Toda sorridente, eu sei como enganar esta cidade

Eu farei isto até o sol se pôr, e através da noite toda

Oh sim, oh sim, eu te direi o que quer ouvir

Eu tiro meu óculos de sol enquanto a lágrima cai

Nunca é a hora certa, é, é

Sia — Unstoppable

Meses depois

Mordi meu hamburger observando um grupo de estudantes, eram um total de cinco pessoas, tendo por volta dos vinte anos.

Todos riam do palhaço do grupo, sabe.... aquele que fala coisas idiotas apenas porque não se importa com a atenção que recebe, mas gosta de fazer as pessoas ao seu redor rir. Depois vinha o outro cara ao lado, era o amigão e pelos olhares que lançava para sua amiga a sua direita, era certeza que tínhamos um amor não correspondido ali. Ela, por outro lado, conversa com a amiga e ambas riram, olhando alguma coisa no celular. E por último, a quinta integrante do grupo, a mais tímida, calada e pareciam gostar do garoto das piadas.

Todos tão alegres e despreocupados, acho que o maior problemas deles eram um trabalho atrasado, por causa de uma noite de bebedeira.

Ou no caso do amigão, ter a atenção que deseja de sua amiga.

Nunca fui assim.

Primeiro, porque eu tenho poderes psíquicos. Posso entrar e ler a mente das pessoas, me conectar com máquinas, e comandá-las... sabe? Coisa do dia a dia.

Segundo, pois sou filha de Tony Stark, e é impossível ter uma vida normal e despreocupada, quando seu pai é um herói mundialmente famoso e dono de uma das maiores empresas tecnológicas do país.

Terceiro, porque eu estou apaixonada. – sim, eu sei, estou perdida. – por um homem que lutou na segunda guerra mundial, foi dado como morto, passou anos congelado para então ser encontrado vivo, e que agora trabalha para uma empresa de espionagem, sendo que, essa mesma empresa, foi quem o encontrou e recrutou para participar do Projeto Vingadores.

Algo com juntar os heróis mais poderosos da terra e... ah! É mesmo, projeto esse que meu pai participa.

Também não posso esquecer de contar: também sou amiga do Hulk, ou para os íntimos, Bruce Banner.

É....

Dou risada de mim mesma.

Acho que não nasci para ser uma garota normal.

O som da cadeira sendo arrastada no chão, tirou-me de meus devaneios. Levantei o olhar para encontrar uma garota baixinha, – não que eu seja super alta. – de cabelos castanhos e incrivelmente fofa. Aqueles olhos meigos de Lúcia, foi o que realmente me fez não expulsá-la da minha vida. Isso e minha determinação em tentar ter uma nova vida.

— Demorou. — comentei.

— Foi mal, — Lúcia fez uma careta, então suspirou jogando a franja de lado para me olhar. — Cara, meu professor tá acabando com a minha raça. — reclamou.

Sorri e balancei a cabeça.

E aí está o motivo de sermos tão diferentes. Lúcia é minha amiga, mas está muito preocupada com um projeto da faculdade, enquanto isso, eu me preocupo com os chips que carrego em minha bolsa, e que pode impedir uma organização nazista de acabar com o mundo.

É como pensava anteriormente, eu não sou uma garota normal.

— Que imbecil, como ele ousa te encher o saco passando esses trabalhos.

— Idiota. — ela riu enquanto eu sorri levemente. — Vou pedir um desses a July. — comentou apontando para meu lanche.

Apesar de eu não ser muito próxima de July, gosto muito da garçonete, que é amiga de Lúcia, além de ser mãe do seu atual crush, mesmo a garota negando veemente e dizendo que é um absurdo eu pensar isso.

— Luci. — chamei. — Vou viajar. — avisei.

A morena expressou sua surpresa.

— Sério? Quando?

— Agora.

— Agora?! — confirmei com um manear, observando seus olhos arregalaram.

