Nós Somos Nossos

7 Se faz sentir, faz sentido


Notas iniciais
Olha eu aqui mais uma vez! Quase um ano depois. Isso é quase uma crueldae, pois essa história, como sabem ela já está finalizada. Eu estou reeditando e enxugando o enredo. Mas quero pedir perdão porque a correria dos meus dias não tinham me permitido voltar. Não sei se sabem, mas tive um bebê no ano passado, me casei, me mudei... foi muiiiiita coisa! Enfim, estou pretedendo postar capitulo duas vezes na semana por aqui, agora que tenho tido mais tempo. Boa Leitura!

O resto da semana transcorreu bem. Eu e Charlotte já conseguimos estabelecer um bom ritmo de convivência e eu já sentia que ela estava bem a vontade comigo. Eu a colocava na cama todos os dias e ela estava começando a falar mais na minha presença e sobre diversos assuntos. Brincamos bastante durante a semana, e ontem, sexta feira, eu a levei ao parque depois da aula para desenharmos um pouco vendo o pôr-do-sol. Ela me agradeceu muito e quando o pai chegou para jantar ela narrou tudo o que fizemos lá.

Hoje é sábado e eu estou indo trabalhar pela manhã. Por ser sábado, Seth vai ficar com a Sue na Café, já que ele não tem aula e assim eu posso ir mais tranquila. Odiaria deixar Sue sozinha. Cheguei na casa de Edward as 7h30 e eles estavam tomando café da manhã. Usei a minha chave para abrir a porta, após cumprimentar Max que lavava os carros na entrada da garagem.

— Bom dia! — Eu digo entrando na cozinha e Char desce de sua cadeira para me abraçar. Edward sorri para nós e eu retribuo.

— Bom dia Bella! — Eles dizem juntos. — Nessie deve estar chegando daqui a pouco, ela disse que combinou com você... — Edward completa

— Sim, — Respondo levando Char de volta a sua cadeira – Como ela não pode vir na quinta depois do balé, eu falei que ela podia te pedir para vir no sábado. Fiz errado?

— De forma alguma, inclusive, ela quer vir para dormir. — Edward responde após beber um pouco de café. — Gostaria que você ficasse hoje para dormir aqui também. Pagarei como hora extra. Vou precisar trabalhar num projeto em casa e não vou conseguir me concentrar com as duas aqui se você for embora a tarde. — Ele diz me fitando de cima a baixo – A não ser que você já tenha algo para fazer e...

— Tudo bem, eu fico. Não tenho nada de especial para fazer e podemos fazer umas coisas bem legais. Mas com uma condição. — Ele me olha atento – me garanta que a noite você vai se juntar nós, as meninas vão adorar!

— Com certeza, na verdade, pensei que podíamos até jantar fora. O que acha princesa? — Ele diz e olha para Char que sorri torto. Aquilo era de família? — Ótimo então! — Todos sorrimos. — Já tomou café? Senta com a gente!

— Hum, está bem. Comi correndo com medo de me atrasar. — Eu digo e me sento ao lado de Char, pegando uma maçã. Conversamos um pouco e Edward terminou.

— Estarei no escritório se precisar de qualquer coisa Bella. Beth deixou o almoço pronto em algum lugar, acredito que eu venho almoçar com vocês. — Ele se levanta e vai até o balcão onde estão o seu celular, suas chaves e sua pasta. Ele veste camisa azul, sapato preto sociais e uma calça jeans escura. Ele coloca o sobretudo sobre os ombros e sai jogando um beijo para Char e um sorriso para mim. Fico admirando-o sair com todo aquele charme.

— Bom, Char. Alguma ideia para nos divertimos hoje? — Ela me olha com expectativa – Pensei em cuidarmos do jardim. A primavera está cada vez mais próxima e o jardim precisa de cuidados, agora que o inverno está indo embora. Quer me ajudar?

— Siiiiiiiiiiiiiiiiiim! — Ela diz empolgada. Eu começo a recolher as coisas do café da manhã enquanto Charlotte vai escovar os dentes e trocar de roupa pois ainda estava de pijama. Termino tudo e subo para ajudá-la.

