N-não É Como Se Eu Te Amasse, Baaka!
13 Umas Parada Doida Aê
Notas iniciais
Acordou na manhã seguinte na cama do loiro, incapaz de lembrar como chegara lá.
– Bom dia, Rodri-boy... — O outro rapaz disse num tom sussurrado, deslizando os lábios pelos seus de forma suave, parecendo muito bem para alguém que tinha aprontado tanto na noite anterior.
Não havia resquício algum de mágoa em seu rosto, pelo contrário, estava sendo autenticamente cuidadoso e zeloso com o outro rapaz.
Aquilo não era justo, definitivamente.
Não era justo que o olhasse com aquela expressão adorável após uma noite mista de prazer e a mais profunda agonia, não após sequer parecer se importar ao vê-lo nos braços de tantas outras e, por fim, como se nada tivesse acontecido, tomá-lo para si.
Seu coração acabaria se estraçalhado naquele ritmo, mas apenas suspirou e correspondeu ao toque suave, envolvendo os braços em seu pescoço e puxou-o para si com vontade.
Não só sua alma estava dolorida, como também seu corpo todo, principalmente a cabeça e o quadril, em especial atrás, onde Wesley havia se empolgado um tanto na noite anterior.
– Cê não lembra, né, seu filho da puta — ele riu baixinho, colocando as mãos sobre o seu quadril, ainda o fitando, com a expressão de quem tinham sido cúmplices em uma grande aventura.
Sentia que somente Rodrigo poderia participar dele, mais ninguém seria digno de ficar ao seu lado. Rodrigo era "o cara", em sua visão. Uma pessoa que começava a admirar ainda mais, principalmente ao notar seus potenciais escondidos. Sorriu. — Lembra das cachorras, mas não lembra que levou uma comida no rabo, eu sei.
– Mais ou menos — admitiu, fazendo uma careta e levando a mão à testa, a cabeça latejando mais do que nunca.
Aparentemente até mesmo sua voz era o bastante para fazê-la doer, soando mais alta do que nunca.
– Toma, mas eu não sei fazer essas porra não, não é culpa minha se tiver ruim — ele entregou uma xícara de chá para o outro rapaz, com uma expressão suavemente envergonhada.
– Valeu — também sussurrou, sentando-se com dificuldade sobre a cama, uma careta se formou ao sentir seu orifício dolorido, mas preferiu ignorar aquilo, tomando pequenos goles do líquido quente.
Por vezes erguia o rosto em sua direção, como se pudesse ler o significado de suas expressões, tentando compreendê-lo um tanto melhor.
– Teu nome, cara — ele disse, parecendo tentar conter um sorriso que começava a se formar em seu rosto, apertando suavemente os lábios antes de continuar a sequência lógica de sua fala, respirando fundo — Tá na porra da lista. Eu vi na internet. CÊ PASSOU!
Apertou os olhos com o grito, mas arregalou-os logo em seguida, sequer conseguindo acreditar em sua fala.
Os lábios se entreabriram e fecharam várias vezes até finalmente conseguir balbuciar, com imensa dificuldade:
– Eu passei? — as mãos na xícara começavam a se tornar um tanto trêmulas, o que não era um bom sinal para o dono da casa, caso acabasse por quebrá-la.
– Sim, cê passou, porra! — E então o rapaz se jogou em seus braços, praticamente o agarrando. Ele próprio não parecia se importar tanto com a xícara afinal. Estava muito feliz para dar importância a ela.
– Ah! — e, de fato, ela caiu da mão do rapaz, quebrando-se ao entrar em contado com o chão. — E-ei, calma — achava graça, mesmo as pontadas em suas têmporas aumentando a intensidade, correspondendo ao carinho, tão raro vindo do outro.
– Ah, vou ter que fazer outro chá — ele resmungou, mas logo em seguida o sorriso do outro rapaz se alargou ainda mais, debruçando-se sobre o outro, finalmente parecendo um tanto cansado, após tanta felicidade. Parecia bem confortável. — Um dia a gente sai pra comemorar, dessa vez vai ser oficial.
– É? — chegou a fechar um tanto os olhos, deslizando as mãos suavemente por suas costas, suspirando e beijando-lhe a bochecha. — Sabe o que a gente devia fazer? Pedir uma barca pra comemorar! — divertiu-se com a idéia, imensamente aconchegado naquela posição.
– A gente vai pescar? — O outro rapaz perguntou.
Era irônico como ele parecia estranhamente inocente em relação a algumas questões.
– Uma barca de sushi, seu bobo! — acabou rindo um tanto, embora houvesse terminado em resmungos de dor.
– Aaaah, Arigato Saionará! — O outro rapaz riu um tanto, puxando os próprios olhos para os lados, dando a si mesmo um aspecto oriental, divertindo-se com a proposta do outro.
