Na Noite mais Escura

40 Daqui por diante - parte 2 (primeira metade)


Depois de fazer as pazes com suas amigas, Satsuki foi para junto de Shippou e Soten. SHIPPOU – Foi uma bela atitude que teve, Satsuki. SATSUKI – Prefiro colocar uma pedra sobre isso! SHIPPOU – Eu vi que você e Soten chegaram no mesmo carro. SOTEN – Nós estávamos no tribunal onde o pai de Satsuki foi liberado, o senhor InuYasha e o senhor Miroku também estavam lá. SHIPPOU – A Satsuki estar lá eu até entendo, afinal era o pai dela, mas e você? SOTEN – Caso não saiba o senhor Miroku pediu a minha guarda temporária! Ele acha que com ele, eu estarei mais segura. SATSUKI – Você sabe que o assassino do pai dela ainda está solto. SHIPPOU – Agora entendo os cuidados dele SATSUKI – Mas mudando um pouco de assunto, Shippou! A Soten disse que você pode estar de mudança. SHIPPOU – Verdade! Esse é meu último dia nessa escola! Hoje mesmo nos mudaremos. SATSUKI – Eu não entendo a tia Kagome! Ela sabe que isso te afeta? SHIPPOU – Claro que sabe, mas também não está sendo fácil para ela! Eu queria ficar, mas tenho que ir com ela. SATSUKI – Mas que coisa chata! SHIPPOU – Sim! (o sinal da escola toca) – Melhor irmos para a sala agora. Os três aceleraram os passos para irem para a sala de aula, Shippou estava resignado em ter que se mudar com Kagome para Urawa e enquanto isso, no prédio do Grupo Naraku, Rin acabara de chegar e assim que a vê, Kanna se manifesta. KANNA – Rin! Venha comigo por favor. RIN – Ta! Rin vai até a sala da presidência, onde se senta na cadeira á frente da mesa de Kanna. RIN – O que foi, Kanna? KANNA – Eu fiz o que me pediu ontem! Comuniquei o Onigumo de que ele iria ser afastado. RIN – Iria? Então você mudou de idéia? KANNA – Não! Acontece que o Onigumo ficou tão indignado que pediu demissão. RIN – Mas isso é maravilhoso! (ela se levanta da cadeira) KANNA – Na verdade eu não queria isso, pois eu acredito na inocência dele. RIN – Você é muito ingênua, Kanna! Não sabe da cobra que é o Onigumo. KANNA – Rin! Ele me ajudou a reorganizar essa empresa! Você mesma é testemunha de como essa empresa estava no buraco quando assumi e o Onigumo foi importante nessa recuperação. RIN – Talvez ele tenha feito isso para ganhar sua confiança fazendo que você deixasse para ele todas as decisões da empresa. KANNA – Agora que ele está fora, preciso tomar as rédeas da empresa. RIN – Isso mesmo Kanna! Tem que pensar assim! Você é a presidente do Grupo Naraku, portanto é você quem está no comando. KANNA – Espero contar com sua ajuda, Rin. RIN – Sempre, amiga! Sempre! Rin segura as mãos de Kanna para encorajar a amiga, que a partir dali assumiria, de fato, todo o comando da empresa. HORAS MAIS TARDE Depois de ser deixado no cemitério por Miroku, InuYasha estava diante do túmulo de sua mãe. INUYASHA – Ah mãe! Hoje eu queria que estivesse viva! Tenho certeza que saberia me dizer o que tenho que fazer para que Kagome me perdoasse! Fui desleal com ela e estou pagando por isso! Só espero que esse tempo, separados, não diminua nosso amor. Depois de desabafar com sua mãe, InuYasha sente a mão de alguém tocando o seu ombro, ao virar o rosto para ver quem era o dono da mão, ele vê que era uma dona. INUYASHA – Kikyou?! O que faz aqui? KIKYOU – Vim visitar minha mãe! Faz tempo que não faço isso. INUYASHA – Mas é claro! Foi uma pergunta tola. KIKYOU – Tudo bem! (ela olha para o lado) – Desculpe-me InuYasha, mas não pude evitar de ouvir o que falou! (ela volta a olhar para ele) – Disse que está se separando de Kagome? INUYASHA – Sim! (com a cabeça baixa) – Eu fiz uma besteira. KIKYOU – Eu sinto muito mesmo! De verdade. INUYASHA – Obrigado. KIKYOU – Eu também soube que foi inocentado da morte de Kohaku. INUYASHA – Isso mesmo! Agora sou um homem livre. KIKYOU – Estou feliz por você! Não merecia ser preso. A conversa é interrompida pelo toque do celular de Kikyou, ela se afasta um pouco de InuYasha para atender. KIKYOU – Alô! ONIGUMO – Sou eu Kikyou! Onde está? KIKYOU – No cemitério! O que houve? Sua voz está estranha. ONIGUMO – Acontece que pedi demissão do Grupo Naraku! KIKYOU – O que? Mas por quê? Eu achei que adorava o trabalho. ONIGUMO – E eu adoro, mas Kanna pediu meu afastamento. KIKYOU – Mas por que ela fez isso? ONIGUMO – Kagura foi presa pela morte de Kohaku, ela também foi a responsável pela minha recontratação, portanto