Na Noite mais Escura
26 Em InuYasha nós acreditamos - parte 1
Uma semana já tinha se passado desde os acontecimentos do capitulo anterior e naquele momento, em uma bela tarde de Sábado, Shippou estava em casa cuidando de Genku com a ajuda de Soten, que estava ali a pedido de Kagome. SOTEN – Foi bacana de sua parte não se incomodar com minha presença depois do que fiz com você. (brincando com Genku no chão da sala) SHIPPOU – Mas eu ainda não entendo por que fez isso. (se aproximando e se sentando junto deles) SOTEN – Eu acho que queria apenas chamar a sua atenção. Soten ainda não tinha coragem de dizer a verdade, ainda mais depois que o pai dela ameaçou fazer algo contra Shippou se ele soubesse da verdade e com o que aconteceu com Ayame e Kouga, ela sabia que Argoten falava a verdade, ela estava tão pensativa nessa ameaça que acabou chamando a atenção de Shippou. SHIPPOU – No que está pensando? SOTEN – Nada! Bobagem! (dando um sorriso forçado) SHIPPOU – Se você não quiser contar, não conte! Eu não vou forçar nada! Soten retribuiu com outro sorriso, este mais natural, o jeito gentil e compreensivo de Shippou a cativava cada vez mais, mas ao mesmo tempo o sentimento de culpa aumentava e naquele exato momento a campainha toca, Shippou se levanta imediatamente para atender e ao abrir a porta, Sango aparece diante dele. SANGO – Olá Shippou! SHIPPOU – Oi! (ele da passagem a ela) – Não quer entrar? Sango entra na casa e nota que só estavam Shippou, Soten e Genku. SANGO – Onde está Kagome? SHIPPOU – Ela saiu com o Miroku mais cedo, por isso me deixou aqui para tomar conta de Genku... você conhece a Soten, não é? SANGO – Claro! Ela é a babá do Genku. SOTEN – Oi! SHIPPOU – Ela é irmã do rapaz assassinado semana passada. Ao falar aquilo, Soten ficou mais abalada ainda, afinal ela tinha contribuído para aquele crime. SHIPPOU – Desculpa por tocar nesse assunto e... SANGO – Tudo bem, Shippou! (ela olha ao redor) – Você disse que Kagome saiu com o Miroku, não é? SHIPPOU – Isso mesmo! Ele veio pessoalmente buscá-la. SANGO – Eles tem estado muito juntos ultimamente. SHIPPOU – Ele esteve aqui em casa todos os dias! Isso é natural, ele é advogado do InuYasha. SANGO – Claro! Embora não quisesse demonstrar, Sango estava ficando incomodada com a aproximação de Kagome e Miroku, ela não via os dos desde o enterro de Kohaku. FLASH BACK DE SEIS DIAS Depois de enterrarem o caixão com o corpo de Kohaku, ainda havia muita comoção, Sango e Kanna se abraçavam e se consolavam pela perda mutua e naquele momento a detetive vê Miroku tendo uma pequena discussão com Rin, a detetive deixou a cunhada e foi ver o motivo daquela discussão. SANGO – O que está acontecendo aqui? Esse é o enterro do meu irmão! Respeitem esse momento. MIROKU – Me desculpe Sango! RIN – Me desculpe também Sango! SANGO – Agora me falem o que está acontecendo. RIN – Eu contei ao Miroku que falei tudo para você! Sobre a estratégia dele de inocentar Sesshoumaru. SANGO – Miroku! Estava brigando com ela por isso? MIROKU – Ela tinha me prometido que ia te deixar de fora. RIN – Isso foi antes do Kohaku ser assassinado! Pelo amor de Deus, Miroku! Isso muda tudo, eu não podia deixar a Sango fora disso. MIROKU – Não Rin! O assassinato de Kohaku era mais um motivo para deixar Sango de fora! SANGO – Por que me deixar de fora? Por que vou culpa o Onigumo de novo? MIROKU – E não vai? (eles olham Onigumo acompanhado Kanna até o carro dela) SANGO – E se ele for o verdadeiro culpado? Eu tenho que saber e participar. MIROKU – Façam o que quiser! (Rin vai atrás dele) RIN – Você