Na Noite mais Escura

7 A nova aluna - parte 2


Shippou acabara de chegar em casa e ao entrar, para sua surpresa, ele avistou Kouga e Ayame, que conversavam com Kagome e InuYasha. SHIPPOU – Por acaso está acontecendo alguma reunião? (estranhando o casal ali) KOUGA – Nós só viemos fazer uma visita. AYAME – Isso mesmo, Shippou. (eles olham Kagome segurando Genku) SHIPPOU – Toda vez que vocês vêem para casa e trazem o Genku, eu vejo a Kagome segurando ele. KAGOME – Mas é que ele é tão bonitinho. (acariciando o bebê) INUYASHA – Você não está com ciúmes, não é, Shippou? SHIPPOU – Ah ta! Eu com ciúmes? Era só que me faltava. Os dois casais começaram a rir o que deixou Shippou corado de vergonha e por isso ele foi em direção ao quarto, mas antes de ir, Kagome se manifesta. KAGOME – Shippou, eu quero ter uma conversa com você. (dando Genku para Ayame) SHIPPOU – Comigo? (ele volta) – O que foi, Kagome? (ela cruza os braços e olha bem para ele) KAGOME – Depois de uma conversa com InuYasha e o Kouga, mas principalmente depois de ouvir algumas palavras sábias de Ayame. (ela olha para a amiga que retribui com um sorriso) – Eu revi minha decisão de não deixá-lo ir na festa e... SHIPPOU – Quer dizer que posso ir? (vibrante) KAGOME – Claro e... (ela não pode terminar a frase porque Shippou a abraçou) SHIPPOU – Você é a melhor, Kagome, é simplesmente a melhor. KAGOME – Tudo bem, mas tem condições, mocinho. (ele deixa de abraçá-la para prestar atenção nas condições) SHIPPOU – Tudo bem, pode falar. KAGOME – Eu quero você em casa até onze da noite, no máximo onze e quinze, não use drogas e arranje brigas. (ela o encara bem pertinho olhando nos olhos dele) – Olha, Shippou, eu não botei você nesse mundo, mas adquiri o direito de tirá-lo dele. (em tom de ameaça) SHIPPOU – Sim senhora. (ele ficou sério mostrando o temor que sentia caso não andasse na linha) KAGOME – Bem, é só isso. (o garoto volta a sorrir e da um beijo na bochecha de Kagome) SHIPPOU – Eu te amo, Kagome. Depois daquele gesto, que por sinal deixou Kagome muito feliz, Shippou foi correndo, alegremente, para o telefone e em seguida tirou do bolso o numero do telefone de Soten e começou a discar. SHIPPOU – Alô, Soten. SOTEN – Oi, Shippou, me ligou tão rápido. SHIPPOU – Você tinha razão, eu vou para a festa. SOTEN – Conseguiu convencer sua mãe? SHIPPOU – Eu nem precisei, foi ela que mudou de opinião, como disse, tinha razão. SOTEN – Eu fico feliz por você, Shippou. SHIPPOU – Ficaria mais feliz se aquele seu convite ainda estiver de pé. SOTEN – Mas é claro que está! Nós vamos juntos amanhã. SHIPPOU – Ok! Eu te pego na sua casa e... ai, espere, eu não sei onde mora. SOTEN – Olha, Shippou eu prefiro me encontrar na sua casa, se não se importa. SHIPPOU – Claro que não! Mas por acaso tem vergonha da sua casa? SOTEN – O meu pai é meio ‘encucado’ com essas coisas, se um rapaz aparecer por lá, é capaz dele não me deixar ir. SHIPPOU – Ta bom. Enquanto Shippou fala para Soten o endereço da casa dele, os outros observam de longe, mas Kouga achou algo estranho. KOUGA – Eu ouvi o nome Soten? (falando baixo para Shippou não escutar) KAGOME – Eu também ouvi isso. AYAME – Parece que ele tem outra amiga além da filha de Sesshoumaru. (sorrindo enquanto brincava com Genku) INUYASHA – O que tem isso de estranho, Kouga? KOUGA – Nada, só curiosidade pelo Shippou conhecer outra garota. (sorrindo também e depois ficando sério) – “Eu já ouvi esse nome em algum lugar e não é boa coisa.” (pensando) Nesse momento Shippou já tinha acabado de conversar com Soten e por isso Kouga o chamou e ele atendeu imediatamente. SHIPPOU – O que foi, Kouga? KOUGA – Pode me dizer quem é essa Soten? AYAME – Não seja intrometido, Kouga! SHIPPOU – Não tem problema, Ayame... a Soten é uma garota que teve seu primeiro dia de aula hoje