NEW STARK | the avengers [1] ✓
39 Um "belo" jantar
Ninguém vê, ninguém sabe
Nós somos um segredo, não podemos ser expostos
É como isso é, é como isso será
Longe dos outros, perto um do outro
Zara Larsson — Uncover
A mulher no espelho fitou-me por longos minutos, seus olhos castanhos destacados por uma sombra sutil pareciam surpresos ou, devo dizer, assustados. Ainda lhe observando, tentei processar o fato da mulher ser eu. Um sorriso fechado apareceu e eu acompanhei minha ação pelo reflexo, depois, foquei minha visão em meu busto que subiu e desceu rapidamente, sendo meu pulmão o culpado, já que não conseguiu inalar ar o suficiente para uma respiração normal. Tudo isto, destacando meu nervosismo.
Soltei o ar vagarosamente, — em uma tentativa de me acalmar. — e corri as mãos lentamente sobre o tecido, sentindo-o ajustar-se sobre meu corpo, o vestido é preto de alças finas, colado ao meu corpo e solto do quadril até chegar aos meus pés, que adornam um lindo par de Louboutin. As costas abertas e toda sua extensão repleta de numerosos pontos brilhantes, tiram o aspecto singelo que um vestido preto traria.
Pepper tem um ótimo senso de moda, nunca duvidei. Foi esse o motivo que fez confiar minha aparência a mulher para hoje a noite.
— Ah, você está linda! — minha madrasta falou, e eu soltei um riso frouxo, lançando um olhar na direção da ruiva através do espelho.
— Já parou para pensar que acabamos sempre nesta mesma situação? — lhe perguntei, Pepper sorriu.
— Gosto dessas situações. — ela declarou. — Me faz ter esperanças de uma vida calma e feliz, para todos nós.
Encarei minha madrasta esperando por um "Brincadeirinha!!!" que não veio. Ela está falando muito sério.
— Não sei, acho que sou uma pessimista Pepper. — eu disse em um tom de brincadeira, ainda que minha frase tenha sido verdadeira.
Eu não acredito que as coisas serão sempre assim, não em minha vida, não tendo um pai como o meu. Qual é! Desde cedo sou rodeada de heróis e confusões sem fim, e não é que eu esteja reclamando! Pelo contrário, a verdade é que, de certa forma, eu me acostumei com toda a bagagem que tenho que carregar. Amiga de heróis, filha de herói e em um relacionamento com um herói.
As coisas nunca ficarão calmas, haverá sempre maldade em nosso mundo, haverá sempre alguém em busca da destruição do nosso lar, que fará de tudo para aniquilar qualquer bondade, esperança e paz existente em cada ser humano. O que seria de nós sem os heróis? Não vejo um mundo onde os vingadores não existam, onde o homem de ferro não esteja lá para nos salvar. E sim, eu me incluo na lista de pessoas a serem salvas, pois, além de ser o homem de ferro, Tony é meu pai, e ele já me salvou tantas vezes... me salvou de uma vida triste e solitária.
Enfim, mesmo com todas estas minhas perspectivas sobre o futuro, nada falei. Pepper acredita naquilo que dizia e eu jamais tentarei tirar a esperança de alguém, na verdade, eu internamente desejo que minha madrasta esteja certa.
—Eu acredito. — a ruiva rebateu, firmemente. — Acredito que um dia viveremos em um mundo mais calmo. — Pepper sorriu e eu retribui. — De toda forma, acho melhor você se apressar, alguém te espera em nossa sala. — avisou, frisando o alguém.
Soube, imediatamente, de quem se tratava. Encarei minha madrasta, nervosamente.
— Tony está com ele. — avisou, como se o fato de meu pai estar na mesma sala que Steve me acalmasse, na verdade, me deixou ainda mais nervosa.
— Vamos. — eu murmurei. apressadamente. Minha madrasta riu.
— Fique calma. — pediu, olhei Pepper.
