Na Noite mais Escura

36 Consequências do erro - parte 2


Satsuki ainda estava um pouco abalada pelo fato de sabe que Kagura tinha sido abusada sexualmente pelo pai, embora não fosse a mesma coisa ela se lembrou do que Hiro, filho de Goshink, tentou fazer com ela, em outra sala, vendo toda a cena, Sango, Jinenji e Toutoussai conversavam á respeito. SANGO – Temos que tira-la dali! Satsuki não tem que ouvir essas histórias. TOUTOUSSAI – Ela está indo bem! Kagura está se abrindo com ela, talvez conte algo que possa nos ajudar a achar Juroumaru. JINENJI – Ele tem razão! Sango não parecia tão certa disso, mas não podia fazer nada e naquele momento o seu celular começa a tocar, por isso ela se afasta dos outra para atender. SANGO – Alô. MIROKU – Sou eu Sango! Como estão as coisas? SANGO – Kagura está presa, mas não disse nada. MIROKU – E InuYasha? SANGO – Ele já foi liberado, voltou para casa com Shippou e Soten, acho que a menina passará a noite por lá! E quando vai cuidar da soltura de Sesshoumaru? MIROKU – Eu já estou fazendo isso! Amanhã mesmo tanto ele como InuYasha ficarão diante do juiz que certamente retirará todas as acusações. SANGO – Conseguiu algo com Goshink? MIROKU – Ele está envolvido! Eu não sei como, mas está! Devia ter visto a cara dele quando falei que Argoten está morto. SANGO – Então você também acha que isso não acabou na Kagura? MIROKU – A Kagura é um soldado! Ela recebe ordens! Tem mais gente por trás disso. SANGO – E você sabe quem é o suspeito numero um, não é? MIROKU – Não vamos começar com isso, Sango! A sua obsessão por Onigumo pode botar essa investigação a perder! Por enquanto não há nada que ligue Onigumo a tudo isso. SANGO – Você disse bem! Por enquanto. Sango desliga o celular na cara de Miroku, que naquele momento acabara de chegar ao tribunal e enquanto isso, quem também estava abalada era Tsubaki, ela não se conformava com a prisão de Kagura e para piorar ela estava falando com Goshink pelo celular. GOSHINK – O que está me dizendo é verdade? Kagura foi presa? TSUBAKI – Sim! Eu não brincaria com uma coisa dessas. GOSHINK – Mas isso é terrível! Ela pode entregar toda a operação! Todos vão saber da minha participação. TSUBAKI – Ela não vai entregar ninguém! GOSHINK – Como pode ter tanta certeza? TSUBAKI – Por que ela me disse antes de ser presa! Eu a conheço melhor do que ninguém! Ela não vai entregar ninguém. GOSHINK – Acho bom mesmo! O laboratório em que está trabalhando está no meu nome, eu não posso ter o meu nome envolvido. TSUBAKI – Eu já disse que ela não entregará ninguém! Tsubaki estava tão irritada que desligou o celular na cara de Goshink, ela estava irritada por ser a única a estar preocupada com a amiga, nesse momento Juroumaru se aproxima por de trás dela e a abraça. JUROUMARU – Quem era? TSUBAKI – Goshink! Ele está com medo de que Kagura o entregue! Se não fosse estragar toda a operação ele até merecia ser entregue depois do que o filho dele fez com a filha de Kagura. JUROUMARU – Mas e você? (ele se senta ao lado dela) – Não me parece bem! Você e Kagura eram muito ligadas, não é? TSUBAKI – Sim. JUROUMARU – Então me conte como a conheceu. TSUBAKI – Ta! Mas antes disso preciso contar a história desde o começo, ou seja, a minha relação com Urasue. JUROUMARU – Você era uma das assistentes dela. TSUBAKI – Eu não era apenas uma de suas assistentes! Eu era filha dela. JUROUMARU – Filha?! Isso é novidade para mim, mas