Na Noite mais Escura

33 A verdade começa a vir á tona - parte 2


Miroku, Shippou, Satsuki e Soten já estavam na casa de Kagura onde Soten ajeitava Shippou no sofá da sala enquanto Satsuki ia busca a mala de primeiros socorros, Miroku observava tudo isso enquanto falava pelo celular com Kagome. MIROKU – Eu já disse que o Shippou está bem, Kagome! KAGOME – Tem certeza mesmo? (ela falava enquanto segurava Genku no colo) MIROKU – Ele está bem, está consciente, respirando, ele está bem sim! (ele olha para Shippou sendo cuidado pelas duas meninas) – E sem falar que ele tem duas ótimas enfermeiras. (sorrindo) – Na idade dele não era tão popular assim. KAGOME – Ora Miroku, isso não é hora de brincadeira! Mas mudando de assunto, acha que podemos acreditar na Soten depois do que ela disse? MIROKU – Podemos sim, Kagome! Durante o caminho ela me contou como tem sido a vida dela com o pai! As surras, os maus tratos! A vida dessa menina tem sido um verdadeiro inferno e os danos causados por Argoten não são só físicos, mas também psicológicos. KAGMOE – E o que fará a respeito dela? Ela não pode ficar com o pai! MIROKU – Uma coisa de cada vez! Depois penso melhor no assunto, mas primeiro tenho que fazer com que ele confesse sua participação nessa armação e saber também quem comandou tudo isso. KAGOME – Ok! A gente se fala depois! Miroku desliga o celular e foi em direção a Satsuki, Soten e Shippou. MIROKU – Eu tenho que ir! Tem certeza que vão saber se cuidar? SHIPPOU – Claro Miroku! Pode ir. SOTEN – E obrigado por tudo. (Satsuki puxa Miroku para afastá-lo dos demais) SATSUKI – Por que ela tem que ficar aqui? MIROKU – Ela não pode voltar para casa depois do que nos contou, agora seja uma boa amiga e cuide de Shippou. SATSUKI – Ta legal! Miroku coloca a mão na cabeça da menina para depois ir embora deixando os três jovens a sós e isso significava confusão na certa, pois Satsuki foi logo encarar Soten. SATSUKI – Eu vou ser sincera! Não gosto de você, não confio em você e acho que é uma cobra que está preparando para o bote. SOTEN – Por que essa implicância comigo? Eu na te fiz nada! SATSUKI – Á mim diretamente não, mas ao Shippou sim! Tudo o que aconteceu com ele é culpa sua, isso sem falar no Kohaku, na Ayame, no Kouga e no meu pai. SOTEN – E você acha que não sei disso? Eu sei, mas você não sabe o que tive que passar, não sabe nada da minha vida! SHIPPOU – Soten poderia nos deixar a sós? Soten, que já estava quase chorando por causa do sentimento de culpa de tudo que aconteceu, atendeu ao pedido de Shippou e foi para outro cômodo deixando o menino sozinho com Satsuki. SHIPPOU – Você poderia dar um tempo para ela, não acha? SATSUKI – Por quê? Ou já se esqueceu do que ela fez? SHIPPOU – Satsuki. (ele se aproxima mais dela) – O pai dela inventou uma história quando ela tinha apenas oito anos e desde então ela foi alimentada com mentiras! O ódio que ela sentiu por mim e por Kouga era fabricado, mas ela é uma boa pessoa. SATSUKI – Você pensa isso dela mesmo depois dela gravar aquela conversa entre Kouga e Kohaku? SHIPPOU – Sim! A diferença dela e de nós é que nós fomos criados por gente que nos ama, com todos nossos defeitos e com todas as qualidades e isso não é o caso dela! O pai dela é um tirano, quando namoramos eu percebi marcas no corpo dela, deviam ser hematomas. SATSUKI – Você viu marcas no corpo dela?! (ela fica de costas para ele) – Parece que tinham muita intimidade, não é? SHIPPOU – Mais ou menos! (sorrindo e ela ainda de costas) SATSUKI – Então ainda gosta dela? (ela se vira para olhar a expressão dele) SHIPPOU – Eu não sei ao certo, pois nosso namoro foi muito rápido, mas eu acho que sim. SATSUKI – Sei! (ela limpa o curativo) – Eu vou ao quarto pegar mais ataduras. Satsuki