Notas iniciais
Ryoma e Sakuno terão um encontro elegante, mudando repentinamente seu jeito. Tudo para descobrir o que Sakuno escondia tanto. Confira o momento romântico desses dois! Divirtão-se!

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O grande dia havia chegado, o dia em que, provavelmente, eles iam se unir mais do que nunca. Sakuno estava realmente muito linda. Estava com um vestido de tecido leve da cor creme, cheio de detalhes, e tinha uma fita bege na cintura.

Vestido de Sakuno:
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– Olá Ryoma-kun.
– A... – Fica encantado. – O...Olá. – Ela percebe o olhar fixo dele e cora virando o rosto para o lado.
– ...Ah! De qualquer forma, vamos entrando. – Diz oferecendo o seu braço meio sem jeito.
– Si...Sim. – Ela coloca o seu braço envolta dele. Sentiu a rigidez do seu braço e sem querer, concluiu que era musculoso. Corou ao pensar nisso. – ( Ai! Pare de pensar nisso! O que estou pensando? )
– O que foi? Está nervosa?
– Na...Não. Tudo bem.
– Haha! Mada...Q...Quer dizer, não se preocupe, fique calma. – Ele já ia dizer o seu costumeiro “Mada mada dane?” mas lembrou que eles estavam em um encontro. Não seria adequado dizer aquilo ainda mais naquele momento. – Você está...muito...bonita.
– Ê? A...A...Arigato.

Eles param no maitrê para que indique um lugar para dois.

– Um lugar para dois por favor!
– Ah! Sim, por aqui senhores. – Ele indica um dos melhores lugares. Escolheram sentar na mesa perto da janela, pois lá fora tinha uma vista linda de um belo jardim.
– Então, o que quer comer?
– Hum... – Dizia ela olhando ainda o cardápio. – Ah! Eu vou pedir esse mesmo.
– Hum! Deixe-me ver! – Ele pega o cardápio e olha o prato escolhido. Arqueia uma sobrancelha. – Hahaha! Não precisa se preocupar. Pode pedir o prato um pouco mais caro.
– Na...Não, Ryoma-kun.
– Garçom, por favor! – Ele chega rapidamente para atendê-lo.
– O que deseja, Senhor?
– Por favor! Peito de peru para dois.
– Sim?
– Uma pequena porção de batata frita e bacon.
– Bebida?
– O que quer de bebida? – Ryoma pergunta para Sakuno.
– A...Pode ser um suco de pêssego.
– Sim, um suco de pêssego. E o senhor?
– Pode ser o mesmo.
– Sobremesa?
– Bom, eu vou querer um sorvete de flocos. E você Ryuuzaki?
– A...Eu não vou querer mais nada, está ótimo.
– Ah sim! Desejam mais alguma coisa?
– Não, isso é tudo.
– Com licença senhores.
– Ryoma-kun, por que pediu o mais caro?
– Eu já disse, não se preocupe.
– ...Hunf!

Eles jantam com calma enquanto conversavam. Sakuno ainda não havia se convencido com a mudança repentina do garoto. Chamá-la para sair de repente? Ele nunca foi disso. Pensou que provavelmente seria coisa de Momoshiro. Quando ambos terminaram o jantar, ela resolveu conversar sobre o assunto.