vai deixar o caso do Sesshoumaru? MIROKU – Não Rin! Não se preocupe, eu ainda vou ser advogado do seu marido e também nem vou avisar a Nagashi e a esposa dele como ameacei fazer caso você abrisse a boca para Sango, mas de agora em diante vou agir da minha maneira. SANGO – O que pretende fazer? MIROKU – Isso é assunto meu Sango! (ele se aproxima dela) – Eu lamento por seu irmão e espero que supere esse momento. (depois ele olha para Rin) – Eu entro em contato quando conseguir a lista de visitas de Nagashi) RIN – Ok! Miroku depois olha para Sango e se afasta das duas para em seguida se juntar a Kagome e Shippou, os três ficam conversando um pouco e tanto Sango como Rin observam tudo de longe. SANGO – O Miroku não vai voltar para Kyoto? (olhando os três) RIN – Por enquanto não! (ela olha para a amiga) — Acho que ele vai cuidar dos casos de InuYasha e Sesshoumaru antes de voltar. SANGO – Mas ao que parece ele anda cuidando mais da família de InuYasha do que o caso dele. (ainda olhando os três) RIN – Você não está sugerindo que eles estão tendo algo, ou está? (Sango olha para Rin) SANGO – Por que não? (depois ela volta a olhar os três) – Ela está brigada com o InuYasha. RIN – Eu não conheço muito o Miroku, mas a Kagome é uma das pessoas mais decentes que conheci na vida, ela é uma mulher casada e muito bem casada. (ela respira fundo) – Agora estou na dúvida se fiz bem em contar para você toda a verdade, talvez o Miroku esteja certo. Rin se afasta de Sango, que ainda continuava a observar Miroku, Kagome, já que Shippou tinha ido na frente, mas o que Sango mais observava era o jeito como Miroku segurava a mão de Kagome e a conduzia para o carro, de onde os três foram embora dali. FIM DO FLASH BACK Os pensamentos de Sango sobre esse dia foram interrompidos pelos constantes chamados de Shippou. SHIPPOU – Ei Sango! Sango! (até que ela se toca) SANGO – Me desculpa Shippou! Eu estou meio aérea desde a morte do meu irmão. SHIPPOU – Eu sei! Quer falar com Kagome? SANGO – Na verdade é com você mesmo! Você pode sair por um momento? SHIPPOU – Eu não sei! Vai demorar muito? SANGO – Isso depende! Mas eu preciso muito da sua ajuda, isso pode até ajudar o InuYasha. SOTEN – Vai com ela, Shippou! Eu fico aqui tomando conta do Genku! Se a Kagome ligar eu aviso o que houve. SHIPPOU – Ok! Eu vou com você Sango! SANGO – Então não temos tempo a perder! Melhor levar seu laptop. SHIPPOU – Por quê? SANGO – No caminho eu te explico. Shippou vai ao quarto pegar seu laptop e em seguida ele e Sango se despedem de Soten e saem do local no carro dela e enquanto isso, na penitenciária de Tóquio, era hora do almoço, todos os detentos estavam fazendo fila no refeitório, entre eles InuYasha e Sesshoumaru, que depois de pegarem seus pratos, foram se sentar á mesa do local. SESSHOUMARU – Essa comida é uma droga! (comendo de má vontade) INUYASHA – Não reclame, Sesshoumaru! SESSHOUMARU – Não me diga o que devo fazer ou deixar de fazer! INUYASHA – Eu falo isso porque não sou obrigado a ouvir suas lamentações. SESSHOUMARU – Pois é obrigado sim! (ele joga o prato do irmão fora) — Afinal estou aqui por sua culpa! INUYASHA – Minha culpa?! (ele se levanta para encarar o irmão) – Que culpa tenho, se é um jornalista de terceira! Depois de ouvir aquilo, Sesshoumaru deu um soco em InuYasha fazendo-o cair no chão, mas o marido de Kagome não deixou por menos e ao se levantar, revidou o golpe, Sesshoumaru e InuYasha rolaram no chão sob os olhares dos outros detentos que vibravam com aquela briga e os guardam também não faziam nada para impedir e até faziam