Na Noite mais Escura
67 A luta final contra a Ordem - parte 1
Já novamente agrupados, Kouga, InuYasha, Sango e Gatenmaru elaboravam um plano de invasão á companhia de água.
GATENMARU – Qual seu plano, InuYasha?
INUYASHA – Nos dividiremos em dupla! Enquanto uma dupla chama a atenção dos capangas, a outra entrar pelo lado oposto.
SANGO – E como tem tanta certeza que todos os capangas viram até á primeira dupla?
INUYASHA – Por que essa dupla será formada por nós dois! Quero que nos vejam! Tenho certeza que devem estar monitorando as imagens em volta da companhia.
KOUGA – Entendi! Eles ficaram assustados ao saber que você escapou com vida da explosão.
INUYASHA – Exato! Então você e Gatenmaru entram pelo outro lado.
GATENMARU – Ok! Está na escuta, Toutoussai?
TOUTOUSSAI – Sim! Eu concordo com o plano de InuYasha! Acho que vai dar certo! Gatenmaru! Você pode ver a movimentação de dentro através do seu PDA. (Gatenmaru olha o seu PDA)
GATENMARU – Fora os seis capangas que estão em todas as entradas, há três formas de calor no setor de distribuição! Devem ser Juroumaru, Bankotsu e Jakotsu! E tem mais um sinal de calor mais á cima.
INUYASHA – Deve ser Houjo! Quer dizer que ele ainda está vivo, mas não sei por quanto tempo! Padrinho! Sabe de alguma notícia sobre a mãe de Kagome?
TOUTOUSSAI – Eu soube que ela está sendo operada nesse momento, mas não corre risco de vida! Kikyou também está lá.
INUYASHA – Precisa enviar alguém para tomar conta dela! Ela tem a prova de quem está por trás da conspiração.
TOUTOUSSAI – Eu já cuidei disso, InuYasha! Agora pense somente na missão.
Depois de ouvirem essa palavras, o quarteto estava pronto para a invasão e assim InuYasha e Sango foram para um lado enquanto Gatenmaru e Kouga foram para o outro e enquanto isso no Grupo Naraku, mais precisamente na sala da presidência, Kanna mostrava para Rin um rascunho de uma declaração da empresa sobre o envolvimento de Kagura com o terrorismo.
KANNA – O que achou?
RIN – Está bom! (ela devolve o papel para a amiga) – Isso deixa claro que você em momento algum compactuou com as atividades de Kagura.
KANNA – Mas eu duvido que acreditem! Kagura era um funcionária da minha empresa! Era minha obrigação saber de seus passos.
RIN – Ela usurpou o seu poder! Ela fez isso nas suas costas e tenho certeza que teve ajuda de alguém e você sabe de quem estou falando.
KANNA – Onigumo. (ela se levanta de sua cadeira) – Mas não há provas disso.
RIN – Mas você leu o informe secreto que recebeu! (ela fala baixo) – Kikyou está envolvida na conspiração e nesse momento está no hospital.
KANNA – Eu ainda não consigo acreditar que a senhorita Kikyou foi capaz de participar da morte do meu Kohaku.
RIN – Mas ela foi e isso significa que o namorado dela também está envolvido! Escute-me Kanna! Expulse Onigumo imediatamente e...
KANNA – Não! Se eu fizer isso agora, ele pode desconfiar! Não vê que ele sai toda hora daqui para tentar falar com a senhorita Kikyou? Precisamos que ele fique e...
Ela para de falar ao perceber a entrada de Onigumo na sala, ele vai diretamente á elas.
ONIGUMO – Eu não estou conseguindo falar com Kikyou! Estou muito preocupado.
RIN – Estou vendo. (o olhando com desconfiança)
ONIGUMO – Por que está me olhando desse jeito?
KANNA – Onigumo! Eu sei que está preocupado com a senhorita Kikyou, mas te peço que não vá ainda! Eu preciso que fique aqui pelo menos até a prisão dos terroristas.