Kanna achou que minha posição estava comprometida dentro da diretoria, eu achei injusto depois de tudo o que fiz e me demiti. KIKYOU – Eu sinto muito, amor! Eu nem sei o que dizer. ONIGUMO – Não me diga nada! Só venha até ao meu apartamento. KIKYOU – Eu preciso passar em um local antes de ir, depois disso eu vou até ao seu apartamento. ONIGUMO – Ok! Kikyou! Eu preciso de você. KIKYOU – Eu também preciso de você. Kikyou desliga seu celular e volta para junto de InuYasha. INUYASHA – Quem era? KIKYOU – Meu namorado! INUYASHA – Onigumo! Eu acho que não deveria andar com esse cara. KIKYOU – Você está enganado sobre o Onigumo! Seja o que for que ele fez no passado, ficou no passado! Hoje ele é um novo homem. INUYASHA – Acha mesmo? Mas não é o que acham muitos dos meus amigos. KIKYOU – Está falando de Sango, não é? Eu sei que ela está sofrendo pela morte do irmão e quer justiça, mas ela está de olho na pessoa errada e Onigumo está começando a pagar por isso. INUYASHA – Pagar por isso? KIKYOU – Ele me disse que pediu demissão do Grupo Naraku! Espero que esteja satisfeito. INUYASHA – Onigumo era o braço direito de Naraku! Não vai conseguir me fazer sentir pena dele. KIKYOU – Está sendo injusto, InuYasha. (ela se afasta dele um pouco) – Eu não quero mais falar nisso. INUYASHA – Deveria se afastar dele! KIKYOU – Eu sou bem grandinha para saber me defender. (ela resolve mudar de assunto) – Está de carro? INUYASHA – Não! O meu está em casa! Vim de carona com o Miroku. KIKYOU – Então eu te dou uma carona até sua casa. INUYASHA – Não precisa se incomodar! Acho que seu namoradinho pode ficar com ciúmes. (sendo sarcástico) KIKYOU – Pode, mas isso é problema meu! Além do mais tenho que pegar uma coisa que o Shippou deixou para mim. INUYASHA – Shippou?! Eu não sabia que o via. KIKYOU – Eu estava dando aulas particulares para ele! E também eu esqueci algo no quarto dele. INUYASHA – O que? KIKYOU – Um CD! (querendo sair logo) — Vamos? Kikyou foi na frente e logo foi seguida por InuYasha, a ex assistente de Urasue queria muito o CD com os dados decodificados por Shippou, tal atitude era muito suspeita e enquanto isso, Sesshoumaru estava no prédio do jornal Gazeta de Tóquio, mais precisamente na sala do editor-chefe do jornal com quem estava tendo uma reunião. EDITOR – O que aconteceu com você foi terrível e lamentamos muito. SESSHOUMARU – Eu sei que lamenta, principalmente depois de todos os pedidos meus de ajuda! Durante a minha estadia na cadeia li alguns artigos desse jornal e eles não foram nada generosos comigo. EDITOR – Você tem que entender que tínhamos que preservar a imagem do jornal! Não podíamos estar ligados á um assassino. SESSHOUMARU – Mas o senhor me conhecia há anos! Deveria saber que não seria capaz disso! EDITOR – Você fala como se nós fossemos os únicos a noticiar essa história, nós apenas colocamos o que a polícia divulgava. SESSHOUMARU – Eu sei! Mas informalmente deveriam ter pelo menos tentado me ajudar, mas não fizeram nada, me abandonaram depois dos anos que dediquei a esse jornal, as horas que eu poderia estar com minha filha, com minha esposa, todo esse sacrifício jogado pela janela. EDITOR – As coisas serão diferentes daqui para frente. SESSHOUMARU – Então eu tenho meu emprego de volta? EDITOR – Mas é claro que sim! E não só isso, você também terá um bom aumento, a publicidade do seu caso vai render muito para esse jornal. SESSHOUMARU – Eu tenho certeza que sim! Agora que consegui meu emprego de volta só me resta dizer uma coisa! Peço demissão! EDITOR – O que disse? SESSHOUMARU – Isso o que ouviu! Eu me demito! EDITOR – Mas por que isso? SESSHOUMARU – Por que não posso trabalhar em um lugar em que não confie nas pessoas e vocês me faltaram no momento em que mais precisava! Eu perdôo você do fundo do coração, mas não posso trabalhar aqui, não mais, não depois do que houve. (ele sai da sala e o editor vai atrás) EDITOR – Não faça isso com a gente, Sesshoumaru! Você é o melhor jornalista desse país. SESSHOUMARU – Por isso não vai ser difícil arranjar emprego em outro jornal. EDITOR – Nenhum jornal vai pagar o que pagamos. (ele para de segui-lo) SESSHOUMARU – Eu sei, mas nem tudo é questão de dinheiro. (ele acelera os passos) – Eu volto para receber o que me deve. Sesshoumaru passa pelos corredores do jornal e nem olha para os antigos colegas, que tinham