– Baaka — respondeu numa entoação brincalhona, selando suavemente os lábios para si ao entremear os dedos nos fios curtos e loiros. — E eu ganho recompensa por ter passado?
– Assim que seu cu melhorar — ele sorriu, colocando a mão atrás da orelha do Rodrigo, dando um afago estranho, puxando suavemente alguns fios de cabelo seus, ainda o fitando.
– Não precisa ser esse tipo de recompensa — novamente suspirou, fechando os olhos e inclinando-se na direção do carinho.
Era como se houvesse encontrado o botão de desativar, deixando o mais novo completamente derretido em suas mãos com apenas aquele ato. Devia ser um ponto sensível.
– O que cê quer que eu faça? — Wesley certamente não conseguia pensar em nenhum tipo de recompensa que não fosse sexual.
– Carinho — deixou apenas uma nesga de pálpebras abertas para fitá-lo, o que era tanto adorável quanto um tanto sensual. Voltou a fechá-las completamente logo em seguida, suspirando. Apesar de tudo, o lado de Wesley ainda era seu lugar mais confortável em todo o mundo.
Wesley ainda não conseguia compreender como o outro rapaz queria carinho de alguém que não tinha nem um pouco de sutileza ou cuidados, alguém que possuía as mãos um tanto calejadas e nada macias, mas mesmo assim não negou o seu pedido, continuando a afagar a parte de trás de sua orelha, como quem estava acariciando um animal de estimação. Isso o fez sorrir.
– Tu é o cachorrinho do Wesley — disse brincando, ainda o afagando.
– Sou? — acabou sorrindo ao ser chamado daquela forma, apertando um tanto mais as mãos no abraço, também afagando-o. — Então você precisa cuidar de mim — brincou apenas parcialmente.
Esperava que todos os dias corressem tão tranquila e agradavelmente quanto aquele.
Passaram-no cozinhando e comendo, assistindo bobagens na internet e alguns filmes baixados, tudo numa proximidade maior do que a normal. Sempre que Wesley tentava se afastar ou demonstrava vergonha demais em ser carinhoso, Rodrigo lembrava-o sobre seu presente por ter passado num vestibular tão difícil, conseguindo seu prêmio sem muita dificuldade.
Era um mundo de sonhos, esperava poder mantê-lo para sempre, embora bem no fundo do peito soubesse ser impossível.
Eles certamente comemoraram do modo que Rodrigo havia inicialmente pedido. Wesley conviveu com alguns amigos do rapaz, tentando se encaixar no modo deles se comportarem, tentando ignorar especialmente a expressão de alguns quando falava sobre funk. Decidiu que aquele era um assunto proibido sempre que estivesse perto dos amigos do moreno. E também preferia não abrir a boca quando eles começavam a falar daquilo que considerava "desenhos japoneses".
Logo em seguida, foi a vez de Wesley decidir o tipo de comemoração que teriam, e desta vez a festa fora na casa de um de seus "cumpadi", que havia deixado o seu carro tunado com músicas altas durante quase a madrugada toda. E mais uma vez o moreno fora envolto em atividades sexuais com pessoas não relacionadas a somente quem amava, embora ele certamente estivesse do seu lado. Tinha medo daquilo virar rotina. E certamente parecia estar virando.
Não tinha coragem de reclamar quando Wesley sempre o recompensava com momentos únicos entre os dois. Momentos que provavelmente mais ninguém deveria ter a não ser eles.
Na vez seguinte em que se encontraram acontecera a mesma coisa.
Novamente Rodrigo fora levado para um "baile" onde dançara com o rapaz e eventualmente uma grande quantidade de mulheres se aglomerara em volta de ambos. Sua popularidade também começava a aumentar, embora aquele não fosse realmente seu desejo.
Mais ainda, a cada vez sentia vontade de dizer não, mas no fim cedia, porque o loiro realmente parecia apreciar aquelas situações, porque temia ser "jogado fora" caso dissesse não apenas querer não fazê-lo com outras pessoas, mas também desejar tê-lo todo para si. Era uma pessoa egoísta, afinal, nunca mentira sobre isso.
– Cê não bebeu nada hoje, quer ir embora mais cedo? — Wesley comentou enquanto estava em um canto com ele, fitando-o. Apesar de tudo, parecia preocupado quando ele não conseguia se enturmar ou relacionar-se com os outros. Não queria vê-lo deslocado como no primeiro dia em que foram a um baile, nunca mais.
– Ah — abriu o mesmo sorriso de sempre, quando parecia desconfortável com algo. — Desculpa.. Mas cê quer ficar, não quer? Você gosta desses lugares — já não conseguia mais esconder tão bem a angústia em sua voz, mesmo querendo realmente agradá-lo.
