Na Noite mais Escura
61 Cidade sitiada e a missão China - parte 1
Devido à explosão ocorrida na sala de reunião, a estrutura do prédio da Segurança Interna estava muito danificada, os elevadores não funcionavam e a passagem pelas escadas estava broqueada com entulhos, ou seja, não se podia chegar aos andares superiores, isso deixava Kagome ainda mais desesperada.
KAGOME – Shippou! Shippou! Eu preciso ver meu filho. (a mãe dela tentava leva-la para fora)
HIGURASHI – Vamos Kagome! Você não pode fazer nada agora! Vamos.
A senhora Higurashi puxava a filha para fora já que os primeiros bombeiros acabavam de chegar e precisavam trabalhar no local e vendo que realmente nada poderia fazer, Kagome resolve acompanhar a mãe e enquanto isso no Grupo Naraku, através do link digital em uma conversa com o ministro da saúde, Kanna e Rin eram informadas da explosão na Segurança Interna.
KANNA – Isso é verdade, senhor ministro?
TOUKAIJIN – Infelizmente sim! Acabo que ser informado que o ministro Ryukosei convocou uma reunião de emergência para tratar do caso já que o Primeiro Ministro se encontra no exterior.
KANNA – Foi um ataque da Ordem da Espada Morta?
TOUKAIJIN – Eu temo que sim.
KANNA – Por favor, senhor ministro, mantenha-me informada do resultado da reunião.
TOUKAIJIN – Claro! Falamos-nos depois.
Kanna desliga o link com o ministro para em seguida ir até Rin, que estava usando seu celular para falar com alguém, mas não conseguia.
KANNA – E aí?
RIN – O celular de Kagome não chama! (quase chorando) – Eu temo o pior.
KANNA – Não acha que deve avisar o marido dela?
RIN – Ele está indo para lá! Saberá de qualquer forma! Se eu falar com ele agora dirigindo, certamente ficará nervoso e poderá provocar algum acidente. (ela fica pensativa) – Eu já sei! Vou ligar para Sango! Ela também está indo para lá! Espero que ela chegue antes.
Rin usa novamente seu celular, o desespero era grande, mas era maior a perplexidade da população ao ver nos noticiários da TV o que tinha acontecido no prédio da Segurança Interna, entre essas pessoas estava Satsuki, que junto com Koharo e Kouga, assistiam a TV na casa do último.
SATSUKI – Eu tenho que ir! O Shippou está lá!
KOHARO – Satsuki! (ela a segura) – Você não vai poder fazer nada.
SATSUKI – Mas você mesma tentou ligar para Kagome e ninguém atendia! Eu liguei para Shippou e ninguém atende também.
KOUGA – Melhor não ir, Satsuki! (ele olha para elas) — Eles começaram! Isso foi obra Ordem da Espada Morta.
SATSUKI – E devemos ficar aqui sem fazer nada? O Shippou é seu filho! Não se preocupa com ele? Não quer saber se está vivo?
KOUGA – Mas é claro que me preocupo! Shippou e Kagome fizeram parte da minha vida, mas indo até lá em nada ajudarei. (ele se afasta delas e volta até a sala do grande computador) — Ao contrário daqui onde posso continuar a ver os dados de Juroumaru e quem sabe ajudar a polícia a encontrá-lo antes que as coisas piorem, pois acreditem! Elas vão piorar muito antes de começar a melhorar.
KOHARO – Ele tem razão, Satsuki! (fazendo-a se sentar de novo no sofá) – Além disso deve me ajudar a cuidar de Genal.
SATSUKI – Está bem! Eu fico.
Satsuki não conseguia ficar sentada e voltou a se levantar para ficar tentando ligar para o celular de Shippou e enquanto isso na China e sem saber de nada que acontecia no Japão, Miroku e Soten estavam no saguão do aeroporto de Pequim depois de desembarcarem, o advogado tentava, em vão, falar com Kagome na Segurança Interna.
MIROKU – Mas que estranho. (ele desliga o celular) – A Kagome não atende.
SOTEN – Talvez ela tenha desistido de te ajudar.
MIROKU – E por que ela faria isso? (eles começam a andar)
SOTEN – Eu não sei! É só uma opinião.
