Névoa do Dia de Verão

1 Dia de Verão Repetido. - Capítulo Único


Notas iniciais
Bemi: Olááááááá!! Que vos fala é a Arisa! Essa one shot foi super-baseada em Heat Haze Days e quem gosta de Mekakucity Actors provavelmente conhece esse vídeo. Fiz essa one-shot enquanto em passava uns dias na casa da Nanami-chan. Nanami:yyyyyyyyyyyyyyyooooooooooooooooooooo humanos aqui é a nanami.então leiam ai e sejam felizes, ou não, mas espero que gostem.kissus aiii. Arisa again: Espero que gostem hehhhh.

Eren

Dia 15 de agosto, quase meio dia e meio, era um dia ensolarado, o sol não estava muito quente, não haviam muitas nuvens, poderia dizer que seria um dia perfeito.

Eu permanecia sentado no balanço daquele antigo playgrond, eu não me balançava, além de achar isso infantil, eu estava lá apenas esperando alguém. Abaixo a cabeça e fecho os olhos dando um suspiro um tanto longo.

Então...Levanto a cabeça e ao olhar para o lado, Levi estava sentado no outro balanço me observando com um olhar sereno. Já se passou 5 minutos que está no seu repouso, e irei ter que esperar mais? esse agora começa a se balançar, achei essa cena um tanto quanto adorável, pra dizer a verdade, mesmo ele tendo a mesma idade que eu (14) ele é bem menor.

Você deveria ter avisado que já estava aqui.falei, ele apenas deu um sorriso de canto, quase imperceptível, para o movimento do brinquedo e me olha.

Não. Queria que me percebesse, mas você demorou tanto que me entediou então... ele para de falar a ver um gato preto se aproximando de si, ele pega o bichano no colo e se senta novamente no balanço, fazendo um movimento mais calmo com o gato da cor preta deitada sobre seu colo, parecia que o serzinho ali deitado se entregava as caricias de Levi.

Quer que eu comece um papo?Perguntei e Levi me olho com os cantos dos olhos fazendo um hum que captei como um sim.Então....o Verão está lindo, não? Ainda mais nós estando de férias.comecei.

Eu meio que odeio o verão.falou.

Por quê?

Sol quente, Pessoas soadas e fedidas, a vontade neutra de querer tomar banho a cada 5 minutos, gastar todo o desodorante pra não querer ficar cheirando a suor, e, além de tudo isso eu ainda sou... menor que outras pessoas, isso é, aquele cheiro desagradável de fudum de gente mal lavada vem direto nas minhas narinas. disse entortando o nariz, em sinal de desagrado.

Num sobressalto, o gato pula de seu colo. Levi olha para o gato de modo interrogativo, levantando de seu balanço e o seguindo, por puro instinto, sigo-o. O gato, sendo perseguido por Levi, atravessa a rua, e antes que o pequeno pudesse notar, o sinal muda para vermelho. Ao piscar meus olhos vejo algo que acho que nunca queria nem ao mesmo pensar nem ver, meu coração congela e meu corpo começa a tremer de forma que nunca pensei. Um caminhão passando o atingiu e foi embora enquanto eu gritava pelo seu nome, da calçada podia ver seu corpo sem vida, apenas com uma poça de sangue ao seu redor. Engasguei com o cheiro ao tentar respirar.

Na minha mente eu repetia inúmeras vezes que aquilo era mentira, um mero sonho ou algo do tipo, mas ao olhar para o lado, vejo a mim mesmo rindo, permanecia com um sorriso um tanto quanto maligno e a névoa do calor me rodeava de forma petulante, esse eu se vira pra mim ainda rindo e fala Não é mentira!, nesse momento ele solta uma gargalhada e o cenário que pouco tempo atrás era até mesmo encantador se tornou cinza e sem vida e as cigarras tomaram conta de qualquer outro som que poderia ser emitido.

Abri meus olhos, sentindo que estava em um local quente e abafado, olhei ao redor e pude observar a mobília do meu quarto. Olhei para o relógio, podia ouvir o barulho de seus ponteiros. Fora aquilo só um sonho? Notei que era dia quatorze, já havia passado pouco da meia-noite. Podia ouvir o som das cigarras em minha memória.

Voltei a dormir, e de manhã quando acordei Levi me manda uma mensagem quero te ver, me encontre na frente do colégio assim fiz.

Quando cheguei lá o menor já estava no local.

Está atrasado.fala.

mas... olhei no meu relógio de pulso estou 10 minutos adiantado.