e ela tem o convite para festa. KAGOME – Espere aí! Você conhece essa garota hoje e já tem o telefone dele? SHIPPOU – Sim. (disse bem seco) INUYASHA – Eu não sabia desse seu lado. (sorrindo maliciosamente) – Está ficando esperto para essas coisas. (rindo) SHIPPOU – Não é nada disso, InuYasha. (meio corado) AYAME – Ela então tem convite para essa festa? SHIPPOU – Isso, o pai dela já trabalhou na empresa do pai do Hiro, por isso ela tem o convite, ela vêm me pegar amanhã. AYAME – Então ela é que vêm te pegar? Moderninho, hein Shippou? KAGOME – Isso é bom, assim vou saber quem é essa Soten. SHIPPOU – Se é só isso, eu posso ir agora para meu quarto? KAGOME – Pode ir. Kagome disse isso com um sorriso e o garoto foi para o quarto sob a observação dos dois casais, mas Kouga estava pensativo sobre aquilo, pois já tinha ouvido falar no nome de Soten e não se lembrava de onde. KOUGA – Kagome! InuYasha! Nós já vamos. KAGOME – Mas já? Fiquem mais um pouco, com meu trabalho eu não tenho tempo de ver muito o Genku. KOUGA – Eu sinto, Kagome, mas temos muito que fazer, já estamos com a agenda lotada. INUYASHA – Então a empresa de segurança vai de ‘vento em popa’? AYAME – Ainda bem. Sendo assim, Kouga e Ayame se despedem de InuYasha e Kagome para entrarem no seu carro e ao fazerem isso Ayame nota o olhar apreensivo do marido. AYAME – O que houve, Kouga? KOUGA – Esse nome, Soten, já ouvi em algum lugar e tenho um mau pressentimento. AYAME – Acho que está imaginado coisas. (ajeitando Genku no banco traseiro) KOUGA – Pode ser, mas vou investigar isso mais a fundo. AYAME – Você já anda muito ocupado com aquele cd, não tem tempo para essas paranóias, você sabe nossas reais prioridades. KOUGA – Eu sei. Kouga da partida no carro e eles saem dali para voltarem para a casa deles e enquanto isso, Soten, que estava sentada no sofá da sala de sua casa, estava lendo um mangá depois de falar com Shippou pelo telefone até que naquele momento um senhor de aproximadamente 60 anos chamado Argoten, aparece na sua frente a encarando atentamente. SOTEN – Pai?! (meio assustada pela sua presença) – O senhor não estava trabalhando? ARGOTEN – Não interessa o que eu estava fazendo. (ele a encara) – Quem era? SOTEN – Quem era quem? (olhando para o lado por estar meio nervosa) ARGOTEN – Não se faça de sonsa, menina! (ele a agarra pelos ombros) – Quando abri a porta ouvi o telefone tocar, com quem estava falando? SOTEN – Uma das minhas novas colegas! (mentindo) – Ela estava confirmando minha presença na festa, o senhor me deixou ir, lembra-se? ARGOTEN – Claro que sim! (ele se afasta ficando de costas para ela) – Eu vou estar fora mesmo, voltando só na segunda-feira e eu também estou de bom humor. (ele deita no sofá enquanto coloca os pés no colo dela) – Massageie meus pés. SOTEN – Sim senhor. (ela tira os sapatos dele) ARGOTEN – E depois quero que prepare algo para eu comer, já que depois da morte de sua mãe tive que cuidar de você, então que seja útil. SOTEN – Como quiser senhor. Ao que parecia, Soten não tinha uma vida muito fácil, seu pai a tratava como escrava, Soten como não tinha mais ninguém na vida, suportava todos aqueles maus tratos e enquanto isso, Satsuki estava praticando coreografias com suas amigas Sayaka, Mai e Neya no colégio, quando decidiram parar para um descanso. SAYAKA – Acho que ficou bom. (se sentando no banco da quadra junto com as outras) SATSUKI – Bom? Está ótimo, vocês estão de parabéns. (enxugando o suor com a toalha) MAI – Satsuki, me diz uma coisa, o que achou da nova aluna? SATSUKI – Eu não sei, não reparei muito nela, por que da pergunta? MAI – Sei lá, achei que podíamos convidá-la para nosso time. NEYA – Um quinteto seria bem melhor, mais harmônico para uma coreografia. SATSUKI – Temos que, primeiro, vê-la se é boa e... (ela deixa de falar