MIROKU – Quando tiver uma opinião como essa, eu sugiro que fique calada.
SOTEN – Mas que mau humor! Que horror! (eles saem do aeroporto)
MIROKU – Eu fico assim depois de uma longa viagem! Já que não há nada o que se possa fazer, vamos prosseguir com a missão.
SOTEN – Para onde vamos?
MIROKU – Vou te levar para seu novo esconderijo! Garanto que nunca vão encontrá-la lá.
Estando do lado de fora do aeroporto, Miroku acena para um táxi onde ele e Soten entram e partem dali e enquanto isso, os bombeiros continuavam a retirar os escombros para desobstruir a passagem aos andares superiores, já que eles tentaram, sem sucesso, acesso pelo lado de fora do prédio, vendo tudo isso Kagome não parava de chorar e era consolada por Sango, que já tinha chegado ao local, a senhora Higurashi estava junto também.
KAGOME – Se o Shippou morrer, eu morro também.
SANGO – Não fale assim, Kagome! Temos que pensar positivo.
KAGOME – Mas eu não consigo! Maldita hora que aceitei o pedido de Miroku para trabalhar aqui e trazer o Shippou comigo! Eu sabia que a gente estava lidando com pessoas perigosas! Se acontecer algo com Shippou será culpa minha.
SANGO – Não se culpe! Ninguém poderia imaginar que isso ocorreria.
HIGURASHI – Isso mesmo! Você não tem culpa de nada.
Naquele momento, Toutoussai, que também já estava no local, se aproxima delas, ele tinha falado com o chefe dos bombeiros.
TOUTOUSSAI – Os escombros são muito grandes! Foi um milagre o prédio não ter vindo abaixo.
SANGO – Os bombeiros conseguiram detectar algum sinal de vida?
TOUTOUSSAI – Nada! A equipe técnica ouviu alguns ruídos, mas eram deslocamentos de pedras! Eu sinto muito.
KAGOME – Isso é um pesadelo em pleno dia.
TOUTOUSSAI – Olha! Eu sei que o momento é difícil, mas não poderei ficar! Eu tenho que pegar os responsáveis por essa tragédia! O ministro Ryukosei me informará sobre a decisão de uma reunião dele sobre o caso.
SANGO – E Taibokoumaru e Jigo?
TOUTOUSSAI – Com o prédio da Segurança Interna destruído, vou ter que leva-los para o departamento de polícia! Você e Gatenmaru vêm comigo.
SANGO – Ta! (ela olha para Kagome) – Eu tenho que ir, Kagome! Eu prometo que vou pegar os responsáveis por isso.
KAGOME – Obrigada.
Sango da um abraço de despedida na amiga e em seguida se junta a Toutoussai para ir até Gatenmaru que vigiava os prisioneiros e naquele exato momento, InuYasha, junto com Shiori, chega ao local e sai imediatamente do carro ao ver o prédio semi-destruído.
INUYASHA – Mas o que está acontecendo? (ele corre na direção do prédio)
SHIORI – O que foi, InuYasha?
Shiori também sai do carro para seguir InuYasha, que ao se aproximar do local é contido pelos bombeiros que isolaram o local.
INUYASHA – O que fizeram aqui? (Shiori chega nele)
SHIORI – O que tem esse prédio?
INUYASHA – Aqui é a Segurança Interna!
SHIORI – Então quer dizer que minha mãe está aí!
INUYASHA – E minha esposa também!
InuYasha usa seu celular para ligar para o de Kagome, mas o aparelho não dava sinal, o que fez InuYasha entrar em desespero, mas esse desespero teve fim ao avistar Kagome entre os curiosos que observam o trabalho dos bombeiros e assim ele vai até lá.
INUYASHA – Kagome! Kagome! (ele grita o nome dela até que ela percebe e vai a sua direção)
KAGOME – InuYasha! (eles se abraçam)
INUYASHA – Que bom que está aqui! Eu pensei que tinha te perdido. (ele acaricia o rosto dela para enxugar suas lágrimas) – O que houve?
KAGOME – Uma explosão! Eu não fui atingida porque estava aqui fora com minha mãe.
INUYASHA – Foi muita sorte mesmo.
