Na Noite mais Escura
15 Crimes do passado - parte 2
Continuando a investigar o assassinato de Sara, a primeira esposa de Sesshoumaru, a detetive Sango tinha voltado ao prédio do Grupo Naraku para dessa vez falar com Kagura, que a recebeu em sua sala, onde ambas estavam sentadas, uma de frente para a outra. KAGURA – Eu não sei em que posso ajudá-la, detetive. SANGO – Você chegou a conhecer Sara? KAGURA – Eu a vi duas ou três vezes no máximo, eu já tinha terminado minha relação com Sesshoumaru. SANGO – Mas pelo que sei, essa relação não terminou de forma amigável, houve até chantagem por parte dele se não estiver enganada. KAGURA – De certo modo sim, mas a culpa foi minha, naquele momento da minha vida eu não queria ser mãe e o Sesshoumaru descobriu minhas atividades secretas com o governo e me vi forçada a aceitar a chantagem dele e dar Satsuki para ele cuidar. SANGO – Nunca sentiu raiva por outra mulher cuidar de sua filha? KAGURA – Como disse antes, eu não queria ser mãe, mas hoje vejo como estava errada, Satsuki é maravilhosa. SANGO – Só para constar, onde estava no dia do desaparecimento de Sara? KAGURA – Eu estava na embaixada japonesa nos EUA, pode checar se quiser. SANGO – Eu farei isso. (ela olha para a porta e vê que ninguém entrava) – Eu sei que já trabalhou no governo, então eu tomarei a liberdade de fazer uma pergunta. KAGURA – Pode fazer. SANGO – Você se lembra de algum processo movido por Sara contra Onigumo quando os dois trabalhavam na PX Tecnologia? KAGURA – Eu estava fora do país na época, mas tinha conhecimento por curiosidade pelo fato da esposa de Sesshoumaru estar envolvida, fora isso, não sei de nada. SANGO – Eu acho muito estranho esse processo não ter sido levado adiante. KAGURA – Eu acho que você, detetive, está muito focada em Onigumo pelo que ele fez com seu irmão no passado. SANGO – Estou focado nele por ele ser o principal suspeito, é só isso! KAGURA – Foi só uma observação, detetive. SANGO – Acho que isso é tudo. (ela se levanta da cadeira) – Eu já vou indo. KAGURA – Qualquer dúvida pode me procurar. SANGO – Obrigada. Sango sai da sala de Kagura, que observa a detetive ir embora e de repente Onigumo aparece por trás de Kagura. ONIGUMO – O que ela veio fazer aqui de novo? KAGURA – Falar sobre a morte de Sara. ONIGUMO – E o que falou com ela? KAGURA – Ora, Onigumo, sabe que não posso dizer. ONIGUMO – Ela disse que está desconfiada de mim, não é? KAGURA – Não se preocupe, isso não vai dar em nada. Kagura volta para sua sala e Onigumo fica com um olhar preocupado, percebendo que aquela convicção de Sango poderia lhe trazer problemas no futuro e enquanto isso, no estacionamento do prédio do Grupo Naraku, Sango se preparava para entrar em seu carro quando o seu celular toca, ela atende imediatamente. SANGO – Sango falando. GATENMARU – Venha para o departamento agora! Acho que descobri quem é o amante de Sara. SANGO – Já estou indo até aí. GATENMARU – Tem outra coisa, Sango. SANGO – O que foi? GATENMARU – O legista que cuidou do corpo de Sara encontrou algo no útero dela. SANGO – O que? GATENMARU – Um feto, devia ter uns dois meses. SANGO – Sara estava grávida? GATENMARU – Isso mesmo! O amante está se tornando nosso principal suspeito. Sango entra no seu carro e segue de volta ao departamento e enquanto isso, Miroku e Kagome analisavam os documentos para um novo acordo com o ‘bandido prata’, pois como Kagome teve que sair no meio do encontro na noite anterior por causa que recebeu a notícia de que Shippou estava no hospital. KAGOME – Me desculpe por ontem, mas eu tinha que me ausentar. MIROKU – Não precisa se explicar, Kagome, você é mãe e as coisas são assim mesmo. KAGOME – Mesmo assim. MIROKU – Acho que foi até bom para mim, esse novo acordo será melhor para mim e você me ajuda muito. KAGOME – Eu faço o meu