NEW STARK | the avengers [1] ✓
46 Merry Christmas
Se me sinto pesada
Você me tira da escuridão
Seus braços me mantém segura
Então nada poderia desmoronar
Ella Henderson — Yours
— … sim, eu sou o patriota de ferro, o que você esperava? — o melhor amigo do meu pai, terminou de contar sua história, todo animado.
O seguinte silêncio foi tanto, que poderia ter sido cortado com o som de uma agulha caindo no chão. Até eu cair na gargalhada, assistindo à face decepcionada de Rhodes ao ver que ninguém achou sua história engraçada.
— Filha, isso não é muito educado. — Tony avisou, como se também não estivesse rindo.
Me esforcei para rir menos, pus a mão em minha boca e tentei passar um ar de seriedade.
— Fui muito deselegante?
Meu pai olhou atentamente a expressão emburrada do amigo.
— Um pouco. — admitiu, balançando a cabeça.
— Droga, deixa eu fazer isso direito.
Então nós nos encaramos e voltamos, os dois, a rir muito mais escandalosamente.
— Muito engraçado! Demais!
— Foi mal, Rhodes — ergui minha mão em rendição, tentando evitar o sorriso que queria sair.
— Relaxa aí, colega. — Tony sorriu despreocupadamente.
Rhodes observou meu pai e eu, antes de balançar a cabeça afastando-se.
— Falei alguma coisa errada? — fiz biquinho, fingindo não entender.
— Não sei, querida. — meu pai maneou a cabeça, desolado. — Foi eu quem disse?
— Será?
— Como vocês ainda não ganharam o prêmio Mundial do Cinismo… — Barton se pronunciou. — Eu não sei.
— Concordo plenamente. — Pepper disse, olhando para Tony e eu, balançando a cabeça e fingindo indignação.
Joguei os cabelos para o lado, toda metida. Ainda rindo junto de Tony.
Festa.
Outra festinha na torre Stark.
Entretanto, desta vez, essa festa está sendo comandada pelas mãos de ferro de minha madrasta. Apenas amigos íntimos foram convidados, o que significa que a Torre terá menos bagunça para o dia seguinte, e, considerando o fiasco que fora meu aniversário, está todo mundo bem tranquilo esta noite.
Tranquilos e prontos para uma guerra.
Aposto cem dólares que Barton tem uma aljava reserva com ele, — aonde ele guardou? Não faço ideia. — ou que a Viúva Negra tem uma arma guardada. O Bruce… bom, não é necessário falar nada, né? O cara só precisa se estressar. Meu pai, como todos sabemos, está sempre preparado para a festa de verdade. Steve, por outro lado, nem precisa de uma arma.
É isso, pode vir Hidra, tá todo mundo esperando.
Brincadeiras a parte, porque quero muito terminar essa festa sem imprevistos.
É isso aí! Chega de pensar em problemas!
É Natal.
Olhei ao redor, procurando por ele. Vocês sabem quem. Steve, claro.
O encontro no open bar, aparentemente em uma conversa com Natasha Romanoff. Ela bebia e falava de alguma coisa engraçada, pois, ria uma vez ou outra. Steve balançava a cabeça e tomava algo em seu copo, parecendo meio contrariado.
Como se sentisse meu olhar, o herói levantou o rosto levando-o diretamente até mim, me pegando no flagra.
Não desviei o olhar e ele também não.
Me preparei para ir até Steve quando um ser entrou na minha frente, cortando minha visão.
— Não acha? — Barton perguntou.
Olhei o Gavião em confusão. Admito, talvez eu devesse ter prestado mais atenção em seu olhar maldoso, mas estava muito ocupada tentando ir ao encontro do Rogers.
— Claro. — Não acho o que? Todo mundo ao redor, riu. Reparei no olhar afiado do meu pai sob mim. — Quero dizer, pode repetir? — acho soei um tanto desesperada, pois, minha pergunta pareceu incitá-los a rir ainda mais.
Bruce, sendo um verdadeiro cavaleiro, me avisou:
— Eles viram que você não prestava atenção na conversa e decidiram brincar. — então me encarou com uma expressão sabida. — Disseram algo sobre… — pigarreou lançando um breve olhar na direção do bar. — Olhar apaixonado.
Meu rosto queimou.