apostas sobre quem venceria a luta, mas de repente eles viram facas nas mãos de cada um, eram talheres do refeitório, ao verem isso, os guardas separam os dois, mas ao que parecia era tarde demais, pois ambos estavam ensangüentados. INUYASHA – Você me matou e... (ele desmaia devido ao ferimento) SESSHOUMARU – Ele me acertou também. Sesshoumaru tinha a camisa suja de sangue na altura do abdômen e desmaia também, com os dois irmãos no chão, os guardam, temendo alguma punição, os levam imediatamente para a ala médica do lugar e enquanto isso, Kagome e Miroku chegam, de carro à um motel, MIROKU – Está pronta? KAGOME – Eu não sei se posso fazer isso! MIROKU – Você sabe o que está em jogo! Não podemos ser descuidados com nenhum detalhe. KAGOME – Ok! Estou pronta. Miroku sai do carro e em seguida abre a outra porta para que Kagome saíssem também e assim os dois vão em direção ao gerente do motel. GERENTE – Querem um quarto? MIROKU – Sim! (ele coloca o braço em volta do ombro de Kagome) – Com certeza. GERENTE – Por quanto tempo? MIROKU – Deixa eu ver. (ele olha para Kagome) – Acho que três horas está bom, não querida? KAGOME – Eu acho que sim. (sorrindo) GERENTE – Ok! Então assine aqui por favor, senhor. (Miroku assina um papel) – Podem ficar com o numero cinco! (entregando a chave) MIROKU – Obrigado! Miroku e Kagome se afastam do gerente para percorrerem o caminho até o quarto numero cinco e entram nele imediatamente. KAGOME – Vamos começar Miroku. MIROKU – Ok! (ele a conduz até o quarto onde havia uma passagem secreta) – Isso vai te levar até uma avenida onde o carro que aluguei está estacionado. (ele da a ela uma chave) KAGOME – Certo! Depois levo o carro no local marcado. MIROKU – Daí para frente você sabe o que fazer, não é? KAGOME – Sei! Mas me diga Miroku! Como sabia dessa passagem secreta? MIROKU – Um antigo cliente meu me falou desse motel e suas peculiaridades! Todos os quartos desse motel tem uma passagem dessas! Agora vá! Kagome entra na passagem secreta para em seguida Miroku fechar e ficar no quarto de motel e enquanto isso Sango e Shippou chegavam à casa de Kouga e ao entrarem no local, percebem a enorme bagunça. SHIPPOU – A polícia não arrumou as coisas? SANGO – Os policiais só estavam atrás dos arquivos que tinham as conversas entre Kouga e meu irmão. SHIPPOU – Mas se vocês tem acesso a tudo, por que veio pedir minha ajuda? (olhando a bagunça em volta) SANGO – Eu ainda acredito na inocência de InuYasha e por isso tentei ver esses arquivos, mas eles já estavam apagados depois que foram analisados pelos técnicos da polícia. SHIPPOU – E quer que eu faça um back-up de todos os arquivos? SANGO – Sim! Eu preciso saber tudo nesses arquivos. SHIPPOU – Isso vai ser um problema! Eles levaram tudo! Não há nada aqui para se ver e... (ele se lembrou de algo) SANGO – O que foi, Shippou? SHIPPOU – Acho que posso fazer algo! Shippou começa a tirar os moveis amontoados até achar uma portinhola no chão da sala, ela ainda estava fechada o que significava que os policiais não a haviam encontrado, pois estava bem escondida. SANGO – O que tem nessa portinhola? SHIPPOU – O Kouga instalou um flash drive no caso de alguém conseguir roubar os computadores daqui, pois quando alguém faz isso o flash drive recebe imediatamente todos os arquivos, salvando pelo menos a maioria. SANGO – E tem como abrir esses arquivos. SHIPPOU – Vou tentar, mas se tiver algo que inocente InuYasha, eu vou descobrir. Sob os olhares de Sango, Shippou conecta seu laptop com o flash drive para que ele pudesse acessar os arquivos salvos