se afasta de Shippou para ir ao quarto, aquilo tinha uma desculpa dela para não ter mais que ouvir Shippou defender Soten e enquanto isso, na penitenciária, Sesshoumaru estava contando para InuYasha e Sango algo que eles ainda não tinhas conhecimento no caso, Gatenmaru olhava de longe a cena. INUYASHA – Jóia de quatro almas?! SESSHOUMARU – Isso mesmo! Esse foi o começo de tudo, pois o Kohaku descobriu uma tal de operação Shikon no Tama que por sinal é o nome verdadeiro da jóia. SANGO – E por que você não nos contou isso antes? Quando foi preso para ser mais precisa. SESSHOUMARU – Eu não queria envolver Rin nisso, ainda mais depois do que houve com Hakudoushi. INUYASHA – Mas a jóia foi destruída na morte Naraku, o que a Ordem da Espada Morta quer com ela? Ninguém sabia a resposta para aquela pergunta de InuYasha e naquele exato momento o celular de Sango toca e novamente ela o coloca no viva voz ao perceber que era Miroku. SANGO – Conseguiu falar com Argoten? MIROKU – Infelizmente não! SANGO – Por que não! Não encontrou a casa dele? MIROKU – Encontrei sim! Mas acontece que cheguei tarde! Ele está morto! INUYASHA – O que?! Morto?! MIROKU – Isso mesmo! (ele se agacha para ver mais de perto o corpo) – Ele foi executado! Foi queima de arquivo. SANGO – Já chamou a polícia? MIROKU – Você é da polícia! Por que não vem aqui? Foi um homicídio! INUYASHA – Mas e agora? Argoten era minha única chance de achar Juroumaru. MIROKU – Talvez não InuYasha! A filha dele está viva e talvez ela saiba de algo e tenho certeza que vai colaborar no que pode. SANGO – E onde ela está? MIROKU – Eu a encontrei no meio do caminho e a deixei na casa de Kagura com Shippou e Satsuki antes de vir para cá! GATENMARU – Ok! Encontramo-nos lá então! MIROKU – Não! Acho que vocês podem cuidar disso, eu estou indo falar com Goshink, ele tem algumas coisas a explicar. GATENMARU – Entendido, a gente se fala depois. Sango desliga seu celular e olha para Gatenmaru que era o detetive responsável pelo caso. SANGO – O que pensa em fazer? GATENMARU – Eu sei o que vou fazer é contra o protocolo, mas estou começando a achar que estão certos, por isso vamos nós três até á casa de Kagura. INUYASHA – Eu também? GATENMARU – Sim! Precisamos saber de toda a verdade e você pode nos ajudar nisso. SANGO – Obrigada Gatenmaru! Não vai se arrepender disso. GATENMARU – Espero que não, mas primeiro preciso falar com o diretor do presídio antes de sair com InuYasha. Gatenmaru foi até a sala do diretor, Sango estava feliz, pois seu parceiro começava a acreditar na tese de conspiração contra InuYasha e Sesshoumaru e enquanto isso, no laboratório secreto, Tsubaki continuava a mexer no MPX1200 quando naquele momento Juroumaru apareceu diante dela carregando uma pasta preta. JUROUMARU – Já tenho o que precisava. (ele coloca a pasta em cima da mesa dela) TSUBAKI – Ela está aí? JUROUMARU – Está! Tsubaki para de mexer no MPX1200 e em seguida abre a pasta e dentro dela tinha um objeto que brilhava muito e depois que o brilho diminuiu pode-se notar que se tratava da Jóia de quatro almas, inteira e totalmente intacta. TSUBAKI – Ela é linda, não acha? JUROUMARU – E pensar que eu já tive essa jóia e nem sabia do poder dela. TSUBAKI – Mas acho que nem hoje você sabe seus verdadeiros poderes, não sabe o quanto a jóia é maravilhosa. JUROUMARU – Lá vem mais papo de cientista! (ele fecha a pasta) – Agora vou guardá-la no cofre. (ele pega a pasta) TSUBAKI – Faça isso! Eu não vou usá-la agora! (ela volta a mexer no aparelho) – Preciso terminar primeiro a mudança de configuração do MPX1200 e aí sim trabalhar na jóia. JUROUMARU – Ok! (ele mexe em um cofre na parede do laboratório) – Vai trabalhar a noite inteira nisso? (ele abre o cofre e guarda a