— Idiotas. — me queixei.
Barton, ouvindo minha reclamação, provocou:
— Que foi Stark? Não sabe brincar, não?
— Claro, apenas não sei ser o motivo da brincadeira. — admiti meu defeito.
No fim, acabei por rir junto deles; primeiro, porque Barton é um palhaço que vem me provocando a um bom tempo sobre Steve e eu; segundo, para não parecer uma criancinha que não sabe brincar.
Eu realmente não sei, mas ninguém precisa ver meu defeito em ação, não seria nada bonito.
Passei as próximas horas sem conseguir falar em particular com Steve. Isso me deixou muito frustrada, mas okay, paciência… o que é algo raro em mim. Inferno!
Quando o relógio bateu onze horas, minha animação voltou com força total. Encarei Pepper e ela acenou com um sorriso.
— Beleza! — chamei a atenção de todo mundo. — Eu e Pepper compramos algumas coisinhas para vocês. — avisei.
— Por favor, me diga que você comprou aquela lingerie… — Stark ia dizendo a Pepper.
— Tony! — minha madrasta exclamou.
Eu ri de sua face envergonhada. O resto do pessoal fingiu tosse ou desviou o rosto, para não mostrar que também se divertiram com a situação. Acho que todos concordam de que não é sábio deixar Pepper irritada.
— Presentes? — Bruce arrumou os óculos, sem entender.
Eu abri um sorriso e assobiei.
Max apareceu carregando caixas em cima dele. Lembram do protótipo que peguei em Washington? Então, eu o consertei e o tornei em um cão com mais de um metro de altura. Meu cachorro olhou para mim.
Eu ri dos olhares pasmos.
— É isso que você faz quando não está roubando informações de agências super secretas ou estudando? — Barton perguntou, cruzando os braços.
— Max é um projeto antigo, apenas fiz um upgrade.
— Que feio, tentando levar todo o mérito, Sofya? — meu pai se pronunciou.
— Claro, Tony me ajudou. Sem você eu não seria nada, pai. — sorri de forma sarcástica.
Ainda que minha frase tenha um fundo de verdade.
Tony me encarou, sorrindo.
— Okay, agora Pepper e eu podemos dar os seus presentes? — ninguém se pronunciou. — Otimo. E fiquem de boa, não precisam nos dar nada em troca. — olhei Bruce, especificamente. O doutor deu um riso culpado. — É doutor, eu te conheço. — peguei um envelope, e entreguei a ele. — Todo seu.
Bruce abriu o envelope e ergueu as sobrancelhas para as reservas.
— Uma viagem? — Clint Barton, olhou curioso o presente do amigo. — Sortudo. — e riu.
— Não tem data de vencimento. — expliquei. — Quando decidir tirar umas férias, é só fazer o check-in. — dei de ombros. — Ideia da Pepper.
— Obrigada. — ele olhou minha madrasta. — Obrigada Pepper.
Minha madrasta sorriu e abraçou o doutor, desejando um feliz Natal ao mesmo.
Animadamente, peguei uma caixa retangular. Vi pela minha visão periférica Pepper pegar os seus presentes, também os distribuindo entre o grupo. Entreguei o presente do Gavião, que o abriu sem quaisquer problemas.
— Olhe as pontas. — pedi, quando Clint encarou as flechas que tinham dentro da caixa. Ele olhou as pontas azuladas. — Não as use diretamente em alguém. — expliquei. — Se você lançar, qualquer coisa a dois metros de distância recebem uma carga elétrica de mil volts. — o arqueiro segurou o presente como se fosse ouro, então me olhou sorrindo.
— Droga, julgo que preciso te agradecer por essa obra-prima, né? — ele dramatizou.
— Não há de que. — nós dois rimos.
Em seguida, agarrei a caixa vermelha, andei até ela e entreguei.
— É sua.
Natasha me encarou, acredito eu que um pouco desacreditada.
— Está de brincadeira, Stark?
Dei risada.
— Qual é cabel… — pigarreei. — Natasha. — ela estreitou os olhos em minha direção. — Você já teve sua revanche. — a lembrei.
Meu pobre rosto ainda dói com a amarga lembrança deu apanhando da mulher.
— Opa, revanche? Que história é essa? — Clint Curioso Barton, perguntou.