por que isso? TSUBAKI – Isso foi idéia da minha mãe! Na época ela tinha acabado de conseguiu um fragmento da jóia de quatro almas e está a procura de um financiador para suas pesquisas. Tsubaki começaria a relatar para Juroumaru seu passado com Urasue. FLASH BACK DE 20 ANOS Em um pequeno apartamento que acabara de alugar, Urasue estava tendo uma pequena discussão com sua filha de doze anos, Tsubaki. TSUBAKI – Por que eu não posso ir? URASUE – Eu não posso te levar! Eu disse ao reitor que sou solteira, por isso não posso aparecer por lá com uma filha. TSUBAKI – Mas eu quero ficar com a senhora! Deixa-me ser uma de suas alunas. URASUE – A resposta é não! TSUBAKI – Mas eu posso ajudá-la! Eu conheço seus planos, eu posso diluir a desconfiança caso o reitor desconfie de algo. URASUE – Ok! Ok! Mas sob uma condição. TSUBAKI – Qualquer coisa, mãe! URASUE – Ninguém pode saber que você é minha filha, então não poderá me chamar de mãe na frente dos outros! Vou dar um jeito de te inscrever no programa da Universidade. TSUBAKI – Claro mãe! Vai ver, eu não a decepcionarei. URASUE – Acho bom mesmo! A Universidade de Tóquio está patrocinando um programa para jovens valores em ciências, programa ao qual estou incluída! Eu quero usar esse programa para desenvolver um projeto com esse fragmento. TSUBAKI – Esse fragmento é tão especial assim? URASUE – Claro que sim! Ele é meu futuro, mas á princípio é melhor deixar o reitor fora dos meus planos. TSUBAKI – Então eu posso ir? URASUE – Pode sim, mas lembre-se! Ninguém pode saber que sou sua mãe. TSUBAKI – Entendido. Assim Urasue levou Tsubaki para a Universidade para iniciar seu plano com o fragmento da jóia de quatro almas. FIM DO FLASH BACK JUROUMARU – Então você entrou no programa da Universidade? TSUBAKI – Não imediatamente! Apesar de esperta eu era muito nova para ser aceita no programa! Entrei só três anos depois. JUROUMARU – Eu posso estar enganado, mas estou achando que você guarda um pouco de ressentimento em relação á sua mãe, estou certo? TSUBAKI – Em parte sim, pois ela sempre me menosprezou, sempre fez pouco caso da minha inteligência e... Tsubaki para de falar ao ver na tela do computador uma mensagem de falha no sistema, o que indicava algum erro na mudança de configuração que ela estava fazendo no MPX1200. JUROUMARU – O que está havendo? TSUBAKI – Não é nada! Um dos componentes do MPX1200 está danificado, acho que foi provocado pela explosão. JUROUMARU – Então pode consertar? TSUBAKI – Posso! Só tenho que trocar o componente. Tsubaki começa a mexer no MPX1200, o que interrompe a conversa com Juroumaru e enquanto isso Miroku está acabando de sair do tribunal e naquele momento ele usa o celular para ligar para InuYasha. MIROKU – Alô InuYasha! INUYASHA – Fale Miroku. MIROKU – Estou ligando para dizer que deve comparecer amanhã cedo aqui no tribunal para regularizarmos a sua situação. INUYASHA – Então está tudo providenciado? MIROKU – Está! O seu irmão estará junto, esse pesadelo chegará ao fim. INUYASHA – Uma boa notícia para variar. MIROKU – Aconteceu alguma coisa. INUYASHA – Kagome! Ela quer dar um tempo na nossa relação, mas eu não sei se isso tem volta. MIROKU – Então você acha que ela quer o divorcio? INUYASHA – Eu não tenho certeza de nada! Só sei que estou com medo de perder a mulher que amo. MIROKU – Olha InuYasha, eu sei que contribuir um pouco com isso e... INUYASHA – Esquece Miroku! A culpa não foi