pasta lá dentro para depois fechar) TSUBAKI – Vou! (ela olha para ele) – Por quê? JUROUMARU – Sei lá! Eu estava pensando que a gente podia sair e... TSUBAKI – Está louco?! Você não pode sair por aí! Não se lembra do que a Kagura disse? Estão atrás de você! Não pode ficar ‘dando bandeira’ por aí. (ela se levanta e vai até ele) – E além disso tem mais uma coisa. (ela coloca seus braços em torno do pescoço dele) JUROUMARU – O que? TSUBAKI – Nós não precisamos sair daqui para nos divertir! (ela o beija) JUROUMARU – Mas aqui?! TSUBAKI – E desde quando você se importou com o lugar? JUROUMARU – Que tal agora? (ele a abraça) TSUBAKI – Mas agora? JUROUMARU – E desde quando você se importou com a hora? Juroumaru e Tsubaki se beijam e se deitam em cima da mesa onde as carícias ficavam mais ousadas e enquanto isso Soten estava sentada do lado de Shippou. SOTEN – Você não me odeia mesmo pelo que fiz? (ele segura o queixo dela) SHIPPOU – Eu já disse que o bandido é seu pai e não você. SOTEN – Os meus irmãos também! (ela vira o rosto) — Quando estava na outra sala eu vi uma reportagem emoldurada na parede, era da morte dos meus irmãos! Você tinha razão, eles eram bandidos também, como meu pai. (ela começa a chorar e se levanta para se afastar dele) SHIPPOU – Não chore Soten! (indo até ela) — Tudo será esclarecido. Shippou segura o rosto dela fazendo a menina se virar para que ele olhasse nos olhos dela, olhos cheios de lágrimas, que Shippou enxugava enquanto sorria para ela. SOTEN – Apesar de tudo que fiz de tudo que meu pai contou, eu te amei no primeiro instante que te vi e o amo ainda mais agora. SHIPPOU – Eu sei e... Shippou não consegue terminar a frase, pois sua boca é tampada pela de Soten, que o beijava com muita paixão, ele por sua vez correspondia ao beijo e Satsuki, que trazia novas ataduras para Shippou, viu tudo, mas saiu correndo antes que percebessem sua presença e assim ela entrou em seu quarto e trancou a porta. SATSUKI – “Por que ele a beijou depois de tudo que ela fez? Será que ele a ama de verdade? E por que isso me incomoda?” Satsuki encostou na porta do quarto e se escorregou até ficar sentada, ela percebeu as lágrimas em seu rosto, ela queria esganar Soten, ela não admitia aquele beijo e na sua casa, na sua frente e foi aí que ela percebeu o que estava acontecendo e o motivo de tal comportamento. SATSUKI – Estou apaixonada pelo Shippou! (ela coloca as mãos na cabeça) — Como não vi isso antes? (ela dava tapinhas na cabeça) — Burra! Burra! Burra! Satsuki se levanta do chão e fica olhando alguns porta-retratos onde tinham as fotos dela junto de Shippou, ela ficou imaginando quando começou a sentir aquilo pelo amigo, talvez sempre sentisse, mas como ele sempre estava a sua disposição ela não tenha se dado conta, ela teve alguns namorados, mas nenhum deles conseguiu fazê-la sentir o que ela está sentindo agora e enquanto isso Shippou e Soten tinham acabado o beijo que deixou o menino meio sem graça. SOTEN – Me desculpe por fazer isso, eu sei que não estamos mais namorando. SHIPPOU – Tudo bem, Soten! Não tem que se desculpar, foi apenas um beijo. SOTEN – “Apenas um beijo? Então ele não deu muita importância?” (pensando) – Então ta! (ela se afasta dele) SHIPPOU – Onde está a Satsuki? Ela está demorando. SOTEN – “Olha só como ele ainda pensa nela.” (pensando) Soten se afasta ainda mais dele e ao fazer isso ela vê em cima da mesa de centro algo que a assusta e muito e por isso vai até Shippou, antes que ele subisse para o quarto de Satsuki. SOTEN – Shippou, vem cá por favor! SHIPPOU – O que foi Soten? SOTEN – Isso! (ela aponta para um porta-retrato) – Quem é essa mulher na foto? SHIPPOU – Kagura, mãe de Satsuki, dona da casa em que estamos! (ele sorri) – Quem mais poderia