Que tal irmos ao parque? Diz Levi.

Tudo bem. digo seguindo o menor.

Ao chegarmos, sentamo-nos nos balanços, conversando sobre qualquer coisa, enquanto Levi acariciava um gato. De repente o gato pula de seu colo, quando Levi se levanta para ir atrás, eu me lembro de um sonho com esse mesmo parque. Vejo aquela cena se repetindo na minha cabeça. Antes que Levi pudesse seguir o gato, pego em sua mão.

Que tal irmos para casa hoje? Sugiro tentando evitar que aconteça o mesmo que aconteceu no sonho.

Levi apenas assente, deixando-se ser guiado por mim, enquanto segurava sua mão. Chegamos a uma rua movimentada, as pessoas ao redor olham para cima e abrem suas bocas. Levi não percebeu, mas quando olhei para cima só pude ver um cano de metal caindo do céu e perfurando-o. As pessoas em volta gritavam. Eu estava perplexo observando novamente o sangue de Levi espalhando ao redor de seu corpo. Isso só pode ser um sonho. Aquela névoa de calor novamente me rodeava, olhava para mim, com um sorriso assustador em seu rosto. Isso não é um sonho. Olhei novamente para Levi e jurei que podia o ver rindo.

Acordei em um salto. Não. De novo não. Olhei de relance para o calendário, dia quatorze, olhei para o relógio, quase meia noite e meia. Posso notar que isso já estava virando uma coisa repetitiva. Desta vez nem ousei dormir. Esperei até amanhecer e saí correndo para o parque, lá estava Levi, pronto para correr atrás do gato. Puxei seu braço por um caminho diferente do que havíamos tomado da última vez. Subimos por uma ponte. Pude ver a névoa de verão ali. Virei-me para correr, mas com meu movimento brusco, Levi se desequilibrou e caiu da escadaria da ponte. Olhei para Levi enquanto este caia, seus braços estavam estendidos no ar e seus olhos demonstravam desespero. Toda aquela cena se passava em câmera lenta sob meus olhos, o problema é que meu corpo também está em câmera lenta. Podia sentir o sorriso da névoa de verão atrás de mim.

Vi Levi morrendo diversas vezes diante dos meus olhos, nunca pude fazer nada, não importa quantas vezes o puxava para longe do perigo, sempre aparecia outro no nosso caminho.

E naquele dia 15 quase meio dia e meio eu me encontrava novamente naquele balanço falando com Levi, enquanto ele falava eu o olhava de forma tão sofredora, mas escondia isso atrás de um sorriso. Até que começou...

Ele se levanta indo atrás do gato que fugiu de si e naquele momento senti se como o tempo tivesse congelado, como se fosse uma fotografia, e comecei a pensar em formas de salvá-lo, vê-lo morrer estava a me machucar, posso não demonstrar tanto, mas eu amava Levi. Naquele momento que uma única lagrima desceu de meus olhos turquesa e me levanto do maldito balanço e assim a imagem ali descongela, corro a Levi e invés de puxá-lo como sempre, o empurro e eu que me jogo na frente do caminhão, e pela primeira vez, depois de ver tantas vezes o sangue do menor ser espalhado, dessa vez era o meu.

A cor rubra refletia nos seus olhos que desciam lagrimas, será a primeira vez que vi lágrimas escorrerem de seus orbes cor chuva.

Ao olhar pra trás vejo a névoa de verão, sem sorriso.

Você mereceu. digo dando um pequeno riso e esse se mistura a névoa a sua volta sumindo.

Minha visão fica turva e meus olhos vão se fechando aos poucos e a última imagem que vejo é a de Levi me segurando em seus braços gritando meu nome, tudo que digo é desculpa.

Esse dia de verão foi normal.

Mas alguma coisa acabou dessa vez.

No dia 14 de agosto na sua cama,

Levi acordou.

Eu não consegui de novo...

Ele disse segurando um gato.

Notas finais
Arisa: Fiquei super triste com esse final //choremos. Mas é a vida né galeruuu. Nanami: GENTEEEEEEEEEEE. *entra jogando purpurinaaaa* churei tambem mas kawaiiiii.então me diga senhores e senhoras, gostaram? Não sejam fantasminhasss! Mostrem um sinal de existência. Arisa again: Comentem e deixem duas autoras felizes heehhhh. (Como a Nanami-chan disse, não sejam fantasmas haa)[=^~^=] (Exorcizarei fantasmas, então comentem!)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!