ONIGUMO – Como quiser, Kanna! O que quer de mim?
KANNA – Quero que revise esse rascunho. (ela entrega o rascunho á ele) – Rin já deu uma olhada e achou bom! Gostaria que desse a sua opinião.
ONIGUMO – Claro.
Depois de pegar o rascunho, Onigumo sorri para Kanna e em seguida sai da sala para lê-lo deixando as duas a sós na sala.
RIN – Kanna! Esse homem é perigoso! Está arriscando muito em mantê-lo por perto.
KANNA – Pode ser, mas preciso fazer isso para descobrir a verdade, mesmo me arriscando. (ela segura a mão de Rin) – Mas não precisa ficar aqui se está com medo e...
RIN – O único medo que tenho é dele te fazer algum mal, por isso vou ficar aqui com você.
KANNA – Você é uma grande amiga. (ela da um tapinha na mão de Rin e volta a se sentar) – Satsuki já sabe o que houve com a mãe?
RIN – Não! Ainda não! Vou ligar para Sesshoumaru.
Rin pega seu celular e disca para o celular do marido, que naquele momento estava na casa de Kouga observando o computador trabalhando automaticamente na foto que Sara tinha guardado.
SESSHOUMARU – Oi amor! Alguma novidade?
RIN – Infelizmente sim! Kagura se matou.
SESSHOUMARU – O que?! Mas quando foi isso?
RIN – Logo depois do interrogatório em que ela confessou a participação de Kikyou na conspiração, mas isso não é tudo.
SESSHOUMARU – O que foi?
RIN – Para sua informação, Onigumo está de volta a empresa! Kanna pediu que ele ficasse! Ela acha que pode controlá-lo daqui, mas acho isso uma péssima idéia.
SESSHOUMARU – É sim! Acha que ele Onigumo pode manipulá-la?
RIN – Acho que já está fazendo isso! Onigumo conseguiu convencer Kanna a pedir á setores do governo japonês que não divulguem o envolvimento de Kagura com o terrorismo caso a polícia consiga impedir o ataque da Ordem.
SESSHOUMARU – E como ele conseguiu convencê-la?
RIN – Ele disse que era para salvar a credibilidade da empresa, os empregados e para completar disse que também era por Satsuki, pois se Kagura for considerada traidora combatente, Satsuki sofrerá as conseqüências.
SESSHOUMARU – Entendi.
RIN – Eu não estou gostando nada dessa história! Ele está querendo encobrir tudo para ficar livre.
SESSHOUMARU – Olha Rin! Talvez esteja certa, mas também não vejo isso com maus olhos! Se for para defender o futuro de minha filha, acho que posso aceitar isso.
RIN – Eu entendo que queira pensar em Satsuki, mas assim Onigumo ficará livre e...
SESSHOUMARU – Não exatamente! Nesse momento estou olhando para a foto que pode provar o envolvimento de Onigumo! Tenho certeza que Sara guardou essa foto por algum motivo. (ele olha para Satsuki conversando com Shippou) – Deixa que eu falo com Satsuki sobre a mãe.
RIN – Ta! Espero que essa foto prove algo mesmo.
SESSHOUMARU – Aposto que vai! Obrigado por me avisar! Ligo-te depois.
Sesshoumaru desliga seu celular, respira fundo e finalmente vai até a filha que estava conversando com Shippou.
SESSHOUMARU – Podemos conversar, querida?
SATSUKI – Claro, pai.
SESSHOUMARU – Vamos conversar em particular.
Sesshoumaru caminha até a sala do computador fazendo Satsuki se levanta do sofá para acompanhá-lo deixando Shippou a sozinho, mas não por muito tempo, pois Koharo, carregando Genku no colo, se senta ao seu lado.