ser? SOTEN – Foi ela! (ela encara ele) – Foi ela quem eu vi falando com meu pai um dia desses. SHIPPOU – O que?! A Kagura? Tem certeza? SOTEN – Tenho! (ela olha novamente para a foto de Kagura) – Absoluta! (Shippou agarra Soten pelos braços) SHIPPOU – Isso não é implicância sua com Satsuki? (ele a encara) — Pois essa acusação é forte. SOTEN – Está me machucando, Shippou! (ele a solta) SHIPPOU – Me desculpe! SOTEN – O que deu em você? Assustou-me, viu? (ela se afasta dele) – Eu nunca te vi assim! Só foi falar algo que atingisse sua amiguinha e você ficou nervosinho. SHIPPOU – Você tem razão de ficar bravo comigo, mas tente entender, essa acusação é muito forte! Se o que me contou for verdade, Kagura pode está envolvida em todos esses crimes! Eu estou preocupado com Satsuki, pois ela já sofre com a prisão do pai. SOTEN – Mas é verdade o que contei! (ela volta a se aproximar dele) – Foi ela quem eu vi falando com meu pai. SHIPPOU – Ok! Eu acredito em você! Desculpe-me novamente. Shippou se afastou um pouco de Soten e ficou com as mãos na cabeça enquanto olhava para o quarto de Satsuki, ele não queria magoar a amiga de infância e por isso decidiu não falar nada para ela e naquele exato momento, o seu celular toca. SHIPPOU – Alô! MIROKU – Sou eu Shippou! Você já está melhor? SHIPPOU – Sim, o corte foi leve como disse. MIROKU – Que bom, pois eu vou precisar de um favor seu. SHIPPOU – Fale! MIROKU – Eu não quero que fale nada para Soten o que vou falar para você, consegue fazer isso? SHIPPOU – Sim! (ele olhava de longe para Soten) – Eu consigo. MIROKU – O pai dela foi assassinado! SHIPPOU – O que? (gritando) – Isso é sério? MIROKU – Sim! Isso significa que estamos no caminho certo e por isso precisamos falar com Soten e descobrir se ela sabe de algo, ela é nossa única esperança de provar a inocência de InuYasha. SHIPPOU – Miroku, eu tenho outra coisa para falar. (ele se afasta ainda mais de Soten) – A Soten já me contou algo surpreendente. MIROKU – Pode falar. SHIPPOU – Ela disse que viu Kagura conversando com o pai dela. MIROKU – Kagura?! Tem certeza? SHIPPOU – Soten tem certeza e eu acredito nela, ela não iria inventar uma história assim. MIROKU – E vocês estão na casa dela! Tem que sair daí, Shippou! SHIPPOU – Não! Pois eu tive uma idéia! Se ela é culpada mesmo aqui deve ter as provas de seu envolvimento. MIROKU – Mas Shippou... SHIPPOU – Essa poder ser a única chance de inocentarmos InuYasha e Sesshoumaru! Eu tenho que ficar e arrumar as provas. MIROKU – E como vai fazer isso? SHIPPOU – Eu dou um jeito! Shippou desliga o celular para depois ir até Soten, que estava sentada no sofá da sala. SOTEN – Quem era? SHIPPOU – Miroku, mas depois eu falo o que ele me falou! (ele se senta ao lado dela) – Eu preciso de sua ajuda. SOTEN – No que? SHIPPOU – Eu preciso arrumar provas contra Kagura! Elas devem estar no computador dela. SOTEN – Você sabe mexer com computador! Por que precisa da minha ajuda. SHIPPOU – Eu vou dizer por quê. (ele olha para o quarto de Satsuki) – Satsuki não pode ficar sabendo, pois se isso acontecer, ela não vai acreditar na sua história e ela certamente expulsará nós dois. SOTEN – Entendi! O que quer que eu faça? SHIPPOU – Preciso que fique com ela e a distraia, impeça que ela desça até aqui, pode fazer isso? SOTEN – Eu posso tentar, mas nós não somos as melhores amigas do mundo. SHIPPOU – Tente mesmo assim, por favor. SOTEN – Tá! Soten respirou fundo e começou a subir as escadas para chegar ao quarto de Satsuki e enquanto isso Gatenmaru e InuYasha estavam na sala do diretor do presídio esperando uma autorização para sair. INUYASHA – Isso está demorando muito! GATENMARU – Isso é um presídio! Aqui é fácil entrar, mas é difícil sair. INUYASHA – Nós estamos