– Ryoma-kun
– Hm?
– Eu...quero uma explicação para tudo isso!
– Que explicação? Você não está gostando do nosso encontro?
– Na...Não é isso. É que...isso tudo está...
– Wakatta! Você quer dançar valsa, não quer?
– Não Ryoma-kun, é que...
– Ah! Você não quer dançar comigo?
– Não, não é isso. É que...
– Ryuuzaki, vejo que você não está gostando do nosso encon...
– NÃO É ISSO RYOMA-KUN! ME DEIXE FALAR, POR FAVOR! – Todos ao redor olham para os dois, até mesmo Ryoma com uma expressão de susto.
– Hunf! Por favor! Não é que eu não esteja gostando. É que isso está estranho.
– Estranho? Nande?
– Sabe, eu te conheço e sei que você não é dessas coisas.
– Mas...você não gostou do jeito como te tratei? Está sendo tratada como uma dama...
– Mas...
– Mesmo que não tenha nada haver comigo, um homem não pode tentar impressionar uma garota com elegancia?
– ...Hunf! Você tem razão Ryoma-kun, mas...
– Doushita?
– É que sinto que você está sendo forçado a fazer tudo isso. Se você não quer, não é obrigado a fazer isso.
– Ryuuzaki...
– Me diga! Isso é coisa do Momo-senpai, não é?
– Não Ryu...Hunf!...Sim, foi sim.
– Ah! Eu sabia.
– Eu vou te contar tudo...Uma semana atrás eu e o Momo-senpai fomos à lanchonete e eu contei que...você estava muito estranha ultimamente. Eu disse que você insistia em dizer que estava tudo bem, mas eu sei que não está.
– ...
– Então...surgiu a ideia do encontro, primeiro os presentes, e depois o jantar.
– Ele fez você ter aula de etiqueta? – Pergunta ela arqueiando uma sobrancelha.
– Hunf! Sim.
– Hahaha! Você está estranhamente muito educado.
– Aff! – Se aborrece colocando o cotovelo na mesa e mão no rosto.
– Ryoma-kun, não coloque a cotovelo na mesa!
– Ops! É mesmo.
– Huhuhu! Mesmo achando legal o seu jeito de agora...prefiro o Ryoma-kun de sempre.
– Sério? Você prefere um resmungão, folgado e respondão?
– Hahaha! Eu não sei como me acostumei com o seu jeito.
– Sabe, antes de te conhecer eu te achava chata.
– Chata? Por que? Eu sempre te respeitei.
– Por isso mesmo. Podia me repreender.
– Repreender? Eu mal te conhecia e não gosto de brigas a toa.
– Huhuhu! Eu sempre estava acostumado com uns caras me chingando. Eles não aceitavam que eu fosse melhor que eles. E na parte das garotas, o que mais me irrita são os gritinhos de fãs. Sabe, eu não te acho irritante como elas.
– Não? Acabou de dizer que me achava chata.
– Mas isso era antes de te conhecer.
– Hum!

Eles conversam por um bom tempo. E Sakuno havia se esquecido completamente dos seus problemas. Por enquanto, era o melhor dia da vida dela, estar a sós com Ryoma.
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No outro dia Momoshiro foi na casa de Ryoma para tratar do assunto.

– AHO KA OMAE!? – Gritava Momoshiro com raiva de Ryoma. – Por que você fez isso Echizen!?
– Porque eu quis!
– Você tem o que na cabeça? Merda?
– Eu que te pergunto! Você acha mesmo que a Ryuuzaki é boba?
– Se você não contasse tudo ela não iria ficar sabendo.
– Hunf! Momo-senpai, ela já estava estranhando o meu jeito repentino, ela até pediu explicação, eu tentei mudar de assunto mas ela não me deixou e acabou até gritando comigo.
– A Ryuuzaki???
– Sim.
– Gritando com você???
– Éeee! – Diz ele já se irritando.
– HAHAHAHAHAHAHA! – Começa a gargalhar descontrolado, tanto que segurava a barriga de dor.
– Hunf! Já acabou?
– Ai, ai. Hahaha!
– Cala essa boca, Momo-senpai! Nem foi engraçado.
– Ah! Foi mal. Ah! Mas e aí? Pelo menos se confessou para ela? – Nesse instante Ryoma dá um tapa em sua própria testa. Ele havia se esquecido da declaração.
– HM!?
– ...Não.
– NÃO!? EU SABIA, ECHIZEN! EU SABIA! Hunf!
– Mas...como é que eu ia me declarar pra ela, se eu já tinha contado o plano?
– Mesmo assim! O negócio, é chegar mais perto dela e dizer o que você realmente sente.
– O QUE!? MAS VOCÊ NÃO ME DISSE NADA DISSO! E pra piorar eu continuo sem saber de nada.
– Echizen, eu acho que você confundiu as coisas. Você a tratando daquele jeito e confessando que gosta dela, ia saber se o problema era esse mesmo, lembra? MAS O QUE VOCÊ FEZ FOI CONTAR DO NOSSO PLANO!
– AAAH! EU JÁ NÃO TE DISSE QUE NÃO RESOLVEU EM NADA!? EU NÃO CONSEGUI CONVENCÊ-LA!
– COMO NÃO!?
– PORQUE...ela já me conhece.
– ...A Ryuuzaki é muito esperta.
– Sim, e mesmo que eu fizesse uma declaração naquele momento, ela não ia acreditar.
– Tá vendo? Aposto que ela tá te odiando, agora mesmo.
– Aí que você se engana.
– Hm?
– Ela até melhorou o humor dela. E SABE O QUE MAIS, SEU IDIOTA?
– Hm?
– Ela disse que me preferia do jeito que realmente sou.
– ...Hunf! As mulheres são tão complicadas.
– É, tenho que concordar com você.
– Como é que vai ser daqui pra frente?
– Não sei, eu vou ter que ver um jeito de descobrir o que ela tem?
– Não, não. Eu estou falando, como é que vai ser quando você declarar realmente pra ela, e ela não acreditar mesmo assim.
– Q..Quem falou que eu vou me declarar? Isso não vai mais acontecer, você tá louco?
– Não? Mas você não ama ela?
– ...
– Ama ou não ama?...Hunf! Então, por que ultimamente você tá tão mudado, calado e preocupado? Isso é uma das provas.
– Hunf! A Ryuuzaki é minha melhor amiga, e de qualquer forma...eu me importo com ela. Ela é uma pessoa...muito importante para mim.
– Eu...acho que já vou embora. Vou deixar esse assunto com você, porque eu...também não tenho como resolver. Hahaha! Foi mal por meus planos não serem muito bons.
– ...De qualquer forma, obrigado, Momo-senpai. – E ele vai embora, deixando um Ryoma pensativo no corredor da varanda.
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A noite logo chega, já eram 23:00 e Ryoma ainda continuava acordado, deitado em sua cama com a cabeça apoiada nos braços.