KOHARO – O que houve? Parecem tão sérios. (olhando para Sesshoumaru e Satsuki)
SHIPPOU – Eu não sei, mas deve ter acontecido algo. (ele vê pai e filha se abraçando) – Aconteceu mesmo! Eu vou ver e... (ele ia se levantar e Koharo o segura pelo braço) – O que foi?
KOHARO – Melhor não! (ela olha para pai e filha ainda se abraçando) – Depois sua amiga te conta o que houve! Esse deve ser um momento de família.
SHIPPOU – Ta! (ele volta a se sentar) – Eu só queria saber o que está acontecendo com InuYasha.
Shippou desligou a TV com o controle remoto, os conflitos da população com o exercito já tinham acabado, ele só ficava olhando para Satsuki, que tinha acabado de receber a notícia do suicídio de Kagura e enquanto isso na companhia de água, Juroumaru chamava a atenção de Bankotsu.
JUROUMARU – Acho que temos outro problema. (olhando um monitor)
BANKOTSU – O que foi desta vez? (indo até ele)
JUROUMARU – Olhe com seus próprios olhos.
Bankotsu vê, pelo monitor, a movimentação que Sango e InuYasha faziam pelo lado de fora da companhia, imediatamente ele olha para o irmão.
BANKOTSU – Jakotsu! Pode me explicar isso? (ele aponta para o monitor e Jakotsu vê)
JAKOTSU – Mas como? Ele ainda está vivo! E como chegou até aqui?
JUROUMARU – Ele e Sango devem ter feito alguma investigação particular, mas isso não importa, pois ao que parece estão sozinhos.
BANKOTSU – Jakotsu! Houve alguma movimentação dos soldados?
JAKOTSU – Não! Estão todos nos seus postos.
BANKOTSU – Juroumaru tem razão! Eles estão sozinhos. (ele pega um rádio comunicador) – Atenção homens! Sango e InuYasha avistados no lado de fora do setor sete! Vão todos lá e os eliminem. (ele desliga o rádio)
JUROUMARU – Melhor seus capangas fazerem um serviço bom, já que seu irmão falhou.
JAKOTSU – Não me critique, Juroumaru! Não tem o direito de falar assim comigo e...
JUROUMARU – Eu falo do jeito que eu quiser! Esse tempo todo que trabalhamos juntos, só tenho recebido críticas, mas agora não fui eu quem deixou InuYasha escapar vivo.
JAKOTSU – Mas...
BANKOTSU – Já chega dessa discussão! Até certo ponto, você tem razão, Juroumaru, mas Jakotsu é meu irmão, portanto deixe-o comigo.
JUROUMARU – Como quiser.
Juroumaru se afasta dos irmãos terroristas que se entreolhavam e enquanto isso, do lado de fora da companhia de água, Gatenmaru e Kouga acompanhavam, pelo PDA, a movimentação dos capangas da Ordem.
KOUGA – InuYasha estava certo! Estão todos indo para um lado.
GATENMARU – Acho que assim podemos entrar.
Quando notaram que a distancia era segura, os dois, armados, entraram por uma porta lateral e enquanto isso do outro lado da companhia e também monitorando a movimentação dos capangas, Sango e InuYasha se preparavam para o confronto.
SANGO – Eles estão vindo.
INUYASHA – Ok! Vamos pegar um por vez.
Sango e InuYasha, armados com pistolas equipadas com silenciador, se separam e se escondem em lugares estratégicos onde tinham uma boa visão, não só um do outro, mas como também dos primeiros capangas que acabavam de sair da companhia para matá-los, eram dois, eles se separaram para procurar os invasores, mas antes que percebessem, foram acertados mortalmente por disparo de Sango e InuYasha.
SANGO – Vamos entrar.
INUYASHA – Eu vou na frente.
InuYasha tomou a dianteira, andando com cuidado, dobrou o corredor, não demorou muito e mais dois capangas apareceram e InuYasha matou-os também, mas como um deles chegou a usar sua arma, o disparo acabou chamando a atenção de Bankotsu.
