Nós buscamos Pã

11 Duelo Dramático de Casal / Clarisse


Notas iniciais
Aeee galerinhaa! Novo cappppp o/ bjão

Sem pensar direito, ataquei em meia-lua horizontal mirando no rosto dele, mas ele conseguiu se esquivar e me imobilizar. Já era a terceira vez que Chris me fazia passar vergonha.

– Fraco, é? – ele sussurrou no meu ouvido.

Dei uma cotovelada na sua barriga e ataquei pelo outro lado, mas espada dele já me esperava ali. Nossas espadas se chocavam no ar, mas eu preferia não arriscar até surgir uma boa oportunidade de aniquila-lo.

Percebi o cuidado em seus movimentos, de modo que seus ataques ficavam limitados a apenas me desarmar, enquanto meus ataques miravam feri-lo.

– Você vai pagar. – falei.

Ele não respondeu, mas vi a dúvida no seu rosto.

– Drew. – arrisquei sem rodeios, mesmo sem ter certeza.

Seus olhos se arregalaram passando pela arena e pousando na garota lá longe. E sua atenção caiu para menos da metade, deixando-o vulnerável.

Ataquei sem dó seu abdômen com um corte que o pegou de surpresa, recobrando sua atenção. Mas agora, a dor impedia sua agilidade na luta. Um benefício para mim.

Por mais que eu desejasse ver a cara de espanto da filha de Afrodite, foquei no duelo, concentrando todo meu ódio nos ataques, fazendo-o se arrepender de ter brincado comigo, de ter me feito passar vergonha.

Fiz um corte em seu braço e outro na perna. E agora, mirava um na sua bochecha, nem que fosse um mero arranhão.

Ataquei perto da mão dele, onde estava o cabo da espada, mas o que consegui foi fazer outro corte e não desarmá-lo.

– Ai! — ele reclamou olhando para a mão vermelha de sangue.

Fiquei parada com a espada a postos esperando seu ataque. Sua lâmina veio preparada para me desarmar, mas eu resolvi apelar para lâmina com lâmina. E com força. No quinto choque de espadas, a mão de Chris talvez não aguentasse de dor e a arma voou longe.

Apenas por puro prazer, coloquei minha lâmina no seu pescoço, de modo a encerrar a luta e deixar bem claro quem ganhou.

– Parabéns. – ele falou segurando a mão sangrenta.

– Agora espero que me entenda por que não luto com fracos. – falei, ficando com um pouco de remorso sem saber por que. Os olhares de todos continuavam sobre nós.

– Se me deixar explicar... – ele sussurrou e meu coração quase saltou para fora do peito.

– Saia daqui. – mandei.

– Clarisse... – ele insistiu baixando a cabeça e piscando fortemente os olhos.

– Saia daqui! – gritei sem pensar.

– Olha, me desculpa se eu te magoei. Desculpa pelo que eu falei lá na... – sem dar ouvidos ao seu arrependimento embainhei a espada e sai correndo em direção ao chalé.

Apenas ouvi meus irmãos o xingando e me chamando de volta.

Cheguei ao chalé trincando os dentes por um sentimento que eu não conseguia decifrar.

– Porra! – gritei socando a parede vermelha.

Eu queria ficar sozinha, mas com certeza ali não seria um bom lugar. Tinha que sair dali depressa. Mas iria para onde? A floresta? Não. Ao lago? Não.

Então eu me lembrei de um lugar aonde nunca fui. A praia.

Pulei pela janela para não ser vista por meus irmãos e corri o mais rápido que eu podia. Corri como se... nada.

Cheguei e atirei-me na areia fofa.

Era um lugar estranho. Extremamente silencioso e o som repetitivo das ondas no mar chegava a ser irritante.

Deixei a espada de lado e deitei com a cabeça nas mãos. O Sol já não estava tão alto, mas também nem tão baixo e havia certa quantia de nuvens no céu que dava ao dia um ar de nublado. Pensei nos inúmeros acontecimentos dos últimos dias e decidi que se pudesse esquecer seria tão melhor. Talvez só lembrar de Grover e de como ele foi legal comigo. Mas aí eu teria que lembrar de como tudo aconteceu.

Em falar do que aconteceu, só agora recordei da flecha que eu tinha ganhado de Afrodite. Provavelmente eu tinha deixado lá no punho de Zeus. Merda. E se alguém tivesse pegado?

Iria lá daqui a pouco busca-la quando todos estivessem na arena ouvindo as explicações de Quíron.

Acho que estava tão cansada que quase peguei no sono, sendo interrompida por ninguém menos que Jackson, Annabeth e Grover.

– Clarisse! – gritaram ao me ver.

Levantei rápido, porque de certo modo eles me assustaram e também porque não queria que me vissem ali. Porra, era tão difícil ter paz nesse acampamento?

– Esta ferida? – perguntou Annabeth.

– Você esta bem? – Perguntou Grover.

– É óbvio que sim, seus idiotas! Acham que eu ia perder uma lutinha escrota dessas? – zombei.

– É que nós vimos você deitada na areia, pensamos que você estava mal. – explicou Annabeth.

– Pensaram errado. – falei pegando minhas coisas e indo embora.

– Aonde você vai? – chamou Percy.

– Vou sair daqui.

– Por que? – perguntou a filha de Atena.

– Porque eu “tô afim”.

– Se quiser podemos ir embora. – ofereceu o filho do mar.

– Não, obrigado. Vou treinar para fazer vocês passarem vergonha na Captura da Bandeira.

– Mas estamos no mesmo time, Clarisse. – argumentou Percy lembrando-me da aliança entre Hefesto, Ares, Poseidon, Atena e Díonisio.

– Nunca estaremos no mesmo time. – falei dando as costas enquanto uma tristeza enorme me consumiu.

Tudo bem que eu os odiava, mas Grover estava ali e... Eu não sei, mas esperava que ele viesse falar comigo. Pensava que ele tivesse sacado o motivo de eu ter sido legal com ele quando me viu lutando com Chris na arena.

Minha realidade se confirmou: Eu só tinha meus irmãos e Silena no mundo. Eu não tinha amigos e nem meu namorado gostava de mim.

Notas finais
C-O-M-E-N-T-Á-R-I-O-S por favorzinho :* P.S.: deem sugestões de nomes engraçados para capitulos!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.