— Que saco! Vou comer tudo sozinha. — ela me encarou emburrada. — Se eu virar uma balofa, vai me pagar uma dessas cirurgia, para reduzir o estômago. — apontou o dedo para mim, sorrindo em seguida.

— Abdominoplastia.

— Quê?

— O nome da cirurgia para redução de estômago. — expliquei.

— Como sabe disso? — ela balançou as mãos. — Deixa pra lá. Aconteceu alguma coisa? — perguntou, referindo-se a minha saída repentina.

Acontecerá, se eu não entregar a caixa com os chips a Nick Fury.

— Não. — menti, sorrindo tranquilamente. — Meu pai precisa de mim em Washington.

Ela concordou e eu levantei.

— Não esquece que temos hora marcada, depois de amanhã.

Hora marcada?

Assenti, ainda que não soubesse do que ela falava. Talvez eu não tenha escondido minha confusão o bastante, ou talvez, aqueles olhos meigos fossem bem mais espertos do que demonstravam.

Eu apostei na segunda opção.

— Você esqueceu, não é? — Lúcia perguntou, estreitando os olhos em minha direção.

Eu havia esquecido.

— Não. — dei uma risada sem graça.

— O vestido para o baile.

Ah, o baile de fim de ano, que acontecerá daqui dois meses, duas semanas antes do Natal.

Se eu ainda estiver viva até lá.

— Claro, eu lembro sim.

Me senti culpada por fazer tão pouco do baile, sendo que ele é tão importante para ela. Porém, sem parecer magoada ou irritada com meu desinteresse, Lúcia riu, e eu decidi por confirmar minha ida, para logo depois, pegar um táxi direto para o aeroporto.

***

Sai do banheiro após escovar os dentes, e fui em direção a saída do aeroporto, ainda sentindo vertigens depois de quase vomitar meu fígado junto. Não sei o que houve, mas meu estômago não está bem. Acabei passando mal durante todo o voo, e ainda tive o desprazer de jogar fora tudo que havia comido esta manhã.

Argh.

Está tudo péssimo, mas melhoraram ao encontrar Steve Rogers me esperando. Minha momentânea fragilidade quase me fez correr, entretanto, não quis parecer uma protagonista desses filmes românticos e clichés.

Nada contra, só acho que na vida real, você não enrola um cara por quase dez anos, quase casa, para que na última hora descida que ama o outro. Então você abandona o noivo no altar e vai atrás do seu verdadeiro amor, que decidiu se mudar para o Canadá, para descobrir que acabou perdendo ele, pois, o avião já decolou. Desolada, você vira e encontra o amor da sua vida te esperando, com um buquê de rosas na mão, chocolate e mousse, — porque ele sabe que você ama mouse. — e é ai que você corre até ele, vocês giram, beijam e vivem felizes para sempre, tendo filhinhos correndo pelo quintal.

Todos loiros de olhos verdes.

Retificando, nada contra. Eu até gosto de assistir e admito que também tenho uns pensamentos e ações bem clichés. Mas na maioria das vezes, eu tento ser bem pé no chão.

Foco no tento.

Aqui é vida real.

Então, como dizia, andei até o herói lançando um sorriso antes de abraçá-lo.

— Oi. — o apertei, sentindo seu cheiro invadir minhas narinas.

— Você está bem?

Perguntou erguendo meu rosto com ambas as mãos, olhando-me atentamente.

É bem provável que esteja pálida, e saber que ele me viu neste estado não deixou-me animada. Reprimi uma careta:

— Pareço tão mal assim?

— Parece doente.

Notei sua expressão preocupada, então deixei a brincadeira de lado:

— Passei mal no meio do caminho. — expliquei.

— Preciso levá-la ao hospital?

— Não. — o encarei sem graça. — Estou apenas com fraqueza.

Steve ergueu as sobrancelhas e confirmou com a cabeça.