— Essa jardineira rosa está ótima, vai ficar parecida comigo. — Eu digo da porta do quarto apontando o cabide que ela segurava para mim.

Eu estou com uma jardineira jeans com uma camisa verde de algodão e tênis cinza. Na parte da calça havia pequenos rasgos dando um ar despojado. A roupa da Char é igual a minha, só que a jardineira era rosa claro, a camisa branca e o tênis lilás. Prendo o cabelo dela em uma maria-chiquinha de tranças e ela mandou eu fazer o mesmo no meu cabelo. Como gêmeas, ela disse. Descemos para ver com Max os materiais que tínhamos na casa.

Nessie chega neste momento e adora a ideia de jardinarmos juntas. Apesar de ser inverno ainda, o tempo está bom, com um sol fraco entre nuvens e temperatura amena. Separo o que vamos precisar com a ajuda de Max e vejo que faltam algumas coisas. Então vamos a uma loja especializada nessas coisas e voltamos rápido para começar o trabalho.

Começo a ensinar tudo o que eu sabia sobre as plantas para as meninas, principalmente sobre as flores. Elas me ouvem com atenção e fazem tudo que eu mando direitinho. Nessie veste uma calça jeans e uma camisa do ‘One Direction’ cinza com um allstar, mas nem se importa muito em se sujar na terra. Aliás, nenhuma de nós está ligando muito para isso. No meio da manhã, eu vou até a cozinha e preparo um suco de frutas reforçado para nós.

Enquanto eu olho Nessie e Char com as mãos na terra daquele jardim, eu me recordava da minha infância, da paixão de minha mãe pelas plantas e de como ela me ensinou tudo aquilo um dia. Ela ia gostar de ver aquela cena, eu ensinando tudo que eu aprendi com ela. Ela dizia que toda criança tinha que aprender a cuidar e respeitar a natureza desde pequenininha. Me senti muito feliz em poder ensinar àquelas duas meninas ali.

Eis que Edward chega e nos vê enquanto estaciona. As meninas estão empolgadas plantando umas mudas de rosas e girassóis que compramos na loja. Ele se aproxima com um sorriso encantador nos lábios.

— Olá princesas! — ele fala e olha para mim com um olhar cheio de significados. Havia gratidão, carinho, admiração. E mais alguma coisa que eu não consegui identificar pois ele desvia o olhar para a filha e para a irmã.

— Papai! Cê chegou cedo! — Char diz – Estamos cuidano do jardim, Bella nos ensinou.

— Oi maninho, a Bella é o máximo! Ela sabe um monte sobre plantas e flores. — Nessie diz regando uma muda recém-plantada.

— Nossa! Parece que eu contratei uma mega babá então! — ele diz sorrindo torto para mim e eu reviro os olhos. Mas não posso ignorar que o meu corpo inteiro se alertou só com um sorriso.

— Nada disso. Elas estão exagerando. São só algumas coisas que minha mãe me ensinou quando morávamos em New Haven. Tínhamos um jardim lá. — Digo simplesmente — Bom, eu vou ajeitar o almoço. Acho que já terminamos por aqui meninas.

— Não, Bella! — Char exclama me fazendo encará-la – Falta ainda essa aqui! — Ela disse apontando uma muda de girassol.

— Ah é, e esta não pode faltar! — Nessie diz pegando a muda e cavando um buraco para ela junto com a Charlotte.

— Porquê? — Edward pergunta curioso

— É a flor favorita da Bella, é uma das poucas flores que florescem do inverno até metade do outono. Ela floresce a primavera e o verão inteiro. — Nessie responde e eu sorrio – Acertei Bella?

— Sim, aprendeu direitinho. — Eu digo e pisco para ela. Edward nos observa com um olhar intrigante. Queria tanto saber o que ele está pensando...

Char rega a muda quando Nessie termina de plantá-la e nós recolhemos os materiais. Max vem e pega todo o material para guardar na garagem enquanto vamos para dentro. Todos nós subimos para um banho. Nessie se instalou no quarto da Char mesmo. Deixo as duas tomando banho juntas e vou tomar uma ducha rápida. Visto uma calça skinny jeans e uma batinha branca com um tênis branco. Desfaço a maria-chiquinha e preso todo o meu cabelo ruivo num rabo de cavalo. Vou direto para a cozinha para ver o almoço pois sabia que Nessie iria ajudar Charlotte a se vestir.