BANKOTSU – Isso foi aqui dentro. (ele usa o rádio) – Bravo! Responda Bravo. (ninguém atendeu e ele saca sua arma)
JUROUMARU – Não tem como apenas duas pessoas vencerem.
BANKOTSU – Por via das dúvidas, vamos verificar! Fique aqui, Juroumaru. (ele olha para o irmão) – Jakotsu.
JAKOTSU – Entendido, maninho.
Jakotsu saca sua arma também e assim os dois irmãos vão até a saída do reservatório, mas param ao notar a aproximação de uma sombra e quando estavam prestes a atirar, percebem que era um dos capangas.
BANKOTSU – É você, Delta, seu inútil!
DELTA – Eu voltei porque Bravo e os outros caíram em uma armadilha! Além de mim, só sobrou Alfa.
JAKOTSU – E onde ele está?
DELTA – Está vindo. (Alfa entra no local)
ALFA – Sango e InuYasha estão aqui.
JAKOTSU – Isso eu já sei, seu idiota! Vamos procurar setor por setor. (ele olha para o irmão) – Melhor ficar aqui, mano.
BANKOTSU – Ok! Mas tenha cuidado, Jakotsu! Estou achando que eles querem nos atrair.
JAKOTSU – Claro! (depois ele olha para Alfa e Delta) – Venham comigo vocês dois.
Jakotsu, Alfa e Delta saem do reservatório para irem á caça de Sango e InuYasha, que estavam bem escondidos e enquanto isso do outro lado da companhia de água, Gatenmaru e Kouga olhavam a movimentação dos bandidos através do PDA.
GATENMARU – Ainda há duas pessoas no reservatório! Sango e InuYasha ainda não atraíram todos.
KOUGA – Mas se for só um, acho que da para encarar.
GATENMARU – Isso depende. (ele usa o ponto eletrônico) – Toutoussai! Quanto falta para reativar a distribuição da água?
TOUTOUSSAI – Cerca de dez minutos! Já estão com um prazo apertado.
GATENMARU – Ouviram isso, Sango, InuYasha? Tem que eliminar os três que estão se aproximando.
SANGO – Sim. (falando baixo) – Faremos o que for possível.
INUYASHA – Idem.
TOUTOUSSAI – Conto com todos vocês.
Toutoussai coloca as mãos no rosto, o nervosismo dele era evidente e naquele momento ele vista Souta e Shiori adentrando o andar do departamento e assim vai até eles.
SOUTA – Senhor Toutoussai! Tem alguma notícia de Houjo?
TOUTOUSSAI – Nesse momento InuYasha e Sango estão em uma missão na companhia de água! Houjo está lá e pela leitura térmica, ele está vivo.
SOUTA – Acha que eles conseguirão?
TOUTOUSSAI – Torço que sim, pois se não, as pessoas sofreram demais.
SHIORI – Então InuYasha está bem mesmo?
TOUTOUSSAI – Está! E por que não estaria?
SHIORI – Souta me contou que a ex. namorada dele estava envolvida nisso e ela tinha ido para o hospital e...
TOUTOUSSAI – Foi por causa de uma explosão, mas InuYasha saiu sem ferimentos graves.
SOUTA – Por que está tão preocupada com InuYasha?
SHIORI – Eu costumo me preocupar com as pessoas queridas por mim.
SOUTA – E desde quando InuYasha é uma pessoa querida por você? Se não me engano, vocês se conheceram hoje.
SHIORI – Sim, mas nesse curto período, ele salvou minha vida duas vezes! Acho que isso é o suficiente para uma pessoa se tornar querida para você, não acha?
SOUTA – Que seja.
Souta não gostou muito se saber da admiração que Shiori tinha por InuYasha, já que a beleza da moça tinha chamado sua atenção, Toutoussai o chamou a atenção.
TOUTOUSSAI – Precisamos conversar.
SOUTA – Claro! Por acaso é sobre o afastamento de Kagome?