— Você já almoçou? — Steve perguntou, eu neguei. — Antes de irmos, podemos passar em um supermercado e eu faço algo para a gente comer. — ele opinou. Em outro momento, estaria encantada com o fato de Steve ser: gato, educado, cavalheiro e ainda saber cozinhar. Mas foquei na parte comer.

Também que os planos de Steve são um tanto diferentes dos meus, pois o caminho que deveríamos seguir seria direto para Triskelion, onde meu pai — que ao menos sabe de minha presença na cidade. — está.

Porém, ao invés de focar no real problema do dia, — nazistas, projetos e o mundo em perigo. — estou é preocupada com outras coisas, como, meu estômago que ainda não está nada bem.

Eu, definitivamente, não quero nada, porém, não fiz manha ou discordei, não é hora de eu passar mal e o oco em meu estômago diz estar necessitado de alguma substância, para que meu corpo permaneça em pé, também tem o fato de eu querer estar com Steve. Por isso, apenas balancei a cabeça em concordância.

— Por mim tudo bem.

Por mim nada bem.

***

Acabei por cochilar no caminho e acordei com Steve me chamando, sai do carro coçando os olhos e arrumando os cabelos sobre seu olhar atento.

— Devo estar parecendo um leãozinho — comentei envergonhada.

Ótimo jeito de conquistar o Crush, aprendem comigo.

Steve sorriu e esperou até eu estar ao seu lado, para enfim, entrar no prédio, enquanto carregava um saco de comida, que não existia antes de eu entrar no carro.

Eu realmente dormi, senhorrrr.

— Parece que acordou de um cochilo — respondeu, todo educado.

Dou risada.

— Sei...

Subimos até seu apartamento. Em frente a porta Steve tentou, sem sucesso, abrir a tranca, ainda com a enorme compra em mãos.

— Deixe que eu seguro. — pedi.

Steve negou e disse que conseguiria, eu concordei e instantes depois um click conhecido nos avisou que a porta estava aberta.

— Multitarefas. — comentei.

O som ao lado chamou nossa atenção, e a cabeleireira loira da vizinha de Steve surgiu, logo depois.

Francamente, ela tem algum tipo de alarme que dizia sobre nossa presença? Não é possível, pois, sempre aparece quando chegamos.

— Steve. — sorriu para o herói.

— Vizinha.

Ela enfim me notou, ufa!

— Sofya.

— Boa tarde, Katie. — lhe lancei um sorriso fechado. Não sei o porque, mas não eu não vou com a cara da Vizinha, e andei aprendendo a não ignorar meu sexto sentido. Ela foi embora e nós entramos, comigo carregando uma estranha sensação em relação à mulher.

Steve caminhou até a cozinha, e enquanto o herói organizava as coisas para preparar o almoço eu permaneci na sala, dando uma espiada nos filmes que, desta vez, ele escolheu. Acabei sorrindo ao encontrar Harry Potter em meio aos filmes, e me lembrei de como começamos aquela rotina.

Eu conversava com Bruce no laboratório, antes de Steve chegar para sairmos, como sempre fazíamos, e durante uma de nossas conversas, eu aleatoriamente comentei sobre Harry Potter, mundialmente conhecido e que atualmente, toma o primeiro lugar na minha lista de melhores filmes. Não deveria, mas fiquei bastante surpresa com o fato do herói jamais ter ouvido falar do filme ou dos livros. Então.... fizemos um combinado; primeiro, selecionamos alguns temas que mais chamavam a atenção do herói, então Steve alugava de acordo com a melhor sinopse, com o tempo íamos atualizando ele dos filmes que ainda não assistiu. Foi bem divertido e eu ainda descobri que Steve não é muito fã de terror.

Não foi desta vez, Senhor King.

Entrei na cozinha rindo, carregando o DVD em minhas mãos, o levantando na altura do rosto.

— Achei que não tivesse gostado.

Steve cortava algo, e parou para saber sobre o que eu falava, para então sorrir culpado.