— Nada. — dissemos em uníssono.
A ruiva, por fim, decidiu me dar o benefício da dívida e abriu a caixa. Lá dentro, Romanoff encontrou uma garrafa de vodka pura, das fortes, vinda diretamente da Rússia. Ela me olhou e acenou agradecendo. Me pareceu que ela gostou.
Dei o presente de Rhodes e, simplesmente, não pude deixar de zoar o patriota, entregando-lhe um livro com mais de trezentas piadas. O homem revirou os olhos, mas acabou rindo junto da gente.
E agora, o presente de Tony Stark.
— Porque o meu presente é o menor? — ele perguntou, erguendo as sobrancelhas.
— O seu não é o menor, pai. Para de reclamar e abre. — eu reclamei.
Mordi meu lábio inferior em expectativa, e notei o olhar sério do homem ao notar o que era.
Tony abriu a primeira página do álbum de fotos. Então encontrou uma foto de uma bebezinha no colo de uma mulher alta de cabelos longos e morenos. Minha mãe e eu.
Reparei quando meu pai piscou rapidamente.
— Um amigo encontrou as fotos que deixei em minha antiga casa. — falei lentamente. No caso, Barry achou naquela tarde em Washington e eu as levei comigo. — Você não pôde acompanhar minha infância, então fiz para você ao menos ter algo.
Tony assentiu, sem dizer uma palavra, mas continuou a olhar atentamente cada foto.
— Quem é esse? — indagou, apontando para um homem ao lado da minha mãe. Eu chuto que tenha, na foto, uns três anos, estava no colo da minha mãe e, ao nosso lado, tinha um homem na qual eu não me recordo. Todos sorriamos. Franzi o cenho tentando lembrar. — Acho que um amigo do trabalho. — respondi, mas imediatamente me veio uma frase. Não havia trabalho. Desviei meu olhar da foto e dei de ombros, incomodada. Stark acenou.
— Obrigado. — sua voz embargou e Tony fingiu uma tosse.
Clint Barton, que está sempre de olho em tudo, não perdeu a chance de zoar o Stark.
— Awn, que lindo.
Dei risada, enquanto meu pai reprimia uma careta, fechando o álbum e fazendo cara de machão.
Presente dado, faltava apenas um.
E esse quero entregar em particular, mas os próximos minutos foram complicados de me afastar, pois, todos queriam falar do meu cachorro robô.
Ansiosa, tentei topar com Steve, mas quando finalmente consegui me livrar do pessoal, acabou por não o encontrar em nenhum lugar. Até mesmo cogitei a ideia do Rogers ter ido embora.
Juro… quase tive um enfarte.
— Sofya. — Bruce me chamou, enquanto eu surtava por dentro.
— Hum?
— Será que pode ir até meu laboratório, esqueci… meu… meu óculos.
Inclinei a cabeça, confusa, finalmente encarando o doutor.
— Você não estava com… — observei seu rosto sem o tal óculos. — … o óculos? — terminei, encarando Banner sem entender. — Você estava de óculos. — afirmei.
Entretanto, o mais estranho não foi a falta de óculos do doutor, mas que o homem nunca me pediu para buscar algo para ele. Bruce é dessas pessoas que não gosta de incomodar, então… sim, estranhei por ele me pedir algo.
— É, eu estava, mas fui até meu laboratório, e esqueci ele lá. Sinto que vou… me irritar se tiver que ir novamente. — TÁ BOM! Banner não se irrita assim tão facilmente, então tem algo muito sério acontecendo.
— Okay, vou lá. — ergui minhas mãos em rendição. Mesmo confusa, virei-me para o elevador.
Eu hein.
***
Ainda tentava entender o doutor Banner, enquanto andava até seu laboratório. As luzes estavam acessas, foi a primeira coisa que reparei. Estranhei, mas imaginei que o doutor tivesse esquecido de desligá-las, no entanto, foi quando eu abri a porta que finalmente entendi o plano do Bruce.
Não de primeira.
Pois, primeiro eu me assustei e, sem reconhecê-lo, joguei a primeira coisa que encontrei em Steve. A cafeteira do Bruce que eu consertei meses atrás. A pobrezinha voou na direção do herói que se abaixou, no entanto, a mesma atingiu algumas quinquilharias em cima da mesa, que caíram sobre ele. Arregalei os olhos.
