNA – Isso foi inconveniente, sabia? (falando da revista)

INUYASHA – Podemos começar agora.

KANNA – O que acha que vai fazer? Torturar-me até que eu confesse, assim como você e Sango fizeram com Onigumo ontem?

INUYASHA – Eu faço as perguntas aqui. (ele faz uma pausa dramática) – Pelo que soube, a conspiração começou quando você e Toukaijin planejaram a morte de Naraku, para isso usaram a sede de poder dele contra ele mesmo.

KANNA – Isso é o que você diz.

INUYASHA – Depois que conseguiu isso, você assumiu a empresa e assim pode dar início ao projeto de Toukaijin e para isso se associou á Ordem da Espada Morta! O seu marido foi morto por descobrir essa associação, assim como Ayame.

KANNA – Isso é um completo absurdo.

INUYASHA – A intenção de vocês era enganar os terroristas, mas foram eles que lhes enganaram e quando perceberam isso, fizeram de tudo para contornar! Kagura, Jigo, Goshink! Todos eles faziam parte dessa mesma conspiração, uma conspiração contra mim! Tudo pela ambição do poder.

KANNA – Você está delirando, InuYasha!

INUYASHA – Por causa dessa ambição por poder muita gente conhecida minha acabou morrendo! Kouga, Kikyou, Jaken, Miroku, Mushin! Sem falar nos vários agentes que perderam as vidas na explosão da Segurança Interna com explosivos fornecidos por sua conspiração, portanto você é responsável por todas essas mortes, sem exceção.

KANNA – Isso é loucura e...

INUYASHA – Pare de mentir para a câmera! (ele agarra o pescoço dela) – Vai confessar ou eu serei obrigado a te machucar.

InuYasha aperta tanto o pescoço de Kanna que ela começa a ficar sem ar e percebendo a dificuldade dela respirar, InuYasha a solta e se afasta um pouco enquanto fica olhando-a tentando recuperar o fôlego.

KANNA – Você é um sádico!

INUYASHA – Você não me conhece.

KANNA – Acho que conheço sim.

INUYASHA – Não! (ele saca uma arma e aponta para ela) — Não me conhece!

Kanna fica apavorada com sensação do cano da arma de InuYasha encostada em seu rosto, ela até esboçou um choro, mas queria mostrar, á qualquer custo, a imagem de uma pessoa forte de repente InuYasha se afastou dela.

INUYASHA – Quando falo que não me conhece, não estou me referindo ao antigo InuYasha que vocês investigaram, aquele que era o Motoqueiro Noturno, pois graças ao que me fizeram, sou um novo homem, um homem melhor.

KANNA – Solte-me InuYasha! Não sabe da encrenca que está se metendo. (ele a ignorava e continuava seu discurso)

INUYASHA – O antigo InuYasha brigou com o melhor amigo e se separou da mulher que ama! Graças a vocês não poderei fazer as pazes com o primeiro. (ele respira fundo) – Quanto á Kagome, acho que tenho uma chance, pois acredito que ainda nos amamos.

KANNA – Não terá chance na cadeia, onde é que você vai se não me soltar.

INUYASHA – Tem razão Kanna! Como você mesma disse que não vai confessar e eu irei para a cadeia, pelo menos posso me vingar.

KANNA – Se vingar? Está falando em me matar?

INUYASHA – Sim! Farei isso, mas eu posso mudar de idéia se confessar! Vou contar até cinco. (ele aponta a arma contra a cabeça de Kanna) – Depois do ‘cinco’, eu atiro.

KANNA – Está louco? Perdeu o juízo?

INUYASHA – Um.

KANNA – Se você se entregar, poderá ter uma chance.

INUYASHA – Dois.

KANNA – Pense em Kagome e Shippou! Eles terão as vidas arruinadas por sua causa.

INUYASHA – Três.

KANNA – Não faça isso, InuYasha, por favor.

INUYASHA – Quatro.

KANNA – Eu não quero morrer.

INUYASHA – Cinco! (ele engatilha a arma) – Chegou sua hora, Kanna.

Kanna fechou os olhos já esperando pelo fim de sua vida, mas esse fim não chegava e de repente ela abre lentamente os olhos e percebe que InuYasha continuava com a arma mirada contra a cabeça dela, mas não atirava, a mão dele tremia sem parar.

KANNA – Não consegue, não é? Estava me testando e percebeu que não cai no seu jogo.