TOUTOUSSAI – De certa forma sim! (ele olha para Shiori) – Veio aqui para a liberação do corpo de sua mãe! Fale com Jinenji e ele irá providenciar.
SHIORI – Ta.
SOUTA – A gente se vê depois, Shiori.
SHIORI – Sim e muito obrigada pelo que fez por mim.
Shiori se afasta e vai para junto de Jinenji deixando-os a sós, o velho agente percebeu o interesse do irmão de Kagome pela jovem.
TOUTOUSSAI – Se está querendo uma coisa com essa moça, sugiro que deixe passar um tempo, pois hoje foi um dia puxado para ela.
SOUTA – Eu não quero nada com ela. (vermelho)
TOUTOUSSAI – Sei. (não acreditando) – Mas isso não é problema meu! Precisamos falar de um assunto.
SOUTA – Kagome?
TOUTOUSSAI – Também, mas o principal assunto é seu pai.
SOUTA – Sim! Vamos até a sala do capitão e lá poderemos conversar mais a vontade.
Mesmo não entendendo, Souta seguiu Toutoussai até a sala e enquanto isso na casa de Kouga, depois de saber do suicídio da mãe, Satsuki estava sentada no chão do corredor, encostada em uma das paredes, isolada dos outros, ela não queria que eles a vissem, mas Shippou foi até ela.
SHIPPOU – Você está bem? (ela o olha torto pela pergunta)
SATSUKI – Se eu estou bem? Minha mãe acabou de se matar! Como pode me fazer essa perguntar?
Shippou preferiu ignorar a agressividade da filha de Sesshoumaru por entender que essa era a forma dela de extravasar sua raiva e assim ele, calmamente se sentou do lado dela e ficou olhando para a parede assim como ela.
SHIPPOU – Eu não sei o que dizer.
SATSUKI – Não precisa dizer nada! Eu já sei de tudo.
SHIPPOU – Do que está falando? (depois dessa pergunta ela olha para ele)
SATSUKI – Da minha mãe! Da grande covarde que ela era.
SHIPPOU – Não deveria falar assim de sua mãe, mesmo ela sendo que era. (ele ainda olhava para a parede)
SATSUKI – E por que não? (ela se levanta) – Sabia que não derramei uma única lágrima pelo que aconteceu? Quer saber por quê? Porque o que sinto é um enorme vazio no peito, eu não sei explicar, eu só sei que ela foi covarde por se matar, pois esperava mais dela.
SHIPPOU – Satsuki! (ele se levanta também) – Talvez ela tenha feito isso por você, já pensou?
SATSUKI – O meu pai me falou isso! Falou que Rin disse que Kanna daria um jeito de não divulgar o envolvimento de minha mãe em todos esses acontecimentos para me poupar, mas minha mãe não pensa assim, esse não é o jeito dela me poupar.
SHIPPOU – Como pode saber?
SATSUKI – Depois da nossa última conversa, vi nos olhos dela um arrependimento verdadeiro, um arrependimento de alguém que estaria disposto a mudar suas convicções! Uma pessoa dessas não iria se matar.
SHIPPOU – Espere aí! Espere aí! Está querendo me dizer que não acredita que Kagura tenha se matado? É isso?
SATSUKI – Chame-me de louca, mas se eu não acreditar nisso, não acreditarei em mais nada. (ela o encara) – Mas não conte isso a ninguém, entendeu, Shippou? Não diga nada ao meu pai.
SHIPPOU – Está bem! Mas o que acabou de me dizer é muito grave. (falando baixo) – Mas se sua mãe não se matou, quem a matou?
SATSUKI – Esquece o que falei, Shippou! Eu devo estar delirando, só isso.
Satsuki se afastou de Shippou para voltar para junto do pai, mas o garoto ficou intrigado com aquela opinião da amiga sobre a morte de Kagura e enquanto isso na companhia de água, Bankotsu observava o cronômetro de contagem regressiva da reativação de distribuição da água.