Depois de um tempo, Edward, vestido de um jeans e camisa pólo azul, aparece para me ajudar a servir o almoço. Hoje ele quis servir na mesa de jantar. Beth havia feito strogonoff de frango com um arroz temperado. Então eu faço umas batatas fritas e uma salada de folhas. Edward faz um suco de abacaxi maravilhoso e quando as duas meninas descem, tudo já está pronto e servido.

Almoçamos conversando sobre muitas coisas. Sobre a escola das meninas, sobre o jardim, sobre o balé. De sobremesa, nós tomamos sorvete. Depois eu, Char e Nessie arrumamos tudo enquanto Edward se retira para o seu escritório para trabalhar mais um pouco. Com tudo arrumado, vamos para a sala de som e vídeo. Char pega outro quebra-cabeças, mais difícil que o anterior, e eu e Nessie começamos a jogar dominó.

Passamos a tarde jogando várias coisas e quando Edward se junta a nós estávamos começando a jogar Banco Imobiliário. Nos divertimos muito vendo a Char virar milionária em detrimento da falência do pai. A muito tempo eu não me divertia tanto de uma forma tão simples. Pela forma como se divertiam, acho que aqueles Cullens também sentiam o mesmo que eu.

Quando terminamos o jogo, Edward diz para nos arrumarmos para sair para jantar. Visto Charlotte com uma meia calça rosa e um vestido de mangas florido e sapatilhas. Nessie veste uma calça jeans com uma blusa branca, um suéter vermelho e sapatilhas. E eu visto um vestido vermelho com manga curta e barra no joelho, meia calça e suéter preto. Edward somente coloca um suéter preto e vamos todos para o seu carro. Ele já tinha dispensado o Max no fim da tarde

Edward nos leva a um rodízio de pizza, pois assim como eu, Charlotte adora massa. O lugar é muito bonito, num tema bem italiano, e está repleto de famílias que tinham tido a mesma ideia de diversão para o sábado à noite.

— Quem é Seth, Bella? — Nessie pergunta olhando o seu celular. Eu a olho confusa.

— É o meu melhor amigo, Ness, por quê? — Eu digo e sinto Edward ficar tenso ao meu lado.

— Bom, porque ele comentou “Ta arrasando hein bicha!” na foto que tiramos quando chegamos aqui. — Nessie diz para mim. A foto tinha sido tirada assim que sentamos no reservado, eu e Edward de um lado e as meninas do outro e Edward estava com seu braço sobre os meus ombros. Estávamos muito perto na foto, como se fôssemos íntimos. Eu podia sentir as segundas intenções daquele comentário. — Ele é gay né? Tô stalkeando o perfil dele aqui – Ela diz rindo e eu sorriu sentindo Edward relaxar novamente.

Nessie havia postado fotos da gente cuidando do jardim também, e desde que chegamos, não parava de tirar fotos minhas e de Edward, às vezes com Charlotte também. Ela postava e me marcava em todas. Eu podia prever a chuva de perguntas que eu receberia de Seth e de Rose também.

Quando ficamos satisfeitos resolvemos ir para casa. Charlotte já chega em casa pregada de sono e Edward a carrega até o quarto. Trocamos a roupa dela enquanto Nessie se troca no banheiro. Ela não despertou hora nenhuma neste processo e Nessie resolve deitar ao lado dela pois estava exausta também. Nos despedimos com um boa noite e eu e Edward saímos do quarto.

— Está muito cansada? — Edward pergunta assim que fechamos a porta do quarto das meninas.

— Na verdade, não estou com muito sono. Eu estou acostumada a dormir tarde devido ao meu último trabalho e meu corpo ainda não se habituou sabe. — Eu respondo e vejo um sorriso tímido brotar de seus lábios.

— Me acompanharia então num vinho? Estou sem sono também. Podíamos ouvir uma música. — Ele sugere e eu assinto.