e enquanto isso, um dos guardas da penitenciária estava caminhando pelos corredores do local depois de limpar o sangue que InuYasha e Sesshoumaru deixaram no chão. GUARDA – Droga! Espero que não sobre para mim! O guarda estava indo á caminho da ala médica para ver se InuYasha e Sesshoumaru estavam melhor, mas ao entrar na sala, ele vê os médicos amarrados e amordaçados. GUARDA – Mas que droga! (ele tira a mordaça de um dos médicos) – O que houve? MÉDICO – Eles fugiram! GUARDA – Os dois? MÉDICO – Sim! O guarda imediatamente aperta o botão de alarme para avisar os demais guardas sobre a fuga de InuYasha e Sesshoumaru, que naquele exato momento estavam descendo por um tubo que dava acesso à lavanderia, aonde eles finalmente chegam. INUYASHA – Daqui para frente será mais difícil! SESSHOUMARU – Espero que esse plano maluco dê certo! (os dois olham ao redor para se certificarem que não estão sendo observado e assim prosseguem) INUYASHA – Nós não tínhamos escolha, Sesshoumaru! Eu desconfio que queiram nos matar dentro da prisão antes do julgamento, assim acabaria tudo sem defesa alguma! SESSHOUMARU – Então vamos! Onde está o caminhão de que falou? INUYASHA – Ali perto! O Miroku falou que ele sai depois da hora do almoço. Eles encontram o tal caminhão e entram nele imediatamente, então ficamos sabendo que a briga dos dois tinha sido uma armação, já que InuYasha e Sesshoumaru concluíram que deviam ser as mesmas pessoas que armaram para os dois e que também planejavam matá-los ali dentro e enquanto isso, Miroku, ainda no quarto de motel, estava falando com seu padrinho Mushin por telefone. MIROKU – Conseguiu ou não, padrinho? MUSHIN – Ainda não! Eu não tenho tantos contatos na polícia assim, está difícil conseguir a lista de visitas de Nagashi. MIROKU – Tudo bem, padrinho! Mas continua tentando, precisamos dessa lista o quanto antes, ainda mais depois que soube da morte da pessoa que deu a localização do corpo de Sara. MUSHIN – Acha que é queima de arquivo? MIROKU – Está parecendo, por isso tem que agir rápido. (naquele momento alguém bate na porta) – Eu tenho que ir, se conseguir alguma coisa, envie para o fax da casa de Kagome. MUSHIN – Pode deixar. Miroku coloca o telefone de volta no ganho em seguida liga o chuveiro, tira a roupa, se enrola em uma toalha, se molha um pouco com a água quente para só depois atender a porta, era o gerente. MIROKU – Desculpe a demora. GERENTE – Não por isso, senhor! (ele entrega uma garrafa de vinho com duas taças) – Aqui está o seu pedido, senhor! MIROKU – Obrigado. (ele olha bem para o vinho) – Ele é da marca que gosto. GERENTE – Então está tudo bem? MIROKU – Sim! A Kagome está tomando banho! A diversão só está começando. (sorrindo) GERENTE – Então boa diversão! Miroku fecha a porta para em seguida desligar o chuveiro, já que conseguira enganar o gerente, já que ele pensou que Kagome estava no local. MIROKU – Já que vou ter que ficar em um quarto de motel sozinho, posso pelo menos saborear um delicioso vinho. Miroku abre a garrafa de vinho para em seguida encher a taça e beber e enquanto isso o caminhão em que estavam InuYasha e Sesshoumaru estava prestes a sair da penitenciária, mas por ordem da segurança do local o caminhão é imediatamente parado e dentro do veículo os irmãos percebem que algo deu errado. INUYASHA – Eles pararam o caminhão! SESSHOUMARU – Isso da para perceber! Agora como vamos sair daqui? INUYASHA – Eu não sei! Estávamos tão perto de conseguir. (cerrando os punhos) SESSHOUMARU – Escute InuYasha! (com um olhar sério) INUYASHA – O que foi? SESSHOUMARU – A