melhor. Miroku tinha razão, pois Kagome era uma excelente administradora, muito organizada que desempenhava muito bem seu cargo de secretária e naquele momento InuYasha aparece de surpresa diante deles. INUYASHA – Estou interrompendo algo? (batendo na porta) KAGOME – Claro que não! (ele vai até ela para beijá-la) – Você nunca atrapalha. (sorrindo) MIROKU – Ela tem razão. (sorrindo também e apertando a mão dele) – O que faz por aqui? INUYASHA – Além de ver minha linda esposa? (ele entrega um cheque a Miroku) – Isso! MIROKU – Esse é o valor exato do dinheiro que emprestei, mas não havia necessidade de pagar. INUYASHA – Não! Não! Eu não quero ficar devendo, eu pedi em um momento difícil, mas agora as coisas estão bem. MIROKU – Se você se sente melhor, eu aceito. (guardando o cheque na gaveta) KAGOME – Mas se ia pagar o Miroku, podia ter dado o cheque para eu trazer, não precisava vir aqui. INUYASHA – Mas se eu fizesse isso não teria uma desculpa para te ver. (sorrindo) KAGOME – Mas como esse meu marido é bobo, não acha Miroku? MIROKU – Eu acho que ele é apaixonado, isso sim! (sorrindo também) INUYASHA – Mas eu vim falar outra coisa com vocês. (ele fica com um olhar sério) – Vocês ficaram sabendo que acharam Sara, a primeira esposa do Sesshoumaru? MIROKU – O que? Isso é sério? INUYASHA – Sim! A Satsuki ligou para o Shippou contando essa história. KAGOME – Se eu não estiver enganada, o seu irmão não dizia que ela tinha fugido com um amante? INUYASHA – Dizia, mas eu não sei os detalhes, mas sei que é Sango que está cuidando do caso. MIROKU – Sango?! (ele se levanta) – Eu tenho que dar uma saída. KAGOME – Mas não vai revisar o acordo e... MIROKU – Eu confio nas mudanças que fez, Kagome, ficou melhor. KAGOME – Mas por que essa saída inesperada? MIROKU – Eu me lembrei que tenho que falar algo com Sango, mas eu volto logo. Miroku coloca seu terno e sai do seu escritório, deixando Kagome e InuYasha sem entender a sua atitude. MAIS TARDE Sango acabara de chegar ao departamento de polícia e no meio do caminho vê Neka sentada em uma das salas de espera e logo foi falar com Gatenmaru. SANGO – Por que Neka está aqui? GATENMARU – Para reconhecer o amante de Sara. SANGO – Você conseguiu encontrá-lo. GATENMARU – Quase! SANGO – Explique. GATENMARU – Eu fui até o hotel em que Sara estava hospedada e consegui as fichas dos usuários homens daquela época que se hospedaram no mesmo dia, são cinco nomes. SANGO – Ótimo, mas se são cinco como vamos provar quem é? GATENMARU – A Neka veio aqui para isso, mas eu acho que já sei quem é. Gatenmaru pega as fotos dos cinco homens que se hospedaram no mesmo dia e no mesmo hotel que Sara, Sango olhou bem para o terceiro e depois olhou para Gatenmaru. SANGO – Não pode ser. GATENMARU – Algo me diz que sim. Depois disso, Gatenmaru chamou Neka para fazer o reconhecimento dos homens da foto e ela foi direta a terceira foto, como Gatenmaru pensava. SANGO – Tem certeza, Neka? NEKA – Tenho sim, é ele sim. GATENMARU – Obrigado, um outro policial irá acompanhá-la até a saída. Neka sai da sala deixando os detetives olhando para a foto, Sango, principalmente estava surpresa, pois a foto era de Miroku. GATENMARU – O que vai fazer? SANGO – Eu vou ter que chamá-lo, não tem jeito. GATENMARU – Acho que não vai ser preciso. Sango estranha a afirmação de Gatenmaru e ele apenas aponta para Miroku, que tinha acabado de chegar e queria falar com a detetive. MIROKU – Tem um minuto? SANGO – Acho que tenho mais do que isso. Sango simplesmente mostra a foto para Miroku, o temor de Sango era que Miroku fosse o amante de Sara e também pai do filho que ela esperava. MIROKU – Parece que achou a minha ligação com Sara. SANGO – Entre e feche a porta. (e é o que Miroku faz para depois se sentar) – Você era amante de Sara? MIROKU – O que?! Você está achando que eu