Nós Somos Nossos

1 Prólogo - Arte da vida


Notas iniciais
Oi meninas! Tudo bem? Quem ta aqui desde que tudo era mato, com certeza lembra da Arte da Vida. Lembra também que eu acabei excluindo ela devido a um bloqueio criativo com a trama. Pois bem, agora é pra valer! Para quem não conhece a história pq chegou depois, lhes garanto uma boa trama. Vamos juntos? Boa leitura!

Eu estava desesperada.

Não, isso é pouco para descrever o que eu sinto agora. Eu sinto um vazio imenso.

Me sinto perdida. Estou andando pelas ruas sem saber exatamente para onde ir.

Após ler o artigo daquele blog horroroso eu saí da sala e da Parson e comecei a andar pelas ruas de Manhattan. O sol não estava muito quente e a brisa da chegada sutil do outono já refrescava minha pele. Porém não acalmava o meu coração.

Mesmo quando eu descobri que estou grávida de Edward, ou quando descobri que ele é meu meio irmão, eu senti um desespero tão grande. Desafiando a ciência, a criança está se desenvolvendo bem, apesar do susto que levamos no começo quando quase o perdi e de eu precisar tomar um medicamento por ele ou ela ter o fator sanguíneo positivo e o meu ser negativo. De todos os males que poderíamos enfrentar este é, sem dúvida, o menor.

Porém, parece que para o universo, nosso sofrimento estava pouco. Ele tinha logo que pegar o lado mais frágil?

Não bastasse a ameaça de retirar a guarda compartilhada da Charlotte, a vadia da Alice Brandon jogou tudo no ventilador. Ela realmente quer destruir tudo o que temos, toda a nossa felicidade. Nosso plano para viver bem era, a depender do resultado, nunca precisar abrir esta história na sociedade. Mas Alice estragou tudo.

Eu não posso acabar com a vida de Edward desta forma. Já basta todo o processo que estamos vivendo, toda a intolerância e dificuldade. Agora isso? O risco de perder Charlotte é gritante agora. O que eu vou fazer? Edward não vai me deixar me afastar dele novamente e eu nem sei se eu aguento fazer isso. Ele é tudo o que eu tenho agora. Eu precisava de uma solução definitiva. Ele jamais vai escolher entre mim e a filha.

Não sei como e nem porquê, mas acabo de chegar na Ponte do Brooklin. Nossa, andei muito mesmo! Dou uma risada sarcástica, é isso que o karma quer de mim. Afinal como disse o meu pai no nosso ultimo encontro, se eu não tivesse nascido nada disso estaria acontecendo. Encostei no corrimão e observei o rio. Uma lágrima escorreu.

Passei a mão no meu ventre, agora levemente inchado no auge dos três meses. Meu filho.

Foi então que eu senti uma pequena ondulação contra minha mão e arfei. Era a resposta que eu precisava.

Nós teríamos um filho juntos. Mesmo que eu quisesse nós estaríamos sempre ligados pelo nosso bebê. Respirei fundo e tentei clarear as ideias. Eu precisava ir direto na fonte do nosso maior problema. Olhei para o relógio que marcava quase meio dia. Tomei um táxi. E fui almoçar com Alice.

O restaurante que ela escolheu para o encontro fica no SoHo, em poucos minutos eu chego ao local. Mando uma mensagem para Rose só para que alguém saiba onde e com quem eu estive caso Alice tente algo contra mim. Agora que eu conheço todos os tipos de armas que ela luta, não vou ficar para trás. Alice chega 15 minutos depois de mim, que já estou numa mesa, bebendo uma água.

— Boa tarde! — Ela diz em sua voz falsa. Se fosse em outra situação, eu poderia achar Alice uma mulher bonita e sofisticada, mas não. Eu a conheço bem para saber o quão baixa e horrorosa ela é.

— O que há por trás desse teatro, Alice? O que você pretende? — Eu devolvo seca.

— Tsc, tsc, completamente deselegante não cumprimentar as pessoas Isabella. — Alice diz se sentando – Eu achei que negociar com você seria mais fácil e rápido, já que Edward está dificultando tudo. — Ela diz fingindo analisar o cardápio

— Ah, entendi. — Eu digo e ela me olha — Você quer me convencer a sair da vida de Edward já que ele decidiu levar adiante o nosso relacionamento mesmo diante da sua chantagem. — Ela sorri satisfeita.