verdade é quem em toda vida nunca tivemos uma relação de irmãos! Esses seis dias em que ficamos na mesma sela pude saber mais de você, de seus segredos e suas ambições. INUYASHA – Por que está falando disso agora? SESSHOUMARU – O que eu quero dizer é que não fiz nada por você em todos esses anos, mas agora eu posso fazer. INUYASHA – O que pensa em fazer? SESSHOUMARU – Não há necessidade de nós dois sairmos, então posso distrair o guarda enquanto você foge. INUYASHA – Mas que loucura é essa, Sesshoumaru? Nós dois temos que sair! Se ficar aqui, quem quer que armou para nós irá nos matá-lo depois. SESSHOUMARU – Você é o Motoqueiro Noturno! Tem mais chances de escapar do que eu! Sesshoumaru nem deixou InuYasha argumentar e abriu a porta do caminhão indo em direção ao guarda, se atracando com ele. GUARDA – Me solta! (tentando se desvencilhar de Sesshoumaru) SESSHOUMARU – Agora InuYasha! GUARDA – Hã! (ele nota InuYasha saindo do caminhão) INUYASHA – Mas Sesshoumaru... SESSHOUMARU – Não seja idiota! Eu não estou fazendo isso por você e sim por Rin e Satsuki! Agora vá! INUYASHA – Ok! InuYasha nota a aproximação de outros guardas e assim ele imobiliza facilmente o motorista do caminhão, tirando-o do lugar e assumindo a direção do veículo e ele nota que Sesshoumaru conseguiu se livrar do guarda. INUYASHA – Vamos Sesshoumaru! Podemos sair juntos. SESSHOUMARU – Vamos lá! Sesshoumaru estava prestes a alcançar, mas de repente ele é acertado na perna por um tiro disparado por um dos guardas, caindo no chão em seguida. InuYasha teve o instinto de sair para ajudar o irmão, mas percebeu que isso significaria ser preso também, então ele seguiu sozinho para a fuga saindo com o caminhão, que estava debaixo de uma saraivada de tiros dos guardas. GUARDA – Avisem a polícia! Um prisioneiro conseguiu escapar! InuYasha conseguiu escapar, mas Sesshoumaru é ferido e novamente preso e enquanto isso sem saber de nada, Sango continuava a observar Shippou mexendo no flash drive de Kouga. SANGO – Conseguiu alguma coisa? SHIPPOU – Péssimas notícias! (ele para de digitar no laptop) — Os arquivos estão protegidos pelo Phoenix’ s Shield. SANGO – O que é isso? SHIPPOU – Um dos mais poderosos firewall já feitos! Se acessarmos os arquivos sem a senha correta, eles serão apagados imediatamente antes que possamos salvá-los. (ele olha para ela) – E só o Kouga tem a senha. SANGO – Isso vai ser um problema! Ele está ainda em coma. (ela fica pensativa) – Não há muito que fazer, então pegue esse flash drive, leve-o para casa e tente descobrir a senha. SHIPPOU – Impossível! Eu só posso acessar o flash drive daqui, se tirarmos ele, iremos danificá-lo e será impossível ler os arquivos. SANGO – Mas que droga! Então vamos esconder isso e esperar que o Kouga pelo menos recupere a consciência e nos diga a senha. SHIPPOU – Boa idéia. Nesse momento o celular de Sango toca e assim ela se afasta um pouco de Shippou para que pudesse atender. SANGO – Sango falando! GATENMARU – Onde está? SANGO – Visitando um amigo. (mentindo e olhando para Shippou) – O que foi? GATENMARU – Precisa vir logo para o departamento! Acabo de descobrir que InuYasha fugiu da cadeia. SANGO – O que?! GATENMARU – Isso mesmo que ouviu! Ainda acha que ele é inocente? SANGO – Já estou indo! Sango desliga o celular e fica pensativa na atitude de InuYasha em fugir e ficou olhando para Shippou que percebeu a preocupação dela. SHIPPOU – O que foi? SANGO – Não é nada! Eu tenho que ir! Deixo-te em casa no caminho. SHIPPOU – Como quiser! Melhor nós escondermos isso. SANGO – Boa idéia! Shippou