Ela não entendia a situação? Meu pai ficou muito irritado quando soube do meu relacionamento com o herói, ela viu! Mesmo que ele aceite a situação, isso não o impede de ter uma conversa — nada amigável, vale destacar. — com o homem, e por mais que eu entenda a proteção do Stark, não quero que ele e Steve briguem, afinal, ambos são da mesma equipe. Amo meu pai, e não quero ele brigando com o homem na qual eu sou apaixonada.
— Tony não vai fazer nada. — Pepper afirmou.
— Tony não é conhecido por seu controle, sabe?
— Não, ele não é. — Pepper concordou divertida. — Mas quando se tem um incentivo... — e piscou pra mim.
Tudo o que pude fazer, foi negar com uma careta.
— Não quero saber. Eu, definitivamente, não quero saber o que é! — neguei rapidamente, e minha madrasta riu, não consegui evitar de rir junto.
— Está tudo certo com a maquiagem, hum? — perguntei-lhe.
A ruiva se aproximou e deu sua opinião.
— Um batom vermelho ficaria mais bonito, chama a atenção direto para a sua boca. — ela piscou e riu, com um olhar de "se é que você me entende". Acabei acompanhando-a em mais uma risada, e deixei que me ajudasse nos últimos detalhes.
— Como estou? — dou uma voltinha e a ruiva me elogia.
— Maravilhosa. — Pepper sorriu e eu lhe devolvi o gesto. Minutos depois, não consegui evitar a ansiedade que voltou a me atingir.
Suspirei lentamente e caminhei até a cama, agarrando minha bolsa de mão e guardando alguns itens dentro. Parei por um instante, e balancei a cabeça mentalizando coisas boas, em seguida, abracei minha madrasta que aguardava, pacientemente, até que o nervosismo me abandonasse.
— Se divirta. — ela desejou e eu sorri.
Sai do quarto, equilibrando-me em cima dos saltos, minha mente nervosa enviando-me imagens nada agradáveis deu tropeçando; pior, deu tropeçando na frente de Steve; ainda mais desastroso, deu tropeçando na frente de toda a faculdade.
Bufei e ordenei a minha mente que parasse de me apavorar, voltando a prestar atenção no meu caminho.
No entanto, no meio do corredor, antes de alcançar a sala onde eu sabia que Steve me aguardava, encontrei meu pai indo ao meu encontro. Seus olhos se arregalaram surpresos e Tony falou:
— Caramba, precisa de toda essa produção? — levantei o rosto, procurando pela presença de Steve, tentando me certificar de que meu pai não havia saído na porrada com o herói.
— É um baile. — contei, encarando-o com os olhos semicerrados, desconfiada.
Eu sei, Pepper afirmou que estava tudo sobre controle, mas quando o assunto é Tony, — como diria minha mãe. — é melhor prevenir do que remediar
— É. — Tony confirmou, franzindo a sobrancelha, um tanto incomodado.
Suspirei suavemente, e aproximei-me de meu pai:
— Olha, sei que essa situação não é agradável para você...
— Acertou, não é. — Tony me interrompeu, ainda sim, continuei.
—... mas me sinto feliz em ver que você está fazendo um esforço pra ser legal. — falei. — Levando em conta sua personalidade prepotente.
— Obrigada pela parte que me toca.
— Pai. — briguei.
Tony sorriu:
— Tá.... beleza. — Tony me puxou. — Vem cá. — sorri e o abracei. Então, ouvi seu riso baixo, deixando-me muitíssimo curiosa.
— O que?
— Se me dissessem antes que Steve Rogers estaria namorando minha filha, juro, teria deixado Loki acabar com a raça dele na Alemanha. — Tony riu, e eu neguei com a cabeça, divertindo-me, por que eu sei que Tony não deixaria Loki acabar com a raça de Steve, bom... eu acho.
— Isso não é engraçado. — falei. Mesmo dizendo estas palavras, tive desviar meu rosto pro lado, para que Tony não visse o sorriso que eu me esforcei em esconder.
Foi mal, Steve.
— É sim. — meu pai replicou.
— Não é, não.