— Decidi dar uma chance.

Rogers, aparentemente, não gosta muito de filmes... irrealista. Quer dizer, ele conhece um deus de outro mundo, é amigo de um cara que quando com raiva fica verde, ficou anos congelado para acordar em outro tempo, mas diz que não tem sentido um filme em que crianças são enviadas para uma escola de bruxos.

Não tem, realmente. Mas é muito legal! Não tem como não gostar de Harry Potter.

Lembro-me de quando mais nova, ainda ter esperança de receber uma carta de Hogwarts.

Pois é, mas ninguém precisa saber disso. Então, shiu.

— E o que achou?

— Honestamente?

Steve me encarou seriamente, o que me fez sorrir em expectativa:

— Sim.

— Não gostei.

Como assim?!

— Como assim? — expressei meu pensamento pasmo. Amo os filmes e não posso deixar de me indignar. Se eu soubesse que o herói tinha tão mal gosto, não teria aceitado ir a um encontro.

— Não sei, não parecia real para mim. — ergui minhas sobrancelhas sem acreditar, ele apenas sorriu, dando de ombros.

Steve deveria deixar de ser tão encantador, seria tão mais fácil me irritar com ele.

— Por que é um filme de fantasia. — disse o óbvio.

— Me diga que não se lançou contra uma parede de uma estação, tentando passar por uma suposta passagem de bruxos. — ele pediu, imitando uma exagerada expressão de medo.

Franzi as sobrancelhas, evitando aqueles olhos:

— Claro que não! — jamais revelarei a verdade.

Rogers riu, fitando-me com uma expressão divertida e dando de ombros. Desisti de fazê-lo entender que ficção, teria coisas.... ficcionistas, que filmes de fantasia... teria... fantasias! E deixei o objeto de lado para ajudá-lo na cozinha. Steve pareceu gostar da ideia de me ensinar, mas minutos depois concluímos que o máximo que eu faria seria cortar os tomates para o molho, e assim eu fiz, esquecendo-me do mal estar, me esforçando para não fazer nada errado.

— Corta em cubos, bem pequenos. — Steve explicou, assim que peguei o tomate.

Fiz como havia entendido e depois encarei o herói que observa minha falta de agilidade na cozinha com uma falsa seriedade.

— Assim? — perguntei, com uma expressão de dúvida.

Ele sorriu e concordou.

— Sou um desastre na cozinha… — comentei, o que ele já deve ter notado.

— Você morava sozinha... — Steve comentou.

— É.... o microondas salvou minha vida mais vezes do que pude contar. — ri e continuei meu trabalho.

Estava quase terminando, quando Steve parou o que fazia para me encarar com um ar sério:

— O que houve para ir embora da sua antiga cidade? — segurei o cabo da faca, firmemente, todo o meu corpo ficando tenso.

Respirei fundo antes de balançar a cabeça, tentando transparecer uma tranquilidade que não existe.

— Lembra quando disse que fiz algumas coisas erradas? — perguntei sem olhá-lo. — Então…

— Quer falar sobre isso?

— Eu… — encarei o homem à minha frente, tão gentil e amável. Um impulso me fez abrir a boca, mas não consegui dizer. Neguei balançando a cabeça, envergonhada. — Eu não consigo, não quero falar sobre isso.

— Tudo bem.

— Desculpa. — peço, voltando-me para os tomates cortados, tentando conter um sentimento ruim. — Saiba que sou a pessoa mais medrosa que você irá encontrar, Steve.

Senti ele se aproximar, e isso me fez soltar a faca e me focar nele, suas mãos erguendo-se para tocar meu rosto com um carinho, de uma maneira diferente, me senti especial, como ninguém nunca me fizera sentir antes.

— Tudo bem se você fraquejar de vez em quando, não precisa ser forte o tempo todo, e de maneira alguma, isso a tornará uma covarde.