perdendo tempo. GATENMARU – Não posso fazer nada quanto a isso. Naquele momento Sango aparece diante deles depois de usar o celular. SANGO – O Miroku acabou de me ligar, eu tenho uma bomba para falar. INUYASHA – O que foi, Sango? SANGO – O Miroku disse que a Kagura está envolvida na conspiração. GATENMARU – Mas que absurdo é esse? INUYASHA – Como ele soube disso? SANGO – A Soten contou para Shippou que viu o pai dela conversando com Kagura! Eles se conheciam. INUYASHA – Kagura?! Eu não posso acreditar. SANGO – Ele falou mais! Nesse momento o Shippou está na casa dela tentando arrumar provas para inocentá-lo. INUYASHA – Isso é muito perigoso! O Shippou tem que sair dali agora! SANGO – O Miroku disse a mesma coisa, ele não pode fazer nada, pois já está um pouco longe, mas foi decisão do Shippou! Ele quer te salvar, InuYasha. INUYASHA – Mas que moleque mais estúpido! Se acontecer algo com ele, a Kagome vai enlouquecer. GATENMARU – Olha só o diretor aí! (o diretor entra na sala com a autorização) DIRETOR – Aqui está e... InuYasha pega o papel e sai correndo dali com os detetives atrás dele, o diretor não entendeu nada e enquanto isso Soten estava bem em frente a porta do quarto de Satsuki, ela estava lá já algum tempo tentando pensar em alguma forma de segurá-la por lá e assim ela bate na porta e Satsuki, que estava chorando, enxuga as lágrimas para ir atender a porta. SATSUKI – Espera um pouco Shippou eu... (ela para de falar ao ver quem era) SOTEN – Não é o Shippou! SATSUKI – O que você quer? SOTEN – Conversar! SATSUKI – Acho que não temos nada o que conversar. SOTEN – Temos sim! (ela entra no quarto dela) – E você sabe disso. Soten ficou pensando por algum tempo o que prenderia Satsuki naquele quarto e concluiu que só havia um motivo forte o bastante, um assunto que era de interesse de ambas. SATSUKI – O que seria? SOTEN – Shippou! Satsuki olha fixamente para Soten e sabia que aquela era a hora da verdade e por isso ela trancou a porta para em seguida se sentar na cama enquanto olhava para a rival. SATSUKI – Então vamos lá! O que quer falar sobre Shippou? Que você vão voltar a namorar? Pois se for isso não precisa gastar sua saliva. SOTEN – E se isso fosse verdade, qual seria o problema? (Satsuki se levanta ao ouvir aquilo) SATSUKI – Você sabe muito bem qual seria o problema! Não se faça de sonsa! (ficando de costas para ela) SOTEN – Eu não sou sonsa! Mas é você que se faz de sonsa quando não admite seus sentimentos em relação ao Shippou! (Satsuki se vira) SATSUKI – Do que está falando? (a encarando) SOTEN – Dos seus verdadeiros sentimentos! (ela olha para o chão) – O Shippou é a pessoa mais gentil e doce que conheci em toda minha vida e apesar de tudo que fiz contra ele mesmo assim ele mostra carinho por mim. SATSUKI – E daí? (ela volta a olhar para Satsuki) SOTEN – E daí é que eu gosto dele e... (ela balança a cabeça) – Não! Não é só gostar! Eu o amo, eu o amo de verdade e não tenho nenhuma dúvida disso. Soten disse aquelas palavras com um olhar muito determinado, o que chamou a atenção de Satsuki que, pois sua rival estava mostrando um segurança enorme em relação aos seus sentimentos quanto á Shippou, que naquele momento estava mexendo no computador de Kagura e enquanto isso Rin, Kanna e Kagura estavam na limusine da empresa deixando o prédio do Grupo Naraku e no trajeto o celular de Rin começa a tocar. RIN – Alô! SANGO – Rin sou eu, mas não fale o meu nome. RIN – Sim, pode falar. SANGO – A Kagura está com você? RIN – Sim! Por que quer saber? SANGO – Rin é possível que ela esteja por trás de tudo, inclusive a prisão de Sesshoumaru. (Rin olha para Kagura) RIN – Isso é sério? SANGO – Não da para explicar tudo agora, mas o Shippou está na casa dela tentando levantar