BANKOTSU – Quanto tempo?
JUROUMARU – Cinco minutos.
BANKOTSU – Ótimo! (ele pega o rádio) – Jakotsu! Já os encontrou?
JAKOTSU – Ainda não.
BANKOTSU – Falta cinco minutos! Volte para nos juntarmos e assim pegarmos a nossa rota de fuga.
JAKOTSU – Está bem! Estou voltando e... (ele ouve um barulho) – Espere Bankotsu! Acho que os encontrei! Ligo-te depois.
Jakotsu desliga sua comunicação com o irmão e fica de arma em punho e se aproxima devagar até o local onde veio o barulho e ao dobrar o corredor, Jakotsu vê o corpo inerte de Alfa, ele se abaixa e percebe que está morto por um tiro nas costas.
JAKOTSU – Eu não ouvi os disparos! Devem estar usando um silenciador. (ele pega o rádio) – Delta! Delta! Onde está?
Para desespero de Jakotsu, ninguém atende do outro lado da linha e assim ele deduziu que Delta também devia ter sido morto, Jakotsu começou a andar, de costas, por onde veio e quando ia usar o rádio para falar com o irmão, ele sente um cano nas costas.
INUYASHA – Oi Jakotsu!
JAKOTSU – Querido InuYasha! (ele se vira devagar até ficar de frente com InuYasha)
INUYASHA – Deve estar surpreso em me ver.
JAKOTSU – Para falar a verdade, estou! Como conseguiu escapar da explosão?
INUYASHA – Um mágico nunca conta seus segredos.
JAKOTSU – E agora? O que vai fazer comigo? Vai me matar?
INUYASHA – Não se me levar até seu irmão. (Jakotsu fica surpreso) – Nós já sabemos que Bankotsu é o líder da Ordem.
JAKOTSU – Tenho que admitir que é mais esperto do que pensei! Você e Sango chegaram até aqui! Enganaram-nos direitinho.
Jakotsu parecia conformado com seu destino e naquele momento Sango aparece diante deles.
SANGO – Já cuidei do outro! Agora vai nos ajudar.
JAKOTSU – Está louca! De jeito nenhum.
INUYASHA – Vamos ver.
Jakotsu não estava entendendo a confiança de InuYasha e Sango e enquanto isso, Bankotsu estava preocupado com a demora do irmão.
BANKOTSU – Eu falei para Jakotsu voltar!
JUROUMARU – Então ele vai perder o show! Está pronto!
BANKOTSU – Inicie a operação.
Juroumaru apertou o botão que reativava a distribuição da água e também ativava alguns comandos no computador.
JUROUMARU – Agora não tem volta! A água irá passar pelo MPX1200 e consequentemente pela jóia de quatro almas.
Bankotsu sorri, seu plano estava dando certo, mas de repente a voz de InuYasha veio do rádio comunicador.
INUYASHA – Bankotsu! Eu sei que está me ouvindo, atende.
BANKOTSU – Então pegou Jakotsu?
INUYASHA – Sim! Se não quer que nada de ruim aconteça com ele, venha aqui.
BANKOTSU – Jakotsu é apenas um soldado! Por que acha que irei até aí?
INUYASHA – Porque ele é seu irmão! Sei que vai tentar salva-lo! Li sua ficha! Sei que, apesar de terroristas, você tem um carinho por seu irmão, pois já passaram por muitas coisas juntos.
BANKOTSU – Parece que sabe muito de mim, então deve saber que se fizer algum mal á ele, você e sua família sofreram muito.
INUYASHA – Mais do que já fizeram com a gente? Estou pagando para ver.
BANKOTSU – Tome cuidado com o que aposta, InuYasha! O valor pode ser alto demais.
INUYASHA – Chega de papo furado! Se não vier em um minuto, terá que recolher os restos mortais do seu irmão.
InuYasha desliga a comunicação e Bankotsu jogou o rádio no chão e em seguida olhou para Juroumaru, que tinha ouvido toda a conversa.
