NEW STARK | the avengers [1] ✓
20 Um Velho Amigo
— Barry?
CADÊ MEU QUEIXO? Quase me abaixei para pega-lo no chão. Dizer que eu estou surpresa é ser modesta.
— Será que você pode... — ele apontou para minha mão e eu abaixei a arma que ainda estava erguida, ainda confusa com sua aparição repentina.
E então, após a surpresa passar eu me senti ficar alegre. Não acredito.
— Caramba! — dou risada e deixo a pistola sobre o aparador a minha esquerda, para logo depois me jogar em cima dele.
Abracei meu amigo e senti ele retribuir o gesto, apertando-me em seus braços.
— O que você está fazendo aqui? — perguntei quando me afastei, agora confusa com a presença do mesmo.
— Eu estou bem. Sim, também senti saudades — murmurou cheio do deboche, lançando-me um olhar divertido.
Revirei os olhos, mas sorri.
— Besta, é sério, estão todos bem? — franzi as sobrancelhas, preocupada.
— Não precisa se preocupar, está tudo bem — balançou a cabeça, confirmando — Na verdade, ninguém sabe que sai de Central City.
Certo, pensei mais preocupada ainda, embora ele tenha tentado me tranquilizar. Se tem uma coisa que eu sei é que Caitlin e Cisco sempre sabiam de tudo.
— A saudade foi grande demais? — brinquei.
Ele deu risada.
— Insuportável.
— Fala, vai — lhe empurrei de leve — O que é tão importante que te fez sair escondido de Central City para me encontrar?
— Não sei, exatamente — Barry lançou-me um olhar, não consigo decifrar a mensagem escondida através de seus olhos — Eu só vi algo — o tom sério em sua voz é o que me deixa tensa.
— Você viu... algo?
— Algo grande irá acontecer, Sofya — Barry me avisou, preocupado.
Sem saber o que pensar, o suspense dele é o começa a me irritar. Encaro meu amigo, impaciente e ele entende meu olhar, contudo, Allen apenas dá de ombros explicando-se em seguida para meu olhar afiado:
— Não é que eu tenha realmente visto, eu mais senti. Não dá pra explicar sem ter passado, ok? Aconteceu algumas coisas enquanto você estava fora, e enquanto resolvemos uns problemas eu acabei.... não sei. Eu senti que tinha que te avisar.
Encarei seus olhos atentamente, tendo a noção que o Allen sabe mais do está a me contar.
— Mentira.
— Para de ler minha mente — reclama, começando a andar pela sala, aparentando um nervosismo fora do comum.
— Não estou lendo. E eu não preciso ler sua mente para saber que está mentindo, Allen — me aproximo dele que andava de lá pra cá. Seguro em seu braço para fazer ele olhar em meus olhos — Não preciso por que a mentira está estampada na sua cara. Você não viria até Washington para me contar uma história sem saber a fundo e me passar algo concreto... — parei e pensei — Na verdade, acho que você não esperava me encontrar aqui, né? — adicionei desconfiada.
— Sofya...
— Não esperava — conclui, sem deixar que ele termine de falar o que for que ele diria.
O Allen parou respirando fundo.
— Não posso contar muito. Vai atrapalhar ainda mais as coisas — eu havia conseguido deixar ele desconfortável.
— Como me deixar ciente de algo vai atrapalhar?
— Acredite, eu já ferrei o futuro o suficiente — e pareceu bem perturbado, o que me deixou bem incomodada com o tamanho da curiosidade que sentia.
— O que houve?
— É uma história complicada e grande demais para ser contada agora.
Comprimi meus lábios em uma linha fina e encarei meu amigo. Seja lá o que for que ele tenha passado, fez ele estar firme em sua decisão de não me contar o que está acontecendo. Pior, ao que parece que irá acontecer. Aceito a resposta do herói, por hora. É aquela frase, né: às vezes ignorância é uma bênção. E eu confiava nele o suficiente para não o pressionar.
Mas que é irritante estar no escuro, isso não tem como negar.
— Obrigado por se preocupar — lhe lanço um sorriso fechado.
— Sabe que sempre irei me preocupar — comentou e veio até mim abraçando-me — Você tem uma tendência nenhum um pouco saudável de se meter em confusão por onde vai — continuou e riu.
Bati no seu braço.
— Olha quem fala! — rimos.
— Fiquei sabendo que voltou a estudar — mudou de assunto.