Descemos juntos e ele me pede para escolher uma música enquanto ele ia pegar o vinho. Ele tem uns discos bacanas e eu coloco um de Elton John para tocar. A voz grave e afinada do cantor preenche o ambiente semiescuro da sala de som e vídeo e eu me sento no sofá para esperar Edward voltar. Há um clima diferente no ar e a expectativa, ao invés de me deixar alarmada, me deixa relaxada. É estranho, mas é bom.

Edward chega com um sorriso nos lábios, um balde com uma garrafa e uma pequena travessa. Ele havia tirado o tênis e o suéter.

— Fã de Elton também?! — ele pergunta sorrindo e eu assinto. — Ele é incrível!

— Sim, minha mãe o adorava e eu me acostumei com ele. — Eu digo e resolvo tirar minhas sapatilhas e o suéter também — Se importa? — Eu pergunto apontando para o que eu estava fazendo enquanto ele se aproxima.

— De forma alguma – ele diz e deposita o balde com o vinho, as taças e a travessa com queijos na mesa de centro. Sentamos no chão ao lado da mesa, bem no carpete, e ele deixa a iluminação da sala ainda mais baixa. O clima criado me recorda uma cena romântica de filme e está me deixando excitada.

Ele serve o vinho para nós, me entregando uma taça com gentileza.

— Um brinde? — Ele sugere.

— Hum... — eu penso um pouco – que tal ao presente?

— Perfeito – Ele diz me fitando nos olhos com muita intensidade. Ficamos conectados assim enquanto levantamos nossas taças — A este momento!

— A este momento! — Respondo tocando a minha taça na dele. Sem perdermos o contato visual, nós dois sorvemos um gole do vinho. A bebida doce e gelada desce despertando o meu corpo e aplacando o calor que a presença dele me causa.

— Sabe Bella, você tem feito um grande bem para a minha vida. — Edward começa baixando sua taça. — Não só por Charlotte, mas por mim também. Obrigado por ter entrado em nossas vidas. Apesar do pouco tempo que te conheço, eu sinto um bem-estar imenso na sua presença, como se já te conhecesse a anos. — Eu sorrio.

— Você não é o único Edward. Eu também me sinto estranhamente bem com você. E acredite, isso é muito difícil da minha parte. Eu sou bem fechada em mim mesma, os amigos que tenho são poucos e tiveram muito tempo para conquistar a minha confiança. Mas com você tudo flui fácil e rápido. — Eu rodeio a borda da minha taça com um indicador e o fito. Estamos sentados de frente, encostados no sofá pelas laterais de nossos corpos.

Eis que ele coloca a mão atrás de seu corpo e retorna com um girassol dali. Como foi que eu não reparei naquilo? Ele estende a flor para mim. Eu sorrio e coro olhando em seus olhos agradecida, pegando a flor de sua mão.

— Sabe, você fica linda sorrindo – Ele diz afagando a minha bochecha – E este tom de rosa fica lindo em você. — Ele se aproxima do meu rosto e eu sinto sua respiração em minha pele – Bella, eu não consigo parar de imaginar... — ele pausa olhando meus lábios brevemente — em como a sua boca deve ser quente... – ele encosta seu nariz o meu – macia... — e roça seus lábios nos meus – e deliciosa. — Ele eleva o olhar aos meus olhos como se pedisse permissão e suga o meu lábio inferior. Eu gemo, fecho meus olhos e mergulho no melhor beijo da minha vida.

Eu tive o meu primeiro beijo com 13 anos, por causa de uma brincadeira chamada ‘sete minutos no paraíso’ com um garoto nerd do colégio chamado Eric Yorkie. Ele não era BV então sabia exatamente o que fazer e por isso não foi tão ruim. Eu fiquei lá, parada enquanto ele fazia sua parte. Depois eu só fiz imitá-lo. No final, ele até me elogiou. Tão ingênuo.

Depois deste episódio, eu tive um ‘curso intensivo’ com o meu melhor amigo, Seth. Nós nos beijávamos sem compromisso, com o intuito de melhorar as nossas performances. Isso ajudou bastante. Tive um namorado só na minha vida toda, o Mike Newton, e ele nunca reclamou da minha perícia em beijo. Claro que ele cansou foi do fato de eu não passar disso e não chegar aos finalmentes. Assim que percebeu que eu não ia ‘liberar’ para ele, terminou comigo.