Caramba! Quase joguei um disco de vinil em Pepper, agora lanço uma cafeteira em Steve. Acho que os ataques que sofri me traumatizaram.
— Ai Meu Deus, Steve! — corri para socorrê-lo. — Você se machucou? Que pergunta idiota! Ai Steve, foi mal. — franzi o cenho, culpada, mas para minha surpresa, Steve apenas riu.
— Tudo bem. — ele falou, levantando-se do chão. — É bom saber que está preparada caso ninguém esteja aqui para protegê-la. — comentou, enquanto eu ajudava, ainda embaraçada, o homem a pegar as coisas caídas no chão.
— O que você… — comecei a indagar, mas parei, levantei meu olhar e o encarei, atenta. — Banner não perdeu óculos algum, não é? — parei meus movimentos, erguendo minhas sobrancelhas, muito desconfiada.
Steve sorriu, pôs um último objeto sobre a mesa e ergueu a mão. Eu a agarrei.
— Não, ele não perdeu. — confessou. — Fico aliviado por Bruce conseguir convencê-la a vir até aqui.
Dou risada:
— Ele disse que estava ficando nervoso. — comentei.
Steve me acompanhou na risada. Logo depois, me levou até a varanda na qual eu sempre fico quando ajudo Banner em algum de seus projetos.
— Faltou o seu.
— O meu?
— O seu presente. — sorri para o herói. — Estava te procurando, mas não o encontrei, então Banner me pediu para vir até aqui… — falei, enquanto voltava e buscava a caixa que deixei na entrada. Entreguei o embrulho ao homem, na qual carreguei para cima e para baixo, enquanto o procurava. — Comprei assim que vi… — falei lentamente, muito insegura.
Steve me olhou, cuidadoso, então abriu a caixinha retangular, retirando o seu presente de dentro. Apesar de antigo, era bem cuidado e ainda brilhava como se o sol refletisse nele. Steve abriu o medalhão de ouro e viu os três espaços para fotos, sendo um deles já ocupados por uma foto dele, bem antiga. Nela, Steve vestia seu antigo uniforme, junto do resto da sua equipe e seu melhor amigo, Bucky Barnes.
O herói tirou o olhar do colar para me encarar.
— Com a procura por Barnes, imaginei que você gostaria de ter uma foto dele e bom… de sua antiga equipe. — expliquei hesitante, contorcendo os dedos. — Tem mais dois espaços para por a foto de quem você quiser… e se não gostar de usar como um colar, é só… — pedi com a mão. Steve me deu o objeto, ainda em silêncio — … Aqui. — desencaixei o cordão do colar e mostrei a parte de trás. — Vira um broche, para por na roupa ou algo do tipo. — lancei-lhe um sorriso ansioso, devolvendo o presente, logo após encaixar tudo em seu devido lugar, novamente.
Steve ainda não havia dito nada. Isso me deixou muito mais nervosa.
— Fala alguma coisa. — pedi, rindo de ansiedade. — Não gostou?
— Gostei. — Steve murmurou, ainda me encarando com aqueles olhos azuis que eu tanto amo. — Estou apenas procurando palavras para dizer o quanto estou apaixonado por você.
Acho que morri apenas com a intensidade de seu olhar sobre mim.
Aqui jaz uma apaixonada.
— Steve… — minha garganta travou. E eu quis muito beijá-lo, naquele instante. Beijá-lo até que me faltasse o ar.
Clichê, eu sei, mas estou apaixonada e todos ficamos sobrepostos a ser um pouco — muito — besta quando se está assim. Ai, ai. Quem diria que um dia eu teria esses pensamentos?
— Queria te fazer uma surpresa, — Steve continuou. — Estava muito nervoso antes de você chegar, então você me atacou, que até mesmo me distrai. — ele riu, enquanto senti meu rosto queimar pela vergonha. — Mas agora… — Steve me olhou de um jeito tão profundo, eu me perguntei como não me apaixonaria pelo herói. — Não estou apenas apaixonado por você, Sofya. Eu te quero para amá-la em todos os dias de nossa vida. — meu coração bateu aceleradamente. Alguém me ajude, estou tendo um ataque cardíaco. — Quero… quero ter você Sofya, comigo, pelo resto de nossas vidas. Eu te amo.