sua, a culpa não foi de Kagura e nem de Juroumaru! A culpa foi toda minha! Fui eu que menti, ninguém me forçou, portanto eu mesmo tenho que resolver isso. MIROKU – Se eu puder fazer alguma coisa. INUYASHA – Eu poderia dormir na sua casa hoje? Acho que vou dar mais espaço para Kagome! Não vou conseguir nada forçando uma situação. MIROKU – Eu passo aí para te pegar. INUYASHA – Obrigado Miroku! Você tem sido um bom amigo. MIROKU – Até mais! Miroku desliga o celular e entra em seu carro e enquanto isso, InuYasha, depois de falar com Miroku, sentou no sofá pensando nas besteiras que fez até que ele percebe a presença de Shippou. INUYASHA – O que foi Shippou? Quer falar alguma coisa? SHIPPOU – Sim! (ele se senta ao lado dele) – Eu não pude deixar de ouvir você falando com o Miroku! Você e Kagome vão se separar? INUYASHA – Shippou! Você já é bem grandinho, portanto não vou mentir para você! Acho que vamos nos separar sim, mas eu torço para que isso seja temporário. SHIPPOU – Isso era o que temia! (ele fica de cabeça baixa) – Eu soube que a Kagome ligou para a mãe dela, acho que ela quer voltar para Urawa.(ele volta a olhar para InuYasha) – Por que não fala com ela? Pede desculpas e... INUYASHA – Eu já fiz tudo isso, Shippou! Acredite! Eu tentei, mas você conhece a Kagome melhor que ninguém! Ela não toma decisões impensadas! Melhor não forçar. SHIPPOU – Isso é uma droga! INUYASHA – Sim, é uma droga, mas eu sou o responsável! (ele coloca a mão na cabeça do garoto) – Eu sei que isso é duro para você! Eu sinto muito. SHIPPOU – Eu também! (ele se levanta do sofá para voltar ao quarto até que InuYasha se manifesta) INUYASHA – Falou com Satsuki? SHIPPOU – Não! Eu não consegui falar com ela! Ninguém atente na casa de Sesshoumaru. INUYASHA – Acho que Rin deixou o telefone fora do gancho para que ninguém perturbasse Satsuki nesse momento difícil. SHIPPOU – Acho que tem razão! Shippou, ainda preocupado com a situação de sua família, voltou a andar para seu quarto e enquanto isso, Rin, que já estava no departamento de polícia, é informada, por Sango, do conteúdo da conversa de Satsuki com Kagura. RIN – Agora sei a implicância com os homens! Mas e Satsuki? Como reagiu? SANGO – Ela ainda está na sala com Kagura, mas deu um tempo na conversa. RIN – Isso pode ser perigoso para Satsuki! Ela ficará traumatizada com essa história e... (Gatenmaru passa por elas) GATENMARU – Parece que a menina vai volta a conversar com a mãe. Diante dessa informação, Rin e Sango seguem Gatenmaru até a sala escura de onde podiam observa a conserva entre Kagura e Satsuki, lá já estavam Jinenji e Toutoussai. RIN – Eu quero levar Satsuki! TOUTOUSSAI – Eu sinto muito, mas ela pode convencer Kagura a dizer onde está Juroumaru. SANGO – Mas senhor, ela é apenas uma menina e... JINENJI – A decisão está tomada! Há muita coisa em jogo! Apesar dos apelos de Rin e Sango para que levassem Satsuki embora, Toutoussai estava convencido que a menina podia ajudar na investigação e por isso a deixou com a mãe, assim, já um pouco refeita do choque, Satsuki voltou a se sentar na cadeira ficando de frente com Kagura, que percebe o estado da filha. KAGURA – Você queria a verdade, agora agüente querida. SATSUKI – Eu agüento mãe! Mas e a senhora? Como pode agüentar esses anos todos? KAGURA – Eu não tive escolha! Eu era muito nova e meu pai sabia ser persuasivo quando queria, da forma dele é claro! SATSUKI – Usando de