KAGOME – InuYasha! (ela se afasta um pouco para poder falar) – Shippou!
INUYASHA – Cadê o Shippou?
KAGOME – Ele ainda estava lá quando houve a explosão.
INUYASHA – O que?! (ele olha para o prédio e Shiori chega)
SHIORI – E minha mãe?
INUYASHA – Kagome! Essa é...
KAGOME – Eu sei quem ela é! Infelizmente a sua mãe também estava lá dentro.
Ao receber essa notícia, Shiori encosta-se a um poste e chora enquanto se arrasta nele até ficar sentada e naquele momento o celular de InuYasha começa a tocar.
INUYASHA – Alô.
SHIPPOU – InuYasha! Sou eu.
INUYASHA – Shippou! (Kagome fica alerta ao ouvir aquele nome) – Você está bem? Está ferido? Precisa de alguma coisa?
SHIPPOU – Uma pergunta de cada vez! Eu estou bem sim! Não fui atingindo pela explosão porque saí da sala por uns instantes, mas não consigo chegar até meu celular, pois a sala está destruída, aí me esgueirei até a uma outra sala e cheguei onde estou.
INUYASHA – Que bom está bem! (Kagome se manifesta)
KAGOME – Deixe-me falar com ele, por favor.
INUYASHA – Kagome quer falar com você. (ele entrega o celular á ela)
KAGOME – Você está bem mesmo, Shippou?
SHIPPOU – Estou! Foi um tremendo susto.
KAGOME – Fique onde está! A equipe de resgate está chegando, meu amor.
SHIPPOU – Estou ouvindo eles se aproximando, isso é bom! Mas isso não é tudo, Kagome! (ele olhava o corpo de Kira) – Kira está morta! O celular que estou usando é dela.
KAGOME – Mas que tragédia, Shippou! Ela não conseguiu escapar da explosão.
SHIPPOU – Não Kagome! Ela não morreu por causa da explosão! Nesse exato momento estou olhando para ela! Kira tem ferimentos á bala! Vários! Ela foi morta por alguém daqui! Provavelmente o mesmo que provocou a explosão.
KAGOME – Entendo.
SHIPPOU – Agora tenho que desligar! (ele olha uma parede caindo) – Os bombeiros chegaram! A gente se fala logo.
KAGOME – Ta! Que bom que está vivo, querido! Você sabe que é a coisa mais importante na minha vida, não sabe?
SHIPPOU – Eu também te amo, Kagome.
Shippou desliga o celular e se senta ao lado do corpo de Kira enquanto espera o resgate chegar e enquanto isso do lado de fora do prédio, Kagome, que já tinha devolvido o celular para InuYasha, estava mais calma.
INUYASHA – Shippou está bem! Não está feliz?
KAGOME – Claro que estou, mas... (ela olha para Shiori que estava um pouco mais afastada deles)
INUYASHA – O que foi? O que tem Shiori? Não vai me dizer que ainda está com ciúmes...
KAGOME – Não é nada disso, InuYasha! (ela abaixa o tom de voz) – É a mãe dela.
Kagome conta para InuYasha tudo que Shippou contou para ela á respeito de Kira e assim InuYasha se afasta da esposa e vai até Shiori para contar o que houve e depois de ter feito isso, ele abraça a jovem que chorava em seu peito, Kagome observava toda a cena, mas ela entendia que não havia espaço para o ciúme, pois Shiori perdeu um ente muito querido e enquanto isso na casa de Kouga, Satsuki continuava a andar de um lado para o outro enquanto Koharo assistia a TV e Kouga trabalhava no computador.
SATSUKI – Eu não agüento mais ficar aqui! Eu preciso ir até lá para saber de alguma notícia.
KOHARO – Nós já não conversamos sobre isso, Satsuki?
SATSUKI – Não tente me impedir! Eu vou lá.
Naquele exato momento o telefone começa a tocar, o que impede Satsuki de sair, Koharo, que estava mais perto do aparelho, ia atender, mas a filha de Sesshoumaru, ansiosa por notícias, correu até lá, pegou o telefone antes de Koharo e atendeu.
SATSUKI – Alô.
SESSHOUMARU – Oi querida! Sou eu.