— Eu tô vendo um ar de riso no seu rosto. — Tony apontou para meu nariz, e eu pressionei meus lábios em uma linha fina, evitando rir.
Acho que meus olhos sorriam por mim.
— Não estou rindo. — mesmo assim, neguei ferozmente.
Abracei Tony, e quanto me recuperei da vontade de rir, virei-me para ele.
— Te amo.
— Não adianta me bajular, garota. Horário máximo é até à meia noite.
Revirei meus olhos, e suspirei cruzando os braços:
— Por favor, né... nós ainda vamos jantar! — tentei apelar.
— Não quero saber dos detalhes sórdidos.
— Pai!
— Uma hora, sem mais lances.
— Fechado. — sorri, erguendo minhas mãos, e nós demos um aperto selando nosso acordo.
— Natasha tem razão, tô ficando mole... — o encarei sorrindo. — Não neste sentido...
— Não quero saber! — exclamei afastando-me, lançando-lhe um olhar desgostoso. Tony riu.
— Se você quebrar nosso acordo, vendo todas as suas máquinas. — o Stark me ameaçou, sorrindo e virando para seguir seu caminho.
Eu o encarei embasbacada, sem acreditar no que ele disse.
— Tony! Eu já tenho dezoito anos, não acha que isso... — ele não me deixou terminar.
— Boa festa. — Tony gritou, caminhando na direção do seu quarto.
Eu continuei a encarar corredor vazio, ainda não acreditando que Tony cumpriria aquela ameaça, e mesmo quando meu pai desapareceu, — deixando para trás apenas o eco de sua risada satisfeita e maquiavélica. — eu ainda não conseguia sair do lugar.
Até, é claro, minha mente voltar ativa, perturbando-me como já me é de costume.
Respirei fundo e segui meu caminho, entrando na sala e encontrando Steve, de costas para mim, contemplando a bela visão que eu vejo todos os dias.
Também contemplei a minha bela visão, por que não sou de ferro.
— É lindo, né? — eu perguntei, fazendo com que o herói notasse minha chegada.
Steve se virou, e estava lindo, maravilhosamente lindo. Sorri suavemente, e me aproximei. Rogers ainda não havia dito nada, mas seu olhar manteve-se pregado no meu desde que me avistou, até eu alcançá-lo.
— Você é linda. — foi o que me disse, quando eu já estava próxima o suficiente para que ele pudesse me tocar.
Steve tocou minha testa com os seus lábios, enquanto eu torcia para que ele me beijasse, sabendo que ele não o faria. Não quando sabíamos que havia uma possibilidade de Tony estar nos vigiando.
Ah! Não tenho dúvidas de que Tony esteja fazendo isto.
Valeu, pai.
— Você está ainda mais. — retribui o elogio, então lancei um sorriso brincalhão. — Me pergunto como as mulheres não caem matando.
Steve franziu o cenho, aparentando estar um pouco sem jeito, e isso me fez sorrir ainda mais.
Sortuda da porra. Foi o que eu pensei sobre mim. Caramba! Quantas mulheres tem a chance de encontrar um cara como Steve?
Hein?
Poisé.
Sortuda pra cacete.
Saímos do prédio, comigo sorrindo de orelha a orelha, sabendo que uma grande noite me esperava. Lá fora, um carro preto e grande nos aguardava. Virei-me para Steve e ergui as sobrancelhas em dúvida, pois tenho conhecimento da existência de um único automóvel na vida dele, a sua companheira, Harley Davidson, então...
— Eu sei que você não gosta de coisas extravagantes. — Steve começou, me envolvendo, e eu segui de muito bom grado em direção aos seus braços. — Eu também não, portanto, limousine estava fora de questão. — eu concordei. — E nós não podíamos ir de moto. — ele falou, sorrindo. — Então, aluguei esse carro para nós.
— Eu gostei. — sorri para o herói, que retribuiu, levando-me em direção ao carro.
Steve abriu a porta para que eu entrasse e entrou logo depois. No caminho até um restaurante onde comeríamos, pude notar o peso do seu olhar sobre mim, diversas vezes, o que me fez virar instigada.