violência, não é? KAGURA – Sim! Mas me violentar não era a única coisa que fazia! Além de me fazer limpar, cozinhar, lavar suas roupas esses anos todos, meu pai às vezes usava como moeda de troca. SATSUKI – Moeda de troca? Como assim? KAGURA – Quando ele jogava e perdia e não tinha mais nada para apostar, ele me oferecia para seus credores! Eu tinha uns quinze anos e era relativamente bonita e meu pai sabia usar isso! Eu era obrigada a fazer sexo com os credores. SATSUKI – Ele te obrigava a fazer isso? Mas isso é nojento! Ninguém merece um pai assim. KAGURA – Não merece, mas esse foi o pai que tive. (ela olha bem para a filha e sorri) – Eu já sei o que está querendo saber, você deve estar se perguntando como uma garota do interior sem eira nem beira, que passou anos e anos sendo violentada pelo próprio pai e também sendo usada como escrava sexual, como essa garota conseguiu ser agente do governo, não é? SATSUKI – Sim! Isso passou pela minha cabeça! KAGURA – Isso aconteceu exatamente cincos anos depois do suicídio de minha mãe! Eu queria que aquele dia fosse especial. SATSUKI – O que a senhora fez? Kagura voltou a sorrir ao se lembrar de um dos dias que mudaram sua vida para sempre. FLASH BACK DE 20 ANOS Toru jantava em sua casa tranquilamente até que um homem de cerca de cinqüenta anos sai do quarto de Kagura, esse homem vai até ele. TORU – A dívida está paga? HOMEM – Está! TORU – Eu falei que minha filha é boa! HOMEM – Ela é sim! Vejo-te amanhã? TORU – Claro! Acho que amanhã estarei com sorte. (sorrindo) HOMEM – Ok! O homem sai da casa e Toru termina de jantar para em seguida ir ao quarto da filha, que estava se trocando. TORU – Foi muito bem hoje! O homem saiu satisfeito. KAGURA – Eu sei. (sem olhar para o pai) TORU – Acho que está mais empolgada por ser seu aniversário! (rindo) – Por acaso quer ganhar algum presente? KAGURA – Não! TORU – Que bom! Pois se dependesse de mim não ganharia nada mesmo! Acho que teria que fazer ‘programas’ por conta própria para comprar algo e... Hei! Espere aí! Até que isso á uma boa idéia! Você poderia fazer programas para eu ganhar dinheiro. KAGURA – Não! (diante daquela resposta Toru segura Kagura pelo pescoço) TORU – Não fale assim comigo! Eu sou seu pai, você é minha propriedade, portanto fará o que eu mandar! (ele observa o olhar inexpressível da filha) – Não me odeie Kagura! Foi sua mãe que nos abandonou! Eu tenho que nos sustentar com o que temos, se quer odiar alguém, odeie ela. Kagura não mostrava nenhum sentimento em seus olhos, ela passou por abusos por esses anos que ela parou de chorar, parou de se lamentar. TORU – Eu vou dormir! KAGURA – Ta! TORU – E não se preocupe! Eu não vou te usar hoje, estou muito cansado! Digamos que isso é seu presente de aniversário. Toru, rindo muito de seu sarcasmo, saiu do quarto e trancou a porta, pelo lado de fora, para que a filha não fugisse, mas Kagura sorriu quando se viu sozinha. KAGURA – Eu vou ganhar meu presente sim, pai! E vai ser hoje mesmo. Kagura tirou um grampo de seus cabelos para usá-lo na fechadura da porta e com extrema facilidade ela consegue abrir a porta, em seguida Kagura vai até o quarto do pai com um rolo de macarrão que pegou em cima da mesa, entrou sorrateiramente e viu que ele estava dormindo, Toru percebeu a presença da filha, mas antes que pudesse reagir foi acertado pelo rolo de macarrão na cabeça, desmaiando em seguida. MAIS TARDE Toru recobrava a