SATSUKI – Pai! Conseguiu descobriu alguma coisa? Os noticiários não informam nada e...
SESSHOUMARU – Kagome e Shippou estão bem! Eu estou aqui no Grupo Naraku! Foi Rin que me falou! Ela falou com Kagome! Eles estão bem.
SATSUKI – Isso é sério, pai? Não está inventando isso para me acalmar?
SESSHOUMARU – Eu nunca faria isso, filha! Eles estão bem e vivos! Pode acreditar.
SATSUKI – Ta pai! Eu acredito.
SESSHOUMARU – Agora seja uma boa menina e chame Kouga, quero falar com ele.
SATSUKI – Ta bom! (ela deixa o telefone em cima da mesa) – Senhor Kouga! É meu pai! Ele quer falar com o senhor.
Depois de ouvir isso, Kouga deixa seus afazeres no computador e vai atender o telefonema de Sesshoumaru.
KOUGA – Fale Sesshoumaru.
SESSHOUMARU – Devido aos acontecimentos, acho que devo agir com mais pressa e para isso vou precisar de sua ajuda.
KOUGA – O que quer de mim?
SESSHOUMARU – Eu não sei se sabe, mas eu estava trabalhando junto com InuYasha e Sango em uma investigação sobre uma ligação de Sara com um antigo empregado de Naraku.
KOUGA – Fiquei sabendo por alto! O que isso tem haver comigo?
SESSHOUMARU – Chegamos a prender dois homens com ligação com esse caso! Eles serão interrogados e vou acompanhar esses interrogatórios, mas antes de ir, eu vou passar aí para que analise uma coisa para mim.
KOUGA – O que?
SESSHOUMARU – Nas coisas de Sara, achei uma foto, mas não consigo identificar as pessoas nela! Queria saber se tem algum aparelho que possa ampliar e melhorar a imagem dessa foto, você tem?
KOUGA – Tenho sim, mas por que não mostra isso para a polícia?
SESSHOUMARU – Por que não sei em quem confiar! Um dos homens envolvido no caso é agente imperial! Olha como esse pessoal se infiltrou.
KOUGA – Está bem! Passe aqui e eu vejo o que posso fazer.
Kouga coloca o telefone de volta no gancho e nisso olha para Koharo e Satsuki que não desgrudavam os olhos da TV, curioso, ele se juntou a elas, o que estava passando na TV era o pronunciamento de Ryukosei sobre o que tinha acontecido na Segurança Interna, o pronunciamento tinha dois objetivos, um era de tentar acalmar o crescente pânico que estava na população e o outro era de anunciar que, sob a autorização tanto do Primeiro Ministro quanto do Imperador, era decretado ‘Toque de recolher’ por tempo indeterminado em toda a cidade de Tóquio, decreto o qual seria instalado imediatamente pelo exercito nacional. Esse pronunciamento também era visto por Kanna e Rin no Grupo Naraku, por Kagome, InuYasha e Shiori em um painel de um prédio próximo, toda a população da cidade assistia atônita Ryukosei terminar esse pronunciamento.
RYUKOSEI – Eu sei essas medidas são duras, mas acreditem que nas minhas palavras! É a única maneira de estarmos seguros, pois estamos em guerra e só sairemos vitoriosos se permanecermos unidos! Obrigado á todos.
Em seu gabinete, Ryukosei termina seu discurso, depois pede para sua equipe de comunicação sair da sala, feito isso, ele liga para o celular de Toutoussai, que estava naquele momento chegando ao departamento de polícia.
RYUKOSEI – Toutoussai! Já chegou ao departamento de polícia?
TOUTOUSSAI – Sim! Acabei de chegar! Os três prisioneiros serão levados para a detenção.
RYUKOSEI – Três?! Não eram só Taibokoumaru e Jigo?
TOUTOUSSAI – Kagura também veio, senhor! A detenção da Segurança Interna ficava nos andares inferiores, portanto ela não foi atingida pela explosão.
RYUKOSEI – E por falar na explosão, por acaso já sabe como ela foi provocada?
TOUTOUSSAI – Sim! O filho de Kagome sobreviveu à explosão, ele nos contou que chegou a ver Renkotsu colocar algo em volta da sala de reunião e também segundo o exame preliminar da perícia, um detonador foi encontrado na mão de Renkotsu! Senhor! Foi ele sim.