Puta. Merda.
— Steve… — não consegui completar uma frase. Inferno!
Depois, Steve tirou o — respira — bendito anel do bolso.
— Então... — ele me encarou em expectativa. — Penso que devemos oficializar isso, quero fazer tudo do jeito certo. — falou. Eu tentei encontrar ar para respirar. — Quer dividir sua vida comigo, aturar meus defeitos, sorrir das minhas bobagens, ser minha companheira, amiga, namorada?
Acho que um cisco havia caído em meu olho.
Sim, sim, sim!
— Quero. — e sem me conter, pulei em cima dele, que me agarrou em um abraço.
Me afastei apenas para que Steve pudesse pôr o anel em meu dedo, e tive que lutar bravamente para não chorar
Respira.
Inspira.
Voltei a abraçá-lo, e observei seus olhos, sentindo o homem mexer em meus cabelos.
— Eu te amo, Steve. — falei as três palavras. E noto como foi simples e ao mesmo tempo grandioso, dizê-las. A muito tempo sei que o amo e poder dizer a ele é um alívio, um prazer, faz meu coração se aquecer em meu peito. Steve Rogers sorriu, aproximando-se de mim.
Aleluia.
Primeiro, foi apenas um toque; depois, timidamente minha boca se abriu para que sua língua tocasse a minha, iniciando uma dança lenta que me fez querer não parar. Senti as mãos de Steve, sobre meu quadril, me puxar para mais perto e passei meus braços por seu pescoço, impulsionando-me para cima. Eu queria mais. Nós separamos para respirar e eu acariciei o rosto dele com meus lábios, antes de voltarmos a nos beijar, desta vez, de forma mais desesperada. Steve nós encaminhou até uma mesa e me recostei na beirada, ofegante, quando nos afastamos mais uma vez.
Os fogos da meia noite começaram a explodir e sorrimos um para o outro. Fiz um carinho no rosto de Steve e lhe desejei um feliz natal.
— Feliz Natal, Sofya. — devolveu, beijando meu rosto. E, mesmo que eu não acredite em Papai Noel, acho que acabei ganhando meu presente de Natal.
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— Temos que descer. — Steve lembrou, pressionando os lábios em meu pescoço, fazendo-me rir. Sei que foi proposital, pois ele sabe que tenho cosquinha ali.
Me virei para olhar seus olhos azuis, mas apenas consegui olhar sua boca. Assenti com a cabeça e encostei meu rosto no seu, ouvindo os últimos indícios dos fogos de artifícios.
— É, eu sei. — concordei, rindo ainda mais quando ele bufou em meu pescoço. — Steve! — reclamei com um sorriso.
— Hum? — ele murmurou.
Balancei a cabeça em negação, não conseguindo evitar o sorriso gigantesco em meu rosto.
— Temos que descer. — desta vez, eu lembrei, mas não sai do lugar e Steve também não. Olhei para minha mão, que brilhava com o anel. O homem me pegou olhando. — Vai todo mundo notar, como um bando de velhas fofoqueiras. — comentei. Steve assentiu em concordância.
— Vamos lidar com isso.
— É… o Tony vai ter um piripaque, cacete! — dou risada.
— Olha a língua!
— Olha a língua? — gargalhei
— É uma boa forma de lidar com a sua boca suja. — o herói se defendeu, eu ri ainda mais. — É isso ou beijá-la. — continuou.
— Eu gosto da segunda opção. — comentei com um sorriso.
O homem riu e me puxou para si, enquanto me deixei ser levada sem qualquer resistência. Seus lábios encostaram nos meus ao mesmo tempo que um estrondo soou.
Me assustei e arfei. Senti Steve tensionar. O herói se pôs em minha frente, fazendo o seu corpo de escudo. Em seguida, um homem forte, alto, de cabelos longos e vestindo uma roupa estranha apareceu. Eu o reconheci, Steve também. E foi visível o momento em que o herói relaxou.
— Steve, meu amigo! — o deus nórdico exclamou.
Encarei o Rogers e nós dois nós voltamos para Thor.
— Você está atrasado, cara. — avisei. — E acabou de atrapalhar o meu momento romântico.
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