consciência e percebeu que estava amarrado contra a parede e estava totalmente nu, nesse momento Kagura aparece diante dele. TORU – O que pensa que está fazendo? (Kagura segurava um galão) KAGURA – Receber meu presente de aniversário, papai! (ela coloca o galão no chão) – Esse galão contém gasolina! Tem mais lá fora. TORU – O que vai fazer comigo? KAGURA – Eu não vou falar! Prefiro fazer. (ela se aproxima bem devagar até ele) TORU – Olha querida! Você deve estar chateada comigo, eu sei que errei muito, mas eu sou doente filha! O vício me deixa assim, o vício me obriga a fazer o que fiz. (com medo) KAGURA – O jogo! (ela o encara) — O maldito jogo! TORU – Por favor querida! Eu faço qualquer coisa! Olha, eu tenho algumas economias guardadas, eu ia usá-las para jogar amanhã, pode ficar com elas. KAGURA – Eu só quero o meu presente! (ela exibe uma martelo e um cortador de charutos) – E vou recebê-lo. TORU – O que vai fazer com isso? (olhando o martelo e o cortador de charutos) KAGURA – Eu já disse! Prefiro fazer ao invés de falar. (ela segura o martelo) – Vamos começar com isso. TORU – Por favor querida. KAGURA — Sabe pai, eu poderia fazer isso há muito tempo, mas eu preferi esperar até o dia do meu aniversário para fazer o que vou fazer, eu fiquei esse tempo todo pensando, bolando um jeito de te castigar, de te punir pelo que fez a mim e a minha mãe! Sua hora chegou. Toru estava com muito medo do olhar da filha, a jovem exibia uma frieza assustadora. UMA HORA MAIS TARDE Kagura estava na sala do xerife da cidade, seu rosto não expressava nenhuma emoção e naquele momento o xerife entra na sala para conversar com ela. XERIFE – Os bombeiros encontraram o corpo de seu pai depois que conseguiram apagar o fogo, mas acho que isso não te surpreende. KAGURA – Não! XERIFE – O legista disse outra coisa interessante! Ele não morreu pelo fogo! O seu pai estava com as pernas e braços quebrados e também estava com os dez dedos arrancados... e o pênis também! KAGURA – Sei! XERIFE – Tem algo a dizer, mocinha? KAGURA – Não! XERIFE – Os exames que fizemos em você mostra que fez sexo na noite de hoje! Foi seu pai? Por isso que o matou daquele jeito? Olha menina, podemos te ajudar, você pode alegar estar em forte emoção e... KAGURA – Se o senhor quer que eu me arrependa do que fiz, pode esquecer! Eu tinha total consciência do meu ato! Eu quis matar meu pai! Ele mereceu morrer do jeito que morreu. O xerife ficou assustado com a frieza da jovem, ele não podia imaginar o tamanho do ódio que ela sentia do pai e quando o xerife se preparava para assinar os documentos que fariam Kagura ser enviada para uma instituição para menores infratores naquele momento aparece um homem de terno cinza e óculos escuros. ????? – Eu assumo daqui xerife! XERIFE – Mas afinal de contas quem é você? (o homem misterioso apenas mostra o cartão ao xerife) – Serviço secreto japonês? ????? – Como disse, assumo daqui! Pode nos deixar a sós? XERIFE – Se eu disser que não, vai adiantar? ???? – Não! XERIFE – Foi o que pensei! Eu não sei o que querem com essa menina. ????? – Eu também vou querer todo o relatório do caso dela! Estamos confiscando tudo. XERIFE – Eu vou pegar. O xerife sai de sua sala deixando o agente do serviço secreto japonês a sós com Kagura, ele olhava bem para a jovem. ????? – Que olhos! KAGURA – O que quer de mim? ????? – Eu vi as fotos do corpo de seu pai! Bem monstruoso. KAGURA – Chega de papo