Mas aqui, sentada no chão, segurando uma taça de vinho com uma mão e repousando a outra no peitoral másculo de Edward, sentindo todo o meu corpo pegar fogo e minha intimidade se afogar, eu me sinto uma BV de novo.

Isso porque Edward segura minha nuca com delicadeza e precisão, sua cabeça está no ângulo de encaixe exato para que nossas bocas se conectem de maneira perfeita e sua língua me explore de maneira única. Edward é, de longe, um especialista nisto e por isso eu me sinto uma inexperiente ao lado dele.

Sinto sua mão retirar a taça que eu seguro. Com a mão livre, resolvo deixar o meu instinto me guiar. Uma mão vai para a nuca dele, massageando os pequenos fios que ali nascem, e a outra, que estava no peito dele desce um pouco, passando por baixo de seu braço direito, chegando em suas costas. Ele, percebendo meus movimentos, traz a sua mão direita para a minha nuca e a esquerda desce até a minha cintura, massageando a lateral brevemente, descendo da cintura para o quadril e vice-versa.

Nossas línguas dançam uma dança própria e única, como se já se tivessem ensaiado aquilo a vida inteira e aquele fosse o momento do espetáculo. Meu corpo responde a cada investida de sua língua em minha boca ou a cada descida de sua mão em minha cintura. Eu respiro com dificuldade e percebo que Edward sente o mesmo, porém nenhum dos dois quer terminar o beijo. Eu poderia, com certeza, morrer por asfixia se fosse aqui, no melhor beijo do mundo.

Não sei quanto tempo depois, nossas bocas se separam com um selinho, mas ficamos parados na mesma posição. Arrisco abrir meus olhos e mergulho na imensidão azul dos olhos dele, tão iguais aos meus.

— Bella! — ele sussurra.

— Edward! — Eu sussurro e me surpreendo em encontrar minha voz tão rapidamente.

Nos olhando intensamente, levamos alguns segundos para agirmos novamente. E quando o fazemos, é para repetir a dose no segundo melhor beijo da minha vida. Este é um pouco mais intenso e carregado. Sua mão, que estava na minha cintura, sobe para a minha lombar e me puxa para mais perto de seu corpo, encostando meu peito ao dele. Meus seios respondem ao contato e ficam rígidos.

Edward então me dá um selinho e beija o canto da minha boca, depois o meu queixo, depois o vão abaixo da mandíbula, depois dá um beijo molhado em meu pescoço e eu suspiro baixinho. A cada novo beijo e a cada descida dele, eu me sinto derreter em suas mãos, como se nada mais importasse no mundo. Meu vestido tem um decote em U que deixa meu colo bem disponível e é para onde a trilha de beijos de Edward vai migrando. Eu agora não consigo controlar o volume dos gemidos que escapam de meus lábios. Em meu íntimo, torço para que as meninas não acordem.

É com esse pensamento que eu volto a realidade. Onde aquilo iria parar?

Com delicadeza, eu seguro o queixo dele e o conduzo para subir o caminho que sua boca havia feito, de modo a voltar para os meus lábios. Nos beijamos pela terceira vez e terminamos num selinho. Nos afastamos um pouco, ofegantes, mas ainda estamos muito próximos.

— Me desculpe! — Edward fala ainda arfando – Eu me empolguei... — Eu o encaro.

— Tudo bem, eu também me empolguei... — Eu digo devagar – olha, eu não quero que você pense que eu... — ele toca meus lábios com os seus para me silenciar

— Bella, fui eu quem te beijei.

— Mas eu correspondi...

— Eu gosto de você, Bella! — Edward me corta – Desde o primeiro momento que estivemos juntos – Eu abro minha boca num ‘o’ perfeito – E sei que pode parecer uma puta de uma loucura porque faz exatamente uma semana que nos conhecemos naquela festa, mas nada faz muito sentido nessas coisas né? Mas eu sei que é real! – Ele me olha aflito com expectativa de que eu entenda o que ele sente.