provas, eu preciso que segure Kagura o máximo de tempo, ela não pode voltar para casa. RIN – Pode deixar. SANGO – Te ligo depois. Rin desliga o celular e fica com o semblante de preocupação, sua amiga Kanna percebe isso. KANNA – Algum problema, Rin? RIN – Não é nada! (forçando um sorriso) – Eu tive uma idéia! Por que nós três não vamos á um restaurante aqui perto? Não almoçamos ainda. KAGURA – Não obrigada! Eu pretendo ir para casa. RIN – Mas por que a pressa? KAGURA – Porque eu quero ir para casa, é só isso! KANNA – Vamos Kagura! A Rin está nos convidando! Vai ser bom, assim as duas poderão se conhecer melhor e deixar essas picuinhas para trás. Kagura olhava para Rin, que sorria de maneira forçada, a ex. agente do governo pressentiu que a esposa de Sesshoumaru estava aprontando algo e naquele exato momento o seu celular toca. KAGURA – Alô! HONK – Sou eu senhora! Eu liguei porque está acontecendo algo estranho. KAGURA – Pode falar! HONK – Eu estou olhando pela janela que aquele moleque chamado Shippou está mexendo no seu computador, sua filha está com a outra garota no quarto dela. KAGURA – Então sabe o que fazer, não é? HONK – Eu vou entrar e me livrar do moleque. KAGURA – Faça seu trabalho. HONK – Pode deixar e... KAGURA – Honk! Alô! Honk! Fale comigo! Ainda está aí? Honk caiu duro no chão, pois tinha sido morto por um tiro disparado por Ginkotsu, que passava por ali e Kagura, não sabendo de nada desliga seu celular. KANNA – O que foi Kagura? KAGURA – Acho que a ligação caiu! Honk era um conhecido meu nos tempos da Segurança Interna. (ela começa a suar frio) – “O que houve? O Honk é muito profissional, ele não perderia contato assim.” (pensando) RIN – Você está se sentindo bem? KAGURA – Senhora Kanna, poderia pedi ao chofer que pare na próxima farmácia! Eu preciso comprar um remédio para mim. KANNA – Como quiser! E logo eles viram uma farmácia e assim o chofer estaciona a limusine para em seguida Kagura sair do carro para entrar no estabelecimento e enquanto isso, com Soten distraindo Satsuki, Shippou tinha achado uma pasta com o nome de ‘confidencial’ e tentou abri-la, mas ela estava protegida por uma senha e o menino tentou vários nomes e nenhum deu certo. SHIPPOU – Não é o nome de Satsuki e nem o dela! Não é da empresa, mas o que será que é? Shippou quebrava a cabeça para descobrir a senha e naquele exato momento ele ouve vozes se aproximando, então ele saiu do escritório de Kagura voltando para a sala e viu que Satsuki estava descendo as escadas com Soten atrás dela. SATSUKI – Eu não quero ouvir mais nada e... (ela para de falar ao ver Shippou sentado no sofá) SHIPPOU – O que foi, Satsuki? Satsuki ficou vermelha ao ver Shippou, pois era a primeira vez que o estava vendo depois de descobrir seus verdadeiros sentimentos, ela não sabia como se comportar na presença dele. SATSUKI – Não é nada! (olhando para o lado) – Você já está melhor? SHIPPOU – Sim! Obrigado! Você cuidou muito bem de mim. Ele sorri para ela e ela fica mais vermelha ainda, realmente aquele sentimento era novo para Satsuki e percebendo isso, Soten queria acabar com aquele clima se aproximando de Shippou. SOTEN – Conseguiu o que queria? (falando baixo para Satsuki não ouvir) SHIPPOU – Não! Estava quase, mas tive que sair ao ouvir vocês chegando. (falando baixo também) SATSUKI – O que estão cochichando? SHIPPOU – Não é nada, Satsuki! Satsuki não acredita muito nas palavras de Shippou e ficou triste por ele compartilhar segredinhos com Soten e deixá-la de fora, mas de repente ela percebe algo estranho. SATSUKI – A porta do escritório da minha mãe está aberta! (ela olha para Shippou) – Você mexeu lá? SHIPPOU – Olha Satsuki, isso tem uma explicação. Satsuki nem tenta ouvir Shippou e vai para o