NH | Uma novata em Hogwarts
14 Calcinha rendada
Notas iniciais
Emily: Por que eu não consigo conjurar muitas coisas?! –Abaixei a varinha um pouco chateada.
Hermione: É normal não conseguir, não são feitiços fáceis. –Ela afagou meu ombro.
Luna: Você vai conseguir.
Apesar de estar triste de não conseguir fazer muitos feitiços, era legal estar na A.D. afinal eu conheci muitas pessoas. E pessoas legais!
...
O dia seguinte passou normalmente, porém eu estava ansiosa para conhecer Yuichiro, que tenho quase certeza que é o menino que enxugou minhas lágrimas na ponte...
Quinze minutos antes das 23h eu saí do dormitório cuidadosamente e fui até a sala dos troféus, mantendo a calma e o total cuidado para não ser descoberta.
Para minha surpresa ele já estava me esperando.
Emily: Yuichiro?
Yuichiro: Pode me chamar de Yu. –Seu sorriso era caloroso. –E seu nome é? Não tive como perguntar ainda, sinto muito.
Ele coçou a cabeça encabulado. Comecei a andar pela sala, pois eu estava um tanto agitada. Virei para ele espontânea e disse meu nome. Ele pareceu encantado, e eu não sabia explicar porquê.
Emily: Por que me chamou aqui a esta hora? –Olhei-o e a luz da noite batia em seu rosto reluzindo e mostrando o quanto ele estava apreensivo.
Yuichiro: Eu precisava perguntar... Por que você estava chorando?
Emily: Isso é uma pergunta meio pessoal.
Yuichiro: Perdão. É que me senti cativado com você. –Ele virou o rosto um pouco e me olhou nos olhos, e pra ser sincera, os dele brilhavam.
Encostei numa parece, ao lado de uma armadura que me arrepiava quando eu olhava, e respirei fundo, sem saber muito por onde começar.
Emily: Sinto falta de meus pais.
Ele parou por um momento, remexendo nos próprios dedos num ato de desespero, como se procurando algo para dizer, quando eu pensei que ele falaria algo, ele enfiou as mãos nos bolsos, e continuou a encarar o chão, sem dizer uma só palavra. O ar ficou tenso... Então achei melhor contar, para que pelo menos não ficasse um silencio gritante.
Emily: Eu não me lembro muito deles, só lembro do colo da minha mãe, do sorriso dela, um pouco falhado, porém pra mim ainda era o melhor sorriso. E meu pai... Não lembro dele. Mas me diziam, no antigo internato, que ele era historiador, e era bem ocupado. Eu não sei bem o que aconteceu para eu ir parar num internato. Recentemente descobrir que meu pai morreu, e minha mãe está viva... Porém não tenho nenhum jeito de entrar em contato com ela. –Parei por um segundo e ele parecia prestar atenção. Tomei fôlego e continuei. –Mas mesmo assim, a presença materna faz uma falta imensurável.
Ele se aproximou sem saber muito o que fazer e me envolveu em um abraço. Seus lábios tocaram minha testa e então eu que fiquei sem reação. Ele parecia comovido e ao mesmo tempo ligado um senso protetor dentro de si.
Pov Draco On
... Porra, não encontro nada relacionado... Tenho certeza que a profecia se refere a Emily, mas... Estranho, nada faz sentido. Vou ter que aproveitar o período de festas pra tentar descobrir alguma coisa. Nem ferrando que vou deixar o Potter ganhar essa. Até estou em vantagem, pois meus pais agora são tutores dela.
Rasguei algumas folhas de profecias sobre Hogwarts, mesmo que nenhuma seja a que procuro. Por alguma razão Dumbledore sabe qual é, e não existe livro nesta biblioteca com tal conteúdo. Não é coincidência...
Procurei um canto escuro na Zona Restrita e só sairia quando achasse seguro.
Draco: Arania Exumae –Vou te falar que essa limpeza de Hogwarts aqui está uma porra.
Fiquei em baixo daquela prateleira até o amanhecer, lendo e relendo a profecia.
Pov Draco off
...
Harry pediu para que mantivéssemos sigilo sobre a A.D. mesmo sob pressão. Não entendi o porquê até olhar a parede de avisos. "Todos os estudantes serão interrogados sobre atividades ilícitas praticadas na escola" num deles dizia.