fecha a portinhola, onde estava o flash drive e em seguida sai do local com Sango, que não contou para o menino o que estava acontecendo com InuYasha, o comportamento do marido de Kagome deixou a detetive confusa, pois uma fuga era um atestado de culpa e se falava no assassinato de Kohaku, era isso que a martirizava e enquanto isso, no prédio do Grupo Naraku, mais precisamente na sala de reunião, onde estavam Kanna, Rin, Onigumo e outros diretores e também Goshink, presidente da Tesseiga, que estavam discutindo os últimos detalhes da inauguração do hospital beneficente, que seria no dia seguinte. GOSHINK – Acho que está tudo em ordem, senhora presidente! KANNA – Obrigada! Se os seus diretores já concordaram, acho que está tudo resolvido! Essa reunião está encerrada. GOSHINK – Obrigado a todos. Goshink se curva perante todos os presentes na sala e em seguida vai embora, mas no meio do caminho, antes de sair, ele esbarra em Kagura e a olha com cara feia, não se esquecendo da ameaça que ela fez ao filho dele, Hiro, por causa do que ele tentou fazer a Satsuki. GOSHINK – Com licença! Goshink desvia de Kagura e vai embora, enquanto os outros estranham a repentina aparição da ex. agente do governo. KANNA – O que foi, Kagura? Pensei que já tinha ido embora! KAGURA – As notícias que recebi me obrigaram a voltar! ONIGUMO – Fale de uma vez, Kagura! KAGURA – Eu soube de um acontecimento muito importante! InuYasha acabou de fugir da penitenciária! KANNA – O que?! RIN – Você tem certeza? KAGURA – Tenho sim! E seu maridinho tentou também! RIN – Você disse tentou? Então ele não fugiu? KAGURA – Não! Ele foi acertado antes que conseguisse, ele deve estar no hospital da penitenciária. RIN – Eu tenho que ir para lá! Tenho que ver o Sesshoumaru! (ela sai correndo da sala) KANNA – Como soube de tudo isso, Kagura? KAGURA – Eu tenho contatos com setores do governo! Eu pedi que ligassem para mim sobre qualquer coisa que se refira ao assassino de Kohaku, pensando no seu bem estar senhora Kanna. KANNA – Mas por que essa preocupação comigo? KAGURA – Pois se ele matou Kohaku, pode querer matar a senhora também! KANNA – Acha mesmo! ONIGUMO – Eu vou pedir que aumentem o alerta da segurança do prédio! (ele sai da sala) KANNA – Eu pensei que esse pesadelo já tinha acabado! (com as mãos na cabeça) KAGURA – Não se preocupe, Kanna! A polícia conseguirá capturar InuYasha! Kagura passa a mão na cabeça de Kanna como se quisesse consolá-la e em seguida sai da sala da presidência para ir para a sua própria sala onde fecha a porta para depois usar seu celular para falar com Tsubaki. KAGURA – Tsubaki! TSUBAKI – Kagura?! Pensei que ia me ligar somente amanhã! O que houve? KAGURA – O InuYasha fugiu da cadeia! TSUBAKI – Eu falei que devia cuidar deles antes. KAGURA – Eu queria esperar até a inauguração do hospital! Aí eu ia contratar um dos detentos para matá-lo junto com Sesshoumaru, eu não esperava essa fuga. TSUBAKI – Mas o e Sesshoumaru? O que pretende fazer com ele? KAGURA – Eu tinha que cuidar dos dois juntos! Mas agora não posso fazer nada. TSUBAKI – Mas a operação ainda está de pé, não é? KAGURA – Claro! Mas quando se encontrar com Juroumaru avise-o do ocorrido. TSUBAKI – Ok! Depois a gente se fala. Kagura de fato estava querendo matar InuYasha e Sesshoumaru dentro da cadeia, mas eles agiram antes e planejaram uma fuga o que deixou Kagura irritada e naquele momento Rin entrou na sala para falar com ela RIN – Eu preciso de um favor seu. KAGURA – Meu?! O que foi? RIN – Eu não consegui falar com ninguém da penitenciária para saber