por notar a presença de um rapaz do lado de fora do colégio que acenava para ela) – Bem garotas eu tenho que ir, é o Hiro. Hiro era um garoto de longos cabelos pretos com um ar bem rebelde para seus 15 anos e o que mais ataria Satsuki era que ele era um rapaz decidido, que sabia o que queria e quando ela ia ao encontro dele, uma de suas amigas se manifesta. MAI – Espere, Satsuki. SATSUKI – O que foi, Mai? MAI – Me conta uma coisa, Satsuki, sua mãe vai mesmo te ajudar a enganar seu pai? SATSUKI – Pode crer que sim! Minha mãe é dez. (arrumando suas coisas para sair) NEYA – Então nós nos encontramos amanhã na festa. SATSUKI – Pode acreditar. (ela pega a bolsa) – Então até amanhã. Satsuki se despede das amigas e vai ao encontro de Hiro e os dois se beijam. HIRO – E aí, gatinha? Tudo bem para amanhã? SATSUKI – Pode acreditar que sim. (ela coloca os braços em volta do pescoço dele) HIRO – Eu tenho uma surpresinha para você amanhã e quero que esteja lá para ver. SATSUKI – Eu não perderia por nada desse mundo. (eles voltam a se beijar) HIRO – Tem certeza que não tem problema com seu ‘velho’? SATSUKI – Eu já cuidei de tudo, meu pai não será problema, ele vai pensar que vou estar em outro lugar. HIRO – Essa é minha garota. (acariciando o rosto dela) – Desde a primeira vez que te vi, sabia que era mais esperta do que seus colegas. SATSUKI – Os garotos da minha escola são todos uns bobos, você é diferente de todos eles. HIRO – Então vamos ao cinema, eu já comprei os ingressos. (exibindo os bilhetes) SATSUKI – Eu só vou tomar banho no vestiário e já volto. Satsuki deu um beijo em Hiro e foi correndo ao vestiário. MAIS TARDE JÁ À NOITE Já era mais de 9 da noite e Sango está na frente da porta da casa de Miroku e naquele momento ela se abre e o promotor aparece diante dela, vestindo uma calça de moletom e uma camiseta regata e parecia meio suado. MIROKU – Você veio mesmo. SANGO – Eu prometi e costumo cumprir minhas promessas. MIROKU – Estou vendo, não quer entrar? (ele da passagem a ela) SANGO – Tá! Sango, ainda com a feição séria, entra na casa, ela queria saber o que Miroku pretendia fazer sobre o relacionamento deles, mas antes que ela pudesse falar algo, ele já estava oferecendo uma taça de vinho enquanto segurava outra. MIROKU – Podemos beber enquanto conversamos. SANGO – Eu não quero beber. (de braços cruzados) MIROKU – Não seja tão severa consigo mesma, relaxe e beba um pouco. (ela pega a taça e a coloca na mesa de centro) SANGO – Eu vim para conversarmos sobre nosso relacionamento. MIROKU – Ok! Mas deixa-me tomar um banho antes, eu não quero conversar com você estando todo suado. Miroku bebe sua taça de vinho e se afasta, Sango notou as roupas dele e estranhou vê-lo vestido daquele jeito. SANGO – Miroku! (ele para ao ouvi-la) – Por que está todo suado? O que está fazendo? MIROKU – Eu vou te mostrar. Miroku pega Sango pelo braço e a leva até á outra sala que tinha em seu interior uma mini academia. SANGO – Você estava fazendo exercícios? (ela olha bem para ele) – Isso definitivamente não combina com você. (rindo) MIROKU – A verdade é que tenho preguiça de ir a uma academia, mas acho que tem razão, isso tudo não combina comigo, eu faço um pouco de exercício e minhas juntas começam a doer. (sorrindo) SANGO – Isso porque você é muito sofisticado e não provavelmente não faz exercícios regularmente. MIROKU – Pode ser. SANGO – Eu por outro lado, faço vários exercícios todos os dias, preciso manter a forma no meu serviço e não fico perdendo tempo em eventos como você. MIROKU – Lá vêm você falando nos eventos de novo. SANGO – Mas estou falando a verdade. MIROKU – Já que está criticando meu estilo de vida, vamos fazer uma aposta. SANGO – Que aposta? MIROKU – Vamos para o tatame e se você conseguir me derrubar, eu desisto imediatamente da