Mas eu entendo, mais do que ele pode imaginar.

— Edward, acredite, te entendo perfeitamente – Eu digo e é a vez dele se surpreender – Eu tenho me sentido atraída por você desde o primeiro momento também e apesar de confusa, eu sei que isso é real. — Eu digo e ele sorri torto para mim, se inclinando para me dar o quarto melhor beijo da minha vida.

Bom, maravilhoso e perfeito. Surreal!

Nos afastamos ofegantes e sorrimos corados um para o outro. Nossos olhares denunciam uma avalanche de sentimentos, mas nenhum de nós diz nada. O silêncio não é constrangedor, ao contrário, é excitante. Ele toca meus lábios com seus dedos.

— Que porra de efeito é esse que você tem sobre mim Bella! — Edward sussurra com um olhar fulminante de... desejo? Eu sorrio maliciosa.

— É o efeito Bella. É irresistível! — Eu digo, tirando uma ousadia que eu nunca tive não sei de onde, e seu olhar arde sobre o meu. Sua mão segura minha nuca com precisão e um pouco de força.

— Eu sou a prova viva disso! — Ele sussurra antes de tomar meus lábios num quinto beijo perfeito.

Um beijo totalmente diferente dos outros quatro.

Agora que a sua boca havia conhecido a minha e desvendado os seus segredos, ele sabia exatamente como explorá-la para me deixar louca. Ele suga minha língua com posse e eu gemo abafado. Eu tenho minhas mãos em sua nuca e ele leva as dele até a minha cintura. Aplicando um pouco de força ali, ele me ergue e me coloca em seu colo, fazendo com que eu sente com meus joelhos ladeando sua cintura e nossos corpos se colem um no outro.

Quando sinto minha feminilidade se encaixar sobre sua ereção, ainda que com algumas camadas de tecido, eu gemo alto e ouço Edward suspirar pesadamente. Ele desce beijos novamente pelo meu pescoço, porém com leves mordidas e mais fúria dessa vez. Eu puxo seus cabelos com força a cada mordida que ele me dá e ele geme novamente. Ele infiltra uma de suas mãos na minha coxa sob o vestido enquanto a outra segura firme nas minhas costas. Caramba, isto é muito bom!

Sua mão em minha coxa vai subindo lentamente até alcançar a lateral da minha calcinha de renda. Ele desce a mão, acompanhando o tecido, até segurar com posse uma de minhas nádegas e eu solto um grito abafado quando ele a aperta com lascívia. Eu o fito e ele me olha com um desejo intenso e profundo. Ele me quer. E eu o quero.

Eu desço minhas mãos até barra de sua camisa e a puxo para cima afim de tirá-la. Ele se afasta um pouco, tirando as mãos de meu corpo para que eu termine de tirar-lhe a peça. Ele tem um sorriso malicioso nos lábios. Então sinto ele encontrar o zíper de meu vestido e descê-lo. Ele pega a barra do vestido e o arrancou de mim em um único movimento. E então eu estou somente de lingerie de renda roxa sentada sobre o colo dele. Ele está sem camisa e eu percebo uma tatuagem na linha de sua costela esquerda, uma frase, mas no momento não consegui ler. Ele abre um sorriso lindo ao encarar o meu corpo e posso perceber que além do desejo, há também carinho em seu olhar.

Ele toma meus lábios novamente e acaricia cada pedaço de minha pele exposta. Suas mãos param na minha bunda e eu ouso rebolar em seu colo. A reação é instantânea. Ele solta um grito rouco e seus olhos reviram. Uma onda de satisfação e prazer me invade e eu rebolo novamente sobre sua ereção.

Ele aperta novamente a minha bunda com força e sinto minha intimidade se inundar ainda mais. Sinto que meu desejo é tanto que a umidade, que deixa a minha calcinha encharcada, está molhando a calça dele bem em cima de uma ereção. Acho que ele percebe também porque ele sorri maliciosamente para mim e eu coro quando sinto sua mão sair de minha bunda e vir para a frente de meu corpo.