INUYASHA – Droga.

KANNA – Você não vai me matar, pois como você mesmo disse, é um novo homem! O velho InuYasha, sim, me mataria, mas não você, não é?

Kanna se sentia novamente dona da situação ao não ceder á InuYasha, que de repente abaixou a arma e começou a se afastar de Kanna.

KANNA – Acabou para você, InuYasha. (ela vê algo por trás dele)

INUYASHA – Acabou não.

KANNA – Acabou sim.

Kanna sorri deixando InuYasha intrigado, mas de repente ele sente um cano de uma arma em sua nuca, era a arma de Gatenmaru.

GATENMARU – Como Kanna disse! Acabou para você, InuYasha. (ele engatilha a arma) – Largue sua arma e fique com as mãos para cima.

INUYASHA – Vai me matar? (largando a arma e ficando com as mãos para cima)

GATENMARU – Não! Mas não quer dizer que não me divirta.

Gatenmaru bateu com a arma na cabeça de InuYasha, que devido ao golpe, cai desacordado no chão e assim Gatenmaru vai até Kanna para abrir as algemas que a prendiam.

KANNA – Conseguiu me achar rápido.

GATENMARU – Soubemos do sinal que enviou e também soubemos do chip que você tem no corpo.

Já libertada, Kanna começa a pegar de volta os objetos pessoas que InuYasha tirou quando fez a revista nela, nisso a presidente do Grupo Naraku ficou observando seu seqüestrador.

GATENMARU – Está bem? Ele te machucou.

KANNA – Estou bem. (ele se afasta para ver o laptop)

GATENMARU – O que isso faz aqui?

KANNA – Foi idéia de InuYasha. (ela vai até lá e fica de frente com a câmera do laptop) – O plano de vocês não deu certo!

Depois de dizer essas palavras, Kanna pega o laptop e o joga no chão, quebrando-o por completo e depois volta a olhar para InuYasha caído.

KANNA – O que fará com ele?

GATENMARU – Eu podia matá-lo, mas acho que uma prisão com humilhação será melhor.

KANNA – O que quer dizer.

GATENMARU – Venha comigo e verá.

Gatenmaru guia Kanna para fora das ruínas do hospital beneficente e mostra á ela o batalhão de repórteres, que vieram todos para informar a prisão de InuYasha e enquanto isso nos corredores da prefeitura, Botan, assistente de imprensa do prefeito Gakusajin, estava falando, através do celular, com Momiji, sua irmã.

MOMIJI – Olha Botan! Nós não nos falamos há pelo menos cinco anos, por que então eu te ajudaria?

BOTAN – Porque somos irmãs.

MOMOJI – Agora vai usar o fator família para me persuadir? Isso não combina com você, Botan! Deve estar desesperada mesmo.

BOTAN – Tem toda a razão.

MOMIJI – Aposto que o assunto é o vazamento sobre a soltura de InuYasha, não estou correta?

BOTAN – Exato! Queria saber se tem alguma informação que poderia me ajudar, maninha.

MOMIJI – Está fazendo isso pelo prefeito, não é? Eu falei para não se meter em política! Isso foi o real motivo do nosso afastamento.

BOTAN – Olha Momiji! Não quero discutir isso de novo! Tem a informação ou não?

MOMIJI – Mas você não precisa de mim, maninha! A resposta está bem na sua cara.

BOTAN – Não entendi.

MOMIJI – Não houve vazamento! Quem passou essa informação foi o ministro Ryukosei! Eu sei disso porque sou amiga de um jornalista próximo ao ministro.

BOTAN – Mas isso é ótimo por dois motivos! Primeiro, prova que não houve vazamento e segundo, comprova que Ryukosei está muito envolvido e isso pode ajudar Gakusajin.

MOMIJI – Lá vai você pensando em política de novo! Deveria prestar mais atenção em outras coisas, como por exemplo os noticiários.

Ao ouvir aquelas palavras de sua irmã, Botan foi correndo procurar o primeiro televisor que encontrou e ligou-o imediatamente e assim ela pode ver InuYasha sendo preso pelo policiais e Gatenmaru dando entrevistas.

BOTAN – A polícia conseguiu prender o foragido! Menos mal para o prefeito.

MOMIJI – Eu soube que esse detetive chamou toda a imprensa para cobrir essa prisão.

BOTAN – Policial que gosta de aparecer! Acho que a maioria gosta! (ela olha mais de perto a TV) – Mas eu não estou te vendo.