RYUKOSEI – Ele nos enganou direitinho! Ficamos sem pistas! Interrogue os prisioneiros e consiga o que puder deles! Com o ‘Toque de recolher’ o exercito ficará nas ruas e assim os policiais do departamento poderão voltar ao trabalho normal! Comande-os.
TOUTOUSSAI – Esses policiais são bons, mas eles não estão familiarizados com o caso! Acho que terei que usar de outros meios que vai nos permitir ter um maior controle da situação.
RYUKOSEI – Confio em você, Toutoussai! Tem carta branca para agir! Alguma notícia de Miroku?
TOUTOUSSAI – Nada! Com essa confusão nem pensamos nele! Acho que ele não sabe o que aconteceu aqui, mas de qualquer forma tentarei entrar em contato com ele.
RYUKOSEI – Cuide disso, mas não espere por ele! Faça o que puder para capturar Juroumaru.
TOUTOUSSAI – Sim senhor ministro.
Toutoussai desliga seu celular e vai para junto de Sango e Jinenji.
TOUTOUSSAI – Sango! Eu quero Jigo e Taibokoumaru em celas separadas! Não quero que eles se comuniquem de jeito nenhum.
SANGO – Isso já foi providenciado! O mesmo aconteceu com Kagura.
TOUTOUSSAI – Ótimo! (ele olha para Jinenji) – Capitão! Espero que não se incomode de usarmos seu departamento, mas devido ao que houve...
JINENJI – Eu entendo Toutoussai.
TOUTOUSSAI – Perdi bons amigos naquela explosão. (ele ia se afastando até que se manifesta) – Ah sim! Por acaso sabem onde estão InuYasha e os outros?
SANGO – Eles estão vindo para cá! Shiori também! Ela veio acompanhar o depoimento do avô e cuidar dos tramites legais para a liberação do corpo da mãe.
TOUTOUSSAI – InuYasha também vai participar do depoimento! Eu e ele ficaremos com Taibokoumaru enquanto você e Gatenmaru cuidam de Jigo.
SANGO – Sim senhor.
Toutoussai se afasta deles para cuidar da transferência de dados da Segurança Interna para o departamento de polícia e enquanto isso ainda dirigindo o carro de Sango, InuYasha estacionou o veículo em que levava Kagome, Shippou e Shiori bem em frente á casa de Kouga.
INUYASHA – Tem certeza do que está fazendo, Kagome?
KAGOME – Isso não está em discussão, InuYasha! (ela olha para Shippou no banco de trás) – Desça Shippou.
SHIPPOU – Mas...
KAGOME – Não vamos ter essa discussão de novo, Shippou! Desça logo.
SHIPPOU – Ta bom! (ele sai do carro não muito satisfeito)
KAGOME – Eu sei que está bravo, Shippou, mas é para seu próprio bem! Eu não me perdoaria se algo te acontecesse.
SHIPPOU – Eu entendo.
KAGOME – Me sentirei mais segura se você não estiver mais em perigo.
SHIPPOU – Como quiser, Kagome. (ele vai até ela e da um beijo em seu rosto) – A gente se vê depois. (ele olha para InuYasha) – Até mais.
Depois de se despedir deles, Shippou começa a andar em direção á casa de Kouga sob os olhares de Kagome e InuYasha, que o vêem falando com a câmera, pedindo que desligassem o sistema de segurança da casa.
INUYASHA – Shippou seria importante para te ajudar.
KAGOME – Eu me viro sozinha.
INUYASHA – Por que sua mãe não quis vir com a gente?
KAGOME – Ela veio á cidade com o Houjo! Ia se encontrar com ele para voltarem para Urawa. (ela olha para Shiori no banco de trás) – Shiori! Você quer mesmo ver seu avô depois do que ele fez?
SHIORI – Sim! Eu preciso entender porque ele fez isso! Não conseguirei viver em paz enquanto não tiver esta resposta.
INUYASHA – Ok! Vamos lá então.
InuYasha volta a dirigir o carro para irem até o departamento de polícia e enquanto isso Shippou, acabava de entrar na casa e é recebido por Satsuki com um abraço.
