NASCIDO DE OURO: PRIMEIRA FASE
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Na grande São Paulo, uma família rica e famosa vivia cercada de luxo, soberba e poder. Mas a realidade de Gabriel era completamente outra. O rapaz, que era o filho quase caçula daquela dinastia, andava pelas ruas perto de casa após um dia exaustivo de trabalho. Ele estava suando, com os pés ardendo dentro do sapato apertado e louco para chegar ao banheiro.
— Boa tarde, flor do dia, que eu cheguei com alegria. — Gabriel dá um sorriso alegre, ele joga a mochila no chão, tira o casaco rapidamente. E tira o sapato que apertava seus dedos. A meia que os deixava em calor. Ele olha para a mãe que estava vendo televisão e não liga para ele.
— Mãe?, cheguei, tá?… eu queria falar com você sobre uma coisa, a festa que vai ter para nobres. Posso ir? — Ele falava, caminhando para perto da mãe, que no seguinte segundo olha para ele fixamente sem dizer nada. Vira todo o corpo e desliga a TV.
— Então… você tá me dizendo que quer ir na festa que vai ter semana que vem? — Raquel fala calma e paciente. Ela pega uma rosquinha e come enquanto pega a taça e coloca na boca. Para beber seu suco de goiaba.
— Isso mesmo. — Ele confirma enquanto coloca a camisa na mochila.
— Não. — Ela responde e bebe um pouco do suco, e coloca os pés no braço do sofá.
— Mas porquê? — Ele diz, se sentindo desapontado, enquanto larga a mochila e fica na frente de Raquel esperando resposta.
— Você sabe, não se finge de bobo, menino. E não me faz de idiota. — Ela fala e fica sentada normalmente.
— Não, mãe, eu não sei. — Ele responde triste.
— Então. Calma. Eu te lembro. — Ela diz calma. — Porque você é pobre, porque você não tem status. Porque você é ridículo, e porque eu não gosto de você, simples. — Ela sorri e inclina a cabeça para o lado, enquanto olhava no fundo dos olhos de Gabriel.
— Beleza. — Gabriel dá uns passos para trás, olha fixamente e vai embora para o banheiro tomar banho.
***
Logo uns minutos depois, Raquel escuta batidas recorrentes na porta, ela deixa a taça no chão e levanta com o cabelo bagunçado para abrir a porta.
— Já vai, eu hein. Deselegante. — Ela arruma um pouco o cabelo, passa a mão nos olhos e abre a porta.
— Olha… ela tem casa, é?, claro que tem, esse apartamento velho. — Rafael dá um sorriso, senta no sofá e coloca os braços nele, enquanto Gabriel olha escondido.
— Sem vergonha, você, né? Até hoje não resolveu nada da minha empresa. E faz UMA SEMANA QUE VOCÊ ENROLA MULHER. — Ele grita impaciente, enquanto levanta do sofá e fica frente a frente com Raquel.
— Que pena. Porque vai demorar bem mais, você vai aprender a esperar. Seu impaciente. Só vai ter essa empresa quando eu quiser. E se eu quiser. — Ela diz com um tom de poder e controle, enquanto olhava com uma cara de raiva para o filho.
— Cuidado com suas palavras, elas matam, elas machucam. Eu não aguentei esperar a mosca morta que é você resolver isso. Por você eu não tinha nada. — Ele olha para o fundo dos olhos de Raquel e cruza os braços, sem piscar, e olha para onde Gabriel estava.
— Olha pra mim. OLHA PRA MIM. — Ela toca o ombro de Rafael, que olha para ela. — Mosca morta é você, essa casa é minha, minha, você não tem o direito e nem a ousadia de entrar aqui. — Ela fala estressada, sem conseguir parar de olhar para o filho.
— Mas entrei. — Ele senta no sofá, olhando para a mãe.
— Você, você não me desafie. Seu inútil, de mim você não ganha nada. NADA. Mas eu vou te dar uma coisa. Guerra, e você vai sair perdendo. SOME DA MINHA FRENTE. AGORA. — Ela diz com um tom de ódio e desprezo, respirando alto e olhando com olhos vermelhos para o filho.
— Beleza, mãe… eu tenho um compromisso, mas eu volto, beijos, mamãe, foi um amor ver você, insuportável. — Ele sai sorrindo, e depois coloca uma cara séria, chega à porta e faz um coração com as mãos, e bate a porta com força.
— Toma, distraída, amo morar nessa casa, pelo menos tem intriga. — Gabriel cochicha e sai rindo, enxugando os ouvidos da água depois de ver a briga.
***
Em uma nova manhã, o terceiro irmão da família, Diego, estava curtindo com a namorada Nathália.
— Nathália, você sabe que não é assim. Tenta atirar bem na barriga do boneco. — Diego fala, olhando para um coelhinho de pelúcia que nathalia queria.
— Eu não consigo. Bora ali rapidinho. — Nathália pega Diego pelo pulso e chega perto dele.
— Olha, amor… eu não to me sentindo tão bonita. — Ela dá um sorriso para Diego. — Eu pensei em você comprar um anel de trinta e cinco mil reais pra mim. — Ela roda para Diego. E ele dá um sorriso.
— Tá certo, daqui a pouco a gente vai. — Ele a abraça, enquanto coça o braço.
— Por isso eu amo. Atencioso, lindo, forte, prestativo. Inteligente. — Ela dá um beijo nele e se encosta nele.
— Ah, que linda, vou comprar a roupa que você quiser também. Aliás, bora logo. — Eles se abraçam e vão caminhando fora do parque.
***
No shopping, eles entram e Nathália vê uma joalheria muito famosa e cara.
— Ali, Diego, ali, Diego. Eu quero aquela coisa maravilhosa. Meu Deus, oitenta e cinco mil reais. — Nathália aponta para o anel e coloca a mão na boca, surpresa.
— Bom… Beleza, né, bora pegar. — Ele fica seco e frio. Coloca a mão no bolso e entra na loja.
***
À noite, Gabriel decidiu sair para espairecer, logo ele decidiu voltar para casa.
— Oi, tudo bom? Como você está? Cadê seu filho? — Gabriel pergunta a um colega.
— Bem, eu tenho que ir. Depois falo com você. — O homem fala andando.
— Beleza. Boa sorte no trabalho. — Ele fala e sai andando.
Gabriel olha para as pessoas na rua e vê que algumas delas são felizes. E vê crianças brincando pela rua em uma noite molhada pela chuva.
— OI, TIA, DEPOIS EU VOU COMPRAR SEUS PASTÉIS PRA TE AJUDAR, ESQUECI. — Ele fala sorrindo, vendo a idosa de longe.
Gabriel para no outro lado da rua e olha para o prédio em que mora. Espera um pouco e decide andar.
— É Raquel… seus dias estão tão contados. — Ele sorri e dá risada.
— Falando sozinho, estranho? — Diego chega e dá um pequeno empurrão no irmão.
— Ninguém merece. — Gabriel olha para alguém que está indo entrar no prédio.
— Aquela pessoa eu conheço. — Gabriel decide ir atrás da pessoa, ele corre na chuva passando por todos os carros.
— Oi… tudo bom? Quem é você? — Ele pergunta, olhando para a pessoa, tentando lembrar quem é.
— Prazer… deve ser o filho de Raquel Moreira, certo? Meu nome é Pietro. Eu sou o advogado de Rafael Moreira. — O advogado aperta a mão de Gabriel e é educado.
— Advogado? — Ele fala surpreso, olhando para o andar acima.
Fim
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