MOMIJI – Porque eu não fui a esse lugar.

BOTAN – Por quê?

MOMIJI – Porque tenho uma matéria maior para fazer.

Momiji desliga seu celular, ela estava entrando no Hospital Memorial e via os noticiários pela TV da recepção, mas não era para isso que ela estava ali e por isso foi falar com a recepcionista.

MOMIJI – Pode me dar uma informação, por favor?

RECEPCIONISTA – Claro! Veio para uma visita de algum parente?

MOMIJI – A pessoa que eu vim visitar não é meu parente! O nome dele é Sesshoumaru, acho que a senhora sabe de quem estou falando e...

RECEPCIONISTA – Claro que sei! Ele está no quarto de numero nove.

Depois de receber aquela informação, Momiji seguiu para o quarto de numero nove e chegando lá, ela percebe que Sesshoumaru não estava sozinho e por isso bateu na porta antes de entrar.

MOMIJI – Com licença.

KAGOME – Quem é você?

SESSHOUMARU – O nome dela é Momiji! Ela é jornalista do Diário da manhã.

MOMIJI – É uma honra ser conhecida por um jornalista do seu porte. (ela olha para Kagome) – E também ouvi falar de sua cunhada! Seu discurso de mais cedo foi muito persuasivo.

KAGOME – Obrigada. (sorrindo)

SESSHOUMARU – O que quer?

MOMIJI – Tenho um assunto que pode lhe interessar. (ela olha para Shiori e Kagome) – Mas temos que conversar a sós.

SHIORI – Eu já entendi o recado.

KAGOME – E eu também.

Kagome e Shiori saem do quarto deixando Sesshoumaru, ainda deitado na cama, á sós com Momiji.

SESSHOUMARU – Antes de começar, Momiji! Diga-me como soube que eu estava internado aqui.

MOMIJI – Isso foi gentileza de sua filha! Eu disse que era de um jornal que queria contratá-lo e ela me disse onde podia encontrá-lo.

SESSHOUMARU – Mas não foi para me contratar que está me procurando, não é?

MOMIJI – Quem sabe? Um jornalista como você não poder ficar fora do mercado por muito tempo, mas tem razão, não foi para isso que vim. (ela se senta na cadeira que ficava do lado da cama dele) – Eu sei do acordo que fez com a mãe de Hiro para que a polícia arquivasse o caso do assassinato dele.

SESSHOUMARU – Não foi assassinato! Ele morreu acidentalmente

MOMIJI – Mesmo?! (ela tira um papel da bolsa) – Mas não é isso que mostra um relatório que consegui com uma fonte de dentro da polícia.

Sesshoumaru pega o papel e era realmente uma cópia do laudo pericial que mostra que a morte Hiro foi provocada por um ferimento de faca em suas costas.

SESSHOUMARU – Olha! (ele olha para o relógio de pulso) – São quase onze da noite! Se quisesse divulgar uma história dessas não estaria aqui! Então fica a pergunta, o que quer?

MOMIJI – Eu sei que seu irmão está até o pescoço nessa história do toque de recolher! Sua cunhada trabalhou hoje na Segurança Interna e até soube agora pouco da morte de um advogado que era amigo deles e portanto tem acesso direto ás informações e como acho que seu irmão é inocente, preciso de sua cooperação.

SESSHOUMARU – O que você quer de mim, Momiji? Fale de uma vez.

MOMIJI – Ok! Eu quero duas coisas! Primeiro quero que me conte os detalhes de toda essa história e depois desista de cobrir essa história e a deixe para mim.

SESSHOUMARU – Por que quer tanto essa história?

MOMIJI – Embora tente negar, mas sei do possível envolvimento de membros do governo japonês e isso me daria uma história e tanto.

SESSHOUMARU – Fique a vontade! Estou fora do mercado mesmo! Depois da minha saída da Gazeta de Tóquio, acho que vou dar um tempo no jornalismo.

MOMIJI – Mas é aí que entra a minha outra condição! Eu quero que leve em consideração o convite para fazer parte do Diário da manhã.

SESSHOUMARU – O que você ganha com o fato de um jornalista de mais nome que você ir para seu jornal? Não se sentiria diminuída?

MOMIJI – Na verdade não! Trabalhar do lado de alguém como você me dará experiência necessária para alavancar minha carreira jornalista. (ela se mostrava empolgada e depois se conteve) – Mas é claro que isso é só um convite, não é obrigado a aceitar.