era amante dela? SANGO – Você se encontrava várias vezes, às escondidas, com uma mulher casada e vêm me dizer que não era amante dela? MIROKU – Eu não era amante de Sara. SANGO – E o que vocês faziam nesses encontros? Jogavam xadrez? (sendo sarcástica) MIROKU – Bem é que... (ele não completava a frase e olhava para Gatenmaru) GATENMARU – O que tem eu? MIROKU – Eu poderia falar a sós com a Sango? GATENMARU – Mas por quê? SANGO – Gatenmaru! Nos da licença por favor? Depois eu te conto tudo. Gatenmaru não gostou nada daquilo, mas atendeu ao pedido de sua parceira e assim Sango e Miroku ficaram a sós. SANGO – Agora fale! O que vocês faziam nesses encontros? MIROKU – Você está ciente das minhas atividades quando era da rede secreta? SANGO – Claro que sim, você entrou em uma para conseguir provas contra Naraku por meios não legais, eu sei de tudo isso, mas e daí? MIROKU – A Sara me procurou para que eu a ajudasse a conseguir provas contra Onigumo, eu me interessei porque a PX Tecnologia era uma subsidiária do até então recém criado Grupo Naraku, era isso que nós discutíamos. SANGO – Se eu não me enganar, você tinha 18 anos, nem era advogado, portando não tinha entrado na rede secreta. MIROKU – Mas eu sabia que o Naraku era o assassino do meu pai, eu buscava provas contra ele e achei que com Sara eu podia conseguir. SANGO – Se isso é verdade, como ela chegou até você? MIROKU – Como eu já me interessava por Direito, eu ajudei a faxineira do prédio com um conselho que dei, pois foi essa faxineira que me indicou para Sara, que logo percebeu meu interesse no caso. SANGO – Olha, Miroku, eu não sei se acredito nessa sua história, portanto eu vou ter que pedir que faça um exame de DNA para sabermos se você é o pai do filho que Sara esperava. MIROKU – Eu faço o que quiser, mas que fique claro uma coisa! Sara não tinha amante, não era eu e não era ninguém. SANGO – Como tem tanta certeza? MIROKU – Sara era uma das pessoas mais corajosas que conheci, era queria fazer o certo, queria fazer a diferença, ela foi uma inspiração para minha luta contra Naraku, por isso eu a ajudei no que pude. SANGO – Sabia que ela era esposa do Sesshoumaru? MIROKU – Sim, mas ainda não conhecia o Sesshoumaru pessoalmente, sabia que ele era meio irmão do InuYasha... acredite, Sango! O filho que ela esperava é do próprio Sesshoumaru. SANGO – Isso nós vamos ver depois do DNA. MIROKU – Espero que esse exame seja mantido em sigilo, eu não quero o meu nome em algum escândalo, principalmente quando estou à frente de um caso importante. SANGO – Não se preocupe! (ela faz cara de debochada) – Eu não vou estragar sua bela carreira. MIROKU – Obrigado. (ele se levanta da cadeira) – Sabe onde me encontrar se precisar de algo. Miroku sai da sala muito confiante, mas Sango estava temerosa com o caso, o jeito devotado com que o promotor tratou Sara fez a detetive pensar que os dois tinham tido algo mais entre eles e segundos depois de Miroku sair, Gatenmaru entrou na sala. GATENMARU – O que ele disse? SANGO – Que ele não era amante de Sara e que ela não tinha amante nenhum. GATENMARU – Acreditou nele? SANGO – Eu não sei, embora ele tenha aceitado fazer o exame de DNA. GATENMARU – Então o que ele fazia nesses encontros? SANGO – Eu vou te contar. Sango contou toda a conversa que teve com Miroku, logicamente omitindo suas atividades com a rede secreta, Gatenmaru ouviu tudo e achou que deviam pedir o exame de DNA também para Sesshoumaru e enquanto isso no colégio, Shippou e Soten conversavam durante a saída, ela estava meio nervosa por vê-lo cheio de curativos, isso porque ela foi responsável ao contar para Hiro, mas estava arrependida e queria ajudar o novo amigo e notou que ele andava preocupado com algo. SOTEN – O que foi, Shippou? Parece preocupado. SHIPPOU – Estou sim, com Satsuki. SOTEN – “Essa