furado! O que quer de mim? ????? – Os seus olhos não mostram nenhuma emoção e você tem uma mentalidade bem avançada para a idade, é uma combinação bem interessante. KAGURA – Fale logo o que quer de mim! ????? – O serviço secreto precisa de gente como você! O país precisa de gente como você! KAGURA – E se eu não aceitar? ????? – Vão te amarrar em uma cadeira e depois injetarão uma droga em seu braço que provocará uma parada cardíaca. KAGURA – Eu sei disso! Se eu tivesse medo disso, fugiria e não ficaria no local do crime! Eu não quero ser lacaia do governo! Adeus agente. ????? – A sua resposta só me deixou com mais vontade de recrutá-la! (ele se senta ao lado dela) – Você não tem objetivos na vida? Acha que matar seu pai é o fim de tudo? KAGURA – Acho! Minha missão está cumprida. ????? – Eu li a sua ficha! Eu sei o que sei pai fez com sua mãe! Eu sei o que ele fez com você esse tempo todo, mas você e sua mãe não são as únicas oprimidas nesse país! Você só está aceitando sua morte porque acha que sua utilidade acabou. KAGURA – O que quer exatamente de mim? ????? – O serviço secreto vai te dar treinamento, estudo, conhecimento! Ele vai te dar objetivos na vida! O fato de não ter mais família até é bom! Vai poder se concentrar sem problemas. KAGURA – Objetivos na vida? (ela fica pensativa) – Esses anos todos eu ficava pensando no dia em que iria matar meu pai, o dia que eu iria me livrar dele para sempre, mas eu nunca pensei no que fazer depois. ????? – Então deixas isso com a gente. (ele se levanta e estende a mão para ela) – Venha comigo e não se arrependerá. KAGURA – Mas e o xerife? (se levantando) ????? – Ele não é problema! Não é a jurisdição dele. Kagura saiu da sala junto com o agente do serviço secreto japonês, que no meio do caminho pegou o relatório do incêndio da casa de Toru. FIM DO FLASH BACK KAGURA – Portanto foi assim que me tornei agente do governo. SATSUKI – A senhora não me disse o nome desse agente que a recrutou. KAGURA – Eu não posso dizer! Isso é confidencial. (ela sorri enquanto olha para câmera) – Eu não quero delatar meus colegas para os outros. (ela volta a olhar para a filha) – Gostou da história? SATSUKI – Mãe! (a olha com incredulidade) – A senhora realmente não se arrepende do que fez ao vovô? KAGURA – Eu me arrependo de não ter tirados as unhas dos dedos dele antes de quebrá-los e de não ter extraído dente por dente da boca dele com um alicate sem anestesia! Mas eu tinha só dezessete anos, tinha pouca imaginação. (sorrindo e deixando Satsuki impressionada) SATSUKI – Então tudo o que tem contra os homens se deve ao vovô? Eu acho que a senhora vê o vovô em todos os homens, mas nem todos são assim. KAGURA – Acha isso mesmo? SATSUKI – Acho! As atitudes dos homens dependem da educação que recebem, se as mães ensinarem eles a respeitarem as mulheres é o que eles farão. KAGURA – Mas não é o que penso! Uns podem ser mais, outros menos, uns fingem melhor, outros nem tentam esconder, mas isso não depende da educação que recebem, pois oprimir as mulheres é da natureza deles! Acredite filha, essa é a verdade! Pode dizer que estou errada, mas se perguntar a si mesma verá que estou dizendo a verdade. SATSUKI – Já chega mãe! Eu não quero ouvir mais nada! (ela tampa os ouvidos) – Você é maluca mesmo! Satsuki corre para sair da sala e no corredor encontra com os outros que viram toda a conversa entre mãe e filha, Satsuki abraça Rin. SATSUKI – Por favor Rin! Leve-me daqui, por favor. (chorando) RIN – Claro! (ela olha para Toutoussai) – Acabou! Ela vai comigo. JINENJI – Rin tem razão, Toutoussai! Isso está sendo desgastante para a menina. TOUTOUSSAI – Ainda não! SANGO – O que você quer que ela faça ainda? TOUTOUSSAI – Eu preciso saber o nome desse agente que a recrutou! RIN – Mas Kagura não vai dizer e além disso vocês não tem como conseguir essa informação. TOUTOUSSAI – O histórico de Kagura já foi verificado quando ela foi presa! Não encontramos nada! Eu acho que o tal agente estava em uma missão não oficial. JINENJI – Isso é muito suspeito! Então acha que esse agente pode estar por trás de tudo. TOUTOUSSAI – Acho! Isso é reforçado pelo fato de Kagura recusar a dizer o nome dele! Deve estar protegendo-o. SANGO – Ok! Mas vamos dar um tempo para Satsuki se acalmar. JINENJI – Podem ficar na minha sala por enquanto. Rin e Satsuki aceitam a proposta de Jinenji e vão para a sala sob os olhares de Jinenji, Toutoussai e Sango. SANGO – Acha mesmo uma boa idéia continuar com isso? TOUTOUSSAI – Precisamos fazer! Kagura não fala nada e Satsuki é a única que pode chegar nela! Ela tem que conseguir arrancar algo da mãe, nem mesmo que seja uma pequena pista de quem seja o tal agente. Toutoussai estava convencido de que o agente misterioso que recrutou Kagura podia estar por trás da conspiração e enquanto isso Rin leva Satsuki para a sala de Jinenji para se acalmar, a esposa de Sesshoumaru a fez sentar na cadeira. RIN – Quer um copo com água e açúcar? SATSUKI – Não! Obrigada. (ela olhava para o nada) RIN – Apesar do que Toutoussai disse, não tem que voltar para lá! Não é obrigada. SATSUKI – Eu sei! (ela olha para a madrasta) – Você ouviu tudo, não é? RIN – Ouvi! Foi natural ter ficado tão assustada com aquela história. SATSUKI – Não foi por isso que fiquei assustada. RIN – Não?! Então foi por quê? SATSUKI – Eu fiquei com medo porque estava começando a concordar com ela, a concordar com suas atitudes! Olha Rin, eu sei que o que minha mãe fez foi errado! Nada justifica a morte de Kohaku e Ayame, mas eu a entendo, pois o Hiro quase me estuprou. RIN – O que?! (ela fica surpresa) – Mas que história é essa? Resumidamente Satsuki conta para Rin os acontecimentos de uma festa onde Hiro, filho de Goshink, colocou algo na bebida dela para que adormecesse, mas Shippou a salvou acionando o alarme de incêndio. RIN – Esse moleque tem que pagar pelo que fez! Seu pai vai ficar chocado e... SATSUKI – Não Rin! Por favor não conte ao meu pai! RIN – Mas ele tem que saber! Eu não posso esconder dele algo assim. SATSUKI – Mas se meu pai souber, ele pode fazer algo drástico contra Hiro e certamente voltaria para a cadeia. RIN – Isso você está certa! (ela fica pensativa) – Quem mais sabe desse fato? SATSUKI – Somente o Shippou! RIN – Então vamos deixar assim já que não aconteceu o pior. Satsuki agradece a compreensão de Rin em um caso tão complicado e enquanto isso, Tsubaki finalmente consegue trocar o componente do MPX1200 e aparentemente consertando a falha no aparelho. TSUBAKI – Pronto! (ele se afasta do aparelho e vai para o computador) JUROUMARU – Consertou? TSUBAKI – Vou verificar! (ele começa a mexer no computador) – Sim! Está consertado! JUROUMARU – Você é muito inteligente! Não entendo como não conseguiu ser assistente de sua mãe. TSUBAKI – Quer saber? Eu vou te contar. Próximo capítulo = Conseqüências do erro – parte 3