Números.

1 – Prólogo


Notas iniciais
Oi queridos, como vocês estão? Estão preparados para a segunda parte dessa história? Então aqui vamos nós. Esse é um pequeno começo de história, e eu gostei de como ele ficou escrito, acho que dá para atiçar a curiosidade de vocês e fazer eu ter muita, mas muita vontade de escrever a continuação. Não fiquem bravos, por favor, sim. Aqui eu vou explicar as peças soltas da outra temporada e dar novas peças que vocês mesmo terão de montar, então vamos a leitura.

O mundo chegou ao fim. Não teve almas bondosas ou ruins que foram poupadas. A única lei foi à sobrevivência dos mais fortes e não há nada que possa mudar isso. As pessoas e suas crenças sempre destroem o mundo. Mesmo com ele recomeçando isso vai influenciar, das cinzas da destruição não há justiça, não há o certo, não há nada além da vontade de Deus. Ele que comanda e que rege as coisas, e se sempre são cruéis? É porque Ele desejou, escreveu, esculpiu desta maneira. Não pode ser questionado e muito menos contestado.

Eu Akise Kane, declaro aqui que encontrar uma cópia de si mesmo não é nada interessante. Nada interessante mesmo. Mas vamos deixar isso pra lá, certo? Pelo menos por hora.

― Cala a boca Akise! ― Gritou tão meu querido ‘irmão’.

― Não começa agora, estou ocupado! ― Gritei para ele de volta.

Enfim, desculpe a intromissão, vamos continuar. Conseguir sair do jogo foi à parte mais fácil, pelo menos eu sei disso agora. Enfrentar o mundo real está bem mais complicado, mais doloroso. Os dias são longos por aqui, mais longo do que você ou qualquer pessoa possa imaginar. O calor é absurdo, as explosões solares causaram uma destruição imensa. Estão tentando reconstruir, mas quanto tempo isso irá levar? Anos e anos nesse sofrimento.

Ao sair da arena, todos nós voltamos ao normal. Como um passe de mágica, não me pergunte o porquê, só que alguns não voltaram tanto ao normal. Eu fui um deles. Os meus cabelos antes louros, depois brancos, agora têm uma coloração castanha escura, e meus olhos... Diferente dos outros, continuam avermelhados. Kane, ‘vai ser como vou chamar o meu outro eu, certo?’ disse que isso vai passar com um tempo, mas não confiei muito no que ele disse, já faz um mês que estamos aqui fora e eu continuo igual. A única parte boa nisso tudo, é que não sou exatamente igual a ele. Ele é ele, o antigo eu, louro, olhos cinza, e pele branca.

Nós viemos nos esgotos, como ratos. E não isso não é agradável. Nada agradável mesmo. Não tem nada de bom nisso. O cheiro é insuportável, e por incrível que pareça me faz lembrar Gai...

Gai!

Onde será que ele anda? Faz um tempo que não o vejo. Ele seguiu seu próprio destino, lutando a sua própria maneira. E eu... Eu ainda não o perdoei pelo que ele fez na arena, o que ele teve de sacrificar para que conseguíssemos sair.

― Você está falando demais, e não chegou logo ao ponto principal. ― Disse Sete.

― Cala a boca, Sete! ― Disse furioso a ele. ― Eu fui encarregado de gravar isso, certo? Então faça o que você foi designado sem reclamar. ― Bufei.

― O.k! Calma aí estressadinho, calma!

Fui obrigado a gargalhar com Sete. Aquele pirralho realmente me tira do sério.

Enfim, voltemos. Kane tem alguns amigos... Amigos que estão dispostos a dar suas vidas se necessário pra conseguir quebrar esse sistema maluco, e conseguir libertar as pobres pessoas que ainda restam nesse mundo.

As piores coisas ficam aqui fora, lá dento do jogo era tudo brincadeira de criança, comparado com o que temos aqui hoje... Mas não podemos desistir. Não podemos desistir nunca. Nós somos os números, e estamos aqui pra destruir esse sistema e nos libertar. Está pronto pra ajudar nessa jornada?

(...)

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.