Pisquei algumas vezes, sem conseguir respirar por breves instantes. E assenti, entreabrindo os lábios, tentando de alguma forma fazer o ar entrar para dentro de meus pulmões.

Steve tão perto de mim fez meu coração bater mais apressadamente, meu corpo formigar, meu estômago gelar. Me fez querer estar sempre ao lado dele, me fez querer beijá-lo como nunca, algo venerável, que parece crescer dia após dia. Tentei fingir que essa bagunça dentro de mim não é grande coisa, no entanto, penso que não há mais como negar que estou muito perdida, mas também com medo, muito medo de me machucar no final. Perdi tanto, me perturba a possibilidade de perder ainda mais.

— Não está esquecendo de algo? — perguntei sorrindo, afastando-me, e lançei um olhar para o macarrão que cozinhava a um bom tempo. Steve finalmente lembrou de comida, e se adiantou em desligar o fogo.

— Minha nossa. — ele falou ao tirar a panela de cima do fogão.

— Masterchef. — brinquei, tentando evitar seu olhar até que eu me recuperasse.

Tudo bem, sempre achei Steve atraente, interessante, apaixonante. Mas o que eu senti com ele naqueles breves minutos foi muito além da paixão e me assustou como o inferno.

Não falamos mais nada e eu o observei terminar o almoço, apenas aproveitando sua companhia. Depois de terminarmos a comida, — ele terminar. — e de arrumar a mesa, fomos comer macarronada. Acredita que o macarrão ficou com uma ótima consistência? Não tem como negar que o homem cozinha bem.

— Ficou bom.

— Está surpresa. — Steve constatou divertido.

— Você esqueceu o macarrão no fogo. — me defendo.

— É bom… — ele se remexeu, e sorriu constrangido. — Algo me distraiu. — tentei evitar um sorriso, e abaixei a cabeça, voltando a comer minha comida. — Sente-se melhor? — Steve perguntou instantes depois.

— Estou bem. — ergui minhas sobrancelhas, sorrindo suavemente. Ele concordou, calmo. — Onde aprendeu a cozinhar? — perguntei realmente curiosa.

— Morei por uns tempos com meu amigo, antes dele se alistar. — Steve riu. — Alguém tinha que aprender a cozinhar naquela casa.

Sorri.

— Aprendeu direitinho, está realmente bom. — o elogiei.

— Tive ajuda.

Dou risada, pondo o garfo sobre a mesa.

—Quem? A garota destrambelhada que não sabe ao menos cortar um tomate?

— O que vale é a tentativa. — ele falou, encarando-me com humor, e não pude desviar de seu olhar.

— É... talvez eu largue as máquinas, e tente algo no ramo da culinária.

— Como cortadora de legumes. — Steve comentou rindo.

Ri junto, voltando a comer.

— O que foi? — perguntei, quando reparei em Steve me observando por um demasiado tempo. Passei a mão sobre a boca, imaginando que talvez estivesse sujo.

— Nada demais.

Steve voltou a comer enquanto, desta vez, eu o encarei.

Após o almoço fomos a sala para pegar nossas coisas deixadas sobre o sofá.

Steve me olhou e indagou:

— Você disse que iria encontrar seu pai. — falou, mencionando a mensagem que lhe enviei antes do avião decolar.

— Sim. — balancei a cabeça, finalmente focando no porquê de estar em Washington. Está na hora da ação. — Ele está na SHIELD.

Rogers ergueu as sobrancelhas, pegando suas chaves.

— Pensei que o Stark não trabalhasse para a SHIELD.

— Ele não trabalha.

Por que, segundo Tony, ele faz aquilo por interesse próprio.

Entretanto, é irônico o fato dele ter parado de fabricar armas, para agora, estar ajudando a SHIELD em algo bem maior que qualquer bomba que as Indústrias Stark já construiu.

— Se importa de ir de moto? — Steve perguntou.

— Adoro motos. — afirmei.