– Tá tudo bem, eu tô meio cansado também — não queria forçar o outro rapaz a continuar aquilo quando ele parecia desanimado, apenas sorrindo.
– Mesmo? — pareceu aliviado ao ouvir aquilo, desencostando-se da parede e começando a caminhar com ele até a saída.
Ao menos poderiam passar o resto da noite juntos, como um casal normal, sem toda a orgia que faziam nos últimos dias.
– Cê gosta daquelas porra de terror, né? A gente pode até assistir uma....
Enquanto Wesley falava a frase ao andar pela saída do local, ouviu apenas um sonoro "FILHO DA PUTA" vindo ao fundo, e certamente aquele xingamento não era nada carinhoso e parecido com o modo que Wesley normalmente falava. Pegou o moreno pelo braço e rapidamente o puxou para a rua.
– Cê pegou a minha mulher! — O homem esbravejou, avançando sobre Rodrigo como um animal alucinado, acertando-lhe um soco bem na maçã do rosto, fazendo-o cambalear para trás.
Nunca antes em sua vida havia brigado, era apenas esperado que não fizesse a mais remota idéia de como se defender.
Estava perdido.
Notas finais
Giovana Potter perguntou:
"Rodrigo, como você pretende começar algo sério com o Wesley? Tipo, convencer ele disso? Será que dá?"
Rodrigo: Ah *coça atrás da cabeça, nervoso* É uma coisa que ele vai precisar escolher por conta própria *dá de ombros* Se eu chegar e falar pra ele não fazer com mais ninguém, com certeza vai ficar bravo e me mandar à merda, então é melhor deixar quieto.
"Wesley, Fala aí: quem é melhor: o rodrigo ou as minas que você 'pegou' nesa festa?"
Wesley: Por que cê quer saber: Tá a fim de mim? ~
Marii_W perguntou:
"Rodrigo, queria saber se ele ouve apenas animesongs, ou também outros estilos."
Rodrigo: Ah, eu ouço mais coisas de anime, mas também tem as músicas japonesas que não passam em anime e eu gosto! *bem animado enquanto fala, chegando a mover as mãos pra cima e pra baixo* E tem muitos estilos diferentes pra música japonesa! *faz bico*
"E vou ignorar meu olho trêmulo enquanto penso em coelhos, pra perguntar à Wesley como e onde foi a primeira vez dele. -qq"
Wesley: Nossa, cara, olha a pergunta. Foi com uma amiguinha de escola, na parte de trás do quintal da casa da minha mãe. Como foi? Uma merda, eu não sabia fazer nada, né. Nem ela. Foda.
Yuu-chan: Poxa, Wesley, nem pra pegar uma mocinha mais velha pra te ensinar a fazer os negócio direito.
Wesley: Mulher assim só gosta de cara rico, eu nem tenho onde cair morto. E eu não queria ter primeira vez com puta não. Eu gosto de quem dá pra mim porque quer, não por dinheiro, fácil.
boku-tachi perguntou:
"Wesley, quando você vai aprender que tem lugar e hora pra fazer certos tipos de comentários?... lembre-se que o que você fala não afeta só você. vergonha alheia também existe¬¬"
Wesley: *mostra o dedo do meio* Foda-se.
"Rodrigo, já lesse Kuroshitsuji ou Katekyo Hitman REBORN!!, ou Card Captor Sakura? quais animes você assistiu na tv?"
Rodrigo: Ah, sim, eu ouvi falar. Eu tentei ver e tal, mas achei meio sem graça. Quase não tem luta nenhuma, é só o mordomo fazendo umas coisa doida, se pendurando no lustre, não curti muito, não. Reborn é muito divertido, especialmente quando começa na parte de lutas, eu ignorei o início todo! ♥ E Sakura, cara *franze as sobrancelhas, pensando* Eu assistia quando era mais novo, até gostava, mas não teria saco hoje em dia. E na tv eu não assisto mais nada, é tudo por sites de internet, mesmo!
MelissadeCarv perguntou:
"Acho que a minha pergunta seria: qual o maior fetiche que o Rodrigo e o Wesley têm um pelo outro?"
Rodrigo: .... *pensando profundamente por alguns instantes* Poxa, isso é difícil, haha *desvia o rosto, bem constrangido* Jáqueelemeioquejárealizatodososmeusfetiches *voz fica gradualmente mais baixa* ...Mas acho que eu ia gostar de ser seme pelo menos uma vez, apesar de ter certeza que ele nunca vai deixar *suspira*
Wesley: *ignora a última parte do que ele falou* Ver o Rodrigo descendo até o chão ~ De bunda empinada também. Porque ele tem bundão, sabe.
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