notícias de Sesshoumaru! Você disse que tem contatos com gente do governo. KAGURA – Já sei! Você quer que eu te ajude a ter acesso ao local, não é? RIN – Isso! Eu não sei como está o Sesshoumaru! Eu preciso também que convença Satsuki a falar com o pai. KAGURA – Está me pedindo muito. (ela fica pensativa com o pedido) – Ok! Como não tenho nenhuma obrigação com você, vou fazer isso pela minha filha. RIN – Que seja! KAGURA – Mas a Satsuki tem que concordar. RIN – Mas talvez não tenhamos tempo para chamá-la e... KAGURA — Ela está lá embaixo! Nós íamos sair. (ela encara Rin) — Vamos falar com ela sobre o ocorrido e se ela quiser falar com o pai, eu ajudo, concorda? RIN – Eu não tenho escolha, não é? KAGURA – Não! (sorrindo) RIN – Então vamos lá falar com Satsuki. Assim as duas foram até ao estacionamento do Grupo Naraku onde de fato Satsuki estava esperando e chegando lá Rin contou a ela o que tinha acontecido com Sesshoumaru. SATSUKI – O que?! O meu pai foi baleado? RIN – Isso mesmo! (ela fica de cabeça baixa) – Foi durante uma tentativa de fuga e... SATSUKI – Mas ele está bem? KAGURA – Nós não sabemos querida. SATSUKI – Eu quero ver o meu pai! Eu preciso saber como ele está! (ela abraça Kagura) – Me leve até ele, mãe! Por favor! RIN – Você a ouviu, Kagura! KAGURA – Ok! (ela olha nos olhos da filha enquanto acaricia seu rosto) – O que você quiser! (depois ela para Rin) – Vamos todas no meu carro! RIN – Obrigado! KAGURA – Vou ligar para algumas pessoas para que possamos chegar até Sesshoumaru, então você dirige enquanto isso. Rin assume a direção do carro com Kagura no banco do carona e Satsuki no banco de trás e assim elas saíram do estacionamento com destino à penitenciária. MAIS TARDE Sango acabara de chegar ao departamento de polícia e foi logo na sala de Jinenji, que estava conversando com Gatenmaru. SANGO – Como aconteceu a fuga? GATENMARU – InuYasha e Sesshoumaru forjaram uma briga onde fingiram estarem feridos. JINENJI – Depois foram levados para a enfermaria e lá dominaram os médicos e fugiram dentro de um caminhão. GATENMARU – Mas só InuYasha conseguiu escapar! Sesshoumaru recebeu um tiro na perna, ficará na solitária. SANGO – Precisamos falar com ele imediatamente! Por que não me mandou direto para a penitenciária. GATENMARU – Só estava esperando você para te mostrar isso! Gatenmaru tira vários papeis de dentro de uma pasta e entrega para Sango e ela começa a ler sob os olhares do parceiro e do capitão Jinenji. SANGO – Esse é um relatório que indica uma ligação do contrabando de armas que InuYasha comandou com a Ordem da Espada Morta. GATENMARU – Isso mesmo! O seu querido amigo InuYasha está envolvido com essa gente! Deve ser por isso que Kohaku foi morto, ele devia saber dessa ligação. JINENJI – Sango! Essas fontes são seguras. SANGO – Ok! Vamos falar com Sesshoumaru. Gatenmaru e Sango saíram do departamento para irem à penitenciária e enquanto isso, Kagome, que tinha pego um carro alugado por Miroku, estava do lado de fora do veículo em uma estrada quase deserta, ela andava de um lado para o outro. KAGOME – “Ele está demorando muito!” (pensando) Kagome olhava para o relógio e nem percebeu a chegada de alguém por trás dela, essa pessoa a agarra por trás, tampando sua boca, a impedindo de gritar, depois a faz virar de frente para em seguida soltá-la. KAGOME – InuYasha! INUYASHA – Vamos logo! Os dois entram no carro e saem dali, aquilo fazia parte do plano de fuga elaborado por Miroku. Próximo capítulo = Em InuYasha nós acreditamos – parte 2
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