SATSUKI – Eu fiquei tão preocupada com você, Shippou. (ela o examina com um olhar) – Está bem mesmo? Não está ferido?
SHIPPOU – Você está parecendo a Kagome! Eu estou bem. (ele olha para Koharo) – Koharo.
KOHARO – Oi.
KOUGA – Por que veio para cá? Pensei que ia continuar com Kagome.
SHIPPOU – Bem que eu queria, mas ela não acha mais seguro isso.
KOUGA – Eu entendo o lado dela! Está só sendo mãe! Mas já que está aqui, você pode me ajudar em um trabalho! Logo Sesshoumaru virá aqui para trazer uma foto para identificarmos quem está nela.
Shippou sorri com a possibilidade de ser útil novamente e enquanto isso na China, o táxi que levava Miroku e Soten estaciona próximo á uma colina e assim o advogado para a viagem e os dois descem do veículo que vai embora em seguida.
SOTEN – Mas que raio de lugar é esse?
MIROKU – Ainda não chegamos ao local! Precisamos dar a volta nessa colina! Carros não passam aqui.
SOTEN – Mas isso é muito bom! (sendo irônica)
MIROKU – Pare de reclamar e comece a andar! Eu ainda estou levando sua mala.
Miroku começa a andar e Soten, mesmo um pouco contrariada, o segue e depois de alguns minutos eles finalmente avistam um templo budista e logo chegam ao portão de entrada do local.
MIROKU – Chegamos! É aqui!
SOTEN – Que lugar é esse afinal de contas?
MIROKU – Lembra-se quando falei do Mestre Zhi que me treinou e treinou InuYasha também? Pois esse é o templo dele.
SOTEN – O senhor já treinou aqui?
MIROKU – Quando tinha oito anos, mas fiquei pouco tempo! Já o InuYasha treinou anos por aqui! (ele olha em volta) – O lugar continua igualzinho desde a época em que vim.
Soten olhava com desdém para o saudosismo de Miroku, assim os dois entraram no templo e logo avistaram um senhor de uns oitenta que estava dando de beber aos pássaros, mesmo de costas, o velho homem percebeu a presença deles.
ZHI – Sinto a energia de alguém que não vejo há muito tempo. (ele se vira de frente para eles) – É você, Miroku!
MIROKU – Puxa! O senhor ainda se lembra de mim, mestre! Mesmo depois de tantos anos.
ZHI – Como poderia esquecer um aluno pervertido como você?
Mestre Zhi sorri com aquela frase deixando Miroku meio contrariado, Soten também achou graça no que o velho homem disse o que fez notar sua presença.
ZHI – E quem é essa jovem encantadora?
SOTEN – Meu nome é Soten! Muito prazer em conhecê-lo, senhor. (ela se curva para ele)
ZHI – Você não deve ter mais que quatorze anos de idade! (ele olha para Miroku) – Desde que era criança, sabia que você se tornaria um mulherengo, mas ficar com uma menina dessa idade é sinal de desespero. (rindo e deixando os dois vermelhos)
MIROKU – Do que está falando, seu velho senil? Para sua informação, eu tenho a guarda de Soten, ou seja, sou como um pai para ela.
ZHI – Eu estou brincando! Não precisa levar o que eu disse tão á sério.
MIROKU – Estou me lembrando porque fiquei pouco tempo aqui. (sendo irônico)
ZHI – Acho que não veio até a China para relembrar o passado! O que quer de mim?
MIROKU – Eu preciso de um grande favor, Mestre! Quero que permita que Soten fique nesse templo.
SOTEN – O que?! (ela grita) – Quer que eu fique nesse lugar deprimente?
MIROKU – Sim! (ele volta a olhar para Zhi) – E aí Mestre?
ZHI – Por que quer que ela fique aqui?
MIROKU – Eu vou contar.
Miroku conta, com detalhes, todos os acontecimentos causados pela Ordem da Espada Morta, o envolvimento do pai de Soten e as tentativas de matá-la, Mestre Zhi ficou impressionado com toda a história.
ZHI – Essa jovem passou por momentos difíceis! (ele coloca a mão na cabeça de Soten) – Sinto por isso, minha jovem.