— Pois é, Tony e Pepper me motivaram a continuar.
Meu amigo sorriu.
— Então as coisas entre vocês estão bem? Isso é bom.
— Sim — dou de ombros e passo a contar tudo que aconteceu nos últimos tempos. Conto da treta contra o tal Aldrich, das brigas que meu pai e eu tivemos e da ideia idiota de me obrigar a ter um segurança — Segurança — eu bufei — Eu não preciso de um segurança — reclamava esperando que Barry ficasse ao meu lado, grande engano.
— Ele não sabe disto — Allen afirmou rindo.
Estávamos sentados no chão, sem nos importar com a sujeira de tão entretidos que ficamos.
— Mesmo assim... — parei de falar ao ouvir Max avisar que meu celular tocava no andar de baixo. Quando perguntei o horário, fui informada que já fazia mais de uma hora que eu estava ali sem que eu percebesse.
A certeza de ser o Stark ao telefone me fez arregalar os olhos.
— Merda — praguejei.
Tony vai me matar.
— O que você aprontou dessa vez em?
— Talvez eu tenha fugido do meu segurança — comentei inocente.
— Ah. Aquele que era para estar te protegendo agora.
Dei de ombros e ele negou.
— Viu, sempre arrumando confusões.
Fiquei um tanto indignada. Tudo bem, sempre fui uma garota de confusões, mas eu juro, é a confusão que vem atrás de mim e não ao contrário. E eu sempre... sempre me ferro no final.
Barry levantou e me ajudando a erguer o meu corpo do chão.
— Tenho que ir, já estou atrasado — ele fala olhando seu relógio de pulso. Foi impossível não ver seus olhos arregalando — Droga, muito atrasado
— Que surpresa — sorri de lado em puro sarcasmo. Não dava para resistir de caçoar o cara conhecido como Flash, por que olha... ele nunca chega no horário certo, mas ainda é o homem mais rápido do mundo. Ele revira os olhos para mim.
— Você também não é um exemplo de pontualidade — retrucou. E como eu sei que ele estava certo, fechei minha boca.
— Quero saber que problemas são esses que você passou — avisei, referindo-me a nossa conversa anterior.
O mesmo assentiu confirmando e ali mesmo demos mais um abraço em despedida.
—Toma cuidado, tá — sua frase me fez lembrar seu aviso. Concordei — E Sofya... — encarei seus olhos — Não confie em ninguém.
— Você quer me ver pirada, né? Eu já sou bem desconfiada.
— É sério.
— Okay, entendi — ele assentiu e afastou-se de mim. O acompanhei até a porta —Tchau, Barry.
— Tchau, Sô.
O zunido do vento balançando passou por mim e em um piscar de olhos, Barry Allen já não estava mais ali.
Suspirei soltando um sorriso.
Foi bom revê-lo. E não vou mentir, me fez ter uma saudade estranha de Central City.
Tantas coisas aconteceram no decorrer dos meus dezessete anos, e apesar de eu gostar de agir como uma adolescente normal, no fundo eu sei que já não sou mais assim. Acho que nunca fui. Passei por tantas coisas, meus amigos tiveram que aturar tantos ataques meus. Sempre estiveram comigo. E isso me fazia ter uma dívida eterna com eles.
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Okay, okay.
Momento nostalgia e tal.
Tudo muito lindo, mas eu ainda tenho um pai bravo me esperando.
Ai, ai.
Desço correndo pelas escadas do porão para pegar o que viera buscar. No caminho eu pedia para Max contatar algum taxista para me buscar. Depois de pegar tudo que eu preciso e de fechar todas as janelas que havia deixado abertas, eu finalmente tranquei a casa. Agradeci aos deuses quando vi um táxi me esperando. Desliguei o celular assim que entrei no automóvel, pronta para dar a famosa desculpa do telefone descarregado.
Conforme vou me aproximando do hotel, penso no quão provável é que essa história não vá adiante. Anthony é esperto demais para cair em uma desculpa dessas.
O carro para em frente ao hotel e ao longe posso avista-lo parado de braços cruzados e olhando diretamente para mim.
Mas o que realmente me deixou embasbacada não foi ver Happy ao lado do Stark.
Puf. Isso eu já é esperado.
O que realmente me surpreendeu foi encontrar Natasha Romanoff e Steve Rogers com ele.
Todos com a atenção voltada para mim.
Mas que inferno.
Hoje é dia de surpreender a Sofya?
CE
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