— Viu só, como já está meio caminho andado. Exatamente – Ela diz baixando o cardápio — Quero você longe do Edward e da minha filha. Assim, ele e eu voltaremos a ser uma família e ele terá a Charlotte para sempre.

— Você é doente! — Vocifero com raiva e ela ri sarcástica. — Mas darei o que você quer... — Eu digo e vejo seu sorriso se abrir – Com uma condição.

— Qual? — Ela diz.

— Você terá que entregar a guarda da Charlotte para o Edward. Eu vou para longe, sem mim o caminho fica livre para você. Mas eu só vou se você passar em cartório a guarda total da Charlotte para ele. — Eu respiro fundo — Já que não vamos ficar juntos, quero que ele tenha a filha. — Eu a fito com raiva – Abdique da guarda de Charlotte e eu vou embora para sempre.

Alice me encara. Claro que ela imaginou que eu iria dificultar as coisas, mas não imaginou que seria concordando com sua proposta. Ela estava desconcertada.

— Ok...mas como vou saber que você não planejam fugir depois? — Alice pergunta.

— Assim que você fizer o combinado eu vou fugir sem deixar rastros. Ele não saberá nada sobre mim. — Você terá a prova disso quando for consolá-lo pela minha ausência.

— Certo. — Ela diz depois de um tempo. — Combinado. Vamos fazer isso agora.

Nós então nos levantamos e fomos a um cartório onde o advogado dela já estava nos guardando pois ela tinha avisado a ele o que queria. Ele ainda tentou convencê-la de que processo era melhor, mas ela negou tudo e mandou ele fazer o que ela queria. Eu li e vi todo o conteúdo do pedido. Estava tudo certo pelo que a promotora do cartório disse. Alice assinou e agora o conselho tutelar entraria em ação para entregar a guarda definitiva ao pai.

— Pronto. Em 48h, Edward terá a menina totalmente. Quando isso acontecer eu quero você longe daqui. — Alice diz e eu a fito com desprezo.

— Vou embora agora mesmo. Ele está na empresa, o que me dá tempo para arrumar tudo e partir. -Eu digo. Sinto meus olhos arderem com minhas palavras.

— Ótimo. Adeus! — Ela diz e entra em seu carro. Eu pego um táxi e chego em casa rezando para não ter ninguém. Parece que alguém lá em cima resolveu me escutar, pois nem mesmo Beth estava em casa. Preparei uma mala com o básico de minhas roupas e voltei para o táxi. Antes de entrar, eu admirei a casa dos meus sonhos mais uma vez. O sol já estava se pondo, eu precisava ser rápida. O bilhete que deixei na cama diria a Edward que apesar de longe eu continuaria amando-o.

Eu não sabia ao certo para onde ir. Eu tinha uma boa reserva, do dinheiro que sempre guardei para comprara minha casa. Era com este dinheiro que eu esperava me virar. Decidi sair de NY, Edward conseguiria me achar fácil por aqui. Decidi então ir para New Haven. Afinal, a história se repete. Minha mãe fugiu para lá grávida de mim e agora era a minha vez de encontrar abrigo naquela cidade. Apesar das razões não serem as mesmas, é para lá que eu vou.

Ele ficará bem, eu sei que ele não vai cair nas garras de Alice e vai poder criar a sua filha. E quando o nosso bebê nascer eu darei um jeito de avisá-lo. Por enquanto, precisávamos ficar longe um do outro.

Continua...

Notas finais
Começamos e não vamos mais parar! Quero opiniões na minha mesa sobre isso agora. Gostaram de saber que essa hiistória voltou? O que esperam dela? Vale lembrar que esta cena é um recorte do meio da fanfic... muita água vai rolar até chegar e muita coisa vai acontecer depois. Sábado trago o primeiro capítulo, ok? Se liguem no perfil o cronograma dessa semana. Salvador, 02 de agosto de 2022, por DC Anjos. Beijinhos!