SOTEN – Obrigado senhor... quer dizer, Mestre.
ZHI – Mas eu não posso aceitar sua presença aqui.
MIROKU – Mas por que não?
ZHI – Esse templo só tem homens! A presença de uma mulher, mesmo que jovem, pode desequilibrar a harmonia do templo.
MIROKU – Por aqui só ter homens é a prova de que é o melhor esconderijo para Soten! Ninguém vai procurá-la aqui, sem falar que é só por um tempo.
ZHI – Eu vou precisar pensar no assunto! Vou meditar.
MIROKU – O que?! Mas eu não tenho tempo! Tenho outros assuntos para resolver e...
ZHI – Vou meditar.
Zhi, que ignorou os apelos de Miroku, entra no templo indo bem para o centro e fica na posição de lótus e começa a meditar, deixando Miroku e Soten do lado de fora.
MIROKU – Mas que coisa.
SOTEN – Qual é o problema? Ele só está meditando, pensando no assunto.
MIROKU – Acontece que as meditações dele costumam demorar horas! Podemos ficar aqui até o anoitecer.
Miroku e Soten não tiveram alternativa a não ser esperar a meditação do Mestre Zhi e enquanto isso no departamento de polícia de Tóquio, InuYasha já estava no local e era informado do plano de Toutoussai quando aos prisioneiros, Kagome e Shiori observavam a cena.
TOUTOUSSAI – Entendeu InuYasha? Temos que forçar a situação.
INUYASHA – Entendi padrinho!
TOUTOUSSAI – Sango e Gatenmaru estão com Jigo nesse momento. (ele olha para Kagome) – Kagome! Precisamos entrar em contato com Miroku! Podemos precisar da ajuda dele.
KAGOME – Provavelmente ele já tentou entrar em contato.
TOUTOUSSAI – Também acho! Jinenji está tentando ajeitar a comunicação á longa distância! Vá com ele e tente estabelecer contato com Miroku! A comunicação por celular não é segura nesses casos.
KAGOME – Ta! (ela se afasta deles que ficam com Shiori)
SHIORI – Eu posso falar com meu avô?
TOUTOUSSAI – Por enquanto não, mas poderá acompanhar em uma sala ao lado! Você o verá, mas ele não poderá te ver.
Toutoussai e InuYasha levam Shiori para a sala indicada e enquanto isso na outra sala de interrogatório, Gatenmaru e Sango falavam com Jigo.
SANGO – Jigo! Apesar de tudo, você é um agente do governo! Tenho certeza que não queria que seus companheiros morressem da forma que morreram.
JIGO – Eu não tenho culpa nenhuma pelo que houve! Aquilo foi obra da Ordem da Espada Morta! Deveriam estar atrás deles.
SANGO – Você realmente acha que não tem culpa? Então vejamos! Você faz parte de uma conspiração que, á princípio, foi comandada por Kagura que tinha um plano de usar os afeitos colaterais da jóia de quatro almas para provocar doenças no povo chinês com o intuito de derrubar financeiramente a China e favorecer empresas japonesas que fabricariam as curas.
JIGO – Aonde quer chegar, detetive?
SANGO – Quero dizer que queriam aplicar um golpe, mas foram enganados! Fizeram negócios com gente perigosa e agora é o povo japonês que pode pagar por seus erros.
GATENMARU – Jigo! Não faz a gente perder nosso tempo que a gente não faz você perder o seu! Conte o que sabe.
SANGO – Isso mesmo, Jigo! Dê-nos a chance de limparmos a sujeira que fizeram! Se não quiser fazer isso por nós, faça isso por seus companheiros! A morte dos agentes não é o fim! É o começo.
JIGO – Tudo bem! Eu conto o que sei, mas primeiro preciso tomar o remédio para baixar a pressão.
GATENMARU – Ok! (ele olha para Sango) – Está na jaqueta dele.
Sango pega a jaqueta que tiraram de Jigo na vistoria e no bolso dela tinha um vidro de comprimidos e entrega um para Jigo, que engole imediatamente engole o comprimido par em seguida tomar um gole de água que já estava na mesa.
SANGO – Fizemos o que pediu! Agora conte.
GATENMARU – Vamos, Jigo!