SESSHOUMARU – Tudo bem, Momiji! Eu só vou aceitar suas condições se me der uma garantia de que essa sua fonte de dentro da polícia, não falará com mais ninguém.

MOMIJI – Eu lhe darei o documento original! (ela se levanta da cadeira) – Mas pense com carinho sobre minha proposta. (ela chega á porta para sair) – Garanto que será agradável trabalharmos juntos.

Momiji da uma piscada para Sesshoumaru e em seguida sai do quarto, embora tenha ficado envaidecido pelo gesto, o jornalista estava preocupado em conservar o futuro da filha, mas com a divulgação daquele documento, ele ficaria comprometido, pois Satsuki seria acusada pelo crime, já que as digitais dela é que estavam na faca que matou Hiro e enquanto isso no antigo QG do Motoqueiro Noturno, Shippou tentava acalmar Kagome, que tinha acabado de ver, pela TV da recepção, a prisão de InuYasha.

KAGOME – Como posso ficar calma, Shippou? Você disse que InuYasha não conseguiu fazer Kanna confessar.

SHIPPOU – Confie em mim, Kagome! O plano de InuYasha ainda está em curso.

KAGOME – Então você sabe de alguma coisa que eu não sei?

SHIPPOU – Sim! Eu não posso contar agora, pois vou entrar em contato com a Promotora-chefa, portanto fique onde está e logo terá notícias.

KAGOME – Eu não sei se consigo, Shippou! InuYasha pode estar precisando de mim nesse momento.

SHIPPOU – Então vá, mas não vai adiantar de nada.

KAGOME – Ok! E Shippou! Cuide-se, ouvi?

SHIPPOU – Eu também te amo, Kagome.

Shippou desliga o celular, se levanta de onde estava sentado e devolve o aparelho para Satsuki.

SATSUKI – O seu celular ainda não foi reabilitado?

SHIPPOU – Ainda não! Acho que vou ter que esperar até amanhã ou será preciso uma ordem judicial.

SATSUKI – Esquece isso! Agora me conte, Shippou! Acha mesmo que esse plano maluco do tio Inu vai dar certo?

SHIPPOU – Espero que sim, pois se não ser, todos nós estamos ‘ferrados’.

SATSUKI – Eu sei, mas já que nada podemos fazer agora, podemos fazer outra coisa. (ela coloca os braços em volta do pescoço dele)

SHIPPOU – Boa idéia.

Shippou e Satsuki se beijam, mostrando que no meio daquele dia infernal ainda existia tempo para o amor e enquanto isso no departamento de polícia, InuYasha era levado para a detenção por policiais, Jinenji, desolado, observava tudo e quando ia falar com ele, outra pessoa entrando no local chama sua atenção, era o prefeito Gakusajin e sua assessora de imprensa, Botan, eles foram direto em Jinenji, que os leva até sua sala.

JINENJI – Senhor prefeito! (se sentando) — Não esperava sua visita.

GAKUSAJIN – Isso não é uma visita! (ele se senta também) — É uma verificação de que nenhuma outra surpresa ocorrerá como a fuga misteriosa de um prisioneiro daqui do departamento.

JINENJI – Eu entendo senhor.

BOTAN – Viemos também informá-lo de que não houve vazamento de informação, nem daqui e nem da prefeitura.

JINENJI – Então como a imprensa soube da fuga de InuYasha?

BOTAN – Acreditamos que Ryukosei passou pessoalmente essa informação.

JINENJI – E agora? O que vai ser?

GAKUSAJIN – InuYasha falhou, pois não conseguiu encontrar uma prova contra Ryukosei, portanto não há nada o que fazer.

JINENJI – Com licença senhor.

Jinenji sai da sala e vai direto para a detenção onde estava InuYasha, totalmente trancafiado e com a mão no ferimento na cabeça.

JINENJI – Como está?

INUYASHA – Bem. (tira a mão da cabeça) – Pelo menos Gatenmaru não me matou.

JINENJI – Eu lamento que não tenha dado certo seu plano.

INUYASHA – E quem disse que não deu certo?

Mesmo preso e sem conseguir uma prova contra Kanna, InuYasha estava surpreendentemente feliz e confiante deixando Jinenji sem entender.

Próximo capítulo = O começo da queda da conspiração – parte 4