— O que? — eu perguntei, erguendo os lábios.
O homem pareceu um pouco sem jeito, por ter sido pego em flagrante, mas falou:
— Você está quieta.
— Eu sou quieta. — eu disse, um tanto na defensiva. E isso fez com que afirmação do herói soasse ainda mais consistente. — Tô nervosa. — foi o que falei, tentando expulsar aquela sensação de meu sistema.
O Rogers olhou para a estrada enquanto expressou:
— Tudo bem ficar nervosa. — Steve alcançou minha mão, e entrelaçou seus dedos nos meus, dando-me um aperto reconfortante, como se ele soubesse exatamente o que eu sentia, do que eu precisava. — É normal ficarmos, quando temos expectativas sobre algo.
— Você me parece calmo.
O herói sorriu, bem humorado.
— Eu não estou. — Steve admitiu, sem vergonha alguma, e eu ri.
— Okay. — assenti, tomando a sábia decisão de ignorar minha ansiedade, até esquecê-la. — Você ainda não contou para onde estamos indo. — comentei, claramente curiosa, observando o homem prestar atenção no caminho que tomava.
— Segredo. — Steve me provocou, olhando-me rapidamente, semicerrando os olhos e erguendo uma das sobrancelhas, logo, voltando-se para frente. Acho que ele tentou ser misterioso, mas conseguiu apenas me hipnotizar com a bela imagem. A expressão, "ser sexy sem ser vulgar", acaba de se atualizar com sucesso. Foi o que me veio a mente. E eu ri, obviamente, disfarçando os reais motivos de minha diversão.
— Você sabe que eu odeio esperar. — reclamei, bem humorada, ainda que não estivesse nem um pouco incomodada com o mistério.
Eu, obviamente, estou dando as preferências ao homem. Por que se fosse qualquer outra pessoa no lugar do Rogers, eu possivelmente estaria irritada.
Poisé... estar apaixonado, é estar perdido.
Steve apenas sorriu, erguendo minha mão entrelaçada a sua, deixando um beijo carinhoso nela, fazendo meu coração disparar. Aí, senhor. Fiquei tão perdida nas sensações que ele me causava, tanto, que mal notei quando o carro parou, e somente quando Steve me soltou, é que pude, enfim, me ligar ao mundo real.
O manobrista levou o carro, enquanto entrávamos em um restaurante on fleek! Sério!
Me voltei para Steve, dando um riso surpreso:
— Eu estava brincando quando disse, Caviar.
— É... bom. — o herói sorriu, um tanto tímido. — Eu quis nos tirar um pouco da rotina... — e sorriu, segurando minha mão e me levando. — Você é incrível, Sofya, e merece coisas incríveis. — ri baixinho, um pouquinho intimidada.
Volto a repetir, sortuda da p...
— Boa noite, Mr. Rogers. — desejou a recepcionista, que sorriu, mandando a mim um olhar cordial, que foi educadamente retribuído. — Mesa a dois, certo?
Eu sou um amor, queridos.
Steve afirmou e fomos encaminhados pelo restaurante, recebendo alguns olhares, mas nada muito preocupante. Um garçom nos recebeu, — tão chique! — colocando um cardápio sobre a mesa, logo, deixando-nos sozinhos para que ficássemos mais a vontade.
Deixei o cardápio de lado e sorri para o loiro, tentando suprimir um riso que, provavelmente, tornaria-se em uma risada escandalosa.
— O que? — Steve me indagou, interessado.
— É que... você sempre me surpreende. — eu respondi. Atentando-me ao fato, de que Steve sempre fica tímido quando elogiado e, desta vez, não foi diferente. Assisti enquanto ele correu as mãos sobre a nuca e sorriu.
— Então, você gostou?
— Sim. — afirmei com um sorriso, então mordi meu lábio inferior e inclinei minha cabeça para o lado, acreditando que minha expressão se tornou pensativa. — O que Tony te falou, antes de eu chegar na sala? — perguntei-lhe, mudando de assunto bruscamente. Mas o que eu poderia fazer? Essa dúvida está perturbando desde que eu o encontrei me esperando.