Sango e Gatenmaru estranharam Jigo ficar de cabeça baixa e não responde, quando resolvem mexer com ele, percebem que a boca dele estava espumando.
SANGO – Ele está tendo uma convulsão! (ela o coloca no chão e tenta puxar sua língua) — Chame a equipe médica.
GATENMARU – É para já!
Sango tenta salvar a vida de Jigo, mas ela não conseguia puxar a língua dele, o agente imperial estava tremendo sem parar, a equipe médica chega à sala, Sango e Gatenmaru ficam só observando.
GATENMARU – Vamos examinar esses comprimidos. (ele segurava o vidro de comprimidos)
SANGO – Nem precisa de exame! Ele sabia o que estava tomando! Ele quis se matar.
GATENMARU – Não devíamos ter dado o vidro para ele.
SANGO – Tem razão, mas agora não há nada o que se possa fazer. (o líder da equipe médica se manifesta)
LÍDER – Eu sinto muito, mas ele morreu.
Gatenmaru e Sango ficam abatidos com a revelação, Jigo era uma das peças chaves para desvendar o mistério da conspiração, mas ele se matou e enquanto isso na outra sala de interrogatório, InuYasha e Toutoussai falavam com Taibokoumaru.
TAIBOKOUMARU – Eu já disse que não vou falar sem a presença do meu advogado.
TOUTOUSSAI – Acho que ainda não entendeu sua situação! Estamos em uma situação grave! A Ordem da Espada Morta está atacando nossa cidade.
TAIBOKOUMARU – Eu não sei de nada desse grupo e...
INUYASHA – Já chega! (batendo na mesa) – Pare de nos enrolar e nos diga a verdade e...
InuYasha para de falar ao ver Sango e Gatenmaru entrarem na sala, Toutoussai também estranhou tal fato e a dupla de detetives conta o que houve na outra sala, deixando o velho agente irritado.
TOUTOUSSAI – Como isso pode acontecer?
SANGO – Pensamos que era remédio para a pressão, mas na verdade era cianureto! Ele se matou.
INUYASHA – Ouviu isso, Taibokoumaru? O segredo que Jigo escondia era tão sórdido que ele se matou, o que quer dizer que o senhor pagará por todos os crimes, sozinho.
TAIBOKOUMARU – Por tudo?
TOUTOUSSAI – Se nos contar porque matou seu próprio filho, poderemos ser indulgentes com sua pena! Caso contrário, só espere a pena de morte. (ele o encara) – Ainda vai querer advogado?
TAIBOKOUMARU – Tudo bem! Eu dispenso um advogado! Vou contar tudo.
SANGO – Então fale.
TAIBOKOUMARU – Para começo de conversa, eu não sei nada dessa Ordem da Espada Morta! A minha influência nessa conspiração não é tão grande quanto à de Jigo.
INUYASHA – Estamos ouvindo.
Taibokoumaru contou á eles que foi Sara quem procurou Atore para que este descobrisse algo que pudesse convencer o patrão dele, Naraku, de desistir de comprar a empresa PX Tecnologia de Onigumo, mas ao que parece, Sara não sabia que Naraku era mais ‘sujo’ do que Onigumo.
INUYASHA – Então Sara e Hitori descobriam algo que não era para descobrir e por isso foram mortos? É isso?
TAIBOKOUMARU – Eu não sei o que descobriram, mas eu sei que tinha algo haver com algumas fotos que Hitori tirou.
SANGO – E essas fotos, onde estão?
TAIBOKOUMARU – Ele deu a essa Sara! Eu não sei de mais nada! Só sei que Jigo me procurou dizendo que ia revelar meu vício em jogos para a universidade se eu não convencesse meu filho a entregar as fotos! Eu fui falar com Hitori e implorei para ele não entregar as fotos, mas quando ele disse que já tinha feito isso, entrei em desespero! Batia na cabeça dele e depois forjei toda a cena para que parecesse suicídio.
Taibokoumaru começou a chorar e os outros presentes na sala perceberam que ele dizia a verdade, Sara foi morta por causa dessas fotos, mas o verdadeiro motivo ainda era um mistério.
Próximo capítulo = Cidade sitiada e a missão China – parte 2
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