garota de novo!” (pensando) – Está preocupado porque ela faltou hoje? SHIPPOU – Eu vou te contar tudo. Shippou contou a Soten sobre Sara, a mulher que registrou Satsuki e que sumiu dez anos atrás e que a polícia achou o corpo e também que ela fora assassinada nessa época. SOTEN – Que coisa, eu não sabia que ela tinha outra mãe. SHIPPOU – Ela deve ter ficado tão abalada que nem veio para a escola. SOTEN – Você vai vê-la? SHIPPOU – Depois eu dou uma passada na casa dela, eu vou indo. (ele ia se afastando até que ela se manifesta) SOTEN – Shippou! (ao ouvi o nome ele para) SHIPPOU – Sim? SOTEN – Eu fiquei pensando se a gente podia sair mais tarde, para tomar um sorvete ou ir ao cinema. (meio corada) SHIPPOU – Está me convidando para sair? (meio corado também) SOTEN – Sim, eu estou! SHIPPOU – Eu adoraria, mas você se esqueceu de uma coisa. SOTEN – O que? SHIPPOU – Você começa a trabalhar amanhã como babá na casa de Kouga e Ayame. (sorrindo) SOTEN – Tem razão! (ela da um tapa na própria testa) – Ai como sou descuidada. SHIPPOU – Mas a gente pode ir outro dia, se quiser. SOTEN – Claro. SHIPPOU – Então depois a gente marca. Shippou e Soten ficaram se entreolhando por um tempo até que finalmente tomam caminhos diferentes, Soten estava realmente arrependida do que fez com Shippou, mas estava com medo de contar a verdade e ele nunca mais falar com ela e enquanto isso, Satsuki estava no quarto, ela tinha trancado a porta, não queria ver ninguém, nem mesmo o pai dela, que já tinha desistido de tentar, já que a garota estava muito confusa. SESSHOUMARU – Tudo bem querida. (encostado na porta do quarto) – Quando quiser falar, seu pai estará aqui. Sesshoumaru se afasta da porta e vai par a sala, no meio do caminho o celular dele toca, o jornalista atende imediatamente, pois era Hakudoushi na China. SESSHOUMARU – Fale Hakudoushi, conseguiu algo? HAKUDOUSHI – O Juroumaru não tinha negócios oficiais portanto ele deve trabalhar para alguém. SESSHOUMARU – Então descubra. HAKUDOUSHI – Eu não sei se vou conseguir, os chineses são muito fechados e cheios de segredos. SESSHOUMARU – Consiga o máximo de informação que puder e depois traga para cá e eu dou uma olhada. (a campainha toca) – Tem alguém na minha porta, depois a gente se fala. Sesshoumaru desliga o celular e vai atender a porta e vê que era Sango e Gatenmaru. SESSHOUMARU – Descobriram quem era o homem que saia com a Sara? SANGO – Sim, mas não estamos autorizados a falar. SESSHOUMARU – Mas eu tenho direito de saber quem era o amante de minha primeira esposa, é uma questão de honra. GATENMARU – Calma aí, senhor Sesshoumaru! A investigação é sigilosa, informaremos somente o necessário. SESSHOUMARU – Desculpem o meu nervosismo, mas é que eu ando muito nervoso ultimamente. SANGO – Estou vendo. SESSHOUMARU – Por que estão aqui então? SANGO – Descobrimos que a Sara estava grávida quando foi morta. SESSHOUMARU – Grávida?! (ele se senta diante da surpresa) – O filho era meu? SANGO – Por isso estamos aqui, queremos que faça o exame de DNA. SESSHOUMARU – Claro, como quiserem, mas e se for do amante dela? GATENMARU – O homem que se encontrava com Sara disse que não era o pai do feto e nem que era amante de Sara. SESSHOUMARU – E ele se encontrava com ela para fazer o que? Isso é cascata! Durante a fuga a Sara deve ter dito que estava grávida e o amante se assustou e a matou. SANGO – Vamos investigar tudo, Sesshoumaru. SESSHOUMARU – Obrigado. SANGO – E como sua filha está reagindo a tudo isso? SESSHOUMARU – Ela ainda está abalada, nem foi à escola hoje. SANGO – Eu sinto muito, bem é só isso, nós já vamos. Depois disso, Sango e Gatenmaru saíram da casa de Sesshoumaru e indo em direção ao carro conversavam enquanto isso. SANGO – Ela anda muito nervoso e nem toquei no assunto do processo de Sara contra Onigumo. GATENMARU – Fez bem, acho que esse é a única pista que temos, não acho que o Miroku seja o amante de Sara. SANGO – Agora você tem certeza? GATENMARU – Eu pensei bem, se o Miroku fosse culpado, ele não ficaria tão calmo, iria propor um acordo, coisa que ele faz bem. SANGO – Isso eu também acho. GATENMARU – Vamos ver se o pessoal do registro conseguiu algo sobre esse processo de Sara. MAIS TARDE De vota ao departamento de polícia de Tóquio, Sango e Gatenmaru estavam na sala registro com Shinji, que era responsável pelo setor. SANGO – Conseguiu algo do processo de Sara contra Onigumo. SHINJI – Sim. (ele mostra alguns papeis aos detetives) – O processo está sob sigilo de justiça e está assim até hoje. SANGO – Mas por quê? SHINJI – De uma olhada nos documentos e verá o motivo. (Gatenmaru olha os papeis) GATENMARU – Aqui diz que duas pessoas pediram o sigilo de justiça mediante o caso, são elas, Naraku e Onigumo. SANGO – Naraku?! Mas por que ele? SHINJI – A PX Tecnologia estava sendo comprada pelo Grupo Naraku, acho que o Naraku estava querendo evitar algum escândalo. SANGO – Ou esconder algum crime. GATENMARU – Seja como for, estamos de mãos atadas. SANGO – Talvez não! (ela se levanta para sair) – Eu vou falar com o Miroku, talvez ele possa assinar um mandato que nos de acesso ao processo. GATENMARU – Eu vou com você. SANGO – Não! Será melhor eu cuidar disso sozinha. (ela ia sair) GATENMARU – Você não está sendo profissional, Sango. (ela decide ficar depois do que ouviu) SANGO – O que você quer dizer? (o encarando) GATENMARU – Você fica com os seus segredinhos com seu namorado em uma investigação e além disso está com essa obsessão a respeito da culpa de Onigumo. SANGO – Mas ele é culpado! GATENMARU – Pode até ser, mas você já tem essa certeza antes de conseguirmos provas e... SANGO – Já chega, Gatenmaru! (exaltada) – Verifique os antecedentes de Onigumo enquanto falo com o Miroku. Depois dessa discussão, Sango saiu da sala e não se conformando com esse comportamento da parceira, Gatenmaru foi para a sala do capitão Jinenji, que estranhou o olhar do detetive. JINENJI – O que houve, Gatenmaru? GATENMARU – Precisamos conversar sobre Sango. Jinenji convidou Gatenmaru a se sentar e o detetive o fez imediatamente, ele parecia meio irritado. JINENJI – O que tem Sango? GATENMARU – Acho que a rixa dela com Onigumo está afetando seu julgamento. JINENJI – Por que acha isso? GATENMARU – Sango tem total convicção da culpa do senhor Onigumo, mas ela faz isso sem provas concretas, tudo na base do palpite e isso não é admissível. JINENJI – Um detetive deve ter critério antes de fazer acusações com qualquer cidadão. GATENMARU – Sem falar que Onigumo é diretor financeiro de uma das maiores empresa do país, se ele for acusado injustamente, a cidade será processada em milhões pelo Grupo Naraku. JINENJI – O que propõe? GATENMARU – Eu não posso tomar nenhuma decisão, pois sou segundo no comando. (ele respira fundo) – Eu quero que inverta as posições de comando da dupla. JINENJI – Sabe que isso que está me propondo é grave, não? Você está dizendo com todas as letras que sua parceira não está capacitada para conduzir essa investigação. GATENMARU – Eu sei disso, capitão, eu gosto da Sango, ela é competente e honesta, por gostar dela é que não quero a responsabilizem por um eventual desastre, que é para onde está se encaminhado ao acusar Onigumo sem provas. JINENJI – Tudo bem, Gatenmaru, eu vou falar com Sango depois, pode ir. GATENMARU – Sim senhor. JINENJI – Agora volte ao serviço. Gatenmaru voltou para sua mesa deixando o capitão Jinenji muito pensativo com relação a conduta de Sango na investigação, por conhecer seu passado Jinenji estava disposto a apoiar e acreditar em Sango. Próximo capítulo = Crimes do passado – parte 3
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