Não consigo abafar o grito de meus lábios quando ele toca o meu ponto de prazer sobre a renda fina. Ele rodeia o seu polegar no meu nervo pulsante e eu fecho meus olhos. Sinto sua língua em meu colo e uma de suas mãos puxando o tecido do sutiã para o lado. Logo sua língua quente toca um mamilo e meus olhos giram nas órbitas. Eu já nem tento mais abafar os sons que saem de minha boca e me deixo levar pelas sensações maravilhosas que tomam meu corpo.

Senti a ereção de Edward crescer significativamente debaixo de mim e posso perceber que ele me deseja e muito. Ele é um homem experiente e maduro, que sabe exatamente o que fazer e como fazer. Da mesma forma que ele sabe arrancar este tipo de sensação de mim, ele provavelmente espera algum tipo de retorno do mesmo nível. E eu sou o que? Uma virgem que mal conhece os limites de seu próprio corpo. Imediatamente meu corpo se contrai e um medo me toma. Eu não sou o suficiente para ele, não estou a sua altura, pelo menos não neste quesito. Na mesma hora, eu abro os olhos e o fitei. Azul no azul, claro e cristalino.

Ele percebe que algo aconteceu comigo e sorri torto como se já soubesse.

— Relaxe, eu quero que isso seja somente sobre você, Bella. Deixe preocupações para depois... — Edward sussurra em meu ouvido me arrepiando toda e acendendo o meu corpo novamente. — Agora, me permita te fazer sentir o prazer que você merece e que seu corpo tanto anseia. — Ele fala e sinto ele se levantar comigo em seu colo e me colocar deitada sobre o sofá. Eu o olho com expectativa. — Apenas aproveite, Bella, apenas aproveite. — Eu assinto levemente e recebo um sorriso torto lindo em troca.

Ele alcança o fecho do meu sutiã e liberta os meus seios. Enquanto me beija docemente e depois desce estes beijos pelos meu corpo, suas mãos ágeis retiram a minha última peça com delicadeza. Eu então me percebo nua na frente dele e coro de forma violenta ao sentir o brilho luxurioso de seu olhar sobre mim. Desejo puro!

— Se faz sentir, faz sentido... — Ele sussurra a frase tatuada no caminho para minha virilha tocando-a com os dedos – Isso é a mais pura verdade... — ele me olha nos olhos.

— Não sei... No momento, eu sinto tudo. E não faz sentido algum — eu respondo ofegante – Mas é incrível mesmo assim. — Sorrimos em compreensão e ele se inclina para mim e toma um de meus seios em sua boca novamente.

Eu solto um grito esganiçado pelo susto e pelo prazer. Com sua mão, ele faz o caminho pela minha tatuagem recém-descoberta e chega no ponto mais sensível de meu corpo. Ele toca a minha intimidade, que de tão úmida inunda seus dedos. Eu gemo e me contorço com os carinhos que ele faz. É completamente diferente de quando eu me toco sozinha. Seu toque parece me marcar como ferro em brasa. Eu enlouqueço cada vez mais e sei que eu estou perto, muito perto de me desfazer em sua mão.

— Você está incrivelmente gostosa assim Bella! — Ele diz para mim e eu abro meus olhos para vê-lo. Ele me encara intensamente — Você é absurdamente linda!... Deus! Como eu quero você menina!

Ele então toma minha boca e me invade com sua língua ao mesmo tempo que seus dedos torturam o meu clitóris com precisão. Alguns segundo depois, eu sinto meu corpo ser puxado em várias direções, como se fossem fios desencapados se desprendendo. Sinto-me sendo elevada de meu corpo e me despedaçando em mil.

— Edw... Edward! — É tudo que sai de minha boca. Um grito rouco, arrastado e intenso.

E agora tudo faz sentido.

Eu sinto muito mais do que eu posso compreender e parece não ter sentido. Mas tem, porque na verdade, você não precisa entender. Você só precisa sentir.

Ah, e como eu sinto!

Notas finais
Ah minha gente.... eu amo um casal! Me deixem saber que ainda há leitoras por aqui. Amanhã nos encontramos em Oito Anos e NPSE. Espero vocês! Salvador, 29 de junho de 2024, por DC Anjos. Beijinhos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.