minha carreira política e vou ser apenas um discreto promotor. SANGO – Está falando sério? (ela olha bem para ele e vê que ele não está brincando) – Eu só tenho que te derrubar? MIROKU – Isso mesmo, mas caso você perca, terá que passar a noite aqui. (ele sorri maliciosamente) – Se pensar bem, você vai ganhar com qualquer resultado. SANGO – Você é muito convencido. (meio corada) – Mas tudo bem, eu aceito seu desafio, mas saiba que pratico boxe. MIROKU – Mesmo? Eu não sabia. SANGO – Tem muita coisa que não sabe de mim. Sango arregaçou suas mangas e barras da calça que vestia para poder lutar livremente, mas ela estava desconfiada das intenções de Miroku e tinha certeza que ele usaria algum truque e ficou pensando o que seria. SANGO – “Um riquinho como ele não vai ganhar de mim, aposto que ele sabe disso e aposto também que vai aprontar algo, talvez ele ache que com o contato físico eu abaixe a guarda, ele é presunçoso o bastante para pensar isso, deve ser algo parecido, mas não vou cair nessa, vou derrubá-lo com um só golpe.” (pensava enquanto sorria) MIROKU – Por que está rindo? SANGO – Porque do contrário que diz, você, Miroku, é muito previsível. Sango, toda confiante, avançou imediatamente em Miroku para aplicar-lhe um soco, mas surpreendentemente, o promotor desvia do golpe e ainda segura o braço da detetive e depois da-lhe uma rasteira, fazendo-a cair no tatame. MIROKU – Acho que ganhei a aposta. (sorrindo) SANGO – Eu não acredito. (no chão e ainda surpresa) – Como fez isso? MIROKU – Foi uma coisa que aprendi na China, é uma longa história, que posso contar enquanto jantamos. (ele estende a mão para que ela se levante) SANGO – Eu não sabia que podia fazer isso. (ela segura a mão dele para se levantar) MIROKU – Tem muita coisa que não sabe de mim. (ele a beija) – Conforme a aposta, você dorme aqui hoje. Miroku vai para o banheiro a fim de tomar um banho enquanto Sango, ainda surpresa, estava aborrecida pela derrota, nunca fora derrotada facilmente assim antes, mas no fundo estava feliz por conhecer outro lado que não conhecia em Miroku. SANGO – Ele é mais forte do que aparenta. Depois que voltou do banho, Miroku jantou com Sango, depois esse jantar, ambos foram para a sala ao lado, ele contou que tinha aprendido aquele golpe com um mestre de artes marciais que vivia na China, que por sinal era o mesmo mestre que treinou InuYasha antes dele assumir o restaurante da mãe, mas ao contrário do amigo, Miroku ficou lá apenas alguns meses e ainda mais quando era criança. MIROKU – Esse golpe que apliquei em você foi uma das primeiras lições do Mestre Zhi, use a força do adversário contra ele mesmo. SANGO – Como pode me esconder uma coisa dessas de mim esse tempo todo? MIROKU – Mas eu não escondia nada. SANGO – Não? Eu pensava que você fosse um playboy metido a promotor! Por que nunca me falou que sabia lutar? MIROKU – Porque você nunca me perguntou. (aquela resposta irrita a detetive) SANGO – Você é impossível mesmo, eu nem sei por que estou aqui. MIROKU – Mas eu sei. (ele a encara) – Porque se sente atraída pelo meu charme. (sorrindo) SANGO – Vai pensando. (ela se levanta do sofá) – Você armou tudo, não é? MIROKU – O que? (se aproximando dela) SANGO – Tudo isso! Você sabia que eu aceitaria seu desafio, sabia que conseguiria me vencer e esse seria o único modo de me fazer dormir aqui hoje. (ele a abraça por trás) MIROKU – Vai dizer que não gostou. (ele beija o pescoço dela) SANGO – Eu não vim para isso. Sango tentava bravamente resistir às carícias de Miroku, mas no final se rendeu aos encantos do amado, a verdade era que o promotor sabia como seduzir a bela detetive e apesar do relacionamento dele estar abalado, eles ainda eram apaixonados um pelo outro e por isso teriam uma ardente noite de amor. Próximo capítulo = A festa – parte 1