escritório da mãe e lá dentro ela vê o computador ligado e na sua tela uma mensagem que dizia para digitar a senha. SATSUKI – Você ficou maluco ou o que? A minha mãe não permite que ninguém mexa nesse computador, nem eu mesmo posso fazer isso. SHIPPOU – Espere Satsuki! Eu te explico tudo. Shippou não viu outra escolha a não ser contar a verdade para a amiga e enquanto isso Rin e Kanna estavam ainda esperando Kagura dentro da limusine. KANNA – A Kagura está demorando muito, não acha? RIN – Acho sim! Muito para meu gosto. (ela sai do veículo) KANNA – O que está fazendo? RIN – Eu já volto! Fique aqui! Rin entrou na farmácia para procurar Kagura, mas não a encontrou e perguntou ao atendente se a viu, deu até a descrição dela e o atendente disse que ela saiu pelos fundos do estabelecimento, ao ouvir isso Rin pega seu celular imediatamente para ligar para Sango, que junto com InuYasha, naquele momento estava no carro da polícia dirigido por Gatenmaru. RIN – Sango! SANGO – O que houve Rin? RIN – Eu acho que a Kagura desconfiou de algo! Ela pediu para parar a limusine em uma farmácia, ela entrou, demorou muito por isso eu entrei depois, mas não a encontrei aqui. SANGO – Entendido! A gente se fala depois! (ela desliga o celular e fala com o parceiro) – Pé na tabua! GATENMARU – Pode deixar! INUYASHA – Shippou corre perigo? SANGO – Se não chegarmos antes que Kagura, corre sim! Gatenmaru, que já dirigia em alta velocidade, acelera ainda mais para chegar o quanto antes e enquanto isso, depois de explicar com detalhes para Satsuki o motivo de estar mexendo no computador de sua mãe, Shippou ficou aguardando sua reação. SATSUKI – Eu não estou acreditando no que estou ouvindo! Você vai dar ouvidos para essa sonsa, que agora acusa minha mãe? SOTEN – Eu não estou inventando nada! O que disse sobre sua mãe é a mais pura verdade! Eu a vi conversando com meu pai. SATSUKI – Isso não prova nada! O seu pai trabalhou em uma empresa que fez parceria com a empresa em que minha mãe trabalha! Um encontro deles não é tão anormal assim. SHIPPOU – Ela pode está certa, Soten! SOTEN – O que está falando, Shippou? Está dizendo que... (ele a interrompe) SHIPPOU – Não podemos acusar ninguém sem provas, Soten! Não é o certo! SATSUKI – Isso mesmo! SHIPPOU – Mas tem uma coisa, Satsuki! (ele a encara) – Acredita cegamente em sua mãe? SATSUKI – Claro! Ela nunca mentiu para mim. (ela se afasta deles um pouco) – Olha, eu não estou querendo dizer que a Soten seja mentirosa, mas ela pode ter se enganado. SOTEN – Eu não me enganei! O meu pai e sua mãe pareciam se conhecer bem, não era uma reunião de empresa. SHIPPOU – Parem as duas! (ele se mete no meio delas para depois olhar para Satsuki) – Só tem um jeito de sabermos a verdade. SATSUKI – Qual? SHIPPOU – No computador de sua mãe! Se encontrarmos algo relacionado com os crimes atribuídos ao seu pai e ao InuYasha e também em relação aos acontecimentos de hoje será a prova de culpa de sua mãe. SATSUKI – Mas pelo visto já mexeu no computador e não encontrou nada. SHIPPOU – Encontrei uma pasta com o nome ‘confidencial’, acho que a resposta está ali, mas não consigo abri-la por causa de uma senha secreta. SATSUKI – Eu não sei a senha e mesmo que soubesse, não diria! Estou muito decepcionada com você, Shippou! (ela se afasta dele para ir ao escritório de Kagura) – Acho que já está bem! Os dois podem ir embora! Satsuki entra no escritório da mãe onde o computador estava ligado e quando a filha de Sesshoumaru pensou em desligá-lo, Shippou a agarrou por trás tampando sua boca com um pano que tinha clorofórmio o que fez Satsuki ficar inconsciente em um instante. SHIPPOU – Me perdoe Satsuki! Mas faço isso por InuYasha! Próximo capítulo = A verdade começa a vir á tona – parte 3