Steve olhou-me seriamente, — fiquei até mesmo um pouco nervosa. — então ele ergueu os lábios serenamente e os abriu para me responder, mas foi um interrompido.
— Boa noite, já escolheram o que vão pedir? — perguntou o garçom, e eu tive que me segurar pra não lançar um olhar irritado para o homem.
Saco.
Franzi o cenho, voltando-me para Steve e ele me encarou de volta, os dois sem resposta para a pergunta. Abrimos o cardápio, mas não soube definir, exatamente, o que vinha em todos aqueles pratos com nomes difíceis. Levantei meu olhar para indagar o herói com o olhar, no entanto, ele exibia da mesma expressão que eu.
O da mais profunda confusão.
Pressionei meus lábios em uma linha fina, evitando sorrir e encarei o garçom com um sorriso, fingido que sabia das coisas.
— Eu vou querer... hum... — lancei um olhar para Steve que olhava-me concentrado, então escolhi o nome que mais me atraiu. — Frango com foie gras.
Com um sorriso discreto, Steve entrou na minha onda, e esperou o garçom anotar o meu pedido para pedir um Fusilli com polvo. Como entrada, nós dois pedimos bruschetta.
Dei risada, assim o garçom nos deixou, ficando de nos trazer um suco. Ai, caramba....
— Você sabe o que é Fusilli com polvo? — indaguei divertida.
Steve levantou os lábios levemente, e respondeu.
— Me pareceu bom.
— Bom? — ri, e tive que frear minha risada, ao reparar que chamávamos a atenção das mesas vizinhas. — Lindo... você sabe que polvo é aquela coisinha cheia de músculo e molenga, né?
Steve demorou um pouco a me responder:
— Sair da rotina. — me lembrou.
— Eu gosto de rotina e... hambúrgueres...
— Pensei que Hill tivesse te proibido dos fast foods, desde que me falou que ela está ensinando-a lutar. — Steve comentou, humorado.
Pressionei meus lábios e dei de ombros.
— Ela proibiu. — afirmei, com um olhar matreiro.
Desta vez, foi Steve quem riu... bom, eu também, mas apenas porque eu não aguento vê-lo rir, sem acompanhar aquela deliciosa risada.
Conversamos um pouco sobre minha faculdade, eu contei sobre Lúcia e sua mania de me arrastar para as compras, — Steve divertiu-se com minha expressão desgostosa. — perguntei-lhe sobre a procura a Bucky, e ele me explicou sobre o fato de Fury ter lhe entregado algumas informações para que o herói iniciasse sua procura.
— Ainda não sei o que é todos aqueles códigos. — Steve comentou. Levantei uma sobrancelha, prestes a me voluntariar, mas aquele mesmo garçom — sim, o mesmo. — interrompeu, novamente. Desta vez, acompanhado de mais outro.
Ambos retiraram os pratos com nossa entrada, e puseram nossos pedidos, servindo nosso suco e desejando-nos um bom apetite. Assim que saíram, nos tivemos a liberdade de olhar e criticar os nossos pedidos.
E olha, isso pode soar como um belo estereótipo de uma jovem nova iorquina, — poisé, já me considero. — mas, o prato a minha frente não me atraiu em nada. Ah! O que eu não daria por um hot dog? No entanto, decidi dar uma chance aquela receita sofisticada, peguei um garfo e dei uma mordida.
Levantei meu olhar para encarar um Capitão insatisfeito.
Fui rir e engasguei.
Comecei a tossir e Steve veio ao meu socorro. Eu senti cada pedaço do meu corpo queimar, e não porque eu estava engasgando, mas por quê minha pessoa encontrava-se morta de vergonha.
Merda!!!
Tomei a água que o herói me ofereceu e senti os olhares sobre nós. Tive a percepção que meu rosto encontravam-se completamente vermelho.
Encarei Steve e ele soube o que meu olhar dizia.
Que vergonha!
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