– Q..Quem falou que eu vou me declarar? Isso não vai mais acontecer, você tá louco?
– Não? Mas você não ama ela?
– ...
– Ama ou não ama?...Hunf! Ultimamente você tá tão mudado, calado e preocupado. Isso é uma das provas.
– Hunf! A Ryuuzaki é minha melhor amiga, e de qualquer forma...eu me importo com ela. Ela é uma pessoa...muito importante para mim.

Ele sai de suas lembranças, fechando os olhos pesadamente. Logo cai no sono e acaba dormindo.
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Em um lugar dentro do colégio, onde se encontrava em um corredor, frio, gelado e isolado, Ryoma estava lá. Parado naquele lugar, sozinho.

– O que eu estou fazendo aqui? Não tem ninguém. – Dizia ele se virando para trás, certificando que não havia alguém. Quando olhou novamente para frente percebeu alguém na sua frente. – Hu!? – Disse assustado. Mas se acalmou quando viu quem era.
– Ryoma-kun. – Ela diz chorando muito, enquanto o fitava, lágrimas que caiam em abundância, que fizeram o coração do rapaz se apertar, mesmo que não soubesse o motivo.
– Ryuuzaki?
– Ryoma-kun...Utsu...utsu...
– O que foi, Ryuuzaki? Por que está chorando?
– ...Utsu...utsu...Não...não deixe que ninguém nos separe, Ryoma-kun! Não deixe! – Diz ela avançando em seus braços, o abraçando calorosamente.
– ...Não...não Ryuuzaki, mas o que está dizendo? Ninguém vai nos separar. – Diz ele separando um pouco do abraço caloroso apoiando as suas mãos nos ombros de Sakuno.
– Não deixe que ninguém nos separe! Por favor!
– Escute! Ninguém vai separar você de mim, está ouvindo? Ninguém.
– Não, ela quer fazer nos separar, Ryoma-kun.
– Ela? Quem, Ryuuzaki? Quem?
– Ela... – Nesse momento um braço puxa a garota a prendendo com o braço.
– SOLTE ELA! SOLTE!
– HAHAHAHAHA! – Ria aquele que a puxava.
– NÃO! SOLTE ELA! SAKUNOOOOOOO!!!
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– SAKUNOOOOO!!! – Gritava Ryoma acordando de um terrível pesadelo. – Arf!...Arf!...Arf!...Sakuno...Era um pesadelo. Mas por que estou tendo esse pesadelo? Ah não! Sakuno, minha Sakuno. Ela vai ter que me contar o que está acontecendo. Ela tem que me contar. Por que você insiste em dizer que está tudo bem? Por que você faz isso, Sakuno? Por que insiste em continuar sofrendo? Em continuar com aquela atitude? Eu vou te proteger, seja o que for.

Tsuzuku...
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Tradução:

Nande? - Por que?
Doushita? - O que foi?
Wakatta - Entendi
Aho - Idiota
Omae - Você ( Linguagem grosseira de dizer você )


Notas finais
Yo minna! Não se esqueçam de comentar ok?