BANKOTSU – O processo é irreversível?
JUROUMARU – Não! Alguém pode vir aqui e desprogramar e...
Depois de ter essa confirmação, Bankotsu saca sua arma e atira na máquina de controle para que ninguém desprograme a operação.
BANKOTSU – Agora é irreversível. (ele começa a andar) – Eu vou ao encontro de InuYasha.
JUROUMARU – Está louco?! Temos que ir embora! Deixe seu irmão e... (ele para porque Bankotsu aponta a arma para ele)
BANKOTSU – Eu não vou sem meu irmão.
JUROUMARU – O que acha que vai conseguir? Jakotsu foi capturado, ele já era!
Depois de ignorar aquele argumento, Bankotsu abaixa a arma e vai ao encontro de InuYasha deixando Juroumaru sozinho no local, essa era a situação que Gatenmaru tanto esperava e assim, ele e Kouga começaram a avançar.
GATENMARU – Ótimo! Um deles ficou sozinho. (vendo o PDA) – Agora podemos ir.
KOUGA – Vamos lá.
Gatenmaru e Kouga começam a correr na direção do reservatório e ao chegaram no local, percebem Juroumaru fugir pelos fundos e Gatenmaru chega até a atirar nele, mas não acerta.
GATENMARU – Ele escapou.
KOUGA – Então vamos atrás dele e... (ele é seguro pelo braço)
GATENMARU – Temos coisas mais importantes para fazer.
Gatenmaru aponta para a maquina de controle totalmente destruída com os tiros dados por Bankotsu e isso não era a única coisa ruim, pois eles estavam ouvindo o som da água se aproximando.
KOUGA – Isso é mau! (examinando a maquina)
GATENMARU – Da para desprogramar a operação?
KOUGA – Da, mas vou ter que fazer isso manualmente enquanto isso vá atrás de Juroumaru e o pegue por mim.
GATENMARU – Tem certeza que pode dar um jeito?
KOUGA – Eu já disse que sim! Agora vá de uma vez.
Gatenmaru atende o pedido de Kouga e sai correndo atrás de Juroumaru deixando Kouga para trás, este por sinal, abre uma portinhola pela lateral da maquina, onde haviam os controles manuais e enquanto isso Bankotsu chegava ao local onde InuYasha e Sango mantinham Jakotsu preso.
INUYASHA – Pode ficar aí! (Bankotsu para de andar) – Então você é o líder?
SANGO – É ele um dos responsáveis pela morte do meu irmão.
BANKOTSU – Está enganada detetive Sango! Essa culpa é do grupo de Kagura! O seu irmão é ninguém para nós.
SANGO – Cale-se! (apontando uma arma para ele) – Kagura já recebeu o castigo dela! Agora é sua vez.
INUYASHA – Espere Sango! Talvez ele nos dê alguma pista sobre o líder da conspiração.
BANKOTSU – Você está bem, Jakotsu? (ignorando InuYasha)
JAKOTSU – Não devia vir até aqui, irmão! Eu falhei.
INUYASHA – Parem com isso vocês dois! Eu quero respostas.
JAKOTSU – Querido InuYasha! Acontece que não temos por que dar as respostas para suas perguntas! Da nossa parte não saberá de nada. (rindo)
INUYASHA – Pare de rir! (ele aponta a arma para a cabeça dele) – Bankotsu! Se não me dizer o que sabe, vou matar seu irmão.
BANKOTSU – Você ainda não entendeu, InuYasha! Eu não vim aqui para salvar meu irmão e sim para morrer com ele.
SANGO – Escute Bankotsu! Nós até podemos deixá-los ir embora, desde que contem o que sabem da conspiração.
BANKOTSU – Espere aí! Por que vocês estão tão preocupados com isso? Não deviam estar preocupados com o que viemos fazer aqui?
Diante daquelas perguntas, InuYasha solta um sorriso vitorioso e assim usa o ponto eletrônico para falar com Kouga.