sido muito duros com ele e enquanto isso, Miroku estava na casa do juiz da Vara da Infância e Juventude conversando sobre a guarda de Soten. MIROKU — Então Meritíssimo? Meus argumentos já foram apresentados. JUIZ – Já os vi e entendo seu pedido de urgência. MIROKU – O caso dela é especial! Eu tenho condições de protegê-la se ela ficar aos meus cuidados. JUIZ – Está bem senhor Miroku! Eu darei a guarda provisória da menina Soten, mas sob uma condição. MIROKU – Que condição? JUIZ – O senhor tem que arranjar alguém que cuide dela, não estou falando em segurança e sim em educação! O senhor é um homem que vive sozinho e que tem um trabalho que lhe toma quase todo o tempo. MIROKU – Entendi as palavras do Meritíssimo juiz! Eu contratarei alguém para esse serviço. JUIZ – Eu deveria esperar para conhecer esse alguém antes de assinar, mas vou seguir meus instintos. O juiz assina um documento que dava a guarda provisória de Soten á Miroku, agora ele tinha tudo regularizado e enquanto isso, Kagome fazia uma pequena faxina na casa, aproveitando que Genku dormia, mas durante a tarefa ela olhava para o CD que Shippou deixou, fazendo-a lembrar do que ele disse á ela mais cedo. FLASH BACK DE TRÊS HORAS Antes de ir para o colégio Shippou chama Kagome para conversar. SHIPPOU – Kagome! Pode me fazer um favor? KAGOME – Claro querido! O que foi? SHIPPOU – A senhorita Kikyou irá passar aqui para pegar esse CD. (ele mostra o CD) KAGOME – Ta! (ela pega o CD) – O que tem esse CD? SHIPPOU – São arquivos que ela pediu para formatar. KAGOME – Mas que arquivos são esses? (estranho aquilo) SHIPPOU – Do trabalho dela, eu acho! (ele da um beijo no rosto dela) — Agora tenho que ir se não quiser me atrasar. Kagome observa o filho adotivo ir para o colégio e quando ele some de suas vistas ela olha para o CD tentando imaginar o que seria. FIM DO FLASH BACK Depois de hesitar muito, Kagome decide pegar CD para ver o seu conteúdo e por isso foi imediatamente para o quarto de Shippou para usar o computador dele. KAGOME – Eu quero saber o que Kikyou está querendo com Shippou. Depois de ligar o computador, Kagome insere o CD na CPU e tenta ler o conteúdo do arquivo, mas assim que tenta, imediatamente aparece uma janela pedindo senha, o que deixou Kagome mais intrigada. KAGOME – Mas por que tanto segredo? Isso não pode ser apenas um simples arquivo formatado! De repente Kagome ouve barulho de um carro estacionando em frente de casa, o que a faz, rapidamente, tirar o CD, desligar o computador e sair do quarto de Shippou e quando volta para sala, vê que InuYasha e Kikyou estavam lá. KAGOME – Então são vocês. KIKYOU – Oi Kagome! Como vai? KAGOME – Bem, na medida do possível! (ela olha para o marido) – Vejo que se arranjou bem. INUYASHA – Ora Kagome! Não é nada do que está pensando! Eu encontrei Kikyou no cemitério quando visitava minha mãe e aí ela me deu uma carona. KIKYOU – Isso mesmo! Não precisa sentir ciúmes. KAGOME – Não estou com ciúmes! KIKYOU – Eu não vou discutir isso! Vim aqui para pegar algo que o Shippou me deixou. KAGOME – Acho que é isso aqui! (ela oferece á Kikyou) KIKYOU – Sim! (ela estende a mão para pegar e Kagome Tira o CD do alcance dela) KAGOME – O que tem aqui? (olhando para o CD) KIKYOU – Coisas do meu trabalho! Acho que já falei isso antes. (ela estende a mão) – O CD é meu! Pode me entregar? Kikyou fica com a mão estendida esperando que Kagome entregasse o CD, a esposa de InuYasha não tinha um bom pressentimento daquilo, mas não podia fazer nada e por isso entregou o CD. KAGOME – Tome! KIKYOU – Obrigada! (ela coloca o CD na bolsa) – Vim só para isso! Adeus a todos. Kikyou sai pela porta deixando InuYasha e Kagome a sós, ela não estava nada contente com a situação. KAGOME – Por acaso sabe o que Kikyou tem naquele CD? INUYASHA – Eu não! Só hoje que fiquei sabendo que a Kikyou dava aulas para o Shippou. KAGOME – Está bem! Eu vou ver o Genku. (ela ia saindo até ele se manifestar) INUYASHA – Espere Kagome! (fazendo-a parar) KAGOME – O que foi? (ela fala de costas) INUYASHA – Quando você vai embora? KAGOME – Hoje á tarde! (se vira para olhá-lo) — Já liguei para minha mãe! INUYASHA – Você tem certeza que é isso que quer? KAGOME – Eu pensei que a gente já tivesse passado desse ponto! (chateada) – Minha decisão está tomada. INUYASHA – Mas é que... (o celular dele toca) KAGOME – Melhor atender.