Começou a chover de leve, e tudo o que eu fazia era observar as coisas. Como cada garota ali respirava ao dormir ou como cada tijolo era colocado na parede.
Ultimamente eu não estava dormindo direito, algo me intrigava. O que?
A chuva apertou e o tédio começou a tomar conta. Tanto que as parede já começaram a me adotar como decoração.
Me custou algumas horas olhando para o teto para que o sono viesse. Ele até veio, mas a paz, não...
Meu corpo não se move.
Minha voz não sai.
O que está acontecendo aqui? O que são essas esferas? Harry? Draco? Lúcio? Porque todos estão neste lugar estranho? O que é aqui?
O local está mudando. Eu vejo tantas coisas.
Porque Harry está gritando? Quem é essa mulher ruiva? E esse garoto de cabelo ensebado?
Está mudando a cada instante.
Eu já vi esse rosto em algum lugar. Esse não é o procurado Sirius Black? O que ele faz junto ao Harry?
Minhas pernas doem... Eu estou entrando em terra?!
Uma marca em formato de serpente e caveira surgia a minha volta. Socorro!
Uma voz começou a sibilar em minha mente. “Emily, controle-se.”, “Vamos, eu posso te dizer a verdade.", "Venha". Uma mão que surgia em minha direção começara a fazer movimentos chamando-me.
Acordei de sobressalto e agarrei Dominik que estava à beira da cama, acariciando-o na tentativa desesperada de me acalmar.
Jessye ainda dormia então decidi acorda-la para que não se atrasasse.
Emily: Jessye? Jessye?
Chacoalhei-a mas não surtiu efeito. Também tentei balançar a cama, o que também não deu em nada. Nem aqueles “hm’s” ela soltava.
Coloquei Dominik no chão e tomei forças para empurra-la da cama. É, isso sim funcionou!
Jessye: Mas que porra é essa?!
E é claro que naquele momento eu peguei meu uniforme e minha capa rapidamente em cima da cômoda e sai correndo. Por que, obviamente, ela correu atrás de mim para me decapitar.
Desci as escadas rapidamente e passei pelos corredores em direção as masmorras –Jessye não se sente segura perto dos sonserinos.
Quando chegamos perto da escada que levava para a sala comunal da Sonserina, escutei a voz de Draco, seguida por um gemido de uma menina. Eu e Jessye nos entreolhamos com uma cara de malícia. Instintivamente eu desci alguns degraus daquela espiral de escadas –até o possível para escutar e não ser vista.
Draco: Você gosta, admita. –Provocou ele a garota.
Pansy: Hmmm –É aquele gemidinho que você solta quando morde os lábios –Se eu não gostasse não chegaria tão longe...
Ouvi a risada malévolo-pervertida de Draco, e logo escutei um barulho molhado, cheio de suspiros e gemidos, que identifiquei como um beijo. Respirei fundo, e tomei coragem para dar uma espiada. Pansy, a garota que tirou minha moral com um forte tapa na cara –Que ainda estava marcado o corte em minha boca –Estava encostada nas paredes com os braços totalmente levantados, pois Draco segurava seus pulsos com apenas uma das mãos. A outra estava na barriga dela, levantando sua camisa, já um pouco desabotoada. Para completar a garota ainda levantou uma de suas pernas e enlaçou-a na de Draco. Deixando à mostra sua adorável calcinha de renda preta.
Saímos de fininho, segurando a respiração e tomando cuidado para não escorregar. Botei um sorriso no rosto enquanto andava de pijama por ali como se nada tivesse acontecido. Eu estava um pouco incomodada por ter assistido aquilo, pra falar a verdade.
Fomos até o banheiro mais próximo colocar as vestes. E antes que eu terminasse de vestir minha saia fui surpreendida por uma silhueta balofa de barra de saia rosa –Pois eu via ela através do meio de minhas pernas, de ponta cabeça;
Emily: Sra. Umbridge –Odeio ter que respeita-la. –O que traz vossa pessoa à minha humilde presença?
Dolores: É sua vez, querida. –Querida é minha mão na tua cara –Siga-me. Estarei esperando do lado de fora, sim?
Emily: O.K. –Fechei a porta e bufei terminando de colocar meu uniforme.
Jessye: Eu já fiz a "minientrevista" dela, não tenho ideia do que ela quer saber.
Emily: Nem eu. –Desviei o olhar.
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