INUYASHA – Kouga! Como está aí?
KOUGA – Isso aqui está uma bagunça! (mexendo nos controles manuais da maquina) – Bankotsu atirou na maquina e fez o maior estrago! Eu posso desprogramar a operação manualmente, mas não sei se farei isso a tempo.
INUYASHA – Faça o possível.
KOUGA – É o que estou fazendo.
Kouga fazia um esforço tremendo para girar a válvula para parar manualmente a distribuição da água o que só prejudicava sua saúde já debilitada, mas pensando em seu filho, seus amigos e principalmente em Ayame, seu amor, Kouga usou até a última fibra de seus músculos para girar aquela válvula e acabou conseguindo.
KOUGA – Está me ouvindo InuYasha? Distribuição cancelada! Não há mais perigo.
INUYASHA – Eu ouvir! Espere confirmação. (ele tenta falar com Toutoussai) – Ouviu padrinho?
JINENJI – InuYasha! Sou eu! Toutoussai está ocupado no momento! Estou verificando com a equipe técnica se houve vazamento. (ele recebe um sinal de positivo do membro da equipe) – Não há vazamento, InuYasha! Repetindo, não há vazamento.
INUYASHA – Obrigado capitão! Avise ao padrinho que pegamos Bankotsu e Jakotsu.
JINENJI – Pode deixar.
INUYASHA – Kouga! Está me ouvindo?
KOUGA – Alto e claro! Eu ouvi a conversa com Jinenji! Portanto vou atrás de Juroumaru.
INUYASHA – Kouga espere a gente.
KOUGA – Não! O Juroumaru é meu! Eu vou pega-lo.
Kouga joga fora o ponto eletrônico e vai correndo atrás de Juroumaru que já era perseguido por Gatenmaru, já InuYasha não tinha muito que fazer se não voltar a dar atenção a Bankotsu.
INUYASHA – Kouga conseguiu interromper a distribuição da água.
BANKOTSU – Então vocês nos enganaram! Kouga estava aqui.
INUYASHA – Exato! Não adiantou atirar na maquina! Kouga desligou a operação manualmente! Acabou Bankotsu! Você perdeu! Seu plano de contaminar a população de Tóquio não deu certo.
SANGO – Então Bankotsu! Vai nos contar?
BANKOTSU – Eu não posso.
SANGO – Claro que pode! Daremos-lhe proteção.
JAKOTSU – Acha mesmo que podem nos proteger? Vocês dois são uma dupla de ingênuos.
INUYASHA – Podemos ajudá-los, mas tem que nos dar algo em troca! Tenho certeza que tem alguma prova do envolvimento de Onigumo na conspiração.
BANKOTSU – Você quer que eu faça um acordo com vocês? Isso é inútil, pois se nos entregarem, seremos mortos.
Sango e InuYasha se entreolharam, eles ficaram intrigados com aquela argumentação e enquanto isso no departamento de polícia, Toutoussai acabara de conversar com Souta e ambos saem da sala, ao ver isso, Jinenji vai até eles.
TOUTOUSSAI – Com licença, Souta! (Souta se afasta para deixá-los a sós)
JINENJI – Toutoussai! Você tem que saber! Eles conseguiram prender Bankotsu e Jakotsu.
TOUTOUSSAI – E Juroumaru?
JINENJI – Esse escapou, mas Gatenmaru está em seu encalço.
TOUTOUSSAI – E quanto a distribuição da água contaminada?
JINENJI – Kouga conseguiu impedir! Ele parou a distribuição manualmente, ou seja, acabou! Nós vencemos. (ele aperta a mão de Toutoussai) – Meus parabéns, senhor.
TOUTOUSSAI – Parabéns para nós todos, capitão.
Todos os membros do departamento se abraçavam em sinal de comemoração ao fim da ameaça terrorista.
Próximo capítulo = A luta final contra a Ordem – parte 2
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